<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256</id><updated>2011-12-04T11:17:08.270-02:00</updated><title type='text'>Filosofia Crônica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>151</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5634845759640329192</id><published>2011-10-30T16:33:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T16:33:43.038-02:00</updated><title type='text'>"Compartilho logo existo"</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; Piaget diz que a gente só vai aprender quando se desacomoda mentalmente. Que é quando algo nos tira do sossego, quando as perguntas não têm mais resposta, que a gente vai buscar respostas até voltar ao equilíbrio, dessa vez mais adiante um pouco. Eu não discordo. Pelo menos é quando me desacomodo que escrevo, que reflito e que penso até ir mais adiante, como agora. Mas isso os filósofos já sabiam, que filosofia é estranhamento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já Vygotsky dizia que aprender é um ato social, a linguagem em si é social, e como discordar a partir do momento que minha linguagem é instrumento de comunicação e comunicação exige um outro (nem que esse outro seja eu  mesma)? Essa ideia da linguagem social também é velha, e tem seus filósofos mais velhos que Vygotsky.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No entanto, apesar de tudo isso, as pessoas veem com muito bons olhos a introspecção, como se esta fosse a forma mais alta de atingir a sabedoria. Claro que conhecer exige mecanismos de introspecção, mas não existe introspecção sem linguagem, sem esse outro. A própria literatura é essa forma de introspecção que dialoga, você está só ou está acompanhado, afinal? Você diz e imagina um interlocutor, há sempre um interlocutor. O que quero questionar é: o que é a introspecção? O que a difere de um diálogo (se é que existe monólogo) propriamente dito? Não é possível fazer num diálogo o que faço agora: pensar? Talvez seja uma questão de tempo para pensar. Mas quanto tempo você precisa pra pensar? Será que o mundo da comunicação e da informação em que vivemos não modificou nosso tempo? Será que precisamos do mesmo tempo de antes? Será que pressa, nesse caso, seja mesmo inimiga da perfeição e quantidade diferente de qualidade?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acho que não. Quero ser otimista e pensar que é possível que nos adequemos a bater recordes de pensamento como maratonistas, e que se pensamos mais rápido e obtemos informações muito mais rápido isso só pode é ser um passo adiante. E que aprender o mais que posso é o melhor que posso fazer durante um período de vida tão curto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outro dia meu professor de Ética dizia: vocês conseguem se imaginar num mosteiro? Fiquei pensando seriamente nisso. Não, hoje em dia é muito difícil imaginar gente que busque conhecimento por retirar-se do mundo. Não, não que não exista, mas imagino as outras pessoas como eu, “reféns” dos meios de comunicação, das redes sociais, indo pra um retiro e para um isolamento se autoconhecer... Não, eu me autoconheço de outra forma, é na relação com o outro que eu me conheço, quem sou eu sem o outro? Existe esse eu isolado? Existe um eu que não esteja composto de vozes externas, de todo tipo de contribuição com o meio? Falo de conhecimento, não falo de paz. Isolar-se para atingir a paz é possível, mas conhecer? E mesmo a paz individual para mim é pouco, não sou miss universo, mas eu quero muito mais que uma paz individual e pessoal, de que vale eu sozinha tendo paz? Como posso estar em paz e conforto sabendo que há outros que não a tem? Me parece um projeto de vida egoísta: isolar-se para conhecer-se e encontrar a paz. Pra mim tudo é diálogo, se eu sair do mundo e encontrar a paz, será depois pra ajudar os outros e trazer alguma contribuição que vá além de mim. Por que ficar só em mim se vou morrer? Você pode me dizer que morre-se de qualquer forma, mas não sou hedonista, acredito que não irei morrer se deixar algo de mim no mundo, nos outros e assim por diante, como átomos de ideias, de pensamentos que não morrem. Essa é a única alma que uma ateia pode ter.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E a paz pelo silêncio... por que não encontrar a paz na multidão de vozes? Elas podem ser de alguma forma belas. O silêncio e a solidão eu terei por toda a eternidade quando morrer, por enquanto eu prefiro viver, e viver intensamente, da minha forma, que é discutindo e me relacionando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5634845759640329192?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5634845759640329192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5634845759640329192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5634845759640329192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5634845759640329192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/10/compartilho-logo-existo.html' title='&quot;Compartilho logo existo&quot;'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7615613431253907395</id><published>2011-08-27T21:50:00.003-03:00</published><updated>2011-08-27T21:51:01.707-03:00</updated><title type='text'>Crianças, gatos e a filosofia</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Poucos devem saber, mas eu sempre adorei crianças. Foi só quando adotei a Christie, minha gata primogênita, que minha fissura por ser mãe simplesmente sumiu, a Christie ocupou o espaço, de fato, de uma filha. E aqueles pais que insistem em dizer que não é a mesma coisa, imaginem aquela poodle com gravidez imaginária e que adota um chinelo como filho. Esta sou eu, e a Christie pode ser o chinelo pra você, mas pra mim ela é uma filha (e não venha achar que to comparando “apenas um animal” com uma criança, eu acho muito mais insultante você dizer que minha filha é menos que a sua, ou que sua filha não é um animal)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Além disso, é preciso ressaltar que gatos têm muitas vantagens que crianças não têm, como por exemplo o fato deles aprenderem a fazer xixi e cocô na caixinha bem cedo, e chorarem bem pouco, e gastarem muito menos. Porém, eu devo admitir que existe uma coisa em que gatos não são melhores que crianças: gatos não aprendem tanto. Claro que, dentro dos limites deles, eles podem aprender muita coisa incrível e suficiente para viver tão bem quanto qualquer um de nós (não quero que esse seja um argumento especista), mas é uma questão de olhar. Os gatos chegam até a nos enganar quanto a isso – bem melhor que cachorros – porque costumam olhar fixamente para coisas como se estivessem com o pensamento perdido em devaneios, ou numa reflexão bem profunda – coisas que você só consegue acreditar plenamente sendo uma antropocentrista como eu... ou será que eles realmente estão devaneando? Talvez lembrando, talvez analisando, eu não sei ao certo o que gatos estão fazendo quando ficam com o olhar parado, talvez dormindo de olhos abertos, não sei, se você souber me diga. Mas as crianças não, dá pra saber que elas olham como a gente, quando elas olham fixo elas estão aprendendo, entendendo, refletindo... Aqueles lindos olhos de crianças, tão grandes no rostinho, tão... curiosos (bom, você pode me dizer que gatos são BASTANTE curiosos, e isso é verdade, mas, bom, não é a mesma curiosidade da gente porque eles não são, enfim, a gente – e isso não é bom nem ruim, só to dizendo). E isso é o que mais me encanta nas crianças, como elas estão curiosas, querendo aprender, querendo crescer, querendo ir adiante... uma característica que poucos adultos conservam, e que eu acho tão fundamental.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quando eu era criança, eu já disse aqui, eu decidi que queria ser escritora e professora. E quando chegou na época de escolher o curso na faculdade me bateu até uma certa dúvida: será que faço Letras mesmo? Ou psicologia (pra ir ao fundo dos “personagens”)... ou Filosofia? No fundo, todos os cursos que escolheria pra fazer definem bem o que eu gosto demais nessa vida: aprender. Letras por causa da literatura, afinal a literatura, pra mim, é uma alegoria do conhecimento (assim como filme, teatro), e é a parte mais divertida do aprender (então não me arrependo de ter feito esta faculdade primeiro). Psicologia por querer entender as pessoas, que é basicamente sobre o que quero aprender, o que a gente faz, o que a gente pensa (viu? Eu sou uma mãe de gato antropocentrista, que incoerente...). Filosofia, oras, claro, por ser amor ao conhecimento e à sabedoria, sempre será o curso que eu devia ter feito, mas não fiz. E Pedagogia, por fim, que agora acabei gostando porque nada mais é do que um curso que reflete (e questiona) sobre o ato de aprender e sobre o ato de ensinar, ou seja, a prática, a socialização do aprender, é distribuir meu amor de aprender com os outros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Voltando ao que eu dizia, o que eu gosto nas crianças é que eu me identifico, me identifico com essa sede de aprender, pelo desejo de ir além, de aprender a ler, a escrever, a pensar as coisas que os adultos inventaram antes de mim (só é uma pena que nem todas as crianças cresçam e permaneçam indagando, que se contentem em aprender apenas uma vez em vez de voltar a aprender sobre o que já havia aprendido). Essa atitude das crianças é tão filosófica, a da curiosidade, essa primeira vez no mundo, essa admiração... e é isso que traz coisas novas, e enfim, faz até parecer divertido envelhecer, porque você vai aprender tanto e cada vez mais, até morrer... de epifania, ou de velhice, mas não importa, você vai ter aprendido muito, e melhorado muito você mesmo e ao mundo, pelo menos essa foi a ideia e a intenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7615613431253907395?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/criancas-gatos-e-filosofia.html' title='Crianças, gatos e a filosofia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7615613431253907395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7615613431253907395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7615613431253907395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7615613431253907395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/criancas-gatos-e-filosofia.html' title='Crianças, gatos e a filosofia'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1372218639376100201</id><published>2011-08-14T11:46:00.001-03:00</published><updated>2011-08-14T11:50:14.707-03:00</updated><title type='text'>Eu sou eu, não sou o outro</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; Decidi escrever sobre a única personagem que poderia criar com honestidade e verossimilhança: eu mesma. Há algum tempo – há muito tempo, na verdade – eu venho me impondo essa tarefa de escrever alguma coisa, e me reprimindo pelo fato de só conseguir escrever sobre essa mesma personagem. Por algum tempo me recriminei – como se ainda não me recriminasse... –, mas o fato que eu estou tendo que encarar é que eu sou mesmo egocêntrica. Desde pequena (mas isso a psicologia já explica) eu só conseguia pensar no mundo que me rodeava pelo que ele podia me afetar. Também não sei se é possível pensar num mundo que não nos afete, ou em pessoas que não nos afete em nada, mas o problema do meu caso é o grau, obviamente.  Dizem que eu sempre culpo minha depressão pelas minhas falhas e eu não vou fazer diferente agora: eu faço isso porque sou uma pessoa deprimida. Em outras palavras, quando você está com uma dor de cabeça muito forte fica difícil prestar atenção em outra coisa que não seja essa dor, e tudo parece latejar com você. É assim comigo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não basta explicar que meu egocentrismo não é completamente minha falta – se é que algo pode ser completamente nossa falta. Eu não posso aceitar que um possível leitor feche o livro na minha cara porque – “por qual motivo eu deveria prestar atenção em alguém que não presta atenção além de em si mesma?”... E essa seria uma razão muito aceitável. E ao aceitar que o leitor feche o livro na minha cara, eu teria que aceitar que as pessoas na minha vida me fechassem na minha cara, mas, por favor, não... O egocentrismo pode ter algo de bom. Por ele pude me conhecer. Não ao máximo, é verdade, porque quem poderia tirar nota máxima em autoconhecimento? Todos sabem que o ser é denso e subjetivo demais. E eu não sou tão convencida assim. A questão é que eu me aprofundei em mim mesma, e tentei conhecer os outros, juro, mas falhei. Por isso resolvi escrever sobre mim. Não para celebrar meu próprio egocentrismo, mas para tentar repassar o caso e, quem sabe, deixar de lado finalmente a obsessão. Isso a psicologia também explica. Mas, é claro, pra quem está de fora tudo isso é muito fácil. É fácil dizer: isso não está certo. Eu concordo com você, admitir assim tão claramente que estou escrevendo por terapia e catarse, sem a menor gota de cinismo, pode soar não honesto, mas ingênuo, e constrangedor. Sou muito clara, muito franca. Você vai pensar que qualquer um tiraria 10 em autoconhecimento se fosse eu, porque sou simples, e só eu não tiro 10 por ingenuidade. Mas é bem assim mesmo que a gente costuma julgar os outros: com simplismo. É muito fácil se colocar na pele dos outros! –Aqui você pode dizer: se é tão fácil, porque você admitiu ali em cima que não consegue fazer? Por isso mesmo: porque eu não acredito de fato que seja fácil. A gente acredita poder ler as pessoas, mas tantos pensamentos e sentimentos secretos que nunca virão à tona... Nós estamos do lado de fora, e a única cópia de chave que temos para o outro nos leva a entrar em quem? Não na pessoa, mas em nós mesmos, num simulacro que não corresponde a ele, mas sempre a nós mesmos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda há outra crítica possível: os verdadeiros autores conseguem ao menos imaginar uma diversidade de ideias, sensações e sentimentos. Num simulacro, é verdade, mas um simulacro bem feito, porque eles mesmos se dividem em mundos possíveis. E eu então sou rasa e reta? Sem bifurcações? Acho que não (apesar de que, é verdade, eu sou muito centrada em certos detalhes a ponto de a maior parte tempo ignorar as bifurcações), eu não tenho é a característica necessária para ser uma escritora de fato. A coisa é que eu tenho uma noção de dever com a verdade que não corresponde a ideia da ficção – e que precisa ser curada.  Eu preciso parar de temer a mentira como se a mentira fosse sempre o oposto da verdade (e, acima de tudo, facilmente desvendável). Eu ainda não sou escritora porque não sei mentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1372218639376100201?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/eu-sou-eu-nao-sou-o-outro.html' title='Eu sou eu, não sou o outro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1372218639376100201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1372218639376100201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1372218639376100201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1372218639376100201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/eu-sou-eu-nao-sou-o-outro.html' title='Eu sou eu, não sou o outro'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8521039712259882215</id><published>2011-08-12T15:47:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T15:47:52.559-03:00</updated><title type='text'>O vestido branco de Margarida</title><content type='html'>&lt;b&gt;I. Antônio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então Margarida vai casar... de novo. Descubro pela minha filha. Agora estou aqui, subindo sozinho esta rua – está um sol! o chão rebrilha – e a coisa de fato começa a me preocupar, como um remédio que demora a desmanchar no estômago. Margarida vai se casar de branco. Um vestido de verdade, uma festa bem melhor do que a que pudemos dar na nossa época.  O vestido é de vingança, é de propósito. Vai dizer para todos que é bem melhor agora, que nunca que vai voltar pra mim. Embora eu tenha terminado tudo, agora a coisa parece transformada, que foi tudo ideia dela – fazer eu terminar pra casar de novo –: casar e dizer que não teve culpa, e que não vai mais voltar pra mim porque eu é que não quero. E agora está tudo mesmo terminado, ela vai casar de novo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entro em casa suado, deixo a caixa de ferramentas em cima da cômoda, ligo o rádio, vou tomar banho. Toca uma música especial para mim, é como se eu tivesse escolhido, de propósito, o cantor está cantando um amor perdido. O cantor está cantando que Margarida me deixou por outro, pra poder casar de branco. É tudo tão rimado e tão bonito que nem meu próprio sentimento, nem meu próprio caso parecem mais sinceros que a música do rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II. Mariana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vou até o armário olhar o vestido pendurado na porta. É tão escuro aqui, e com cheiro de madeira... Olho o cabide e o plástico pendurados, mas estão vazios, o vestido não está lá. Eu ia olhar o vestido para descobrir a data do dia que mamãe vai se casar... Fui enganada! Essa era a única forma de descobrir se tenho que me arrumar hoje para a festa, ou se é amanhã, ou no fim do mês. Fico tão assustada pela ideia de eu acabar perdendo tudo, o casamento da minha própria mãe, porque não sei a data... Que humilhante! Vão dizer rindo: a Mariana é mesmo esquecida. Sou tão esquecida que esqueci o casamento da minha própria mãe e eles estão completamente certos, um acontecimento dessa magnitude vai comprovar tudo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas paro e penso: se o vestido não está aqui, será que não é porque mamãe já está vestida? Ou então o vestido está sujo e foi lavar na lavanderia, pra ficar branquinho para o casamento, e isso significa que já está próximo, que pode ser hoje à noite ou amanhã? Eu me apego a essa última possibilidade, porque se fosse agora mamãe já teria vindo me buscar... Mas só o vestido podia dizer exatamente o dia e a hora, com a capacidade e a certeza que só as coisas que não falam têm. Olhar pra ele ia me fazer entender em que lugar do dia e do mês eu ia ter que estar pra não me enganar, porque as datas, os hojes, ontens e amanhãs que as pessoas dizem nunca ficam muito claros para mim. Eles falam: daqui a uma semana, mas eu não sei como esperar uma semana, não sei nem mesmo se daqui a uma semana irei lembrar – sou tão esquecida! E hoje é hoje hoje, ontem era amanhã, amanhã amanhã será hoje e essa bagunça toda, e eu nem sei dizer que dia é hoje, porque se soubesse eu sei que o casamento tem um 8 no dia, ou é 8 ou é 28. Mas aí também não dá para acertar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III. A autora&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda estou ouvindo a canção do Antônio, uma canção antiga de amor, daqueles nomes famosos que os velhos costumam gostar. E eu podia acompanhar a música cantando, um poema da minha própria cabeça, que tinha rima e eu sabia a letra. Aos poucos reparo que a voz ritmada do cantor nada mais é que o som de um martelo batendo na parede, e enquanto as coisas vão clareando na minha cabeça fico admirada que, depois de tanta busca consciente por uma história fictícia, uma se fez sozinha enquanto eu dormia. A descoberta ainda não me decepciona, fico feliz pelo meu subconsciente – ou seja lá o que for – que é mais criativo do que eu quando estou acordada – e que criou até uma música rimada. Resta saber se o subconsciente também sou eu, ou se eu estou roubando os direitos autorais de uma outra pessoa que habita meu corpo e divide um quarto comigo no meu cérebro... Se fazer um conto baseado num sonho não é trapaça.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas aos poucos a alegria vai se transformando quando eu olho o quarto e quando eu vejo do lado de mim, na cama, Os irmãos Karamazov (dizendo assim, parece até algo pervertido), que eu li o comecinho pouco antes de dormir. Aí eu lembro que lá no início da história tinha algo parecido com o que eu estava sonhando, e a decepção toma conta: eu não estou plagiando eu mesma, eu tive que dormir pra plagiar o próprio Dostoievski, porque nem acordada eu sou capaz de fazer uma coisa dessas – seja por incompetência ou por senso ético.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E lá se vai meu único momento de satisfação comigo mesma por água abaixo, como se eu tivesse acordado com um balde de água fria... Continuo olhando para o teto e vejo a luminária em forma de balão balançando devagarzinho, como um barquinho que velejasse no céu, assoprado por uma brisa bem suave. Nada mais se move no quarto. É como se algo mágico soprasse o balão. É como se eu mesma quisesse acreditar em algo mágico. E concluo que, se eu visse mais mágica no mundo em vez de linhas claras, críticas e certas, eu não precisaria de um sonho pra criar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8521039712259882215?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/o-vestido-branco-de-margarida.html' title='O vestido branco de Margarida'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8521039712259882215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8521039712259882215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8521039712259882215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8521039712259882215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/08/o-vestido-branco-de-margarida.html' title='O vestido branco de Margarida'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6330566548440904360</id><published>2011-07-29T09:56:00.003-03:00</published><updated>2011-07-29T19:29:36.997-03:00</updated><title type='text'>Árvores e casas dentro de mim</title><content type='html'>&amp;nbsp; Adorava andar por entre as árvores, como num filme, como num livro, como se sua vida assim ganhasse algum significado, uma trama, um enredo... Mas não se enganava a esse ponto. Não, não se deixava enganar. Não era agora que sua vida teria enredo, apenas o cenário. Era o cenário, sem personagens principais, apenas a personagem secundária, ela, caminhando. Personagem secundária não porque não tivesse controle algum de sua vida, isso tinha. Tinha? Alguma liberdade havia, podia escolher, podia mandar em si mesma, podia não obedecer. Podia ir andar entre as árvores... não sem enfrentar algum medo antes, algumas dificuldades. O medo de ir caminhar sozinha. Não era nenhum medo concreto, de ser assaltada, estuprada, assassinada, de chover e não ter sombrinha. Não, era um medo que ela não sabia explicar, era o medo de não conseguir, de falhar, de ir muito longe, sozinha, sem ninguém para amparar. Por isso às vezes levava muito tempo se arrumando antes de sair, construindo uma máscara de maquiagem, uma armadura de roupas bonitas, um escudo frágil de futilidade pelo qual ninguém trespassaria com uma espada aguda de escárnio, de desprezo. Mas era frágil, ela sabia. Era um escudo que não abrangia todas as possibilidades, opiniões... Repetia para si mesma, sempre: é bom ter opiniões próprias. Mas na realidade, na prática, tinha medo das opiniões que os outros pudessem ter sobre ela.  Era covarde. Tinha necessidade de opiniões fortes, mas sem aceitar que os outros as tivessem, não se conflitassem. Era o medo do conflito. Era um medo bobo. Era um medo horrível, feio, pequeno. Como aqueles desenhos de bactérias com olhos, bocas, pernas e braços humanos. Uma coisa feia e vívida. Talvez toda a maquiagem, toda a armadura fosse apenas para esconder esse defeito horrível, como uma ferida, uma mancha, uma deformação. Uma deformação. E todas essas tentativas acentuavam a deformação. Uma armadilha construída dentro de outra armadilha. Ela estava cercada, por isso aquela sensação de sufoco. Estava acuada por si mesma, não pelos outros. Mas o medo era dos outros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por que secundária? Por isso. Porque todas as personagens secundárias são medíocres, incompletas. Personagens principais são profundas, com desenvolvimento, são como uma mansão com muitos, muitos corredores, muitos quartos, quartos repletos de coisas. Ela parecia só aquilo, o pontinho de sujeira que não sai, não importa o quanto se esfrega, da casa de uma dona maníaca por limpeza. E talvez houvesse corredores e houvesse quartos, mas ela não conseguia ver, apenas obcecada com aquela sujeira horrível, que não sai, culpand0-se pela incapacidade, imperícia, por não saber limpar... Ela devia saber, se era maníaca por limpeza, limpar qualquer coisa. Mas não sabia, e por isso era ruim na única habilidade que precisava ter. Era uma vergonha. Uma casa abandonada por culpa de uma sujeirinha que não sai. E o pó no resto dos cômodos se acumulando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhou para as árvores, tentou se concentrar nelas para sair um pouco daquela constante aflição que não se ia. Mas as árvores todas refletiam seu pontinho sujo – ela nunca, nunca conseguiria se livrar daquela ideia, e por isso o pontinho sujo ia crescendo, crescendo aos seus olhos, como se desse um zoom, como se estivesse examinando num microscópio potente. As árvores eram só uma representação da sua falha. Algumas árvores dão flores, algumas árvores dão frutos. Uma grande quantidade parece só dar folhas, essa era ela. Não era bela, não produzia, era apenas uma árvore infértil (fértil, de alguma forma sim, mas não bela, não grandiosa... não, não é verdade isso, ela gostava de árvores sem frutos ou flores, mas ela não podia gostar dela mesma). Era apenas uma árvore sem nada demais. Mas não era, como no caso das árvores, por culpa genética, mas por culpa sua, por culpa do defeito que ela criara e se apegara e não conseguia, não conseguia limpar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6330566548440904360?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/07/290711.html' title='Árvores e casas dentro de mim'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6330566548440904360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6330566548440904360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6330566548440904360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6330566548440904360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/07/290711.html' title='Árvores e casas dentro de mim'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5540550788088606961</id><published>2011-06-23T03:41:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T19:31:26.587-03:00</updated><title type='text'>Ser é ser percebido</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escrever é ser percebido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lembro que, quando pequena, minha mãe já me inculcava com a ideia de ser professora, me comprando lousas pra brincar e sempre deixando clara a minha predestinação. Um dia, lendo um livro, eu descobri, sem querer e num momento de epifania, que existia a profissão de escritor. Naquele momento eu fui correndo revelar à minha mãe, maravilhada, a nobre profissão que eu tinha escolhido pra mim mesma: ser escritora. Minha mãe, sempre boa mãe nesse setor da minha vida, disse: é claro que você pode ser escritora, e também professora. E eu pensei: é... Mas é absolutamente imperioso que eu seja escritora, em primeiro lugar, é isso o que quero ser.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pouco depois, no dia seguinte, talvez, meu pai veio buscar eu e meu irmão para ficar com ele, e eu muito contente ainda pela descoberta da minha nova aspiração disse ao meu pai que tinha decidido ser escritora. Meu pai respondeu: professora já ganha mal, agora você quer ser escritora? Vai morrer de fome!”. Aquele soco no meio do meu sonho deslocou pra sempre a profissão de escritora para a categoria de carreira complementar, optativa. E só hoje eu me dei conta que é impossível ser escritora complementarmente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sei, você vai me dizer, a maioria, se não todos os escritores, tinham um emprego pra se sustentar. Mas creio que nenhum deles era funcionário público em primeiro lugar e um escritor “se desse tempo”. Todos eram escritores, e o resto era o necessário para se alimentar e continuar alimentando o sonho de escrever.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E isso me leva para a outra revelação que tive há poucos dias na minha vida: é absolutamente imperioso que eu deixe de viver de acordo com a opinião alheia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi com um tweet da Rita Lee (sei, isso não é lá muito digno pra se ter uma epifania, mas não é algo que se controle), que dizia que quem se importa demais com a opinião dos outros, se torna escravo dos outros, perdendo o controle de sua vida (era mais condensada a ideia, em 140 caracteres, muita mais bem escrita, mas como não é minha a ideia e eu sou péssima em memorizar, é o melhor que consigo), enfim, foi com esse tweet que eu me dei conta de que eu era uma escrava de opiniões alheias, e que precisava me libertar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma vez o Eros me citou essa frase filosófica “ser é ser percebido”, que eu gostei tanto e me visualizei tão bem nela que, se gostasse de tatuagens de frases, eu tatuaria ela. Na testa. Eu olho pra essa frase e ela se bifurca em dois sentidos. Primeiro, como eu disse, eu sou escrava de opiniões, como se a forma como as pessoas me percebem fosse a melhor maneira de explicar o que eu sou. Então se me vissem como alguém sem valor, eu me sentiria sem valor; se me vissem bem eu me iluminava e me vangloriava. Por esse motivo eu tinha a necessidade de ser aceita, e se não fosse 100% aceita por todos os seres viventes na Terra, algo estaria errado e meu ser ficaria fragmentado entre isto e aquilo que acham de mim. E algo então estaria muito errado. Não se pode ser e não ser. Mas eu era e sou. Eu era aquilo que achavam, e aquilo que eu mesma achava. Mas o que eu mesma achava ficava em segundo plano, escondido, sendo relevado e sufocado, assim como a carreira de escritora. Porque se eu só me olho por espelho, e o espelho é inexato.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E foi esse fato que acabou minando por completo minha vontade de ser no melhor sentido de ser que eu sei: escrevendo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando eu me abri pra pessoas &lt;strike&gt;incapazes de compreender e fazer uma autocrítica antes da crítica&lt;/strike&gt; que me deram um parecer negativo sobre o meu ser, eu fiquei totalmente desmotivada para ser.  E, como eu disse, no meu caso ser é escrever. E escrever é ser percebido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu não queria mais ser percebida – nem por mim, ou mais precisamente muito menos por mim. Pra eles eu era uma ladainha cansativa – e eu quis poupar meus leitores. Eu quis poupar a mim mesma de sofrer trancando meus sentimentos, como “os fortes fazem”. Mas isso não é o que sou. Eu sou alguém que se abre, que só é se abrindo e se mostrando – e sendo percebida (que é o segundo sentido em que aplico à frase).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quiseram me fazer crer que me mostrar é errado e eu aceitei, como boa escrava de opiniões. Mas uma escrava rebelde, apesar de tudo, porque eu não sou uma completa idiota sem ser. Pelo contrário, eu sou muito. Sou tanto que mesmo me repreendendo e me escondendo, desde pequena, mesmo assim eu nunca deixei de ser eu mesma, mesmo sofrendo toda a falta de aceitação. Eu não fui crente quando quiseram, eu não fui machista quando quiseram, eu não fui o padrão de beleza que a maioria quer. Mesmo que às vezes acontecesse de eu me desacreditar por pressão dos outros. Como quando, mesmo não acreditando mais em Deus, eu acreditei no que meu padrasto e minha mãe falaram: que minhas opiniões eram desse jeito porque eu estava possuída por um espírito. Por muito tempo eu tive medo de não ser eu mesma, apenas uma possuída. Mas agora eu percebo que sou possuída pelo meu próprio espírito, e não tem exorcismo que me expulse.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se um dia eu quiser ser uma artista, eu preciso ser e aceitar o meu ser. Eu e não os outros. Não estou falando de autobiografia – embora eu não consiga ir muito além disso por enquanto, mas eu penso que um músico toca com o ser, compõe com seu ser. Um pintor pinta o mundo que passa por seu ser. E assim é com a escrita, o que somos. E querer ser percebido pode ser uma falta de educação enorme, o mais alto grau de egocentrismo... Mas um ser em arte é o ser de todos. É doar-se para compreensão, e ler, é de alguma forma compreender e compreender-se. E se ser é lindo, porque o nosso ser individual, ao mesmo tempo universal, é lindo, por que devemos sufocá-lo em falsas modéstias, em silêncio comedido? Esse é o tipo de mentalidade que para um artista equivale à mediocridade, ou a um livro em branco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5540550788088606961?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/06/ser-e-ser-percebido.html' title='Ser é ser percebido'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5540550788088606961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5540550788088606961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5540550788088606961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5540550788088606961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/06/ser-e-ser-percebido.html' title='Ser é ser percebido'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5811349309013069074</id><published>2011-04-04T16:44:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T19:32:20.120-03:00</updated><title type='text'>Um apelo: PAREM DE FALAR MAL DE PSIQUIATRIA E REMÉDIOS PSIQUIÁTRICOS</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp; ISSO NÃO AJUDA NINGUÉM! Pelo contrário.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sabe quantas pessoas, pelo menos no Brasil, SABEM ao certo o que é de verdade Psiquiatria? Para a maioria das pessoas, psiquiatra é médico pra louco. E ninguém quer ser louco, porque louco nesse imaginário popular é o equivalente a um bêbado sem álcool, uma pessoa sem noção, que se envergonha, que não tem razão. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não, as pessoas não são todas como o pequeno nicho social dos “bem educados”, que acham a loucura uma característica dos sábios livres, e que tomam remédio como se fosse componente básico pra acompanhar a água. Essa é apenas uma EXCEÇÃO. O que você está combatendo é, sim, uma exceção e, ao combatê-la achando que essa é a situação geral, você só aumenta AINDA MAIS o desconhecimento das pessoas que não pertencem a essa exceção e valida ainda mais o imaginário popular de que ir ao psiquiatra é coisa para loucos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sim, tem gente que vai ao psiquiatra e se medica porque está com dificuldade de dormir porque toma café demais, talvez. Mas tem um monte de gente que necessita de cuidados e não os recebe por PRECONCEITO. Preconceito esse que você, sem querer, acaba disseminando ainda mais ao criticar sem pausas a psiquiatria, os rótulos, a indústria farmacêutica etc. Sem deixar claro que não é a REGRA.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Veja bem, não estou dizendo aqui que não existe indústria farmacêutica, que não existem erros na aplicação dos rótulos ou psiquiatras ruins, etc. O problema é a generalização que se faz sobre o assunto. Se é pra criticar a indústria farmacêutica, por que só criticamos os psiquiatras? Dermatologistas também não se vendem para marcas e acabam receitando protetor solar que dá câncer? Acontece direto! Mas disso não se fala... ou pior, se fala sim! Da seguinte maneira: “protetores solares dão câncer!” Não se deixa claro quais que dão, quais que na verdade EVITAM, contribuindo para que desavisados reafirmem-se no propósito de não se protegerem do sol, aí pegam um câncer de pele... Ou seja, é uma grande DESINFORMAÇÃO.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É simples assim: quem ajuda não atrapalha. Se querem criticar, deixem bem claro que isso não é a REGRA.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É muito fácil, baseado no fato de protetores solares darem câncer, eu me pôr a criticar a dermatologia. Ainda mais que quem vai a dermatologistas é um bando de senhoras querendo se livrar das rugas, né? Mas aí você esquece que existem DE FATO doenças dermatológicas sérias e, pondo em descrédito o médico, o que a população em geral vai fazer? Passar uma pomada que a vizinha passa. Praticamente a mesma coisa acontece com psiquiatria.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Minha filha está com anorexia nervosa? Vou obrigá-la a comer, simples né? Meu filho está esquizofrênico e sofre horrores com visões terríveis e medo? Bom, eu levo ele a igreja, faço um exorcismo. Se ele não melhorar, eu continuo orando. “Me disseram que o remédio deixa ele como um robô, melhor não tentar.” Ignorando o avanço da medicina e dos fármacos, coisa que é, convenhamos, BASTANTE evidente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Claro que há médicos pilantras, remédios que não funcionam. Nem por isso devemos nos proibir de procurar ajuda quando precisarmos, e tentarmos, buscarmos segunda opinião, tentar outra medicação... Mas aí é que está: eu mesma, convivendo com todo esse ataque à psiquiatria fiquei muito com o pé atrás ao freqüentar um, ao tomar o remédio que deu errado acabei largando, piorando e simplesmente desistindo de tentar novas fórmulas. Até que como pior do que estava não podia ficar, eu resolvi tentar de novo. Porque o Eros, ao contrário de todos os que conheço, não pensa que “psiquiatria e remédios é uma história pra boi dormir”. Ainda bem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sem contar que é no mínimo muita pretensão achar que toda a medicina moderna está errada, só pelo prazer de combater a modernidade e tudo que é artificial. Ignorando os vários anos de estudo pelo qual todo médico tem que passar. Não, você sabe mais que eles, porque no blog X há toda uma bonita história sobre como chá de boldo resolve mais que Prozac.&lt;br /&gt;E o mais irritante nessa história é que, muito provavelmente, a mesma pessoa que divulga essas coisas, é a primeira a tomar um analgésico na primeira dor de cabeça. Mas que, quando tiver filhos, ou amigos, na mesma situação irá negar ajuda dizendo que é superficial. Depois os médicos e a indústria farmacêuticas é que são os monstros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5811349309013069074?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/04/um-apelo-parem-de-falar-mal-de.html' title='Um apelo: PAREM DE FALAR MAL DE PSIQUIATRIA E REMÉDIOS PSIQUIÁTRICOS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5811349309013069074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5811349309013069074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5811349309013069074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5811349309013069074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/04/um-apelo-parem-de-falar-mal-de.html' title='Um apelo: PAREM DE FALAR MAL DE PSIQUIATRIA E REMÉDIOS PSIQUIÁTRICOS'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7142576618591170594</id><published>2011-03-15T15:51:00.001-03:00</published><updated>2011-03-15T15:56:40.014-03:00</updated><title type='text'>A extraordinária história da fila que não tinha fim</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje eu decidi (depois de 1 mês procrastinando) dar entrada no meu seguro desemprego. Eu já tinha tentado uma vez em Brasília, mas no dia houve várias peripécias (tipo eu travar meu carro, entrar em desespero porque ia mudar em 3 dias, esperar 1h pelo guincho, o cara do guincho destravar pra mim em 10 segundos) e chegar lá e minha senha ainda ter 90 pessoas na frente. Pois bem, desisti e decidi vir fazer isso aqui em POA. Grande má ideia! Pelo menos em Brasília você não tinha que chegar de madrugada, pelo menos em Brasília você podia pegar uma senha, sair e voltar, pelo menos em Brasília dava pra SENTAR durante a espera.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pois bem, descobri por telefone que aqui tinha que chegar antes das 7h (não que lá abra às 7h, abre às 8h mesmo), cheguei de táxi, era umas 6h45, a fila já estava imensa. Lá estou eu, esperando em pé, com uma mala de 3kg nas costas, quando descubro que estou rodeada por 2 fumantes, um na frente e um atrás, que obviamente não pediram licença (e mesmo que pedissem, eu morro de vergonha de dizer não). Veja bem, não é que eu tenha birra com fumantes, é simplesmente o fato de que eu tenho uma séria alergia a cheiros, que me dá enxaqueca e náuses – quando criança uma caixa de giz de cera me fazia vomitar, hoje em dia só os cheiros mais fortes –, pois bem, imagine cigarro que tem aquela bosta de cheiro horrível e ainda por cima tóxico (eu não entendo o que deu na cabeça das pessoas de inventarem de sugar um troço com cheiro de escapamento).  Então assim eu estava lá, tentando respirar pela boca e não engasgar, e veio um velho muito animado e desdentado vendendo café. Intimamente eu fiquei muito contente com a oportunidade de tomar café (já que o sono tava me impedindo de ler), porém ao passar por mim ele não pôde evitar de ficar parado comentando uns 5 minutos sobre o meu cabelo e tentando ser engraçado. Isso foi de alguma utilidade, porque, ao vê-lo falar, notei que ele soltava cuspe pra tudo que é lado, inclusive nas tais garrafas térmicas de café, o que me fez voltar atrás na ideia de comprar café dele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então assim estava eu lá, tentando parar de bocejar e pensando que minha vida não podia estar pior, quando minha vizinha da frente da fila começa a falar comigo, que odeia esse pessoal que trata bicho como filho (coisa que eu faço), que acha nojento gente que dorme com o animal na mesma cama (coisa que eu também faço) e ainda perguntou se eu assisti o último programa do Luciano Huck (coisa que graças a deus eu não faço). A mulher falava tanto sem eu precisar dizer mais que “hum hum” que foi até bom, me distraí a ponto de esquecer nossas desavenças nunca declaradas, principalmente quando ela contou ser forasteira como eu e começou a reclamar de como aqui é diferente. Mais pra frente até senti muita falta dela.&lt;br /&gt;Deu umas 8h e a fila começou a andar lentamente, peguei minha pasta rosa (comprada especialmente para isso e apelidada por mim de “pastinha do desemprego”, onde fui guardando todos os documentos, cópias e coisas necessárias para dar entrada no seguro)... quando olho dentro da pasta, noto que uma coisa realmente importante está faltando: minha carteira de trabalho. Seja por que inferno de motivo, eu troquei apenas ela de pasta no meio da viagem – coisa que eu nunca irei me perdoar, estava tão confiante da minha capacidade de organização que nem verifiquei isso. Ok, começo a ligar pro Eros desesperada, enquanto isso vou vendo aquele mundo de gente entrando na minha frente e o meu lugar na fila tão arduamente guardado indo embora.... Liguei pro Eros, ele ficou de trazer, mas o porteiro não me deixava entrar sem a bosta da carteira, mesmo eu dizendo que meu marido já vinha trazer, que eu esperei tanto na fila, não fazia sentido perder meu lugar por isso. Pois bem, só quando eu vi mais umas 5 pessoas entrando na minha frente, a fila terminando e eu quase chorando, me veio a ideia de esbravejar e comentar em voz alta “como eu odeio essa droga de cidade”. Foi como dizer abre-te Sésamo, pois, como bom gaúcho, o porteiro não quis me dar motivos para achar Porto Alegre um lugar ruim e me deixou entrar no mesmo instante. Maravilha (mas mesmo assim, várias pessoas estavam na minha frente e eu como boa idiota que sou não fui atrás da moça da minha frente reivindicar meu lugar muito merecido na fila – isso porque eu tenho um cabelo que não dá margens de dúvida pra ninguém de que eu estava lá)! Então lá fiquei eu entre duas moças com cara de curitibana aguada (daquelas que são até simpáticas, mas muito insossas), o Eros me trouxe a carteira (e nesse ínterim a mulher que estava antes na minha frente ainda não tinha chegado nem perto de ser atendida), achei um cafezinho lá dentro, tomei e consegui retomar a leitura.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Em determinado momento nesta fila, notei que era só mais uma fila para pegar uma senha para outra fila. E esta fila era tão lenta quanto a anterior (ai que legal!). Isso já era 9h. Mais uma hora se passou e eu consegui finalmente chegar no final dessa fila, conversei com minha ex-parceira de fila e por ela descobri que minha senha era pra ter sido 22, mas agora ia ser 34, então cheguei lá toda contente, com os documentos devidamente organizados, lisinhos, quando a mulher conta meus meses de trabalho e fica lá devaneando se eram suficientes para dar entrada no seguro desemprego. Foi muito divertida essa parte. Ela então sumiu lá para dentro, enquanto isso a senha 34, 35, 36, 37 (parece pouco, mas levava uma eternidade cada atendimento) ia pra outras pessoas, então ela voltou com um sorriso e disse: ah, dá sim! Melhor confirmar, né? Vai que você fica &lt;b&gt;um tempão lá sentada esperando&lt;/b&gt; ser atendida e não dá certo??? Eu só consegui responder mentalmente: amiga, eu esperei 3 horas e meia EM PÉ, você acha que seria tortura nessa altura do campeonato eu esperar sentada? Quer dizer, mesmo que desse errado, eu sentaria numa cadeira durante pelo menos 1h só porque eu já não consigo mais ficar em pé, só por isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Lá fui eu, com a senha 38, esperar numa fila para conseguir uma vaga numa cadeira (mas essa eu furei, também, não sou tão certinha a esse ponto de babaquice) e depois de mais 1h30 sentada consegui finalmente ser atendida, fui andando aos pulinhos (porque descobri que minha sola do pé tinha sido arruinada e não conseguia mais ficar em pé) e dar entrada no meu seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas tudo isso podia ter tornado meu dia muito trágico, se não tivesse um final feliz que foi assim:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu decidi passear no centro, já que estava lá, para fazer compras do que precisava pra casa (sim, mesmo com o pé doendo e corcunda com minha mala de 3kg), e nisso uma senhora passou por mim, muito gaúcha, com aquele r longo e vibrante que os italianos de São Paulo também têm – e que talvez por isso me é simpático, porque lembra minha finada vó – e comentou: “guria, mas que cabelo lindo, bah, adorei seu cabelo!”, e se tivesse ficado só por isso, só isso não teria feito meu dia valer. O que valeu foi que, num dado momento, ela perguntou se meu cabelo não ficava “ressequido”, ao que eu nem precisei responder, ela passou a mão no meu cabelo e disse: “pior que não!”. E sim, isso sim foi tão bom de ouvir, que meu cabelo colorido não é “ressequido”, isso valeu meu dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7142576618591170594?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7142576618591170594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7142576618591170594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7142576618591170594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7142576618591170594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/03/extraordinaria-historia-da-fila-que-nao.html' title='A extraordinária história da fila que não tinha fim'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4013854094530302694</id><published>2011-03-12T22:58:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T23:06:37.325-03:00</updated><title type='text'>Inabilidade social</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não é segredo pra ninguém, eu acho, que eu sou, apesar das aparências (embora eu não saiba ao certo aparência do que que eu tenho), uma pessoa muito inábil socialmente. E eu vou enumerar aqui os inúmeros motivos (porque eu sou muito inteligente, eu vou conseguir enumerar o que é inumerável) que me levam a ser assim. O primeiro é o fato de que eu começo num assunto e passo pra outro a partir de parênteses inúteis. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O segundo é o fato de que me apavora a frase: “vamos marcar de a gente se ver!”. Me dá um frio na barriga isso! Se você quiser sair comigo seja claro: vamos comer x-bacon, vamos jogar baralho, vamos fazer compras, etc. Mas só marcar de a gente se ver me parece sempre uma coisa muito assustadora. Uma dica: eu gosto muito de sair pra comer, eu não sei se é de sair que eu gosto ou simplesmente da parte de comer, mas eu gosto muito. A melhor parte de sair com amigos pra comer é que, se você ficar sem assunto, você pode fingir que está mastigando, ou ainda pode comentar: hum, esse arroz ta sem tempero, mas é assim que eu gosto e aí o assunto rola, ou morre e você parte pra comentar do feijão etc. Eu também adoro jogar (mas aparentemente ninguém mais faz isso depois dos 18 anos, então eu fico sem graça de convidar), também ajuda muito na falta de assunto, até melhor que a comida, você pode se bastar de conversar só sobre sua mão no jogo, muito maravilhoso isso.  &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora, marcar de se ver, convenhamos, mesmo que você seja um amigo muito bonito parece ser bem entediante. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Outro ponto positivo de sair pra fazer algo (e não só diga “fazer algo”, eu não sei escolher, tenho medo de dar uma dica que a pessoa odeie e aceite só por educação e ser catastrófico, escolha por mim, por favor, eu te imploro) é que esse algo é muito bom pra desviar a atenção das nossas próprias cagadas. Eu sou uma pessoa muito perturbada (fico toda hora me perguntando sobre tudo que me perturba, porque sou assim e acho que é basicamente isso mesmo que me faz ser uma pessoa perturbada, o fato de me sentir muito esquisita. As pessoas que aceitam suas esquisitices não são perturbadas). Então quer acabar com o meu dia é naquela ocasião da conversa eu citar quindim e depois ficar me remoendo “meu deus, que vergonha, eu devia ter falado empada, por que eu fiz isso, meu deus?, todos devem estar pensando agora que eu sou uma adoradora de quindim retardada”. Mas quando a gente sai pra comer, a comida desvia a atenção. Você até pensa depois: afe, eu não devia ter dito aquilo, foi babaca, mas isso acaba sendo esquecido ao lembrar da comida. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Principalmente porque depois eu estarei com azia (porque nesses encontros, devido ao nervosismo maior, talvez, eu coma igual uma condenada), e isso irá me fazer me lembrar mais da comida do que do fato de eu ter falado infalivelmente uma bobagem e de todos estarem agora em suas casas comentando sem parar que eu sou uma boba (afinal as pessoas se importam muito com a minha existência, principalmente porque é uma existência ruim). Também vale pro jogo, se eu ganhei (porque eu sempre ganho) eu vou ficar contente lembrando que eu ganhei, então todos estarão lembrando em casa: puxa, a Marcely manda muito bem no jogo, ela é o máximo (afinal quem não gosta de pessoas que jogam bem, né? Principalmente porque eu vou ter comentado do início ao fim que eu ia ganhar, que eu ganho e que eu ganhei).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sair pra fazer compras é bom, mas eu tenho vergonhazinha. Primeiro, porque eu tenho um gosto meio vergonhoso pras coisas. Segundo, porque o assunto não é tanto assim. Terceiro, porque eu não tenho tanto dinheiro. Quarto porque odeio ficar trocando de roupa o tempo todo e isso me deixa suada e descabelada. Mas se você for minha amiga de muito tempo e também tiver um gosto duvidoso como eu isso vai acontecer muito naturalmente e será legal, embora eu vá fazer algo muito errado durante isso, tudo que eu lembrarei em casa é que tenho coisas novas. E as coisas novas são melhor que ganhar e azia pra se esquecer das idiotices, elas realmente prendem sua atenção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Acho que isso é basicamente o que faz de mim uma inábil social. Isso e o fato de ter medo de sair de casa sozinha (dica: venha me buscar em casa e segure minha mão na hora de atravessar a rua).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Bom, agora que eu exorcizei esses fantasmas acho que perdi um pouco o medo.  Por outro lado, acho que ninguém irá querer me chamar pra sair depois disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4013854094530302694?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4013854094530302694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4013854094530302694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4013854094530302694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4013854094530302694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/03/inabilidade-social.html' title='Inabilidade social'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1995332771312848842</id><published>2011-02-24T20:51:00.001-03:00</published><updated>2011-02-24T20:53:59.893-03:00</updated><title type='text'>Perfeição</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Dizem por aí que ser perfeccionismo é mania, até defeito (não, não é papinho de entrevista, sim, ser perfeccionista é um defeito...). Mas, ainda assim, é uma mania universal.  É só ver as religiões: no cristianismo, islamismo, se você for perfeito você ganha um prêmio, no espiritismo, se você for perfeito você passa de fase, enfim...). Perfeição é uma meta da natureza. O único defeito da perfeição, porém, é que ela é inatingível.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Um dos melhores exemplos sobre atingir a perfeição que vi foi em Cisne Negro. Acho tão significativo que, ao morrer, o último comentário dela foi “fui perfeita”.  E pra ser perfeita ela teve que, digamos assim, morrer. Porque sua identidade se fragmentou e acabou em cisão, em descompasso. A perfeição é unir os dois mundos (o branco e o negro), já que as opiniões sobre o que é melhor são bem díspares e para ser perfeito você tem que unir o que é desunião, ir ao encontro dos dois lados. Você pode dizer: perfeição é verdade, portanto não há 2 lados. Não, a perfeição conversa com a incerteza do que é perfeito, nós não sabemos o que é perfeito, embora ansiemos. Nossa própria indecisão é esse sonho de perfeição.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Perfeição é fixação e cada vez mais ansiada, dizem ser defeito do mundo moderno, mas, quem sabe?, ápice natural de um milenar desejo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O problema é não encararmos que a perfeição é uma farsa mortal. Quantas mortes de relações, de amizade ou amor, acontecem quando o outro deixou de ser “perfeito”? Quanto a isso, precisamos desacelerar um pouco e aceitar o raciocínio de que “ninguém é perfeito”, ou ainda melhor: que aceitar os “defeitos” é o melhor caminho para a perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1995332771312848842?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1995332771312848842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1995332771312848842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1995332771312848842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1995332771312848842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/02/perfeicao.html' title='Perfeição'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1794997011629526369</id><published>2011-01-29T01:47:00.001-02:00</published><updated>2011-01-29T01:51:33.714-02:00</updated><title type='text'>Escrever, meus caros,</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É coisa que todo mundo faz, basta ter sido bem alfabetizado. Eu escrevo, você no meu comentário escreve, minha irmã de 11 anos escreve. E o que diferencia vocês e eu de outros escritores? Talento?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Claro, talento. Talento e muita perseverança, muito dedicação, disciplina. Sem contar a presunção. E a presunção é o fato primordial para ser escritor, pois será que qualquer escritor do mundo publicaria um livro se não se presumisse bom? Se não achasse que sua palavra merecia ser espalhada pelo mundo, seu nome encadernado e marcado nas páginas da história...?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ora, só se você que acha que escritores e livros são sagrados, pessoas e coisas sapientíssimas, sem máculas, não perceberia que esse é o fator fundamental. Tudo tem máculas, mas quem poderia julgar Machado de Assis por ter sido presunçoso e então escrever, não é?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E você pode dizer: essa presunção nada mais é que ambição e, neste caso, uma ambição bastante válida. Pois é!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas agora eu digo pessoalmente o que me levou a esquecer a ambição de escritora e me fez voltar ao velho e prazeroso cargo de leitora. Não digo que não possa ter talento com as palavras, sei que não soa modesto, mas, como minha própria leitora, não julgo o que escrevo desagradável aos olhos, ou confuso, ou muito pernóstico, ou com muitos erros de pontuação e vá lá mil coisas que caracterizam um bom texto... para um corretor de redação. Se lapidado, quem sabe, poderia virar um texto digno de nota, quem sabe ter um tom próprio, até virar arte... Mas aí está um dado: eu não tenho perseverança e nem muita disciplina. E isso tudo podia ser contornado facilmente, bastaria eu ter a tal citada presunção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu sei, às vezes soo pretensiosa – pros que me leem do lado fora e não do lado de dentro, como eu leio. Eu nem sou uma pessoa arrogante, posso te jurar, embora você não acredite, eu levo as pessoas mais à sério que eu mesma. Se às vezes grito contra eles e os chamo de imbecis é pura autodefesa, só por não querer aceitá-los assim, de todo, como no fundo eu aceito, na minha imprecisão, nas minhas dúvidas. Claro, não sou modesta, e isso você já percebeu. Mas só porque a modéstia é atitude falsa e eu sou muito franca para isso. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas voltando à presunção – ou ambição se você quiser chamar assim – de escritora, isso me falta. Eu aprendi a me compreender, portanto me amar, a esperar muitas coisas boas de mim, mas sonhar grande... canseira! Quero dizer, se fizer algo, quero que seja bem feito, mesmo meus textos... Mas ser uma Grande Escritora já é demais pra mim. Em parte pela faculdade de Letras – que mata a maioria dos pretensos escritores (sem tom pejorativo nesse pretenso, pois me considero uma, é pretenso de quem pretendia e não consumou) –, a faculdade mostra o quanto um Grande Escrito é inatingível, complicado. Mas ainda além disso: vai de eu frequentar livrarias.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não sei vocês, mas eu, que não sou uma leitora tão assídua quanto talvez deveria, não li todos os Maiores Escritores e estou muito, muito longe de um dia chegar a ter lido todos. Mas acredito que a maioria dos seres viventes morrerão sem ter lido todos os livros bons do mundo. Isso me dá uma agonia, uma tristeza, de saber o quão longe estou de ler tudo que há de bom e, ao mesmo tempo, ansiedade por ler tudo sem saber por onde começar...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora, aí que entra meu outro argumento: lá vou eu ajudar a aumentar ainda mais esse problema? Quer dizer, mais um grande livro pra ser lido? E, convenhamos: por mais que eu me esfalfe, conseguirei eu um dia chegar ao dedinho do pé de um Cortázar, ou mesmo de uma Fagundes Telles que seja? E, ainda que chegue, valerá a pena a algum leitor deixar de ler Cortázar para poder me ler?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Viram? Me falta presunção para uma empreitada dessas, então eu assumo: desisti de ser escritora. Não morro por isso. Às vezes vem e vai a ideia persistente: “eu podia ser escritora...”, mas vai, isso é importante. Soa covarde? Acredito que é necessário tanta coragem para persistir quanto para desistir. Além do mais, eu creio que viveria muito mais agoniada tentando ser uma Grande Escritora (porque se fosse pra escrever teria que ser pra isso, considerando o que eu disse no parágrafo anterior) do que vivo agora, tentando não ser escritora. Todo o esforço, dedicação, autocrítica – lê, conserta, relê, apaga tudo... ai! Pra talvez não conseguir nem que me publiquem. E se publicarem, para sofrer a crítica impiedosa dos críticos – e a minha, também muito mais impiedosa, provavelmente. Tudo isso pra entrar na história? Ou por acaso eu iria salvar o mundo das cáries? A única coisa provável: eu seria infeliz. E como eu não acredito em imortalidade, prefiro ser feliz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E, depois, quem me dá tanta trela assim que me leia aqui. Aqui fica o meu resquício de pretensa escritora, daquela que não consegue viver sem expressar e compartilhar com o mundo o mundo que visualiza. E até nisso deve ter gente muito melhor. Pelo menos de ser Grande Blogueira não tenho pretensão, acho que ainda não existe nenhuma necessidade de se ler blogs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1794997011629526369?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1794997011629526369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1794997011629526369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1794997011629526369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1794997011629526369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/01/escrever-meus-caros.html' title='Escrever, meus caros,'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1529167903228731583</id><published>2011-01-16T12:15:00.007-02:00</published><updated>2011-01-16T12:24:27.323-02:00</updated><title type='text'>Amor não é um vírus</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Muitas das pessoas apaixonadas que conheço – principalmente as que se apaixonam pela pessoa errada – costumam levar como axioma o fato de que o amor é algo que não se escolhe, simplesmente aparece de repente. E este texto eu escrevo para contestar isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você pode então afirmar que o amor é um sentimento e que, como tal, não é controlável, mas eu não acho. Amor, assim como ódio, pode ser controlável e, se nasce é porque há embriões envolvidos e esses embriões, por responsabilidade sua, foram fecundados. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não acredito em amor à primeira vista, assim como não acredito em ódio à primeira vista. Por outro lado, existe atração à primeira vista assim como existe repulsa à primeira vista. Mas, em ambos os casos, pode haver prova em contrário sempre. E, o mais importante: você pode deixar desenrolar ou simplesmente cortar desde o início, como ervas daninhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma colega dizia se apaixonar sempre por caras brutos, que a traíam e que não davam a mínima. Seria carma ou há um padrão envolvido? Principalmente porque o carma se repetia com a mãe... Hummm... Um pouco de ceticismo e leitura de Freud é sempre bom nesses casos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Me irrita muito ver com que frequência estonteante (e assustadora) homens largam a mulher de 50 pra trocar por duas de 20 e uma de 10 porque “se apaixonou”. Como se mulheres fossem objetos que, assim que desgastados e antigos, precisassem ser trocados. E isso pode acontecer comigo um dia e, desde já, eu não aceito. E não aceito isso também pela pressão que isso acaba trazendo para o mundo feminino de que precisamos ser perfeitas e novas para sempre. Em outras palavras, eu acho esse tipo de atitude muito mais que falta de noção, acho machismo puro e simples e que precisa ser combatido como todas as outras formas de machismo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Também outro machismo é aceitar caras que te espancam por “amor”. Simplesmente me apaixonei pelo cara bêbado que bate em mim e meus filhos. Não, não dá!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ou ainda, o velho “Te traí porque me apaixonei pela minha secretária.”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;As pessoas que partem pra esse caminho ou gostam de drama ou acabam acreditando nos romances e novelas da TV, em que o amor é sempre como um vírus que se apanha do nada, ao cruzar os olhares com uma gatinha ao derrubar os seus livros no chão, ao salvar uma donzela em apuros – ou ser resgatada.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É preciso saber separar amor de impulso sexual. E é preciso entender que impulso sexual é tão passível de se controlar quanto xixi, a não ser que você tenha incontinência urinária (sem a metáfora: você corre sérios riscos de virar estuprador, trate-se).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sou casada e concordamos de não ter um relacionamento aberto (e de antemão, mais uma vez: nada contra aos abertos e o que virá a seguir não se aplica a estes). Logo, se em algum momento um homem me atraísse, a coisa mais sensata a fazer no meu caso seria simplesmente não ser íntima dessa pessoa. Não que eu esteja abrindo mão de, sei lá, descobrir de repente que outro é meu verdadeiro amor (outra ingenuidade também acreditar que há um verdadeiro amor). Eu prefiro achar que estou cultivando um amor duradouro e feliz e que, se eu dispensasse por outros amores e assim sucessivamente, eu estaria me privando de ter ao lado além de o melhor sexo, o melhor amigo, o melhor companheiro, que me conhece melhor do que ninguém (e deixaria de aprender a aceitar os defeitos, outra fator muito importante, matéria para outro post).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sou adepta da filosofia dos gatos. Dependendo do seu cheiro, um gato pode até se atrair por você, mas vá tratar mal um gato! Ou até menos: vá ser indiferente a um gato! Pode acreditar que o gato vai te virar as costas rapidinho. Ao contrário dos cachorros, que vão babar você inteirinho não importa quantas chineladas e voadoras você der nele, gato sabe se preservar. Mas vá ver na literatura, ou na TV o que eles falam dos gatos: gatos não amam, e sim cachorros. Pelo contrário, gatos é que sabem verdadeiramente amar. E a gente devia aprender com eles. Amor é algo que se constrói com carinho e respeito e não com qualquer batida de coração mais forte que um pinto grande te causar. Porque aí você se encontra vulnerável ao amor, ou melhor, paixonites porque eu me recuso a chamar isso de amor. E vulnerabilidade nunca é bom, nunca é lindo de morrer, nem quando se trata de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1529167903228731583?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1529167903228731583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1529167903228731583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1529167903228731583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1529167903228731583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/01/amor-nao-e-um-virus.html' title='Amor não é um vírus'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4793124119561713326</id><published>2011-01-14T17:34:00.004-02:00</published><updated>2011-01-14T17:38:12.562-02:00</updated><title type='text'>Sexismo, preconceitos e linguagem</title><content type='html'>&lt;font size="1"&gt;Antes de mais nada, começo este texto me declarando feminista (e casada com um feminista – não um feministo) e que muitas das minhas idéias também aqui são fundamentadas em algo que minha profª de linguística (doutora em linguística com ênfase em semântica, para os que não me levam à sério) dizia nas aulas de análise do discurso &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Outro dia uma pessoa preconceituosa achou que por eu não ler mais teoria acadêmica eu tinha preconceito linguístico (como se isso não se aprendesse até por osmose em qualquer curso de Letras). Pelo contrário, adoro os artigos publicados no site do profº Marcos Bagno, meu problema é com textos pouco claros e concisos (ou seja, a maioria dos textos acadêmicos). Pois então, eu não sou a favor do preconceito lingüístico, conheço muito bem a influência social na linguagem sim e não acho, como alguns professores, que se deva ter meia medida com preconceito linguístico ao ensinar norma culta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Porém, entretanto, contudo... Eu não acredito no politicamente correto. Entendam: chamar pobre de “pessoa financeiramente desfavorecida” não vai pagar as contas dela, chamar sua empregada de “secretária do lar” não vai impedir que ela limpe sua privada, nem chamar a presidente de presidenta vai tornar o mundo mais feminista (mas talvez tornar possível elegê-la sim). Se a língua é um espelho da sociedade, então mudemos a sociedade que a língua por si só irá mudar (e não, nunca vai ocorrer o contrário!). Além do mais, se foram os próprios idealizadores do dicionário Aurélio que disseram que “presidenta” é uma mudança feminista da língua (&lt;a href="http://falabonito.wordpress.com/2007/01/06/presidente-ou-presidenta/"&gt;como diz neste link&lt;/a&gt;), então, sinceramente, eles merecem o título de pais dos burros com total influência genética na formação cerebral dos filhos. Até Pasquale aceitou essa mudança lingüística (afinal foi dicionarizada). Mas eu NÃO, não aceito. Primeiro, presidenta soa tão horrível quando soaria “o presidento”. E, se soa mal, é porque é uma mudança a parto fórceps da língua (e não natural). Segundo, que mudaram um substantivo uniforme (com outras palavras: unissex, como estudante, por exemplo como todos os “ntes” da vida) para um substantivo variável (só que só para o gênero feminino). Se houve mudança, a mudança foi mais sexista do que era antes. Isso porque se se considera que em “presidente”, o sufixo é masculino, está no seu imaginário que tudo que é neutro é masculino, então você vê falo até onde não tem e você de alguma forma considera sim o macho mais representativo sempre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E por último eu não acredito nos @ da vida, não acredito em tornar a língua neutra (e impronunciável, porque eu não sei como ler em voz alta senhor@s, você sabe?). A língua não é neutra e, convenhamos, nem é tão sexista quanto a gente imagina. Pois não era pra haver muito mais pianistas homens que mulheres, ou musicistas são só viadinhos? Poeta pra mim nem dá impressão de palavra essencialmente masculina (ainda mais que termina com a) e quem ainda fala poetisa pra mim é meio pré-histórico. Se nossa língua denunciasse tais machismos só haveria cabeleireiras e bailarinas, não? A mudança de gêneros na nossa língua é muito mais convencional, na minha opinião, do que realmente retrato de machismo. Tanto é que seres inanimados podem ser masculinos ou femininos à revelia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Concordo que a gente usa o masculino como genérico. Homens, no lugar de humanos. Mas então pessoa, que sempre existiu, seria uma palavra, sei lá, de vanguarda feminista?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E, ademais, eu como mulher feminista, to é pouco me lixando se me chamam de professora ou professor, ou o caralho a 4. Me importo se estão me pagando o mesmo que os outros, se estão permitindo que eu tenha uma jornada de trabalho igual, se estão me considerando tão importante na criação dos meus filhos quanto o meu marido, se estão me considerando independente, se não ligam pra que eu fale palavrão ou que beba cerveja ou fume ou abra as pernas e ria alto ou envelheça, se estão me tratando igual objeto ou não, se conseguem me ver como ser igualmente inteligente (e não inteligenta), embora me maquie e me depile, ou não. Assim como sua secretária do lar deve estar pouco se lixando pro seu tabuzinho interior de chamá-la ou não de empregada, ela quer é receber e ser tratada com dignidade e ter 13º. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Em outras palavras, se você não quer ser pequeno-burguês, lave e passe suas próprias roupas, doe todo seu dinheiro para o MST e vá cortar cana. E se você não quer ser machista simplesmente trate as mulheres com igualdade. Todas as demais medidas pra mim soam puro eufemismo, disfarce, purpurinagem de intelectual entediado e hipocrisia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4793124119561713326?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4793124119561713326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4793124119561713326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4793124119561713326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4793124119561713326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2011/01/sexismo-preconceitos-e-linguagem.html' title='Sexismo, preconceitos e linguagem'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4502118565346050623</id><published>2010-12-20T23:41:00.002-02:00</published><updated>2010-12-20T23:44:28.115-02:00</updated><title type='text'>Por uma pedagogia do sentido</title><content type='html'>Há muito julgamento quanto ao método, mas o que eu acho fundamental no ensino está longe de ser isso. Pessoas aprendem em vários momentos de sua vida: brincando, dançando, se sujando e estudando. Acho que a escola dá conta da parte “estudando”. Ok, nem sempre seremos os mocinhos, mas é a vida, escola é o lugar de se estudar. Educação é mais que isso. Mas escola é isso.&lt;br /&gt;Eu acho que o pior problema que a escola enfrenta não é a posição das carteiras, nem a postura dos professores, e sim um problema de currículo. Cansei de pedagogia libertária, de professor se sentindo um tirano porque manda seus alunos se organizar. Oras, sociedade se faz assim, não gostou vá para as colinas... Mas com isso não quero dizer que acho que só apoio o tradicional, mas que as pessoas fogem muito do verdadeiro problema.&lt;br /&gt;O que sinto como professora é que o pior problema em ensinar é a falta de sentido. A gente pode até viver sem um sentido, mas a gente se distrai pra não ter de encarar isso. O mesmo ocorre com a escola: ou faz sentido ou a gente se distrai. O que a gente aprende tem que ser significativo.&lt;br /&gt;Eu fico puta com certos clichês que meus colegas de profissão adoram repetir, como: todos adoram Ed. Física e “nós somos uns monstros porque obrigamos os alunos a se sentarem enfileirados”. Eu mesma odiava Ed. Física. E mesmo que eu seja a exceção, convenhamos que, a parte os alunos hiperativos, coloque um jogo/filme/programa instigante na frente deles e veja se eles não ficam sentados sem problemas durante horas.&lt;br /&gt;E por acaso se acha a cura do câncer por meio de dinâmicas? As pessoas discutem filosofia em meio a torneios de queimada cultural? Todo mundo tem de se concentrar pra entender na vida!&lt;br /&gt;Tudo o que vejo ultimamente é alunos implorando por dinâmica. Toda merda de aula é a mesma coisa: devia ser mais dinâmica. Eu acho que eles querem é se distrair. Se aprender estivesse sendo interessante, não ia haver problemas em estar parado, em estar prestando atenção – prestar atenção seria uma resposta mais do que natural. Ninguém reclama de “ter de ficar sentado assistindo Harry Potter”. Não estou dizendo que às vezes não é bom sair um pouco do usual. Mas que, não, não se aprende com dinâmica, só se descansa. E aprender é um trabalho, não uma simples diversão.&lt;br /&gt;O problema não é ficar sentado. O problema é o porquê ficamos sentados. O conhecimento perdeu o sentido e com isso não paramos sentados.&lt;br /&gt;Aí mudam o currículo de português, ok. Não ensinamos mais gramática, ensinamos gêneros textuais. Mas logo estamos ensinando a destrinchar textos em busca de regras e semelhanças estruturais. Que diferença tem isso de estudar análise sintática? Não vejo muita! E não adianta reelaborar mil vezes o currículo, o maior problema é essa ideia de ensino grupal. Cansei de fazer prova em grupo, de preparar aula em grupo. No final aquele conteúdo se distanciou de mim, o objetivo do grupo não é o meu objetivo e – e me desculpe se sou individualista – o sentido é uma coisa muito individual.&lt;br /&gt;Acho que o que devemos ensinar é uma coisa muito pessoal. Assim como aprendemos o que queremos aprender, no final das contas. Torço por um ensino mais individual, em que os professores encontrem o seu verdadeiro sentido, o que realmente ache relevante ensinar. E dentro disso o aluno vai aprender o que pra ele também é relevante. Sem isso vira mera reprodução.&lt;br /&gt;Não ensinamos nem aprendemos o que os outros querem, mas o que nos motiva e o que nos causa paixão. E essa paixão é o que contagia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4502118565346050623?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4502118565346050623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4502118565346050623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4502118565346050623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4502118565346050623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/12/por-uma-pedagogia-do-sentido.html' title='Por uma pedagogia do sentido'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2268080522495792136</id><published>2010-11-15T21:47:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T21:50:28.286-02:00</updated><title type='text'>Sobre intimismo e não gostar de museus</title><content type='html'>As pessoas inferem muitas coisas sobre mim, provavelmente por eu ter cabelo colorido, por me vestir diferente. Elas mal sabem o quanto eu sou o que elas diriam “o mais quadrada possível”... Creio que é até o ponto positivo do meu visual. &lt;br /&gt;Eu nunca usei drogas de verdade, eu nunca sequer fiquei bêbada de verdade, não dei vexame, não saí com os amigos pra balada e voltei tarde da noite, nunca traí, nunca fiz sexo casual de verdade.&lt;br /&gt;Eu tento ser franca comigo mesma, e é só. Eu gosto, eu faço, eu me identifico, eu estou no humor e é isso. As pessoas são muito presas em padrões, em certos ou errados, em assumir ou negar determinado estilo de vida. Nenhum dos dois extremos me parece o mais adequado – nem o caminho do meio. Acho que o caminho é buscar seguir sua vontade, apenas.&lt;br /&gt;Eu não me drogo, nem bebo demais porque sou deprimida, não quero desenvolver nenhum vício, gosto de fazer as coisas porque quero. Eu não gosto de socializar demais, tudo tem um limite, sair um pouco com os amigos, no dia seguinte ficar em casa procrastinando e dormindo. Também não gosto de clausura. Eu sou tímida, não gosto de me relacionar com estranhos. Odeio como sinto vergonha de fazer algo errado, da pressão, de ir ao banheiro e fazer xixi do jeito mais silencioso porque não me sinto à vontade com o outro, vai que ele vê que eu excreto, enfim... É idiota, mas é verdade. Adoro a intimidade, de me sentir à vontade, de não ter que impressionar ninguém. De poder ficar em silêncio sem me sentir desconfortável. É assim que me sinto livre. É assim que aproveito meus momentos, mesmo que seja “comum” não quer dizer que não é prazeroso (pelo menos pra mim).&lt;br /&gt;Também não fico chocada. Não sou puritana, não sou exatamente quadrada (por isso acho justas minhas aspas). Claro, não entendo como alguém se sinta à vontade pra ficar com estranhos todas as noites – talvez não sejam tão tímidos, talvez não excretem. Mas entendo perfeitamente que esse não passa do meu ponto de vista. Não acho nada demais que as pessoas queiram viver livres (embora meu conceito de liberdade seja exatamente o contrário). Não acho errado nada no que se refere a escolhas (a não ser que machuquem). Acho completamente válido os mais variados tipos de relacionamento, vidas, vícios, virtudes, enfim. Acho na verdade muito mais fácil de entender os avessos, do que os que não são, como eu. Às vezes eu sinto que todo mundo espera de mim que seja avessa. Todo mundo acha divertido e eu não acho errado, então por que não? Só porque não quero.&lt;br /&gt;Eu sou mais fechada do que pareço por fora. Acho que pintar meu cabelo e me vestir é a coisa mais selvagem que faço, mais desembaraçada – e eu gosto disso. Acho que é a única coisa que mostra que eu não sou afeita ao comum. Minhas escolhas não se gerem por isso.&lt;br /&gt;Ontem eu notei que – por mais divertido e bonito que seja – eu não gosto muito de museus, nem de encontros com artistas, nem de saraus, nem de nada. Meu senso artístico se criou (e morreu...) na literatura. Gosto de fruir sozinha, sem ninguém me observando. Como eu disse, sou chegada a intimismos e sexo por amor. Museu, sarau etc. é a bacanal do prazer artístico, todos se vendo, todos mostrando. Não censuro quem ame – pelo contrário! Eu é que me censuro (por não entender o livre como os outros, nunca me entendi por ser tão “correta”(?)). Mas não consigo ser de outro jeito. E, depois, reparo que não está errado nem correto, achar que tem de se fazer as coisas pra mostrar que é legal e descolado como em uma high school, isso sim é reprovável. Gosto de ler, de ver filmes e ficar feliz com isso, como um prazer meu, sem grandes exibicionismos. Meu exibicionismo máximo sou eu por fora. O oposto do meu eu por dentro. No final eu gosto de contrastes, de enganar as pessoas, de desfazer os estereótipos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2268080522495792136?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2268080522495792136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2268080522495792136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2268080522495792136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2268080522495792136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/11/sobre-intimismo-e-nao-gostar-de-museus.html' title='Sobre intimismo e não gostar de museus'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-54418530810656191</id><published>2010-07-28T14:25:00.000-03:00</published><updated>2010-07-28T14:26:03.227-03:00</updated><title type='text'>Nirvana</title><content type='html'>Saiu do escritório para pegar um cafezinho. Na volta, olhou para os colegas, para o seu computador, para o carpete cinza e para as mãos – e para o café quente nos copinhos minúsculos de plástico, um dentro do outro para não queimar os dedos. Neste instante alcançou um súbito nirvana, compreendeu, num misto de epifania e déjà vu (para não dizer que tudo era assim, tão religioso, dado que era um fato – e ela sabia disso – bastante vulgar), que ela, o escritório, os colegas, os dois copinhos, tudo, era uma coisa só.&lt;br /&gt;E se sua mente vagasse para fora da janela, e para muito, muito longe, mesmo no ambiente mais diverso, nas florestas, entre os insetos, todos eram não mais que ela e ela todos eles. Sem pretensão ou mágoa. Todos eram um só, pura e simplesmente, como o copinho dentro do copinho de café se uniam, se fundiam, para um só conteúdo. Um só corpo. O conteúdo já não sabia o que era ou se estava ligado com o copinho tudo sendo um só: continente e conteúdo. E nem ao mesmo seria justo dizer que ela realmente pensava sobre tudo isso – ou que sua mente vagueava. A verdade é que ela &lt;i&gt;sentia&lt;/i&gt; tudo isso: que era parte de tudo.&lt;br /&gt;Feita a descoberta, sem que percebesse foi sumindo, como se sugada pela essência do todo. Foi ficando transparente sem que ninguém notasse, foi virando a sua cadeira de escritório, foi virando tudo. Ela talvez tenha lutado, mas a sensação era mais forte e a sugava para o vórtice do nada. Ou seria melhor dizer do tudo? A verdade é que o que ela sentia é que, acima de todas as fusões, a fusão máxima do mundo era o tudo e o nada – e era por isso que desaparecia. O copinho caiu no chão, o café fundiu com o carpete cinza, deixando uma mancha. Ela, não, fundiu-se com a cadeira giratória sem deixar sequer uma nódoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-54418530810656191?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/54418530810656191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=54418530810656191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/54418530810656191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/54418530810656191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/07/nirvana.html' title='Nirvana'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-868074273592936953</id><published>2010-07-25T14:57:00.001-03:00</published><updated>2010-07-25T14:59:29.671-03:00</updated><title type='text'>Zumbis</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje de manhã acordei de 2 pesadelos que, de início, achei serem muito diferentes entre si, depois de um tempo pensando se tratava da mesma coisa. O primeiro era algo sobre zumbis, em que pessoas aparentemente normais começaram a ficar totalmente diferentes, enraivecidas, assassinas, vítimas de alguma doença esquisita. Eu tentava fugir delas e conviver com outras pessoas em uma casa diferente e fechada, mas de repente alguma dessas outras pessoas com quem convivia também viravam zumbis e eu tinha que fugir delas e mudar de casa e assim por diante, infinitamente. Eu nunca podia confiar nas novas pessoas, que elas não virassem zumbis, não tinha como saber, eu vivia no medo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;No segundo sonho uma eu (que era, na verdade, outra pessoa, de cabelos castanhos, olhos claros – com ideias muito diferentes (do tipo ser vegetariana convicta)) com um Eros (que também era outra pessoa, mas mesmo assim eu sabia que éramos nós). Fomos visitar Curitiba e eu estava muito contente de visitar Curitiba, estava quase chorando de alegria. Mas os prédios tinham mudado de cor, de formato, no centro tudo era feito de papelão. O Eros encontrou um amigo e de repente decidiu que queria que eu comprasse uma bola de futebol pra ele e pelo resto do sonho eu fiquei tentando comprar essa bola, encher essa bola, mas não conseguia fechá-la. E me causava angústia saber que o Eros – que nunca gostou de futebol – quisesse de repente uma bola.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Bom, não precisa ser um gênio da lâmpada pra saber que ultimamente meu antigo medo da perda de identidade, da volubilidade das pessoas vem me assombrado de novo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;É que por todos os lados que olho, nos filmes que assisto, os livros que leio, nas pessoas que eu conhecia, vejo a mudança, a ruptura, a inconstância sempre constante. Os apaixonados desapaixonando por uma nova paixão e depois uma outra paixão, todas infantis e baseada em fetiches idiotas. Nem os mais inteligentes imunes. O Russel dizendo que amava a Alys, depois abandonando ela sem a menor cerimônia por causa de uma atração ridícula pela esposa do melhor amigo (e que nunca se concretizou). Os conhecidos e parentes do Eros vivendo uma crise de meia-idade atrás da outra. Os personagens de tudo que estamos assistindo...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Parece repetir sempre a mesma música: as pessoas não amam as outras, as pessoas suprem suas necessidades com as outras. Elas sugam o melhor e depois que passa a fome, enjoam e vão comer em outro lugar. E ninguém, absolutamente ninguém, está imune. Aqueles que dizem: “eu te amo mais que tudo” com tanta convicção são os mesmos que serão frios e indiferentes na primeira oportunidade.&lt;br /&gt;Eu sei que tem pessoas que encaram isso com uma naturalidade estóica, ou até... hedonista. “Que seja eterno enquanto dure” e essa bosta toda. Mas eu não sou uma delas. Meu maior medo é não poder confiar em alguém, é não poder confiar num futuro. Meu maior trauma é ter perdido milhares de relacionamento significativos pra mim (incluindo amigos, não me venham dizer que amigos são pra sempre) que depois eu tive que me esforçar pra dizer: não me importo, na verdade eu nunca gostei, na verdade nunca foram tão bons assim, agora é melhor. Mas, se é assim, então o “agora é melhor” também é transitório e depois eu direi a mesma coisa das minhas relações presentes? Então eu devo me esforçar para não me importar? Ou devo me importar e dar de tudo para depois fingir que nunca aconteceu? Que ninguém nunca existiu? Seja qual for a resposta, não seria sempre viver em mentiras? Então o que importa o que eu vivo agora se são ilusões?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E mais, sendo assim, eu não sei como lidaria com uma nova ruptura – que por mais que tentem desmentir, pra mim parece evidente. Toda noite eu não consigo pegar no sono rápido, eu fico pensando: o que eu vou fazer quando o Eros me deixar? Eu não gosto da resposta que sempre é: provavelmente eu me mataria. Fere meu orgulho. Porque eu sei que ele jamais faria isso, provavelmente encontraria outra pessoa em pouco tempo e eu seria a “que nunca existiu” ou viveria, sei lá, pra filosofia, se sentindo uma “pessoa livre” e autossuficiente. E, depois, e se eu tivesse me matado nas outras desilusões teria valido a pena? E eu sei que não, que aquilo não merecia... mas e isto? Mas e depois? E volto com o que disse antes: não sei como lidar com essa ideia de que tudo vai mudar, de que tudo é uma mentira, de que tudo é pra ser esquecido com uma volubilidade que pra mim pede a frieza de uma sociopatia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;E tudo fica indo e vindo: eu encontraria outra pessoa? Como se isso ia gerar um ciclo de mentiras infinito? Eu viveria completamente só “me valendo” e fazendo de tudo uma masturbação infinita? Eu tenho perfil pra isso? Parece elevada tal atitude, de viver se valendo. Mas ao mesmo tempo pede uma frieza que eu não tenho, um amor pela vida em si que eu nunca tive.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então eu chego a uma conclusão (nunca decisória) de que, provavelmente, eu me mataria sim. Mas não por alguém – embora todos fossem achar que sim, e é o que me irrita. Mas porque não vale a pena viver de incertezas e de ilusões – não pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-868074273592936953?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/868074273592936953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=868074273592936953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/868074273592936953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/868074273592936953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/07/zumbis.html' title='Zumbis'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4177087155524334892</id><published>2010-07-16T12:05:00.000-03:00</published><updated>2010-07-16T12:06:19.826-03:00</updated><title type='text'>Brasília, 16 de julho de 2010 e de eternamente</title><content type='html'>Brasília não tem um rosto, se tem um rosto, talvez, não tem essência. É essa cidade que foi criada artificialmente e que nunca deixou de ser artificial. É como uma casa que foi construída cômodo por cômodo em quadrados exatamente iguais. Ninguém pensou que um cômodo pudesse ser banheiro, outro cômodo uma sala, outro uma cozinha. Todos os cômodos têm a mesma cor, o mesmo tamanho, os mesmos móveis, o mesmo cheiro. Se você passar um certo tempo aqui e se “acostumar” com a cidade, de repente você vai se sentir sufocado como num pesadelo em que você corre e não sai do lugar. Você anda, anda, anda e é como não sair do mesmo cômodo, já que todos são exatamente iguais. Os que estão aqui há mais tempo (ou pior, a vida toda), se apegam aos detalhes, uma mancha na parede que não tem na outra, uma pessoa que tem lá e nesse cômodo não tem. Como num labirinto bem organizado, com simples coordenadas você vai de um lugar para outro, mas ainda com a sensação de que não saiu do lugar. Não fossem as coordenadas, tudo seria ainda mais o mesmo. Mas logo você percebe que coordenadas não passam de números quando tudo é sempre igual.&lt;br /&gt;Nas outras cidades as ruas têm nomes, uma identidade. Nomes de outros, é claro, mas assim como meu irmão não é meu pai, embora tenha o mesmo nome dele, a rua Marechal Deodoro de Curitiba (a que eu mais sinto falta ultimamente) é aquela rua com identidade própria. Se fechar os olhos você pode lembrar cada detalhe, e como seus sentimentos variavam conforme ia andando por cada prédio, cada casa, conforme os paralelepípedos mudavam. Coisa que eu nunca me dei conta – ou pouco me dava conta – até mudar para Brasília.&lt;br /&gt;Eu imagino como um artista poderia criar nesse vácuo de identidade? Escrever, por exemplo, depende de identidade. Andar pelas ruas era o que mais me fazia criar, era como penetrar em almas – e o que mais a arte faz senão penetrar em almas?&lt;br /&gt;Em Brasília nada tem alma. Os nomes/siglas não denominam um ser particular, tudo é Brasília. O idiota que reclamou do individualismo deve ter nascido em Brasília, provavelmente cresceu com a ideia estúpida de que pensar individualmente era um mal porque tudo é social. Porque em Brasília tudo é, de fato, social. Tudo é parte de um todo, tudo vago e vazio se der um zoom, nada vive sem sua influência total do todo. As ruas não têm identidade própria, são Brasília. Da mesma forma os brasilienses não são pessoas, são a sociedade. Suas crenças, lutas, seus partidos sociais são confundidos com um “eu” que é suplantado, sufocado pelo todo. Aqui as pessoas confundem tudo com social. As pessoas não são artísticas, são engajadas socialmente, são eruditas (e acham que é o mesmo, Alfredo Bosi adoraria). Arte é identidade e aqui quase ninguém tem, o meio despersonalizado, a sociedade determina tudo. Vai ver por isso Behaviorismo é tão em voga na faculdade de psicologia. “Individualidade” aqui é quando você quer fazer muito dinheiro e não se importa com os demais. Não é pensar x ou y. Não é gostar de z ou w. Não existe nem uma certa sombra de sócio-interacionismo, não, TUDO é social. Esse social disforme, sem rosto, com apenas partidos definidos. Não, Brasília tem um rosto. Um rosto só, um rosto conhecido tão bem e tão fácil que enjoa. Não tem é profundidade, não tem é essência. É artificial como uma boneca Barbie com quem ninguém brinca. Só tem por fora, não tem por dentro. E as pessoas não se relacionam direito por aqui porque não têm o que doar, tudo é superfície. A superfície social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4177087155524334892?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4177087155524334892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4177087155524334892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4177087155524334892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4177087155524334892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/07/brasilia-16-de-julho-de-2010-e-de.html' title='Brasília, 16 de julho de 2010 e de eternamente'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5301109488097340967</id><published>2010-06-29T15:47:00.003-03:00</published><updated>2010-06-29T16:04:45.470-03:00</updated><title type='text'>Sobre a morte e a vida</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Creio que a questão mais difícil de se lidar, entre teístas e ateístas, é como lidar com a morte. Talvez tenha sido ela, e não a curiosidade de explicar o mundo, o maior motivo de inventarem – ou desinventarem, se você preferir – deus. Deve ter sido no momento em que perderam alguém que o outro ficou olhando lá seu morto e pensando: como pode isso acontecer? E por oposição pensaram a vida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pois como é morrer se não há paraíso, não há reencarnação, não retorno? Como é não ter mais vida?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se eu tivesse tempo pra pensar um pouco antes de morrer eu ia com certeza, mais uma vez, me deparar com o fato de a vida ser estranha, principalmente sendo ela um caso isolado. Seria como a sensação que tive ao voltar pra rua onde vivi na infância, já adulta: as coisas que me pareciam tão altas, a rua tão larga, tão comprida para as minhas pernas, de repente, de uma nova perspectiva, é tão pequena, tão curta, tão gasta, tão velha. Seria a sensação, provavelmente, com a minha morte: a vida que eu pensava ser tão grande, tão certa, tão pesada, tão comprida para as minhas pernas, seria então reduzida a nada. Provavelmente eu ia pensar: então por que tudo isso? só mais uma vez. Mas também ia ser uma questão bem inútil, pequena e já bastante gasta. Vivi, aconteceu. Os que vivem já não importam mais, meus planos também já não servem pra nada. Eu terei certeza que todos os meus esforços só não foram em vão porque eram atrás de um prazer, de ter uma vida boa. E isso não faria de mim arrependida por não ter sido mais hedonista, mais instantânea. Eu saberia que não podia ter sido de outro jeito. Mesmo todo meu trabalho estudando tanto, trabalhando tanto, nada foi em vão. Mesmo ter lutado por um mundo melhor que eu não ia presenciar. Que eu ia precisar, ainda que não fosse presenciar. Nada foi em vão. Minhas discussões bobas em prol de uma verdade, de uma melhoria... Se não fossem essas certezas, essas buscas de larga escala e, talvez, utópicas, que prazer eu teria? Acreditar num mundo melhor – e muitas vezes desacreditar – foi minha forma de prazer, de viver. Claro, agora que estou morrendo assim, vendo minhas ilusões virando pó, podem parecer simples respostas da minha mente ao meu cérebro, ao meu corpo, na sede de perpetuar a espécie da melhor maneira possível – e pra quê? Mais uma vez, porque a vida teria apenas os cinco sentidos e nenhum sentido. Porque eu fui a hedonista esperta, que sabia que os desejos imediatos não saciam toda nossa sede de prazer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Esperta o suficiente de não aceitar minha depressão que, ou me mataria cedo, ou faria minha vida realmente ser completamente imbecil, já que todo meu prazer era minado, incapaz de se comunicar nas minhas sinapses, Pois eu não estou dizendo que a vida só tem sentido porque nos faz felizes, ou melhor, nos dá prazeres?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Eu só não sei se eu sentiria falta dessa vida, ou se aceitaria, assim como aceitei que a vida não faz sentido. Em pouco tempo não me restaria mais nem o poder de sentir saudade, então eu tentaria descobrir antes: a vida me fará falta? Mas, veria, não faria sentido se eu não sentiria falta dali a pouco tempo. Então, já que era assim, acho que a única coisa que eu gostaria era de dizer adeus pros que amo, e mais nada. Bem-vinda ao nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5301109488097340967?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5301109488097340967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5301109488097340967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5301109488097340967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5301109488097340967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/06/sobre-morte-e-vida.html' title='Sobre a morte e a vida'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8598716661794045192</id><published>2010-05-19T19:29:00.003-03:00</published><updated>2010-05-19T19:38:14.726-03:00</updated><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;        §§§§&lt;/span&gt;Dizem que seria possível ser feliz eternamente se fôssemos cães, ou gatos, ou algum outro animal que não humano. Obviamente, quem diz isso não são os cães ou os gatos, mas os humanos que se consideram sempre únicos, inclusive na certeza de que a tristeza é intrínseca ao seu próprio ser.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;Dos outros animais só acredito que se possa afirmar algo se formos nós eles próprios, mas não somos. Certamente, até hoje só consegui obter uma comunicação segura com humanos, quanto ao resto são meras hipóteses. Podemos afirmar que um cão se encontra triste porque chora, contente porque abana o rabo, mas ainda, acredito, não passam de suposições baseadas na nossa própria vivência humana – e não canina, nunca fomos cachorros. Posso estar sendo excessivamente cética, mas podia ser pior. Poderíamos duvidar até de que haja comunicação segura entre os próprios humanos. Mas dado que essa discussão só poderia ser formulada por meio de palavras, creio que seja incoerente discutir tal coisa...&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;Como sempre, humana que sou, me distanciei do assunto que é: seria possível que nós, humanos, fôssemos eternamente felizes? Como conhecer a felicidade sem nunca sentir tristeza? E, eu adiciono, será necessário saber e conhecer a própria felicidade para senti-la?&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;Pois em Felicitown, ou Felicidade, como preferiam os puristas, as pessoas eram eternamente felizes. Não digo como isso era possível, portanto – pulando essa parte de explicar eternidade e existência – apenas digo que existia e deixe para os filósofos de lá – que são felicidadãos de verdade e sabem melhor como investigar isso (...ou não) – explicarem.&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;Pois bem, Ana era uma felicidadã exemplar, era professora e adorava dar suas aulas de geografia – ainda que o mundo todo fosse Felicitown, sem fronteiras, e todos eram como um só vivendo só pelo dia de hoje, sem problemas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Isso não quer dizer, é claro, que ela não adorasse fazer outras coisas – afinal, como ela poderia detestar fazer algo sendo sempre feliz? Bom, você pode me dizer: simplesmente não precisando fazer essa coisa. E era assim mesmo. Sim, existiam coisas que Ana detestaria fazer, mas ela jamais faria essas coisas simplesmente porque era natural que ela fosse feliz fazendo coisas que a faziam feliz. Por que ela faria algo que a fizesse infeliz? Seria um paradoxo em Felicitown e um contrasenso para qualquer felicidadão. Não havia necessidade disso. “Nem os mais masoquistas?”, você pode perguntar, mas lá não tinha como existir masoquistas se não existia tristeza nem dor. Sendo as pessoas eternas – já disse, estou encarregada de explicar o ponto da felicidade, não o da eternidade, mas vou só entrar no assunto, então, um pouquinho – elas não tinham como se machucar nem ficar doentes (ou velhas...), logo era inconcebível que existisse alguém que quisesse machucar alguém ou ser machucado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        E eu diria que, ainda que um felicidadão, por uma paradoxal infelicidade, fosse levado a fazer algo que detestasse, nem isso conseguiria abalar sua inabalável felicidade, um bem estar enorme era o principal sentimento inesgotável dentro de cada felicidadão, fosse passando roupas, limpando privadas muito sujas, fosse falando algo muito constrangedor, sem querer, em público. Felicidadãos eram assim justamente não porque Felicitown fosse justa e perfeita – porque era e vocês que não são felicidadãos sabem que mesmo a perfeição enjoa, entedia e enlouquece o mais bem resolvido dos cidadãos comuns –, mas porque acima de tudo eles tinham um bem-estar inesgotável, e simplesmente coisas como tédio e angústia não existiam nem em seu vocabulário nem em suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        – Puxa, querido, esse seu crepe de queijo está com a massa meio molenga, que gosto horrível! Você sabe que eu detesto essa massa quando não está crocante... – diria Ana nesse dia. Mas nem por isso sua felicidade foi, por um segundo sequer, abalada. Ela dizia aquilo rindo, cuspindo pedacinhos molengos e nojentos de massa, com aquele bom-humor inalterável de sempre, muito contente de simplesmente existir e estar cuspindo pedacinhos molengos de crepe.&lt;br /&gt;       – Me desculpe, da próxima vez eu deixarei assar a massa por mais tempo... – disse o namorado de Ana também inabalavelmente contente, mesmo falhando, sem a menor ferida de orgulho (afinal lá não existia ferida), apenas convicto de que tudo se resolveria, como sempre, sem problemas. Na eternidade tudo se resolve algum dia, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Como nós sabemos, decepções não combinam com felicidade, portanto os felicidadãos jamais se decepcionavam, tal palavra pra eles não existia. Se algum cidadão comum fosse ter que explicar pra eles o que vem a ser essa palavra, eles entenderiam algo como: “ah, é aquilo que a gente sente quando descobre e aprende algo novo e detestável sobre outra pessoa, não é?” – e riria satisfeita por ser tão esperta de ter aprendido uma palavra intraduzível para o seu dialeto – “por outro lado é muito bom descobrir coisas novas... Assim como agora! E tem também a surpresa que é a ‘decepção’... Bem divertido!” e daria um novo sorriso – se é que o sorriso alguma vez tivesse sido de fato desfeito.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Tudo para os felicidadãos era muito divertido. Em Felicitown também não existe coisa como raiva, muito menos derivada de estresse ou qualquer coisa assim. Nesse caso, nem uma explicação de um hipotético forasteiro (coisa que não existia, afinal Felicitown era um mundo sem fronteiras onde todos eram um só povo, eu já disse) seria suficiente para um felicidadão entender. Ele precisaria ver na sua frente um forasteiro hipotético com raiva. E mesmo se visse ele ia rir achando isso muito divertido e inusitado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Se fazia frio e elas detestassem, elas se aqueciam. Do contrário, se contentavam numa boa, como em tudo. Felicidadãos sempre estavam contentes, portanto se contentavam com tudo. Se estivessem com fome era só comer – e, obviamente, em Felicitown nunca faltou nada pra ninguém, afinal tudo era bem perfeito, como eu disse.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Agora você poderia me perguntar: como as pessoas poderiam ser diferentes se todas igualmente se divertiam com tudo? Talvez elas não fossem muito diferentes umas das outras, pelo menos não no que se referia ao humor. E se elas tinham opinião diferentes? Bom, elas achavam as coisas – como você pôde ver na cena do crepe – boas ou ruins sim, portanto, elas tinham sim opiniões próprias. Como elas se formavam? Das sensações que tinham, com exceção da dor. Ana podia muito bem não gostar de crepe mole, mas era feliz. E Fernando, seu namorado, podia muito bem gostar da massa bem assim. E por que cargas d’água você acha que eles deveriam brigar por isso? É porque você não é um felicidadão! Felicidadãos, eu já disse, não brigam porque não sentem raiva. Eles simplesmente discordam numa boa e é simples assim. Se algo não dá certo ou falha, eles vão atrás de algo que dê certo ou não falhe. Ou vão atrás mesmo do que dê errado de novo, quem se importa? Eles estariam contentes não importa o que acontecesse. Afinal não tinham porque se preocupar com tempo na eternidade – se é que tão conceito existia. Sempre dava tempo pra tentar de tudo e uma hora é óbvio que tudo chegaria à perfeição – e por isso Felicitown era perfeita: porque era eterna já há uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Felicidadãos sabiam muito bem imaginar. É claro que piadas, comédias, no geral. Tragédia ou drama, é óbvio, não existia. Muito menos terror, afinal como um felicidadão teria medo se não se machuca ou morre ou não sente decepção ou raiva quando dá algo errado? Não havia medo, havia excitação pela novidade do que ia acontecer em seguida.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Um romance comum felicidadão não ia interessar nenhum cidadão comum, ou pelo menos não ia produzir nestes o efeito que originalmente era pra produzir nos felicidadãos. Uma história não era pra ser feliz ou triste, obviamente, não tinha nenhum tipo de problematização – não no nosso entender da palavra – pro desenrolar da história. Era uma história que entretia e fazia sonhar. O clímax consistia só em fazer os felicidadãos ficarem curiosos, mas não nervosos ou algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        Um típico conto de fadas felicidadã era assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        “Era uma vez uma menina que usava um chapéu muito legal na cor azul e por isso seus amigos a apelidaram de Chapeuzinho Azul. No início, ela não gostou do apelido, mas seus amigos resolveram chamar ela assim mesmo e Chapeuzinho Azul achou muita graça na insistência deles.&lt;br /&gt;“Um dia sua mãe falou: ‘filha, o que você acha de ir visitar sua avó, hoje?’ E a menina respondeu: ‘Boa ideia, vamos lá!’. Mas a mãe da menina explicou que não podia ir com ela, pois não estava muito afim disso naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;        “Então a menininha decidiu que ia sozinha, pegou uma cesta e começou a colher flores para a avó no meio do caminho. Enquanto isso surgiu um Gato do Mato muito bacana, mas que a Chapeuzinho Azul não foi muito com a cara. Ele falou: ‘oi, o que você está fazendo aqui?’ e a Chapeuzinho Azul: ‘estou colhendo flores, não ta vendo?’, e riu, e o Gato do Mato respondeu muito contente: ‘Oras, mas essa não é a resposta completa para a minha pergunta... Se bastasse ver pra saber eu não teria perguntado! Então deixa eu especificar: para quem você está fazendo isso e por quê?’, então Chapeuzinho respondeu ao Gato: ‘Estou indo visitar minha avó que fica há alguns quilômetros virando a direita daquela árvore ali e decidi colher umas flores pra ser legal pra minha avó e porque é tão divertido colher flores, não é mesmo?’. E o Gato respondeu: ‘Mas e o que não é divertido?’”&lt;br /&gt;       &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;§§§§&lt;/span&gt;E era assim que terminava a história. Era muito popular entre os felicidadãos quebra-cabeças, enigmas e esse conto para eles era um dos mais interessantes para esse fim, pois mesmo que eles soubessem que nada não era divertido em Felicitown isso era muito estranho, de alguma forma muito divertida eles percebiam isso.&lt;br /&gt;       Era um conto muito debatido entre os filósofos, um deles dizia: “Há coisas mais divertidas de se fazer que outras e assim são os opostos: muito divertido e suficientemente divertido, muito prazeroso e suficientemente prazeroso e assim por diante”. Também tinha outro filósofo que dizia achar o contrário e dizia: “Todas as coisas são em-si bastante divertidas”. E no fim os felicidadãos ora citavam um, ora citavam o outro até que um terceiro filósofo disse mais ou menos isso: “Tanto faz”. E essa foi a resposta que eles acharam a que resumia tudo muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8598716661794045192?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8598716661794045192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8598716661794045192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8598716661794045192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8598716661794045192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/05/felicidade.html' title='Felicidade'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6900380726769294051</id><published>2010-04-17T15:09:00.000-03:00</published><updated>2010-04-17T15:10:55.736-03:00</updated><title type='text'>Qual a sua religião</title><content type='html'>Eu noto nas pessoas uma completa falta de capacidade de viver sem uma religião. Algumas simplesmente assumem: eu tenho fé porque preciso dela. Quando é assim eu acho ótimo, afinal pior cego é aquele que não quer ver.&lt;br /&gt;Aqui em Brasília existe uma ceita religiosa na Unb (e eu aposto que é assim na maioria das universidades). O engraçado é que outro dia eles riam e se desfaziam dos “pobres coitados dos teístas”, assim como alguns evangélicos ririam e se desfariam de uma pessoa da umbanda. Tão sem autocrítica, não eram capazes de perceber o quanto são religiosos que se declaram sem religião. A religião deles é basicamente essa e vocês verão que não difere muito das demais: eles acreditam que um dia, uma porção de pessoas iluminadas – que sigam suas regras e sejam como eles, naturalmente –, conseguirão alcançar o paraíso: o mundo ideal. O mundo ideal, obviamente, seria comunista ou anarquista, todos seriam marginais (mulheres, negros, glbtts etc.), todos usariam entorpecentes pra enxergar a “verdadeira realidade” (entoando mantras) e tudo seria rodeado por uma arte que afirmasse só essa verdadeira realidade e esses marginais, afinal os demais são pessoas não-iluminadas que não merecem o céu. Alguns ainda adicionariam: ninguém comeria nem animais, nem derivados de animais. Alguns ainda chamariam a religião de O Coletivo e os não-iluminados mundanos de reacionários. Enfim, na falta de religião, essas pessoas vivem de política 24h por dia.&lt;br /&gt;Eu não estou aqui falando que as pessoas não podem ter ideais, obviamente, porque todo mundo tem o seu. O problema é quando, na falta de capacidade de escolher seus próprios ideais, a pessoa adquire um combo do professor adolescente eterno mais próximo de você, o que forma, aí sim, uma verdadeira religião. Você não escolhe gostar ou desgostar das coisas, você gosta e desgosta do que a religião permite que você goste ou não. Afinal, pessoas imaturas não conseguem viver por si só, precisam de limites paternais eternos (afinal os líderes religiosos não se chamam de padre, madre, pastor por esses motivos?).&lt;br /&gt;Eu imagino que já tenha falado disso aqui antes, mas eu queria desabafar um pouco mais. Eu estou cansada de conviver com religiosos fanáticos que tornam sua crença uma lei. Viver com família religiosa fanática me pôs horror a qualquer limitação, inclusive aquelas chamadas de libertárias.&lt;br /&gt;E o pior é que eu tenho ideais parecidos, mas essas pessoas me desgostam tanto que dá vontade de achar o oposto. Mas, como eu não sou adolescente, não vou agir só pra ser do contra – isso é coisa que esse tipo de gente faz. Mesmo porque o oposto também é outro tipo de religião aprisionante. Assim como não foi por causa da minha mãe e do resto que eu deixei de achar que cristianismo tem seu lado positivo, tudo tem. Mas as pessoas, infelizmente, as “mais-iluminadas”, ainda acreditam que existe um Bem maior, um Mal maior pra combater e por aí vai. Vai ver foi excesso de tv.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6900380726769294051?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6900380726769294051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6900380726769294051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6900380726769294051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6900380726769294051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/04/qual-sua-religiao.html' title='Qual a sua religião'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-778081132282537451</id><published>2010-04-01T18:47:00.001-03:00</published><updated>2010-04-01T18:47:56.060-03:00</updated><title type='text'>De como o ser humano não consegue se ver livre de padrões, tendências e preconceitos, mesmo quando deseja isso</title><content type='html'>Nos Estados Unidos existe uma separação entre negros e brancos bastante óbvia. Existem bairros negros, restaurantes negros, filmes negros e seriados negros. Como aqueles filmes ou seriados em que todas as personagens principais são negras... Bom, nem de longe eu vou responsabilizar totalmente os negros por esse tipo de atitude, por xingarem os brancos de branquelos, por odiarem os brancos. Porque se isso existe, existe por alguma razão: porque os negros foram tratados algum dia do mesmo jeito pelos brancos. De alguma forma é uma forma de vingança.&lt;br /&gt;No entanto, assim como apesar de clichê é verdade que não se repara violência utilizando violência (é, coisa que os EUA realmente não sabem...), não se repara um preconceito se utilizando de outro preconceito. E eu tenho percebido que na sede de serem pessoas conscientes, as pessoas ficaram fanáticas da mesma forma que os fanáticos com os quais elas lutam. É, é uma coisa perceptivelmente burra, mas gente sem bom senso não falta e se torna fanática achando que não é fanática, se torna burro por se achar mais inteligente do que os outros. É uma lástima, pra não dizer que é vergonhoso.&lt;br /&gt;Aqui em Brasília eu percebi que é muito mais notável um machismo dominante. Pra contrabalançar existe o povo que é feminista ao extremo, que odeia homens, que odeia qualquer tipo de relacionamento convencional e que despreza qualquer tipo de construção familiar. Esquecendo que apesar de existirem mulheres submissas aos homens e homens dominantes num relacionamento infeliz, existem pessoas que se casam por afinidade e se respeitam mutuamente e se vivem sempre juntos um com o outro não é porque prometeram isso na frente de um padre ou pastor ou juiz, mas porque GOSTAM de estar sempre juntos. Por que todo mundo acha que todo mundo é louco por sexo e só vive de aventura em aventura, como um Don Juan ou Anais Nin? Ou ninguém é capaz de gostar mais de uma pessoa, ter mais afinidade com uma do que com outras? Por que alguém pode simplesmente não ter tesão por outras pessoas além da pessoa que já está junto?&lt;br /&gt;Por que na ânsia de serem livres de padrões, as pessoas sentem necessidade de impor outros padrões? Isso não faz sentido algum!&lt;br /&gt;Eu digo isso sendo completamente honesta. Eu GOSTO de comer com o Eros vendo tv e fazer o nosso “sexo de sempre”. Não me sinto excitada por outros caras ou mulheres. E principalmente: se eu vou pra algum lugar, gosto de ir com ele porque eu sinto falta, ele é como um melhor amigo indispensável. Pode não ser tão legal como manda a moda, mas é o meu jeito de amar. Seria a mesma babaquice que instaurar a regra de que todos devem ser gays ou algo assim.&lt;br /&gt;Eu digo isso respeitando profundamente todo o público GLBT, todos os relacionamentos não-convencionais. Acredite, só porque eu não sou não quer dizer que eu sou contra! Só porque eu sou branca não quer dizer que eu deteste negros. E não dá pra querer transformar toda a raça humana em negros, GLBT e em pessoas adeptas do “amor-livre”.&lt;br /&gt;Mais uma vez, o que houve com a ideia de DIVERSIDADE? Eu sou ateia e tenho verdadeiro trauma de crentes, mas fiquei realmente chocada numa mesa em que as pessoas faziam chacota de quem acredita em Deus. Eu não vou ser hipócrita, sendo eu ateia não vejo como alguém possa acreditar em Deus. Mas mesmo que eu não entenda, eu respeito. Alguns crentes são estúpidos, mas eu não considero todos dentro desse mesmo parâmetro. Da mesma forma que é ridículo que – porque alguns negros roubam – eu achar que todo negro é ladrão.&lt;br /&gt;E aí a pessoa fala mal de quem acredita em Deus, mas adora zodíaco. Parece que tudo é uma pose de Do Contra. Sou contra a fé, mas sou contra os racionais positivistas, sou contra a família, sou contra os heterossexuais, sou contra as maiorias. Isso tem a mesma profundidade e personalidade própria quanto as pessoas que costumam vestir as roupas que saíram na Marie Claire só pra seguir a nova tendência. São as pessoas “in” do mundo intelectual. Você pensa por si próprio? Não, você pensa o que é tendência.&lt;br /&gt;Continuando na metáfora, o mundo parece dividido entre uma maioria que é massa e não tem dinheiro pra se vestir – e por isso veste o vestido de sempre, com florzinhas que ela comprou na liquidação da loja de departamento (e que todo mundo tem) por falta de dinheiro – e a perua chique que veste o que há de mais “in” da nova tendência, aquilo que ela se antenou sobre importando a última revista mais importante da moda ocidental. E existem os poucos que, seguindo o próprio gosto e com o dinheiro que têm, são criativos, compram uma sandália de departamento dali, uma blusa de lá e constrói seu próprio estilo de verdade.&lt;br /&gt;As últimas pessoas são muitíssimo raras e vai ver é por isso que eu gosto tanto de andar com o Eros pra cima e pra baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-778081132282537451?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/778081132282537451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=778081132282537451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/778081132282537451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/778081132282537451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/04/de-como-o-ser-humano-nao-consegue-se.html' title='De como o ser humano não consegue se ver livre de padrões, tendências e preconceitos, mesmo quando deseja isso'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2039896853814106792</id><published>2010-03-16T14:41:00.000-03:00</published><updated>2010-03-16T14:42:33.970-03:00</updated><title type='text'>Dos que falam tupi</title><content type='html'>Dizia Gândavo sobre a língua tupi e seus falantes: “(...)não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente(...)”. Coisa que já ouvi reproduzida pela minha mãe (deve ter aprendido na época da ditadura, na qual havia educação &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt;) como a grande sacada universal sobre o Brasil e o que devemos combater (os comunistas, os anarquistas, os índios...). Mas estava eu fazendo como sempre paralelos entre aquela época e a nossa e percebi isso: de fato, vivemos (1ª pessoa do plural porque estou incluindo a mim e os da minha laia) uma época sem fé, sem lei e sem rei.&lt;br /&gt;Não é uma crítica, tampouco uma ode, mas quem é do meio intelectual entende que vivemos de desconstruir, de duvidar, de discutir tudo e qualquer coisa que exista na nossa cultura. Vivemos tanto de discordar de nossa própria cultura que acabamos nos marginalizando dela, assim vivendo sem a fé, a lei e a rei do status quo. Tem, é claro, seu lado bom e seu lado ruim.&lt;br /&gt;Ah, como é bom viver segurando nossas próprias rédeas! Sem rituais, livres e puros como os bons selvagens... Pois é, paramos aí: caímos num conto, isso não é verdade. A verdade é que por mais que neguemos, por mais que nos rebelemos, não existe um mundo sem lei, nem ao menos sem fé ou sem rei. O mundo é regido por leis, nem que sejam físicas. Nós ainda temos fé, pois o mundo não é 2+2=4. E ainda temos rei porque acabamos nos submetendo ao que fulano disse, sem a mesma subserviência, mas admitamos que não tiramos nossa ideia do mundo ideal de Platão.&lt;br /&gt;Mas estou sendo exagerada porque em certo grau e por isso mesmo – porque na nossa língua não existe o l, f, r – acabamos por duvidar e desconstruir até nos mesmos o tempo todo (minha psicóloga falou pra eu parar de fazer isso...), o que eu acho ótimo, mas deprime.&lt;br /&gt;E esse, meus queridos, é o motivo pra tanta tristeza. Eu aceito em parte o discurso político, mas calma lá, nem tudo é por essa via! Agora entrou em voga dizer que depressão ou doenças mentais vêm do consumismo. Porque a gente deseja coisas supérfluas umas atrás das outras que acabam não nos preenchendo.&lt;br /&gt;Mas convenhamos, &lt;i&gt;caro amigo&lt;/i&gt;, quem não tem desejos que não preenchem? Veja só você, digamos, que sonha com o estado comunista, se um dia isso realmente acontecesse será que você ficaria feliz para sempre e fim? A vida não é um conto de fadas e a gente sabe, justamente, nós os tristes, que não existe ambição na vida – utópica ou não, supérflua ou não – que nos preencha ao ser alcançada. E não somos zen budistas. Ou somos, mas na ausência do desejo estamos longe do nirvana.&lt;br /&gt;O que não quer dizer que nos acomodemos, que não sonhemos, às vezes. Pelo contrário, sem o amparo de um &lt;i&gt;discurso&lt;/i&gt; político fanático talvez &lt;i&gt;façamos&lt;/i&gt; muitas vezes algo relevante para a sociedade. Ou você espera que dizimando o povo de fome um dia eles farão alguma revolução? E acha que uma revolução de famélicos à margem da sociedade será às mil maravilhas? E trata como meros ovos que servem para fazer uma possível omelete pessoas que morrem de fome! Oras, compreendemos sim que o sistema é injusto, no entanto, sabemos que qualquer sistema será sempre injusto a partir do momento que negamos os nossos e não vimos melhorias. Que diferença há entre uma bandeira que dizia: liberdade, igualdade, fraternidade.... e que deu nisso que estamos agora e outra bandeira igualmente falando de igualdade cabeceada por um ditador? Vai relativizar o sentido de igualdade assim lá longe!&lt;br /&gt;Igualdade... igualdade! Existe até quem fale em “igualdade na diversidade”. Bom, me definam igualdade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2039896853814106792?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2039896853814106792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2039896853814106792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2039896853814106792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2039896853814106792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/03/dos-que-falam-tupi.html' title='Dos que falam tupi'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6311559718419072302</id><published>2010-03-06T15:14:00.001-03:00</published><updated>2010-03-06T15:14:31.002-03:00</updated><title type='text'>Homofobia</title><content type='html'>Gosto da palavra homofobia, já pararam pra reparar? Vocês obviamente sabem o que é fobia, mas já pararam pra pensar no Homo? Pois é, todos somos &lt;i&gt;Homos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Homo Sapiens&lt;/i&gt;! Não, isso aqui não é um texto sobre gramática.&lt;br /&gt;Quero só que reparem que Homofobia podia ser bem uma forma de dizer que temos fobias aos seres humanos. Sim, isso existe mesmo, alguns tem! Ouviram falar daquela notícia em que os pais de 2 crianças, mataram elas e depois se suicidaram por causa do aquecimento global e porque poucas medidas estão sendo tomadas? Moda que se espalha e sobre a qual já escrevi de que seres humanos são vilões que irão destruir o mundo com cáries? As pessoas pensam que é bonito pensar assim, quando eu acho só um escape que combina com essa frase do Oscar Wilde (um homossexual, por sinal): “Há uma espécie de conforto na auto-condenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de o fazer.”&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto. Se formos pensar na homofobia, no termo que ela significa de verdade atualmente: fobia de homossexuais. Bom, vou dizer, que ainda não está longe da homofobia que eu falava ali em cima. Se você pensar que homossexuais são homens como qualquer um, apenas com outra orientação sexual, e que não gostar dele é não gostar dos homens...&lt;br /&gt;É, é não gostar dos homens! É não gostar do que há de mais óbvio em todos os seres humanos: as diferenças. Pois apesar de sermos todos a mesma coisa (homens), somos todos diferentes. Tem uma frase no livro do Tolstoi que a Ana Karenina diz que eu acho muito adequada: &lt;b&gt;“Eu acho que, se é verdade que cada cabeça cada sentença, há de haver tantas maneiras de amar quanto os corações”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu devo concordar que nós somos tão diferentes e por isso cheio de tantas preferências próprias que é comum que achemos feio, chato, ruim o que os outros acham de diferente da gente (o que resulta em homofobia e n outros preconceitos que todos temos em maior ou menos grau).&lt;br /&gt;Eu mesma já escrevi textos sobre wayfarer, sobre unha francesinha, sobre várias coisas que eu não gosto e brincando (sim, era uma brincadeira!) sobre como todos deviam deixar de fazer isso. Me irrita muito a moral de manada, mas eu jamais trataria mal, de verdade, ou teria nojo, ou presumiria que a pessoa não vale a pena, porque ela usa francesinha ou óculos wayfarer. Porque parto do princípio que essa pessoa tem seus motivos e mesmo que pense igual em certas coisas, pensa diferente em outras coisas e isso faz dela alguém interessante de se conviver: porque a diferença é um aprendizado gostoso. Quando você nasce e aprende a ler, você aprende algo “diferente” do que sabia até então. Portanto, lidar com coisas diferentes é aprender.&lt;br /&gt;Voltando pra homofobia. Eu estou horrorizada (é, horrorizada) com o fato de uma multidão estar a favor de um cara (num programa que eu não assisto, é verdade) que é homofóbico. Uns chegam a defender e dizer que não é homofobia, é o &lt;i&gt;jeitinho&lt;/i&gt; dele e mil desculpas esfarrapadas. Quer saber se é preconceito? É só trocar o objeto homossexuais por negros, por exemplo, fica mais fácil porque hoje em dia, ao contrário de homofobia, racismo não é (pelo menos abertamente) aceitável. Se alguém fala: “meu médico me contou que se um homem branco transar com uma mulher branca não pega aids, mesmo que algum deles tenha aids. Só se pega aids se for sexo com um negro.”, isso não soa racista? Ou ainda, digamos que eu estou conversando com uma amiga que fui numa balada negra e que vi vários negros se beijando e uma outra pessoa ouvindo nossa conversa se levantasse da mesa, jogasse comida fora falando que estava enojada... Bom, alguma dúvida se isso é racismo?&lt;br /&gt;Já li textos que é completamente normal não gostar de gays, ninguém é obrigado. Certo, e ninguém é obrigado a tolerar os negros, né?&lt;br /&gt;Já li também no mesmo texto que falar de homofobia atualmente é desnecessário porque os homossexuais estão mais do que aceitos na nossa sociedade (claro, e unicórnios também existem!). Sendo que os fatos demonstram coisas assim: &lt;a href="http://www.tudonahora.com.br/noticia/brasil/2010/03/04/86889/brasil-e-considerado-o-pais-mais-homofobico-do-mundo" target="_blank"&gt; "Com um homossexual assassinado a cada dois dias, o Brasil passou a ser considerado o país mais homofóbico do mundo." &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E pra terminar, não venham me dizer que é coisa de cristão não aceitar gays. Antes de tudo, Jesus Cristo ensinou a amar e a tolerar a todos. Sempre e em primeiro lugar deve vir a compreensão, o amor e a piedade. ISSO é que Jesus pregou e é ISSO que os cristãos deviam seguir em primeiro lugar. Se na bíblia diz que homossexualidade é impura, na bíblia também fala de fornicação e outras mil regras que você acaba não seguindo. Tem coisas sobre corte de cabelo, vestuário e outras mil leis e costumes daquela época. E se deus é imenso em piedade ele vai te perdoar e você como filho dele também devia fazer o mesmo.&lt;br /&gt;Já ouvi caso (sou de família de uma religião “cristã” fanática) de pais que abandonaram um filho na rua porque era homossexual. É, expulsaram de casa. Ainda depois falaram: “ta vendo como ele era indecente?” porque o menino passou a sobreviver se prostituindo. Claro, eles abandonam uma criança na rua, sem ter o que comer e o que vestir e esperam que ela viva de entoações de cânticos? Tinha outras opções, é claro, mas não vejo muitas, provavelmente ele não sabia malabares, o indecente.&lt;br /&gt;E, claro, não existe homofobia no Brasil e é cristão julgar e maltratar os outros.&lt;br /&gt;Que o coelhinho traga muitos ovos para todos os hipócritas nessa páscoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6311559718419072302?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6311559718419072302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6311559718419072302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6311559718419072302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6311559718419072302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/03/homofobia.html' title='Homofobia'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4890386969234856058</id><published>2010-03-05T17:00:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T17:01:14.203-03:00</updated><title type='text'>Como minerva a depressão!</title><content type='html'>Aí vai um vídeo comovente que fiz sobre minha gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uJAOCo1hj_U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uJAOCo1hj_U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque eu tive trabalho e não to afim de postar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4890386969234856058?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4890386969234856058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4890386969234856058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4890386969234856058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4890386969234856058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/03/como-minerva-depressao.html' title='Como minerva a depressão!'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-9056964686704338967</id><published>2010-02-21T14:00:00.002-03:00</published><updated>2010-02-21T14:06:08.821-03:00</updated><title type='text'>Patinação artística, uma lição de vida (argh!)</title><content type='html'>Coisas que aprendi assistindo muita patinação artística nesses jogos de Vancouver (eu escrevendo um post auto-ajuda, tsctsc):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Por mais que você almeje perfeição, sempre haverá algum deslize ou quedas.&lt;br /&gt;[Agora é derrubar um copo na hora de lavar a louça ou cair com o Mario do abismo e eu já lembro disso]&lt;br /&gt;2-Errar não quer dizer que tudo está perdido. O que importa é seu compromisso em fazer as coisas bem feitas e agradáveis.&lt;br /&gt;3-Fazer em dupla fica lindo se há sincronia, mas essa sincronia é difícil. É preciso força pra não acabar matando um ao outro.&lt;br /&gt;4-Fazer em dupla significa abrir mão e não receber o mérito todo sozinho.&lt;br /&gt;5-Fazer sozinho sempre dá pra fazer melhor ou mais livremente: você não tem ninguém pra culpar, se preocupar ou confiar além de si mesmo.&lt;br /&gt;6-Se faz sozinho também não tem ninguém pra compartilhar suas dificuldades e as suas alegrias mais intimamente.&lt;br /&gt;7-Mesmo que haja prós e contras sempre haverá duplas e sempre haverá individuais.&lt;br /&gt;8-Fazer merda quando tentou tanto dá vontade de chorar.&lt;br /&gt;9-Fazer bonito e além do esperado dá vontade de chorar.&lt;br /&gt;10-Mesmo os bons erram. Os fracos também podem ir além dos bons.&lt;br /&gt;11-Todo mundo precisa praticar pra ser o melhor.&lt;br /&gt;12-Há fracos e há fortes, mas todo mundo tem uma torcida.&lt;br /&gt;13-Ver os outros patinarem parece tão mais fácil do que quando é você que está patinando. Quando os outros erram é fácil falar: que merda de patinador!&lt;br /&gt;14-É possível ganhar a medalha de ouro sem fazer o máximo.&lt;br /&gt;15-É possível perder fazendo mais do que os outros fizeram.&lt;br /&gt;16-Se você é uma pessoa chamativa e excêntrica, pode ser que seus grandes feitos sejam ofuscados por você mesmo e que não te levem tão a sério.&lt;br /&gt;17-É uma pena, 16, mas tem gente que vai te idolatrar por ambas as coisas, mesmo que sejam poucas.&lt;br /&gt;18-Se você tem o nariz muito grande, melhor não empinar tanto ele, senão você pode desequilibrar e perder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-9056964686704338967?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/9056964686704338967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=9056964686704338967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9056964686704338967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9056964686704338967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/02/patinacao-artistica-uma-licao-de-vida.html' title='Patinação artística, uma lição de vida (argh!)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2797997068753739473</id><published>2010-02-08T21:43:00.000-02:00</published><updated>2010-02-08T21:44:26.090-02:00</updated><title type='text'>Porcaria</title><content type='html'>Sou uma bosta&lt;br /&gt;Nunca serei mais que uma bosta&lt;br /&gt;À parte isso, não tenho coragem de dar descarga&lt;br /&gt;Janelas do meu quarto,&lt;br /&gt;Do meu quarto, de um dos milhões do mundo que não serve pra nada&lt;br /&gt;(e se servisse, de que adiantaria?)&lt;br /&gt;Dais para uma rua fechada em que não passa quase ninguém,&lt;br /&gt;Uma janela inacessível a não ser que se suba em um banquinho,&lt;br /&gt;Real, realmente pequena e que não deixa entrar luz, só chuva&lt;br /&gt;(Minha janela não diz nada porque é a janela inútil do quarto de uma inútil, pulemos essa parte)&lt;br /&gt;Estou hoje triste e podre como em todos os dias&lt;br /&gt;Estou hoje dividida entre a lealdade que devo&lt;br /&gt;Aos outros e à vida que levo, como coisa real por fora,&lt;br /&gt;E a sensação de que seria melhor se eu morresse, como coisa real por dentro.&lt;br /&gt;Falhei em tudo.&lt;br /&gt;Como não fiz propósitos muito claros, talvez tudo fosse nada.&lt;br /&gt;A aprendizagem que me deram,&lt;br /&gt;Só me tornou alguém ainda pior&lt;br /&gt;Fui até Curitiba com grandes propósitos.&lt;br /&gt;Mas lá só encontrei o frio e o Eros&lt;br /&gt;O resto da gente era tudo igual às outras.&lt;br /&gt;Saio da janela do Firefox, abro o Word. Em que hei de pensar?&lt;br /&gt;Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?&lt;br /&gt;Ser o que penso? Mas o que penso não é boa coisa!&lt;br /&gt;E há tantos que pensam ser a mesma coisa... que cambada de inútil!&lt;br /&gt;Uma imbecil? Neste momento&lt;br /&gt;Cem mil cérebros se concebem imbecis como eu,&lt;br /&gt;E a história não marcará nenhum, obviamente.&lt;br /&gt;Nem haverá senão estrume de nossas carcaças futuras.&lt;br /&gt;Não, não creio em mim.&lt;br /&gt;Em todos as igrejas ou partidos há doidos malucos com tantas certezas!&lt;br /&gt;Eu, que não tenho quase nenhuma certeza, sou mais certa ou menos certa?&lt;br /&gt;Com certeza menos certa nas minhas certezas.&lt;br /&gt;Em quantos apartamentos ou casas do mundo&lt;br /&gt;Não estão nesta hora deprimidos chorando?&lt;br /&gt;Quanta inutilidade –&lt;br /&gt;Sim, somos verdadeiros inúteis,&lt;br /&gt;Sempre serei aturada pelos outros que estão vivendo a vida deles?&lt;br /&gt;O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt;E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que num jogo de videogame.&lt;br /&gt;Tenho ficado sem fazer mais do que alguém em coma&lt;br /&gt;Tenho imaginado mais formas de suicídio do que... nem sei.&lt;br /&gt;Tenho feito cartinhas suicidas em segredo, que só uma pessoa recebeu&lt;br /&gt;Mas sou, e talvez serei sempre, uma idiota,&lt;br /&gt;Ainda que consiga mudar um pouco;&lt;br /&gt;Serei sempre a que não nasceu pra isso;&lt;br /&gt;Serei sempre só a que tinha defeitos;&lt;br /&gt;Serei sempre a que esperou que lhe abrissem a mente sendo que não tem cérebro,&lt;br /&gt;E deu opinião desnecessária no MSN&lt;br /&gt;E acha que tem razão sendo uma tapada.&lt;br /&gt;Crer em mim? Não, nem em nada.&lt;br /&gt;Derrama-me a Natureza sobre a cabeça oca&lt;br /&gt;O seu sol, o seu sol, o sol que me desbota o cabelo,&lt;br /&gt;E o resto seria bom que viesse, mas se tiver que vir, ou não venha mesmo.&lt;br /&gt;Escravos da vida por estarmos vivos&lt;br /&gt;Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;&lt;br /&gt;Mas acordamos e ficamos com preguiça,&lt;br /&gt;Levantamo-nos e é se arrastando.&lt;br /&gt;Não saímos de casa porque ela é a terra inteira,&lt;br /&gt;Mais o sistema solar e a nossa Via Láctea e o nosso Indefinido.&lt;br /&gt;(Joga videogame, pequena;&lt;br /&gt;Joga videogame!&lt;br /&gt;Olha que não há mais nada importante no mundo senão uma partida de tênis do wii.&lt;br /&gt;Pudesse eu fazer outra coisa com a mesma verdade com que jogo!&lt;br /&gt;Mas eu penso e, ao pensar merda demais,&lt;br /&gt;Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)&lt;br /&gt;Mas ao menos fica da amargura do que sou&lt;br /&gt;Esse monte de posts imbecis que posto&lt;br /&gt;Pior post impossível.&lt;br /&gt;Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas&lt;br /&gt;Porque eu mereço esse gesto em que atiro&lt;br /&gt;A roupa suja que sou para o decurso das coisas,&lt;br /&gt;E fico em casa sem sutiã.&lt;br /&gt;(Escrever não me consola mais, só me faz me sentir mais idiota, fodam-se estes posts)&lt;br /&gt;Como os que invocam espíritos invoco&lt;br /&gt;A mim mesma, mas não gosto do que vejo.&lt;br /&gt;Chego à janela do firefox e vejo as pessoas com uma nitidez absoluta.&lt;br /&gt;Vejo os amigos do Eros, os meus colegas, os desconhecidos famosos,&lt;br /&gt;Aqui vejo as gatas que também existem,&lt;br /&gt;E tudo isso me pesa como uma condenação ao degredo,&lt;br /&gt;E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)&lt;br /&gt;Vivi, estudei, amei e até cri,&lt;br /&gt;E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.&lt;br /&gt;Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,&lt;br /&gt;E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses&lt;br /&gt;(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);&lt;br /&gt;Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo&lt;br /&gt;E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente&lt;br /&gt;Fiz de mim o que não soube&lt;br /&gt;E o que podia fazer a mim não o fiz.&lt;br /&gt;Sou um engano&lt;br /&gt;Conheceram-me logo por alguém melhor e não desmenti, e perdi-os.&lt;br /&gt;Queria que essa máscara&lt;br /&gt;Ficasse grudada na minha cara&lt;br /&gt;Mas não, sou pior do que a porcaria que poderia fingir.&lt;br /&gt;Até eu me engano...&lt;br /&gt;Mas quando tirei a máscara e me vi ao espelho,&lt;br /&gt;Eu vi o quanto eu era pior do que julgava.&lt;br /&gt;E ninguém me tolerou porque eu sou ofensiva.&lt;br /&gt;Eu vou escrever esta história pra provar que não presto pra nada.&lt;br /&gt;Nem pra inventar uma poesia da minha própria lavra.&lt;br /&gt;Não tem mais música, rimei onde não devia&lt;br /&gt;Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse – de bom,&lt;br /&gt;E não ficasse defronte para o notebook defronte,&lt;br /&gt;Calcando aos pés a consciência de estar existindo,&lt;br /&gt;Como um tapete em que um bêbado tropeça&lt;br /&gt;Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.&lt;br /&gt;Mas o Eros de repente me aparece&lt;br /&gt;Olho-o com o desconforto de me sentir tão pequena e inferior&lt;br /&gt;E com o desconforto da alma em que não me aceito&lt;br /&gt;Ele morrerá e eu morrerei.&lt;br /&gt;Ele deixará muitas coisas, eu não deixarei absolutamente nada.&lt;br /&gt;A certa altura morrerá as coisas dele também, e a má-lembrança de mim também morrerá cedo,&lt;br /&gt;A certa altura morrerá a língua das coisas do Eros, &lt;br /&gt;Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;br /&gt;Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;br /&gt;Continuará fazendo coisas como o Eros e vivendo pra baixo como eu,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa tão inútil como a outra&lt;br /&gt;Sempre tudo tão estúpido, como eu.&lt;br /&gt;Sempre... ou não.&lt;br /&gt;Mas o Eros perguntou: O que você está fazendo?&lt;br /&gt;E a minha imbecilidade pareceu muito mais clara pra mim&lt;br /&gt;Aí suspiro e tenho vontade de sumir, convencida de que sou mesmo idiota.&lt;br /&gt;E vou tentar continuar escrevendo estes versos que não sei pra que servem&lt;br /&gt;Escrevo maquinalmente só pra admitir, pelo menos, que sei&lt;br /&gt;E tentar saborear pelo menos a libertação dos meus pensamentos infelizes&lt;br /&gt;Sigo o outro poema como uma rota própria,&lt;br /&gt;E mesmo assim não gozo,&lt;br /&gt;Por essa libertação tão vulgar&lt;br /&gt;E a consciência de que essas impressões são consequência de estar mal disposta.&lt;br /&gt;Não ajuda em nada, porque nunca estou disposta, já que sou um lixo&lt;br /&gt;E continuo vivendo&lt;br /&gt;Enquanto for tão difícil decidir o que é melhor, continuarei vivendo&lt;br /&gt;(Se eu fosse uma pessoa diferente&lt;br /&gt;Talvez fosse feliz.)&lt;br /&gt;Visto isto, me movo na cadeira. Abro a outra janela.&lt;br /&gt;O pessoal do Twitter (escrevendo sobre como o carnaval é chato?).&lt;br /&gt;Ah, conheço, é o pessoal bem-resolvido.&lt;br /&gt;(Agora escrevem sobre o BBB)&lt;br /&gt;Como por um instinto divino, um me manda um reply.&lt;br /&gt;Disse algo, eu respondi algo e o Universo&lt;br /&gt;Continuou na mesma, eu sendo um peso sem esperança, e ninguém sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2797997068753739473?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2797997068753739473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2797997068753739473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2797997068753739473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2797997068753739473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/02/porcaria.html' title='Porcaria'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4753667065291699131</id><published>2010-02-01T01:03:00.009-02:00</published><updated>2010-02-01T01:31:45.259-02:00</updated><title type='text'>Yes wii can (ou De como o wii é lindo)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S2ZHxKLnSGI/AAAAAAAAAhE/L3H3d7bBK-U/s1600-h/nintendo_wii.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S2ZHxKLnSGI/AAAAAAAAAhE/L3H3d7bBK-U/s200/nintendo_wii.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433108910341310562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que chegou meu wii a única coisa que fiz foi jogar ele, ficar maravilhada e perceber o que é que faltava no meu PS2 (tudo!). Então, farei uma lista de ode ao wii – porque, sim, eu não conseguia dormir pensando nas qualidades do wii, precisava externar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1- Wii é o melhor videogame!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu não só não entendo como tenho um &lt;i&gt;leve&lt;/i&gt; preconceito e medo de quem prefere comprar outros videogames ao wii, a não ser que não tenha dinheiro pra comprar um wii.&lt;br /&gt;Quem são essas pessoas que &lt;b&gt;preferem&lt;/b&gt; um x-box? Isso não se trata de simples preferência, é psicopatia. Te explico: o único motivo de preferir um x-box é gostar de jogos de tiros com um visual e gráficos muito realistas. Oras, daqui a pouco essa pessoa vai se cansar do x-box e desejar tanta realidade que vai acabar matando um parente, um amigo, a sangue frio, só porque o gráfico perfeito e o  sangue espirrando na pele e na camiseta era mais realista. Eu tenho medo!&lt;br /&gt;Agora, eles preferem x-box ao wii porque wii é um jogo doce, que inspira a alegria, o afeto, a reflexão – coisas que esses brutos do mal detestam. Se mais pessoas preferidoras de wii existissem no mundo, não haveria guerras, pense nisso! No máximo um presidente ia convidar o outro pra uma partida de Box, mas bem provável que iam preferir jogar tênis, a coisa mais violenta ia ser um saque com efeito. Ou um pularia em cima do outro – o que pode ser até algo carinhoso, de certo ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2- Wii tem Mario, Sonic, Donkey Kong, tudo!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O argumento poderia parar no título.&lt;br /&gt;Mario é esse jogo perfeito para todas as pessoas de todos os sexos, credos e raças (a não ser psicopatas do mal).&lt;br /&gt;No momento to jogando Super Paper Mario, que envolve uma mistura de Mário, 2D (amo!), 3D, aventura e raciocínio lógico (ou algo parecido). &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S2ZEn3sehrI/AAAAAAAAAg0/fBzYgTWrmxE/s1600-h/Mario+paper+foto+grande.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S2ZEn3sehrI/AAAAAAAAAg0/fBzYgTWrmxE/s200/Mario+paper+foto+grande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433105452225169074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sou tão apaixonada pelo jogo, pelo Mario e tal, que chega ao ponto de meu coração acelerar e eu ficar muito feliz ao pular na pedrinha e pegar uma estrela. É quando o Mario vira um Mario gigante feito de pixels (retrô *-*) e a musiquinha é tudo, contagiante, eu amo aquela musiquinha demais, eu fico tão empolgada com aquela musiquinha...! *-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1mm_gg-mhnM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1mm_gg-mhnM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;font size=”1”&gt;&lt;i&gt;Aos 40 seg, momento do Mario e a estrela *-*&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3-Wii é superação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Wii me fez superar muitos traumas de infância. Dentre eles o de jogar jogos de carrinhos e involuntariamente mexer o braço pro lado que é pra virar e ser hostilizada por todos meus irmãos por isso.&lt;br /&gt;Agora – AHÁ! – Eu posso jogar na cara deles que eu era uma pessoa a frente do meu tempo e meu reflexo é extremamente necessário. Obrigada, Wii =**&lt;br /&gt;Além do mais, eu sempre fui uma infeliz apaixonada por patins, mas na realidade um lixo de patinadora. Quando aprendi a andar de patins passava horas treinando, perguntava pro meu pai: E então? E ele me dava uma nota baixíssima (porque era assim nas competições de verdade). Jamais me esqueci disso.&lt;br /&gt;MAS AGORAAA! Eu bato recordes de pontuação jogando patins no gelo!!! Graças ao wii! Eu sou linda, rosa e infinita e faço as acrobacias mais lindas, basta um movimento de pulso na hora certa.&lt;br /&gt;Ainda tem mais! Wii me fez superar o fato de eu ser ruim em qualquer atividade física, principalmente nas que envolvem bola. E se não bastasse isso, fugir de bolas assustada virou uma virtude, não um pecado, principalmente na hora de treinar boxe em que o treinador joga bolinhas em você e tudo o que você tem que fazer é desviar delas! Tudo bem que depois os músculos da altura do rim fiquem doendo e você fique imprestável... Desviar de bolas me fez alguém melhor (em algo)!&lt;br /&gt;Resumindo, o Wii é do bem, ele levanta a auto-estima das pessoas, ele mostra que tudo é relativo e incentiva você a ter um bom coração. Ah, e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4- Wii emagrece&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4753667065291699131?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4753667065291699131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4753667065291699131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4753667065291699131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4753667065291699131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/02/de-como-o-wii-e-lindo_01.html' title='Yes wii can (ou De como o wii é lindo)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S2ZHxKLnSGI/AAAAAAAAAhE/L3H3d7bBK-U/s72-c/nintendo_wii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6753691185149235121</id><published>2010-01-27T15:00:00.000-02:00</published><updated>2010-01-27T15:00:05.773-02:00</updated><title type='text'>É só isso que acontece?</title><content type='html'>Eu não sei se vocês sabem, mas viver pra mim é uma tarefa muito difícil. O pior de tudo é que tenho a impressão de que não é fácil pra ninguém mesmo. Poliana vivia mais fácil, mesmo sem pernas e tudo o mais. Às vezes eu tenho essa impressão que pra viver mesmo alguma complicação tem que aparecer, por isso Poliana se dava bem no mundo. Não existe enredo se o mocinho pode ficar com a mocinha e se casar e ser feliz para sempre sem nenhum obstáculo, não é? Já pensaram nisso...? Quanto mais fácil é sua vida, mais difícil vivê-la. Nós pegamos nosso papel e perguntamos: ta, mas é só isso que acontece?&lt;br /&gt;Eu me sinto constantemente assim, eu acho que vocês também. Já percebi que muita gente atua em cima da atuação que já é naturalmente ser vivo. Quer dizer, tem gente que, mesmo estando numa situação alegre, que o deixa alegre, faz uma atuação bem ruim sobre estar realmente muito alegre. É deprimente como... como isso acontece. Quer dizer, acho que essas pessoas estão realmente muito infelizes com o papel medíocre que pegaram e tentam construir algo em cima, mesmo às custas de se tornarem personagens extravagantes e mal encenados.&lt;br /&gt;Eu não consigo ser assim, nem acho isso muito agradável de se ver. O que é um problema porque nem numa situação muito alegre, eu estando muito alegre, eu sei como reagir. Claro, reajo naturalmente. Mas, digamos, em situações não tão limítrofes assim é que o problema aparece. Eu me sinto desconectada do meu personagem e da peça. É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6753691185149235121?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6753691185149235121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6753691185149235121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6753691185149235121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6753691185149235121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/01/e-so-isso-que-acontece.html' title='É só isso que acontece?'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6938470258396312307</id><published>2010-01-26T15:17:00.001-02:00</published><updated>2010-01-26T15:27:55.528-02:00</updated><title type='text'>A estrangeira  (ou: Is this is real life?)</title><content type='html'>Sabe &lt;i&gt;A vila&lt;/i&gt;? Me perdoem o spoiler, se não sabem. Mas eu já vivi na vila.&lt;br /&gt;Toda minha infância e adolescência eu vivi na Vila, com medo dos monstros, de ir para o outro lado... Com a pequena diferença de que eu sabia que do outro lado havia um outro mundo mais moderno, mais coerente, do qual eu queria muito fazer parte... só que os monstros, provavelmente me devorariam se eu fosse para o outro lado. Essa metáfora é ideal pra descrever a minha família evangélica fanática religiosa. Era nesse mundo estranho que eu vivia, apenas com a diferença que de vez em quando eu encontrava as pessoas destemidas “do outro lado” que me alertavam de quão ridículo era viver na Vila. Eu me vestia diferente, comia diferente, acreditava e pensava diferente e tinha costumes e sonhos muito diferentes dos que existiam do lado de lá. Mas um dos meus sonhos era atravessar para o outro lado, que me parecia mágico e livre.&lt;br /&gt;Pois bem, assim que descobri que os monstros eram só minha mãe me enganando, eis que eu fui para o outro lado e... Tive que lidar com um mundo diferente que eu simplesmente não dominava. A época era outra, outra era a cultura, a língua tinha mudado, os costumes e as crenças, tudo era diferente.&lt;br /&gt;Até hoje eu lido com o fato de ser estrangeira. Tampouco posso voltar – nem quero! – para o mundo limitado e seguro de antes (lá eu também não pertenço mais). Aqui eu fico, mas vivo da incerteza de qual é o meu papel, de como devo reagir, de como eu devo ser para ser agradável. Imaginem vocês que meu papel de antes era encontrar um moço, casar, ter filhos e cuidar da casa assim como há alguns muitos anos atrás. Mas aqui, agora, o meu papel é outro. Eu não sei bem qual é, ninguém aqui é de ter certezas (não são minha família para me dar certezas). E eu fico assim meio solta, meio bamboleante, sabendo o que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; fazer, mas nunca sabendo &lt;b&gt;o que&lt;/b&gt; fazer.&lt;br /&gt;É, é meio solitário andar por entre essa gente de cá, tão distante e diferente do meu mundo de antes. Tão incertos. Tão desunidos. E livres demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ps:&lt;/span&gt; Eu acho que as pessoas querem ser famosas e notadas porque elas não sabem o que fazer da vida e querem que os outros deem uma ideia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ps2:&lt;/span&gt;Eu vou criar um formspring. Será um formsprig: "Opine sobre a minha vida", onde vocês dirão o que as pessoas devem fazer da vida delas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ps3:&lt;/span&gt;Ia ser muito legal cada um se ajudando a encontrar um caminho e um tom de roupa que combine mais com a pele. Já que é muito mais fácil ver pra quem está de fora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6938470258396312307?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6938470258396312307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6938470258396312307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6938470258396312307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6938470258396312307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/01/estrangeira-ou-is-this-is-real-life.html' title='A estrangeira  (ou: Is this is real life?)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4369478291073649594</id><published>2010-01-19T18:39:00.000-02:00</published><updated>2010-01-19T18:40:06.016-02:00</updated><title type='text'>Comunicação</title><content type='html'>Percebeu de repente que praticamente tudo no mundo – se não tudo mesmo – era uma questão de comunicação. Seu conhecimento de si mesma, dos outros sobre ela e dela sobre os outros, isso era óbvio. Mas muito além disso, suas sensações nada mais eram que uma comunicação também. Seu conhecimento do mundo, seu paladar, seu tato, audição, visão eram uma comunicação. Um diálogo entre ela e o mundo. Constantemente. Viver era comunicar-se e comunicar-se era imperfeição. Vai ver, ela pensou, o mundo em si – seja lá o que isso for (concreto ou só uma miragem...) – talvez não seja imperfeito. Imperfeita era a comunicação e o que se interpreta a partir dela. A livre interpretação e a comunicação eram o problema. E problema não passava também de uma ideia imprecisa pessoal que temos por causa da comunicação.&lt;br /&gt;Era isso o que ela contava para a amiga agora e essa mesma amiga respondeu: Hum... É, eu gosto de conversar também, bastante!&lt;br /&gt;Porque na verdade não era a hora nem o momento, a amiga estava escolhendo uma roupa na loja de departamento. Ela pensou: escolher roupa também é tudo, tudo uma comunicação, está vendo? &lt;br /&gt;Ela se sentia só. Porque sua comunicação sempre, sempre não chegava ao outro. Esse momento era só um exemplo. Era como o mundo que todos tentavam decifrar e não conseguiam: isolado. Todos isolados pelo efeito da comunicação. Em vez de comunicar-se todos se... como diz o ditado? Se estrumbicavam. E não pela falta de comunicação, pela presença dela em tudo. Suas ideias eram incomunicáveis ou pelo menos apenas deformadamente comunicáveis.&lt;br /&gt;- É como se fôssemos todos surdo-mudos, entende? Mas num sentido amplo! Porque a gente nunca vai conseguir dizer o que realmente queremos, sentindo e ser entendido.&lt;br /&gt;A amiga respondeu franzindo a sobrancelha. Só por alguns segundos porque ela também respondeu:&lt;br /&gt;- Ah, mas você acha que eu não entendo as coisas que você diz? A gente entende...&lt;br /&gt;E continuou olhando as blusas penduradas.&lt;br /&gt;Ela pensou que o franzir de sobrancelhas dizia tudo. Que de fato ela tinha toda a razão. Ou – humildade de praxe – ela queria ter a razão e preferiu o franzir de sobrancelhas. O que também não desqualificava sua opinião! Preferiu mudar de assunto, porque se buscava um entendimento neste, já tinha tirado toda a conclusão que ela achou que precisava.&lt;br /&gt;Mas também... Ela tinha que levar em conta que a amiga não estava interessada naquilo naquele momento e o interesse é um dado importante na comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4369478291073649594?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4369478291073649594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4369478291073649594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4369478291073649594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4369478291073649594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/01/comunicacao.html' title='Comunicação'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-9096657948850807966</id><published>2010-01-13T20:49:00.002-02:00</published><updated>2010-01-13T20:52:28.421-02:00</updated><title type='text'>Neo-romantismo</title><content type='html'>Está num dos livros de história, ficção, máximas etc. mais famosos do ocidente que “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há de novo debaixo do sol”. E desde que os românticos vieram com a ideia de originalidade, o nada se faz de novo debaixo do sol dói (por isso nós românticos sofremos tanto).&lt;br /&gt;Nós vivemos num “novo” romantismo, num “novo” fim-de-século (&lt;i&gt;e o que se fez, isso se tornará a fazer...&lt;/i&gt;). O Romantismo prezava e muito a ideia de originalidade, pois então é um enorme contra-senso estarmos aqui revivendo a mesma ideia antiga, séculos depois. É ridículo. Acho que nada tão claro caiu sobre nós, atualmente, como a percepção do quanto somos ridículos. E o pior é que isso não é novidade, os românticos também tinham essa mesma humildade. Mas em nós isso é triplicado, afinal somos ridículos e um ridículo cópia de um outro ridículo séculos lá atrás. Somos a cópia de um ridículo, ou seja, um ridículo ainda mais ridículo.&lt;br /&gt;Talvez essa seja a diferença que move nossa arte. Se havia niilismo e pessimismo antes, agora temos niilismo, pessimismo e chuta-o-pau-da-barraca. Somos tão, tão ridículos que qualquer animal vale mais do que a gente (daí o ambientalismo...). E nós somos tão irônicos e sarcásticos e nos ridicularizamos tanto (conscientes do nosso ridículo) que nada melhor explica nosso pensamento neo-romantista tão bem quanto uma frase de Simpsons (pois é, que ridículo!) em que dois adolescentes num show depressivo, um fala algo irônico, o outro pergunta: isso foi sarcasmo?, o primeiro pensa um pouco e respondo: ah... eu não sei! É o niilismo redobrado. O ceticismo, o relativismo mais-do-que-exacerbado. Tanto faz tanto, que mesmo o que eu disse pode ser, pode não ser e mesmo o que eu estou dizendo agora se inclui nisso. Talvez seja melhor não dizer nada, apenas murmurar!&lt;br /&gt;Aí surgem os aterrorizados: os absolutistas. Esses são os que temem essa falta de onde se segurar nesse mar louco de falta de sentido. Mas não são a maioria – se são, não contam, porque o que fazem, fazem por medo, sua convicção é seu salva-vidas. Ou ainda o fazem por desejo de originalidade (que não se confirma porque absolutismo é mais antigo ainda) e o desejo de originalidade nada mais é do que um desejo romântico.&lt;br /&gt;Ainda existem os engajados. Estes são os únicos que fazem, atualmente, algo realmente original. Os que procuram a verdade, os que procuram a explicação, os que estão atrás da ciência e de tudo que é pragmático. Falo dos que inventaram o celular pra depois inventar MP50. Isso sim é novo, realmente novo. Os que estão na física, na medicina, na matemática, na lingüística, na filosofia estudando as novas possibilidades. Deles pode vir algo novo (no velho Romantismo as ciências naturais e a pesquisa também evoluíram muito...).&lt;br /&gt;Mas nosso ambiente intelectual, o que pensamos da gente, da vida, do mundo... isso está de volta à estaca -1. O que pintar, o que escrever, enfim, o que expressar de um mundo que já foi exprimido? Ainda por cima, como ser original dentro disso?&lt;br /&gt;Pode ser um preconceito, ou um mal-gosto, mas é só inventar a forma dos microcontos? Os imbecis microcontos... um sorrisinho é tudo o que conseguem suscitar. São interessantes, refletem nossa atualidade exemplarmente (esse nosso neo-romantismo)... são ridículos, rápidos, pílulas comprimidas porque não se tem mais o que falar, nós não temos mais o que dizer; nós esperamos sempre do outro que consiga completar... Porque já foi dito, já foi pensado! Basta completar. Ah! Eu não vou escrever muito, basta uma frase, você, leitor, me dirá... &lt;br /&gt;E o: você, leitor, não tem mais tempo pra isso, somos da era tecnológica, estamos correndo pra lá e pra cá eu já acho uma bobagem pensar assim! O tempo voa, mas ainda há tempo de sobra pra sentar, escrever, pra ler... Sim, ainda existe o ócio.&lt;br /&gt;A gente se ocupa, se ocupa bastante. Mas também! Se eu me desocupar e prestar atenção caio num desespero. Nosso mundo é sem sentido e pra nos salvar não temos nem o amor transcendental romantista. Ah, a redenção do amor transcendental que era o bote salva-vidas romântico a gente não herdou. Tudo é sexo e Freud explica. Então quer tempo mais sacana e deprimente?&lt;br /&gt;Acho que por menos atual que seja, ainda é um exemplo. A literatura de um Bukowski e de um Rubem Fonseca... é um: mas que se foda! É o ridículo exposto. É nosso tempo. Eles ainda se dão ao luxo de afirmar algo, mesmo que seja “de qualquer jeito”, sem pretender chegar a lugar algum – porque chegar a algum lugar não combina com nosso relativismo exacerbado. Bom, melhor que o microconto que por medo de afirmar qualquer coisa desiste antes de começar.&lt;br /&gt;Nesse sentido, é engraçado aquele vídeo de humor português sobre os artistas que não chegam a lugar algum. De fato, é um sintoma de nosso tempo: não temos lugar algum pra chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Depois de escrever, eu procurei no google sobre neo-romantismo (eu não cheguei a ver na faculdade e nem sabia que já tava categorizado desde 70, que coisa linda!), indico a leitura: &lt;a href= "http://www.carascomoeu.com.br/2009/01/neo-romantismo-parte-i.html" target=_blank&gt; Neo-romantismo Parte I &lt;/a&gt; e também da &lt;a href= "http://www.carascomoeu.com.br/2009/01/neo-romantismo-parte-ii.html" target=_blank&gt; parte II &lt;/a&gt;. São bem divertidos de ler!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-9096657948850807966?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/9096657948850807966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=9096657948850807966' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9096657948850807966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9096657948850807966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/01/neo-romantismo.html' title='Neo-romantismo'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2568769668056731348</id><published>2010-01-07T14:23:00.003-02:00</published><updated>2010-01-07T14:38:45.505-02:00</updated><title type='text'>Livros, leitores e imagens</title><content type='html'>Que ideia você faz do que é um leitor, do que é um livro? Desenhe no paint, reflita, depois volte aqui.&lt;br /&gt;Eu recém-li o livro &lt;i&gt;Como um romance&lt;/i&gt; do Pennac e isso começou a me preocupar com muita frequência. Porque a imagem que envolve os livros não é nem um pouco positiva e isso é em boa parte o motivo das pessoas não lerem, já pensou nisso? Pois veja a imagem a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S0YLbnP6ZwI/AAAAAAAAAfs/OLj3mv7LWHc/s1600-h/Intelequito.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 309px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S0YLbnP6ZwI/AAAAAAAAAfs/OLj3mv7LWHc/s400/Intelequito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424035370234439426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a imagem que as pessoas, geralmente, têm dos livros e dos leitores. Ler torna as pessoas afetadas, sérias, sem nenhuma sensualidade ou bom-humor de verdade. Meu ex-namorado chegou a ficar surpreso quando descobriu que eu, a menina que escrevia o Filosofia Crônica dava e gostava de dar.&lt;br /&gt;O senso-comum (o meu adorado, -not, senso comum) diz que &lt;b&gt;1- ler causa ressecamento vaginal.&lt;/b&gt; E que ler é coisas pra pessoas não-humanas, superiores, mas não humanas.&lt;br /&gt;Acho que muito desse conceito vem de um tempo em que a moral e os bons-costumes ditavam as regras e que os ricos deviam ser bem educados e ter grandes bibliotecas enquanto a massa pobre era só sexo, drogas e muito trabalho nas minas. E os pobres não tinham moral, nem bons costumes como os imponentes ricos. É quase uma distinção entre funk e música clássica. Um é sexo hot hot e o outro... enlevação, coisas sublimes (como se sexo não pudesse ser sublime também – mas é, não naquela época).&lt;br /&gt;Mas, quero dizer... quem disse que música clássica é só sublime e superior? Ou melhor, que os livros são só superiores, não falam da gente nem da nossa vida, quer dizer, não &lt;i&gt;fazem parte da nossa vida&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;Quem foi que disse que livros são chatos? Eu (Pennac primeiro) respondo: nossos educadores (pais e professores). Quando falavam pra gente ler, dificilmente era algo como: lê esse livro, é mó legal! Como falariam de uma novela, de um filme, seja o que for. Não, eles sempre falam: livros são superiores, te dão super-poderes, você é OBRIGADO a ler isso porque isso é muito bom pra você (bom no sentido educativo, quase sempre). Se você achar difícil é porque o livro é superior à você e você não é feito pros livros. Motivo pelo qual todo leitor morre na praia porque quando é que no começo das nossas leituras nós conseguimos entender tudo o que está escrito? Nunca! Acredite, nem eu nem ninguém entende tudo 100% na primeira folheada. Não porque livros são mais difíceis, mas porque escrita é código e ao ler nós decodificamos. Não é como ver uma imagem, imagem não tem códigos, imagem é como a vida. Mas leitura exige interpretar um código pra depois entender a imagem. Exige concentração e costume. E, claro, a gente lê o tempo todo, mesmo assim. Quem deixou de usar MSN porque as pessoas escreviam em vez de falar e ler é muito difícil? Ninguém! Quando a gente acostuma a ler e escrever, ambas as coisas ficam fáceis e é isso mesmo nos casos dos livros: ler é uma questão de costume.&lt;br /&gt;Eu não sou superior a ninguém porque gosto de ler, mas tive, primeiramente, a sorte de ter tido um contato mais positivo com o livro que me permitiu me acostumar e me deu o hábito. Ser leitor é quase uma loteria, é preciso ter sorte pra ter um contato positivo com os livros, na maioria das vezes as pessoas não têm essa sorte. O que explica o fato dos leitores reforçarem tanto essa ideia de que leitura é coisa de gente superior. Óbvio que pra eles essa imagem é ótima! Mas é uma questão de sorte, como nascer na cidade grande e ter muito dinheiro ou no sertão do Ceará sem comida. É, simplesmente, uma questão de sorte! Mas da mesma forma, os ricos vão dar a entender que têm essa boa vida porque são superiores aos pobres, não porque tiveram sorte.&lt;br /&gt;E continuando na mesma comparação, eu digo: o que você prefere, ser rico ou ser pobre? Pois é, um leitor, da mesma forma que um rico em relação a um pobre, tem acesso a algumas coisas que um não-leitor não tem. Mas esse não é o motivo pelo qual nos tornamos leitores. Como eu disse ali em cima, não é porque os livros são educativos que lemos (pelo contrário, quando eles se apresentam como educativos é que NÃO lemos!), a gente leu porque teve sorte e gostou, porque ele surgiu na nossa vida relacionado com o gosto e não com a obrigação.&lt;br /&gt;Sabe como eu aprendi a ler? Porque minha mãe contava lindas histórias de príncipes e princesas que usavam lindos vestidos vitorianos. Eu adorava! E depois, achamos na nossa biblioteca livros dessa mesma época e que também contavam histórias de amor! Oras, acha que eu não fiquei doida pra ler? E eram livros nada fáceis pra uma criança. Sabe Dostoievski, Machado de Assis, Shakespeare? Eu li na 5ª série. Mas li porque o “assunto” era do meu gosto, não porque disseram que se eu não lesse eu era uma idiota e era OBRIGADA a ler (se assim fosse eu odiaria, com certeza!). Eu li e amei, mesmo não entendendo boa parte da história. Eu pulava partes, eu ficava confusa em outras, mas não me envergonhava disso, pulava o que não entendia, partia pra parte mais legal, só isso. Claro, dado a temática e ingenuidade, eu adorava José de Alencar muito mais que Machado.&lt;br /&gt;Sabe quando eu quase parei de ler? Depois da faculdade de Letras. Depois que eu vi que os livros eram mágicos, lindos, perfeitos, &lt;i&gt;difíceis e superiores&lt;/i&gt;. Acabou a graça, o hobbie, surgiu a obrigação. &lt;b&gt;Obrigação é lavar a louça, não se divertir! LIVROS SÃO DIVERTIDOS.&lt;/b&gt; Falta as pessoas frisarem isso!&lt;br /&gt;Livros são divertidos. Assim como a novela, o desenho animado, os filmes. É uma linguagem diferente, por isso é uma experiência diferente de todas essas outras. É como ouvir música, dá pra comparar ouvir música com outra coisa? Dançar com outra coisa? Não dá.&lt;br /&gt;Livros você pode ler no consultório do dentista, você pode ler no ônibus, na privada. Eles te empolgam, você para e começa onde preferir, quando preferir. Eu estou lendo Jane Austen que me fez lembrar o quanto adoro romances, roupas enormes, emperequetadas e histórias de amor antiga. Mas você pode preferir outra coisa, tem aí um Bukowski que é tão romântico quanto um mendigo morando no bueiro e é super divertido. Faz você aprender mais sobre você, sobre o mundo. Faz você sair do seu umbiguinho aprendendo mais sobre ele. Mas não é pra aprender que a gente lê. É a conseqüência – um resultado muito, enormemente positivo que infelizmente a maioria dos filmes, novelas, músicas não dá. Não to dizendo aqui pra não assistir novela ou filme clichê. Clichês tem lá o seu lado divertido. Tem livros assim e eu aprendi com eles, se não tivesse acesso TAMBÉM a essas coisas eu seria metade tapada do mesmo jeito. Tem gente tão rebuscada na sua “inteligência” que fica metade tapada (pessoas essas que geralmente a gente chama de intelectuais que leem os livros, pessoas da foto lá de cima – o que é uma imagem deturpada, vou te dizer, como dizer que todo gay é travesti).&lt;br /&gt;A mensagem que eu quero passar para os que não leem e gostariam de ler é: leiam, vocês não sabem o que estão perdendo, leiam o que gostam, mas não se obriguem, se divirtam.&lt;br /&gt;Próximo post eu falo sobre os “Direitos do leitor” que o Pennac escreveu. Acho bem válido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2568769668056731348?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2568769668056731348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2568769668056731348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2568769668056731348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2568769668056731348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2010/01/livros-leitores-e-imagens.html' title='Livros, leitores e imagens'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/S0YLbnP6ZwI/AAAAAAAAAfs/OLj3mv7LWHc/s72-c/Intelequito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1573586904525596860</id><published>2009-12-15T12:54:00.003-02:00</published><updated>2009-12-15T12:57:21.340-02:00</updated><title type='text'>Ser diferente</title><content type='html'>Não sei se posso dizer que sou do tipo que quer ser diferente. Talvez eu saiba sim. No fundo, eu sei que há algo meio bobo em querer ser diferente, porque é uma busca tão... adolescente. Mas o que acho que me guia mesmo a ser diferente não é querer ser diferente, porque eu sei que buscar ser diferente não é necessariamente uma busca legítima, a partir do momento que não se busca ser o que se é realmente – se é que dá pra saber o que somos. Mas, enfim, o que me leva a querer ser diferente é não querer ser igual a todo mundo.&lt;br /&gt;Pra mim há uma coisa muito irritante na lógica do gado, no “querer fazer o mesmo que todo mundo está fazendo”. Depende, se isso significa experimentar algo novo que saiu por aí e todo mundo diz que é bom, por que não? Não funciona pra tudo, afinal, convenhamos, a opinião sobre “arte” da maioria é beeem duvidosa, arte pop no geral é muito ruim. Mas funciona pra comida. Todo mundo diz que o restaurante x é bom, vou lá experimentar, certo? Não experimento o filme Crepúsculo porque basta analisar os fãs e o trailer que você já vê que é ruim, basta. Mas teve Titanic que foi frisson na minha época e não é um filme ruim, eu gosto, assisti as tais mil vezes (ta, por causa do DiCaprio, foi minha adolescência, oras xD).&lt;br /&gt;Mas, convenhamos, tem algo mais despersonalizante (e “minha turminha da 8ª série”) do que tentar a todo custo se encaixar e fazer o que os mais populares estão fazendo pros outros gostarem de você? Eu sei que tentar ser oposto (virar gótico, emo, punk, neo-nazi, hippie, otaku caralhos-a-quatro) não é também lá a coisa maaais original a se fazer (embora eu ache bonita e empreste algumas dessas modas). Eu sempre fui o “exército de um homem só”. A nerd que não se encaixa em lugar algum. Em parte por relutância, por achar que se “encaixar” é se despersonalizar, como disse ali. E, como não há nada novo embaixo do sol, não digo que eu não seja um pouco gótica-punk-emo-hippie-caralhos-a-quatro (neo-nazi não, ok xD).&lt;br /&gt;Não quer dizer ter síndrome de underground forever. Quer dizer procurar sempre obedecer meu gosto, acima da onda que está por aí. É claro que meu gosto é influenciado – tem como deixar de ser? –, mas eu fujo de me encaixar no grupo x. Eu não sou o grupo x. Eu sou Marcely Costa e fim. É difícil ser só você porque você nunca será compreendida nem bem-quista integralmente por ninguém (e alguém é?). Quer dizer, se você é otaku, vegan, sei lá, você tem um grupo pra se encontrar de vez em quando. Eu acho tudo isso uma coisa meio religiosa, como um retiro espiritual, um medo de ficar sozinho em que a pessoa opta fazer parte do que um grupo está fazendo. É como se juntar ao grupo de culinária, de literatura, pra ter um grupo. Bom, somos seres sociais, nada de mal nisso. Mas eu odeio me generalizar e eu não consigo ficar bem nem no grupo de literatura.&lt;br /&gt;O bom do grupo de coloridos é que só uma coisa une: ter cabelo colorido. E mesmo isso sempre está em constante mudança. Tem gente otaku, gótica e patricinha -n no grupo. As pessoas, na maioria das vezes, não tem nada em comum. Ou tem muito. A única coisa que parece existir em comum é essa irritação por gente que tenta ser igual a todo mundo.&lt;br /&gt;Agora chega a parte que vou ser fundamentalista-xiita-alternativa e que vou dizer as coisas que mais odeio em todo o universo (as coisas, se trata de uma generalização e não quer dizer que não tenho amigos que façam uma ou outra coisa, afinal você não é obrigado a deixar de fazer – se gosta – também, só porque os outros estão fazendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cabelo Liso-a-todo-custo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://pieddepoule.files.wordpress.com/2009/08/chapinha-cabelo-17.jpg?w=210&amp;h=300"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 299px;" src="http://pieddepoule.files.wordpress.com/2009/08/chapinha-cabelo-17.jpg?w=210&amp;h=300" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar que só cabelo liso ruleia é ser muito manipulado e imbecil, sinceramente. Morra quem acha que seu cabelo só é decente se está mais liso que chão recém-encerado. Se você prefere, ok. Mas enxergue que há uma beleza nos cachos e que tem pessoas que ficam até bem melhores cacheadas que lisas.&lt;br /&gt;Ah, e sim, o cabelo tem que ser comprido. Quanto mais comprido, melhor. Se for curto não tem valor. Argh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cabelo com luzes loiras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.acessa.com/mulher/arquivo/beleza/2008/01/18-loiras/loira1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 240px;" src="http://www.acessa.com/mulher/arquivo/beleza/2008/01/18-loiras/loira1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que tem alguns (raros, por sinal!) que são bonitos. Mas o irritante é que a cada 10 pessoas do mundo, 11 tem as benditas luzes loiras. Não tem coisa mais IRRITANTE do que luzes loiras, pra mim. Eu vou no salão, TODAS as mulheres tem o cabelo com luz loira, uma no canto está fazendo... geralmente é uma luz dourada escuro MUITO FEIA PRA CARALHO. E que segundo as mulheres funciona pra negra, mulata, parda, branca, ruiva, criança, adulto, hétero, homossexual, cachorro, papagaio. Mas na verdade, a maioria são mulheres brancas e hétero (mesmo que sejam filhas diretas de zulus, elas podem jurar que são brancas, porque branco sempre esteve in, não é mesmo? Branco é a maioria esmagadora (pelo menos na cabeça de  certas pessoas, no máximo um pardinho bem eufêmico)).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Unhas francesinhas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.frenteeverso.com.br/images/moda_francezinha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 480px;" src="http://www.frenteeverso.com.br/images/moda_francezinha.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é algo que eu ache feio, feio. Mas já notou que toda mulher mal comida com cara de enjoada faz unha francesinha? Geralmente tem cabelo com luzes loiras. São enjoadas e mal-comidas porque seus respectivos maridos também são o lugar-comum do macho idiota que mais comem as amigas delas do que elas mesmas. Sei, generalizei longe, mas é que unha francesinha me irrita profundamente. E o pior é que os respectivos machos e essas mulherzinhas pífias são as que olham pra mim com cara de: eca, cores fortes, nem é apagada, que insulto, nem é in, nem é bonito, nem parece uma pessoa de elite. Ódio! Ainda saboto o esmalte Renda da Risqué e coloco o veneno mais mortal ao toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso, e a pessoa que junta tudo isso num ser só é que não faz a menor falta pro mundo. Pelo contrário, seria até bom não ter... a não ser que ajude uma instituição de caridade, só se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1573586904525596860?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1573586904525596860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1573586904525596860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1573586904525596860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1573586904525596860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/12/ser-diferente.html' title='Ser diferente'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4230293028653474106</id><published>2009-11-29T03:07:00.001-02:00</published><updated>2009-11-29T03:09:47.970-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pra quem me conhece bem, sou uma pessoa desagradável e detestável, então não importa o que eu diga. Posso estar falando pra salvar bebês focas que você vai estar contra, já que se pressupõe que eu sou chata, criança, intolerante e que tudo o que eu diga é pra não se dar ouvidos (ou não ler). Eu te entendo, juro!  E eu insisto em escrever, pensar, sei lá pra que, né?&lt;br /&gt;(O quão absurdo é escrever um texto para os seus não-leitores?)&lt;br /&gt;Esqueçam disso, não foi um prólogo (se é pra esquecer porque não apaga? Foi só uma expressão.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Relativismo exacerbado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é uma questão de ponto de vista e seu ponto de vista todo uma questão de química cerebral...&lt;br /&gt;Há algum tempo eu cheguei nesta conclusão... o que não quer dizer nada, não é mesmo?&lt;br /&gt;Fim. Reflita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; – ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4230293028653474106?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4230293028653474106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4230293028653474106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4230293028653474106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4230293028653474106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/pra-quem-me-conhece-bem-sou-uma-pessoa.html' title=''/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7045401801466645739</id><published>2009-11-24T15:32:00.000-02:00</published><updated>2009-11-24T15:33:12.926-02:00</updated><title type='text'>Depois da tempestade...</title><content type='html'>Depois de um longo tempo mergulhada numa tristeza profunda (e depois das da grande tempestade de irritação confundível com o pior lado feminino, que destruíra navios e botes salva-vidas) tinha voltado para a borda e não encontrara mais ninguém. Todos afogados, nem sinais dos corpos. Ofegante, recuperando o fôlego há muito tempo perdido, procurava como continuar na superfície, agarrada na borda.&lt;br /&gt;Às vezes numa busca inútil pelos outros, enfiava o rosto na água, mas logo retirava. Tentativa inútil, além de ser um risco alto mergulhar de novo. De alguma forma, imaginava que a resposta estava lá no fundo. Devia arrancar a "alga-daninha"... &lt;br /&gt;Procurar novos banhistas se o mar continuava não dando pé era como ser uma sereia, cantar para atrair e afogar. Seu instinto de sereia, a vontade de cantar, de atrair os pescadores permanecia... No entanto, era sempre a mesma canção. A canção da solidão, dos atos solitários e enrodilhados no eu. Procurava outra música, mas não conhecia nem a letra nem os sons. Vai ver nunca se relacionara de verdade pra saber.&lt;br /&gt;Queria, enfim, viver, mas não sabia. De repente tudo era resultado de sua loucura, até um sorriso assim, uma interjeição assada. "Eu não sei nadar". Estar no meio de um oceano escuro e não saber nadar... O instinto mais comum era dizer: "não está dando pé" e sair da água. Mas sereias só criam pernas e saem do mar em contos de fadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7045401801466645739?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7045401801466645739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7045401801466645739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7045401801466645739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7045401801466645739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/depois-da-tempestade.html' title='Depois da tempestade...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6393908430565370667</id><published>2009-11-12T05:52:00.001-02:00</published><updated>2009-11-12T05:52:52.076-02:00</updated><title type='text'>Noturno</title><content type='html'>Há muito tenho ido dormir "cedo" com o Eros. Ele, que acordou às 7h e trabalhou ta hiper cansado, eu, cujo melhor sono vem depois das 7h estou alertíssima no horário da noite, mas forço o sono porque, afinal, casamento é abraço e dividir a cama sempre.&lt;br /&gt;É sempre nesse horário da madrugada (tentando dormir em vão, ficando dolorida e nervosa de tanto forçar ficar parada pra não despertar o Eros) que planejo escrever um livro, limpar a casa, salvar o mundo das cáries. De repente a vontade, o ânimo que sempre me falta, surge, mas é tarde demais e eu forço o sono.&lt;br /&gt;Hoje eu acordei às 8h, dormi muito tarde me debatendo pra alcançar o sono da noite e pensei que por causa disso iria querer dormir mais cedo hoje, junto com o Eros. Mas deu 2h da manhã e eu percebi que não tinha sono e que eu tinha a mesma vontade.&lt;br /&gt;Podem dizer que o ser humano é diurno e tudo aquilo que eu cansei de ouvir da minha família me criticando numa época que eu criei hábitos noturnos, mas a verdade que eu estou disposta e alerta (e criativa!) no meio da madrugada. Quanto mais avançava a noite (3h, 4h da madrugada), mais meu cérebro trabalhava e eu escrevia textos atrás de textos atrás de textos.&lt;br /&gt;Feliz ou infelizmente. E eu que vivo triste e indisposta desperdiçar isso por um costume dos outros, oras, hoje eu decidi que não, não ia. Mas a velha cobrança, chateação, xingamento por dormir de manhã e não à noite ficam me torturando.&lt;br /&gt;Nesses últimos anos eu aprendi por um bom tempo a dormir durante o horário certo, acordar cedo... Mas sabe quantas vezes escrevi da forma que escrevi quando madrugava? Nenhuma.&lt;br /&gt;E vejamos pelo lado positivo, se eu dormir de manhã e acordar à noite chateio muito menos gente (não chatearei a maioria que age ao contrário). Então acho benéfico tanto para mim quanto para os outros estar em off durante o dia – eu sempre estou inútil de dia mesmo, pelo menos dormindo não reclamo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6393908430565370667?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6393908430565370667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6393908430565370667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6393908430565370667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6393908430565370667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/noturno.html' title='Noturno'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5410259370015954975</id><published>2009-11-11T10:10:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T10:16:55.447-02:00</updated><title type='text'>Estar cercada de gente conhecida...</title><content type='html'>...Às vezes é angustiante, quando você não tem nada a oferecer de bom.&lt;br /&gt;Às vezes é alienante pelo simples fato de você deixar de ser você pra ser um companheiro. Há muita diferença no ser você mesmo e ser um companheiro. Companheiros entretêm um ao outro, basicamente, às vezes me sinto num Big Brother, 24h na tv: "entertain us". Eu sou mais divertida quando me veem esporadicamente. BEM esporadicamente, eu quase nunca sou divertida – mas alguém é divertido sempre?&lt;br /&gt;Esse é o elemento chave do defeito do casamento. É o defeito das famílias, é o defeito de qualquer compartilhar. Com a diferença de que na família ninguém mais se preocupa em ser caro um ao outro e todos podem se detestar e ignorar sem grandes crises.&lt;br /&gt;Eu também sinto falta duma companhia constante porque sou carente, isso é fato. Compartilhar comida é fundamental! Compartilhar ideias sempre... Mas compartilhar minha angústia constante não há necessidade – porque já faz tempo que desabafar cura tão pouco que é quase nada...&lt;br /&gt;Mas tudo tem um lado bom e ruim, né? Pelo menos é um clichê essa frase e eu acredito no poder dos clichês. Se não são repetidos porque são verdadeiros, se tornam verdadeiros de tão repetidos que são. Se você escolhe compartilhar alegria, vem de brinde a tristeza. O meu problema é que eu vivo triste, vivo angustiada.&lt;br /&gt;Eu posso contar nos dedos quando eu fico alegre: momentos de distração. Numa conversa acalorada, num trabalho que exija concentração ou dedicação, enfim, num momento que eu esteja em segundo plano, esquecida de mim... Afinal eu sou um saco até pra mim mesma, entende? Sou uma dor constante no cu, como dizem os americanos. E se eu sou assim pra mim, eu imagino o quanto insuportável eu sou para os outros. Minha gata vê minha cara de basset round e se mantém distante, só se achega pra dormir, afinal eu devo ser sonífera, ainda mais para um gato – que às vezes eu realizo ter mais maturidade que eu. Tão indiferente que ela é, tão blasé que eu canto e danço com ela Água Perrier, o poema que eu mesma podia ter escrito pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ÁGUA PERRIER &lt;br /&gt;Não quero mudar você &lt;br /&gt;nem mostrar novos mundos &lt;br /&gt;pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês. &lt;br /&gt;Adoro esse olhar blasé &lt;br /&gt;que não só já viu quase tudo &lt;br /&gt;mas acha tudo tão déjà vu mesmo antes de ver. &lt;br /&gt;Só proponho &lt;br /&gt;alimentar seu tédio. &lt;br /&gt;Para tanto, exponho &lt;br /&gt;a minha admiração. &lt;br /&gt;Você em troca cede o &lt;br /&gt;seu olhar sem sonhos &lt;br /&gt;à minha contemplação: &lt;br /&gt;Adoro, sei lá por que, &lt;br /&gt;esse olhar &lt;br /&gt;meio escudo &lt;br /&gt;que em vez de meu álcool forte pede água Perrier. &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5410259370015954975?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5410259370015954975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5410259370015954975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5410259370015954975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5410259370015954975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/estar-cercada-de-gente-conhecida.html' title='Estar cercada de gente conhecida...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7740620026109769198</id><published>2009-11-09T21:20:00.000-02:00</published><updated>2009-11-09T21:22:31.269-02:00</updated><title type='text'>Diferenças</title><content type='html'>Eros tem esse contraste da pele clara com o castanho escuro do cabelo e dos olhos e a boca vermelha, o sorriso, é um contraste bonito e profundo, como o da Branca de Neve. Acho tão bonito esse contraste!&lt;br /&gt;Às vezes me olho no espelho e o contraste feito em laboratório do meu cabelo com a pele não é tão profundo, é como se minha pele e olhos se fundissem numa cor sempre igual, marrom acinzentada.&lt;br /&gt;Eu sinto que todos estão destacados e claros e eu difusa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7740620026109769198?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7740620026109769198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7740620026109769198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7740620026109769198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7740620026109769198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/diferencas.html' title='Diferenças'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-915945622640842378</id><published>2009-11-05T21:03:00.009-02:00</published><updated>2009-11-05T21:15:51.289-02:00</updated><title type='text'>Tendências são feitas pra desbaratinar</title><content type='html'>É o que eu tenho sentido ultimamente. Tendências não surgem com algo como pesquisa de mercado, o evoluir do gosto das pessoas. Não, até começa por aí, mas eles fazem justamente O CONTRÁRIO. É pra irritar, mesmo, pra causar baque e pra só poucos serem in. Ou pra fazer as pessoas serem infelizes, mesmo, afinal, infelizes compram mais, mesmo o que não gostam (mas que dizem que ta in). Ta, talvez isso seja muita teoria da conspiração, mais fácil pensar que tem coisas horrendas encalhadas nas lojas e eles fazem isso virar tendência pra desencalhar, simples.&lt;br /&gt;Um certo apreço por saia rodada vem surgindo? A moda agora então é saia colada no corpo. Ninguém gosta de década de 80? 80 então vai ter releitura este verão!&lt;br /&gt;Vamos falar da década de 80!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Anos 80 – A década da vergonha alheia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNaG20rCDI/AAAAAAAAAak/9vJmXGkIQ2g/s1600-h/roupas+anos+80.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNaG20rCDI/AAAAAAAAAak/9vJmXGkIQ2g/s320/roupas+anos+80.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400759451989510194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porque vergonha alheia está muito em voga, ultimamente, né? Quem são as celebridades do momento? Amy Winehouse, Lady Gaga, enfim, essas pessoas que você só acha cool porque estão em evidência nas revistas, shows, tudo e ninguém sabe porquê. Acho que é um certo masoquismo, um certo prazer de sentir vergonha alheia, afinal o que seria uma releitura dos anos 80 sem uma celeb trash, não é mesmo, minha gente? Todo mundo sabe que anos 80 foi a década da Madonna com sua linda sobrancelha de dez dedos de grossura, cabelo cacheado tipo poodle e muita renda sedutora misturada com seda de forma hehe... vamos dizer assim: despojada.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNach8ANpI/AAAAAAAAAa0/73STDJWW1vk/s1600-h/80madonna.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNach8ANpI/AAAAAAAAAa0/73STDJWW1vk/s320/80madonna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400759824340235922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNaRjEGYuI/AAAAAAAAAas/5JUGHM0rVJE/s1600-h/80+vergonha+alheia.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNaRjEGYuI/AAAAAAAAAas/5JUGHM0rVJE/s320/80+vergonha+alheia.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400759635664069346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não conhece essas coisas de fora do Brasil, tipo Madonna? Então deixa eu te apresentar alguém que você conhece: Rosana!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNavzUSuCI/AAAAAAAAAa8/QjpBEl-7XR4/s1600-h/80+rosana+deusa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNavzUSuCI/AAAAAAAAAa8/QjpBEl-7XR4/s320/80+rosana+deusa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400760155423029282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aí vai um videozinho se você sentiu certa nostalgia:&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FiDBrhHa1xU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FiDBrhHa1xU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Magia e sedução, né, minha gente? Como não querer reviver uma época com tanto... glamour?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNa_ZPAXvI/AAAAAAAAAbE/USIvtD-LDdg/s1600-h/classe+anos+80.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNa_ZPAXvI/AAAAAAAAAbE/USIvtD-LDdg/s320/classe+anos+80.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400760423299440370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai, o glamour anos 80!&lt;br /&gt;Mas você pode estar dizendo: ah, Marcely, você é uma colorida, tem que ser grata ao new wave e você esqueceu de falar do new wave.&lt;br /&gt;Ok, vamos falar do new wave.&lt;br /&gt;Primeiro: eu tenho cabelo colorido sim e gosto de cores e tal, mas disso pra new wave está séculos luz, ok? Não me ofenda! Não to aqui questionando a qualidade musical dos artistas, mas o corte de cabelo fofão feelings e a make raio do Deividi Boui NÃO, não era legal. Só serve pra fazer paródia bem humorada, não é bonito, me dá vontade de vomitar cada vez que eu olho. Morram, morram todos, malditos que decidiram ressuscitar isso, dói os olhos ver tanta coisa horrível assim! &gt;_&lt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbMc5HuSI/AAAAAAAAAbM/EWbEsxCbiH4/s1600-h/80s-fashionista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbMc5HuSI/AAAAAAAAAbM/EWbEsxCbiH4/s320/80s-fashionista.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400760647619688738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que tanto ódio? 78% da minha depressão se deve à moda anos 80, outros 2% apenas se deve ao wayfarer... e apenas o resto se deve a histórico familiar e processos neurológicos, isso foi o que disse minha psicóloga. E pesquisas da OMS culpam o retorno da tendência 80's e às ombreiras o aumento dos casos de depressão no mundo e do suicídio. Michael Jackson morreu porque não aguentou ver essa moda voltando, passar uma vez por ela vai, mas duas? Eu também morreria (eu nasci nos anos 80, mas graças a deus era pequena).&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbcZCkCkI/AAAAAAAAAbc/1S3r4nxLLI0/s1600-h/meninas+trashs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbcZCkCkI/AAAAAAAAAbc/1S3r4nxLLI0/s320/meninas+trashs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400760921463458370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbcAegLEI/AAAAAAAAAbU/9pQfHD5z2-Y/s1600-h/80+vestido+de+formatura.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNbcAegLEI/AAAAAAAAAbU/9pQfHD5z2-Y/s320/80+vestido+de+formatura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400760914869759042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-915945622640842378?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/915945622640842378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=915945622640842378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/915945622640842378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/915945622640842378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/tendencias-sao-feitas-pra-desbaratinar.html' title='Tendências são feitas pra desbaratinar'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SvNaG20rCDI/AAAAAAAAAak/9vJmXGkIQ2g/s72-c/roupas+anos+80.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5783499820061837044</id><published>2009-11-02T22:40:00.002-02:00</published><updated>2009-11-02T22:41:43.454-02:00</updated><title type='text'>Dica cultural com Marcely Costa: Synecdoche, New York</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Su97odfSEKI/AAAAAAAAAZ8/s26VyXN8cNU/s1600-h/synecdoche-new-york-02-100.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 164px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Su97odfSEKI/AAAAAAAAAZ8/s26VyXN8cNU/s200/synecdoche-new-york-02-100.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399670413281333410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se você acha que eu só sei me lamentar, errou, eu sei também elogiar algo! Principalmente quando é algo que fala mal da vida – ok, isso não é bem uma grande mudança de assunto, mas estamos quase lá. Pra variar um pouquinho que seja então, preparei alguns posts que indicam livros e filmes que, bom, falam mal da vida, são tristes, quase sempre – ou não –, mas que fazem isso melhor do que eu pelo menos.&lt;br /&gt;Como dica de filme da semana, indico hoje o filme "Synecdoche, New York", o último produzido por Charles Kauffman. Sabe o Charles Kauffman, o roteirista de filmes como Brilho eterno de uma mente sem lembranças – filme favorito de toda colorida que se preze! – e o filme Quero ser John Malkovitch? Pois é, ele mesmo. Se você não conhece, fique conhecendo, é um ótimo roteirista – ah, tem o Human Nature que também é ótimo, pros filósofos de plantão, irão adorar...&lt;br /&gt;Não é assim aquele filme que indico pra assistir com a família comendo pipoca num domingo à tarde. É pra assistir no máximo com uma pessoa séria do lado e muito concentrado, porque afinal os roteiros do Kauffman são conhecidos por serem uma confusão só – o que não quer dizer que seja um cult chato que só serve pra você contar pros seus amigos e exibir "como você é espertinho", tipo Ingmar Bergman – que eu juro, comecei a assistir e desisti, junto com alguns outros cuja temática é... não ter temática ou é fazer você sentir entediado (o que não é seu propósito, eu imagino, quando você busca ler um livro, ver um filme, etc., pelo menos não é o meu).&lt;br /&gt;Mas, voltemos ao Kauffman e paremos de criticar aquilo que não gostamos ou muitas vezes apenas não entendemos como deveríamos. Os filmes dele são confusos porque a linha do tempo é descontinuada, quase sempre. Mas se você assistiu 21 gramas (outro filme que indico), não é porque o filme é descontinuado que é ruim, não é mesmo? Brilho eterno é um exemplo de descontinuação que tem motivo de existir. E depois que você assiste um ou mais filme do mesmo roteirista você acaba percebendo que aquele é o #jeitinhodele, afinal, e que é esse jeitinho que dá a graça pro filme.&lt;br /&gt;Falando em filmes confusos e difíceis, Kauffman é o mais sossegado de todos. Ele só é confuso em parte, ele não é nebuloso do tipo que quer ser uma charada, não é do tipo difícil que você gostou só porque você entendeu e sua mãe não. &lt;br /&gt;No caso do filme em questão (Synecdoche, New York), o filme não é descontinuado (embora o personagem principal seja um tanto confuso com o tempo e te confunda com isso também), mas pode-se dizer que ele é cronológico. E além do mais, tem muita coisa muito simples de entender, a história não é um bicho de sete cabeças... A graça está justamente no filme ser muito linear, contar uma história muito verossímil e de repente, uma das protagonistas ir morar numa casa que está pegando fogo, enfim, um nonsense pipoca às vezes e nem venha me perguntar se aquilo tem uma mensagem profunda por trás, eu não me pergunto. Acho legal, é como uma pitada de surrealismo, de imaginação, nada demais, isso não afetará em nada sua compreensão do filme. Eu como viciada capilar, achei até muito poético uma ruiva escolher uma casa pegando fogo pra morar.&lt;br /&gt;Bom, deixa eu dar uma ideia de sinopse e parar de justificar o filme.&lt;br /&gt;O filme começa com o protagonista acordando e no rádio estarem falando sobre outono, sobre a recorrência do outono na literatura, pedem pra uma professora de literatura citar um poema que citasse o outono e o poema é deprimido from hell, quase macabro. Bom, eu acho esse começo do filme praticamente didático. Só faltou o diretor aparecer em cena e dizer: esse filme é sobre o outono e a metáfora do outono da vida, a decadência, o lento apodrecimento outonal da vida... enfim, eu não achei isso assim, desmerecedor, achei honesto de um roteirista que, como eu disse, não quer complicar a vida do espectador, mas quer maravilhar em certo ponto.&lt;br /&gt;Outra coisa muito óbvia do filme é a fotografia – sempre com detalhes amarelos, vermelhos e tudo muito sujo e envelhecido – tipo: É SOBRE O OUTONO O FILME, ENTENDEU? QUER QUE EU DESENHE? Foi mais ou menos isso.&lt;br /&gt;Vai ver por ser professora eu gosto de clareza e didatismo, hehe! Mas, ok, prosseguindo com o filme... A vida do protagonista é irrelevante, atrapalhada, uma merda. Mas não é entediante – porque tem esse toque do maravilhoso, justamente. Acho que esse dosar das duas coisas foi essencial. Posso dizer que esse foi o primeiro filme que eu não senti: "é uma merda a vida deles, mas é melhor que a minha". Não, ele é muito real e atual em mostrar esse lado de que a vida não é nada fantástica como transparece nos livros/filmes etc. Ele é bem claro também em se mostrar uma metáfora pra máximas como: "a vida é como um palco de teatro" em que a gente "está sempre ensaiando". A gente está sempre pensando que aquele será o "grande momento", mas nunca é, tudo é irrisório e ao mesmo tempo, é vida e indispensável pro desenrolar dos fatos...&lt;br /&gt;Ah! Esqueci de falar. O filme também fala muito sobre a solidão. Todos solitários, passando pelo mesmo, talvez, mas, por isso mesmo, ninguém quer saber da miséria do outro... Como se só existisse nossa própria miséria.&lt;br /&gt;A verdade é que o filme fala TANTO sobre os elementos cruciais da vida... no caminho pra morte.&lt;br /&gt;Se eu estivesse deprimida, talvez ao assistir ao filme eu teria me matado logo em seguida xD. Acontece que é bem isso, a vida é tão irrelevante, sem grandes momentos, sem piores momentos... é apenas um fluir contínuo de fatos decisivos mas sempre aparentemente corriqueiros... Eu achei o filme uma obra de arte nesse quesito. Ele descreveu muito bem o que pra mim é vida e o que a arte vem tentando elucidar a tempos mas por seu caráter fictício e maravilhoso demais acabava nunca conseguindo focar.&lt;br /&gt;Isso dialoga totalmente com Ítalo Calvino, o autor que eu vou falar da próxima vez e que disse aquilo que eu queria ouvir sobre isso.&lt;br /&gt;Acho que é um discurso que está me afetando no momento, no meu passo pra maturidade e na perda das ilusões. Acabou o sonho romântico de um gran finale. Eu também devo estar vivendo meu outono... antecipadamente, talvez.&lt;br /&gt;Resumindo tudo: a vida não é feita de máximas nem de mínimas, ta sempre na média mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trailer do filme pra vocês: &lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XIizh6nYnTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XIizh6nYnTU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5783499820061837044?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5783499820061837044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5783499820061837044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5783499820061837044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5783499820061837044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/11/dica-cultural-com-marcely-costa.html' title='Dica cultural com Marcely Costa: Synecdoche, New York'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Su97odfSEKI/AAAAAAAAAZ8/s26VyXN8cNU/s72-c/synecdoche-new-york-02-100.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2556995857251384259</id><published>2009-10-13T10:00:00.000-03:00</published><updated>2009-10-13T10:00:08.639-03:00</updated><title type='text'>Me explica o sentido...</title><content type='html'>Às vezes me sinto lúcida, no meio de um mundo de malucos. Sei que é muita pretensão minha, portanto não levo isso muito a sério... vai ver todos são lúcidos e acomodados como eu e é só isso.&lt;br /&gt;Estava falando para o Eros que eu não conseguia viver porque não via um sentido. Então ele me falou que isso era besteira e citou o mito de Sísifo que sei lá qual filósofo citou um dia:&lt;br /&gt;– A vida é como o mito de Sísifo. Um humano inteligente demais com quem os deuses se revoltaram e por isso o condenaram a passar a eternidade subindo uma pedra muito grande pelo penhasco que, quando chegava no topo, caía rolando e ele tinha que ir buscar e subir a pedra todo o trajeto de novo. &lt;br /&gt;– ... é isso?&lt;br /&gt;– É!&lt;br /&gt;– Quer dizer que a vida é uma coisa REALMENTE estúpida, então? Qual o sentido de empurrar uma pedra idiota por toda a sua vida?&lt;br /&gt;– Você tem que aprender com os orientais a aproveitar o caminho percorrido, sem pensar no fim...&lt;br /&gt;– APROVEITAR o esforço de rolar uma pedra enorme por uma montanha??&lt;br /&gt;– Vamos dormir...&lt;br /&gt;Ok, como vocês veem, não há sentido. Talvez a razão hedonista de aproveitar – se não fosse o fato de 70% do seu tempo ser uma coisa ruim e não boa. E todos sabem que hedonismo não traz alegria e sim vazio.&lt;br /&gt;Ainda falta sentido. Mas todos vão dizer: não há sentido, apenas continue rolando a pedra.&lt;br /&gt;É, não há sentido, é puro comodismo, ou condenação dos deuses. E vocês me falam pra continuar? Desculpa, vocês precisarão de um argumento melhor que esse... (O meu único é o de que eu tenho dó da minha gatinha... e do Eros, e isso não ta sendo suficiente para uma muito boa qualidade de vida...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2556995857251384259?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2556995857251384259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2556995857251384259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2556995857251384259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2556995857251384259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/10/me-explica-o-sentido.html' title='Me explica o sentido...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7806667459305243667</id><published>2009-10-08T22:05:00.001-03:00</published><updated>2009-10-08T22:05:31.962-03:00</updated><title type='text'>Inércia e falta de um sentido</title><content type='html'>Quarta-feira passada eu tinha uma consulta com psicólogo marcada e acabei faltando porque não consegui achar o consultório. A frustração foi grande, como da primeira vez que eu fui no psiquiatra e perdi o endereço em casa, chorei, fiquei nervosa. Afinal são  mais de 10 anos de depressão insuportável e eu já não vejo mais a hora de me livrar disso – se é que um dia, viva, eu irei me livrar.&lt;br /&gt;Eu já tinha listado em pensamento os principais motivos que me levam a ir me consultar e ia buscar uma resposta – e queria muito saber a resposta! – mesmo sabendo que psicólogos nos ajudam apenas a nós mesmo nos ajudar, não importa onde eu achasse uma resposta, eu queria uma resposta.&lt;br /&gt;Eu tenho apenas dois motivos que me levam ao psicólogo. Parece pouco, mas você verá que não é, são fundamentais pra vida de qualquer um.&lt;br /&gt;1 – Inércia. Eu já escrevi aqui ou algures (ai, que chique) sobre isso, e eu sei que faz muito, muito tempo. É da época que eu fazia cursinho pra faculdade ainda! Hoje já estou formada... e o problema se mantém intacto.&lt;br /&gt;O problema da inércia é tal qual Newton o físico descreveu: um corpo parado permanece parado, se não houver uma força atuando. Mas, se houver uma força atuando, o corpo se move, sob uma aceleração constante,,, mas só se não houver uma força de atrito (o que fará o corpo perder aceleração até parar novamente). Bom, o que isso tem a ver comigo? Você pode imaginar. Sou do tipo que não tem praticamente força nenhuma interna atuando. O que existem são forças externas (me mexo por causa de uma obrigação inadiável, geralmente). Se estou parada, continuo parada até que por motivo de &lt;i&gt;força&lt;/i&gt; maior eu acabe me movendo. Se há uma obrigação, no caso, um emprego, por exemplo, então eu me movo. E quanto maior a força, mais me movimento e continuo a me mover, porém a força de atrito acaba me forçando a parar cedo ou tarde.&lt;br /&gt;Exemplificando? Bom, agora estou desempregada e, como sempre, eu vou ficando cada vez mais e mais preguiçosa e acomodada nessa situação. De repente durmo 16h por dia, tenho preguiça de tomar banho, de buscar água na geladeira, fazer um telefonema, enfim, tenho preguiça pra qualquer coisa! Mas, digamos, se eu acho um emprego. No início a força da empolgação me move e com isso eu fico atuante, chego em casa e até procuro coisas pra fazer e mantenho nessa movimentação a não ser... bom, a não ser quando a empolgação inicial da força vai acabando. Aí é terrível porque, embora não pareça, sou EXTREMAMENTE responsável e ver que estou procrastinando, ou seja, deixando de fazer um dever ou faltando com alguma obrigação, isso me deixa sentindo uma culpa terrível que me faz quase sempre procurar o suicídio e tem como resultado alguma doença física, geralmente meu estômago fica ruim, meu rim, e de repente eu falto, no dia seguinte vou chorando pro trabalho, até que a força se esvai e eu me extenuo por completo.&lt;br /&gt;Dentro disso, me parece que eu vivo apenas por inércia mesmo. Seja no movimento, seja na estagnação. Hoje segurei pra não chorar enquanto minha ex-boadrasta contava pormenores de como conheceu uma vizinha e de que ia lá jogar baralho... Pronto. De repente uma bola na garganta se formou e eu fiquei pensando: eu não faria isso. Eu jamais teria força de, de repente, ir na vizinha jogar baralho. Parece simples e bobo, e por isso mesmo é terrível: eu não tenho força pra coisas ridículas e bobas como esta. Enquanto ela falava de ir viajar pra Pirenópolis, eu pensava: mas se eu for sábado eu terei que lavar o cabelo amanhã, "será que eu consigo lavar o cabelo amanhã?". Não porque eu não tenha tempo, mas porque eu não tenho força.&lt;br /&gt;Claro, se tem que ir no médico e isso é inadiável eu vou. Se é uma viagem e o Eros vai comigo e isso pode ajudar eu vou. O problema geralmente são coisas bobas, que ninguém vai me cobrar além de mim mesma, quase sempre insignificantes. Ou nem tanto assim. Tenho o fim de um livro que eu gostaria de publicar em dois pedaços de guardanapo e até agora eu não arranjei forças pra escrever (e estou escrevendo isso, talvez muito maior). Só de pensar em como farei pra publicar... E todo o resto.&lt;br /&gt;Aí o que mais me desanima é saber que quando conto isso as pessoas geralmente tendem a dizer: "sai de casa", "toma um fôlego e levanta", sem saber que esse é justamente o problema e que não adianta! Muitas vezes eu faço um dia, no outro dia eu já não consigo. Às vezes, uma vez num mês a cada solstício, eu sinto uma força do além que me faz limpar toda a casa, fazer vários serviços e então por esse dia eu acho que estou curada e que tudo se resolveu, que só bastou levantar e fazer, mas no dia seguinte, lá estou eu prostrada de novo, mesmo que eu tente segurar o sorriso por 20 segundos como li que ajudava, mesmo que eu pense: hoje não irei me cobrar pra ver como me saio. Mesmo que eu tente de tudo. Gente, já são 10 anos ou mais assim, não é algo que passe por pura boa vontade porque, sinceramente, vontade de sair disso é o que não me falta.&lt;br /&gt;O que eu acho mesmo é que no fundo eu sinto a necessidade de alguém pedir pra mim que eu faça. Ou nem isso, que isso também me angustia. Me falta mesmo é desejo, é querer. Eu não faço as coisas porque quero, mas porque devo, não sinto desejo de nada, mesmo do que gosto, é difícil manter um desejo aceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Sentido. Um sentido pra vida. Sou ateia e até tenho pensado em virar espírita, alguma coisa assim. Achar que tem um sentido viver, que tem algum sentido ao menos místico, porque racional, realmente, cansei de buscar e não acho.&lt;br /&gt;Todo mundo que eu conheço, por mais alegre que aparentemente seja, sempre diz que era melhor não estar vivo, que a existência é realmente uma sina ruim e dificilmente encontrei alguém que nunca tenha querido morrer. Ou que ache terrível ter filhos pelo mesmo motivo. Se existe alguém que não se encaixe nessa descrição, são raras exceções. &lt;br /&gt;Quando penso nisso, penso que viver é uma simples acomodação. Viver pra que? Por hedonismo? Por algum prazer qualquer que seja? Por que irei dar aula se melhor seria que meus alunos nem tivessem nascido?&lt;br /&gt;Não faz sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7806667459305243667?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7806667459305243667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7806667459305243667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7806667459305243667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7806667459305243667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/10/inercia-e-falta-de-um-sentido.html' title='Inércia e falta de um sentido'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7653427865144695694</id><published>2009-09-29T23:57:00.002-03:00</published><updated>2009-09-30T00:20:01.560-03:00</updated><title type='text'>A má-fama dos gatos</title><content type='html'>Bom, como a maioria das pessoas já sabe, eu adotei uma gatinha. É a minha primeira gata, antes só tive cachorros e sempre gostei muito deles. Minha família (com exceção do meu pai) nunca foi muito fã dos gatos, do tipo que proclama a deus e o mundo a velha história dos gatos serem ruins, falsos, traiçoeiros, não gostarem dos donos, etc. etc.&lt;br /&gt;Pois bem, eu me considero uma pessoa razoavelmente consciente a ponto de perceber que quando as pessoas repetem a MESMA história, quase sempre sem nem ter experimentado ser dono de um gato de fato, isso só pode ser preconceito. E cá estou eu com uma gatinha que tem me feito ver que realmente toda essa babaquice repetida não passa MESMO de puro preconceito.&lt;br /&gt;A questão aqui é. Você pode gostar mais de cachorros. Realmente, eles são mais babões e pulões e sei lá mais o que (e também são mais bobões, cagam mole por tudo quanto é canto, fedem mais e etc., mas e daí?), eu adoro cães, é claro. E tenho um certo pânico de peixes. No entanto, apesar de brincar às vezes, nunca disse que peixes eram traiçoeiros, maus, mordiam seus donos e... cá pra nós, tem bicho mais indiferente aos donos? Pássaros igualmente, não são do tipo que pedem cafuné, nem são macios... MAS eu nunca diria que eles são maus, pelo contrário. Tenho até certa pena do ambiente limitado que esses animais vivem.&lt;br /&gt;O que eu quero dizer aqui é que antes de você abrir a sua bendita boquinha pra falar mal de um animal pense mais vezes. Pense MUITAS vezes. E tenha conhecimento do que está falando.&lt;br /&gt;Minha gata, além de ser mais limpa, não perde pra nenhum cachorro que eu tive. É carinhosa, brincalhona, querida e macia. Ela pode ter um arzinho vaidoso, um jeito sedutor e esperto de ser, mas eu não considero isso ruim, pelo contrário, é um charme todo especial do bicho!&lt;br /&gt;E antes que você me diga que não há mal nenhum em desgostar de um bicho, querido, você não sabe do que está falando. Primeiro, que você está espalhando uma ideia falsa que se propaga desde... sei lá, a idade média dos seus tataravôs pros seus bisavós e por aí vai... uma ideia que é sim, muito prejudicial.&lt;br /&gt;Lembra do que falei ao tomar cuidado ao se referir a ideias que são senso comum? Pois é, quando você espalha pros seus filhos o mesmo preconceito dos seus pais e por aí vai, você está colaborando não só com uma visão preconceituosa, mas com muitos casos de violência a esses bichinhos.&lt;br /&gt;Vamos dar um exemplo que fique mais claro, dentro da nossa espécie, não em outra. Digamos que eu saia por aí dizendo que gays são ruins, que eles são falsos, que são traiçoeiros. Ou que eu ouça da minha vó, e fale pros meus netos que negros costumam ser ladrões, ruins, etc. Será que REALMENTE é só uma opinião inofensiva?&lt;br /&gt;Você já parou pra pensar quantos gatos sofrem na mão de crianças e adultos com ideias preconcebidas como essa de que os gatos são malvados?? Ou você acha que violência aos animais não existe?&lt;br /&gt;Pois se você duvida, vamos dar exemplos palpáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLINbmaPWI/AAAAAAAAAZM/75L_A8Q4jak/s1600-h/gata+pezinho.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLINbmaPWI/AAAAAAAAAZM/75L_A8Q4jak/s200/gata+pezinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387088237361249634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma gatinha (parecidíssima com a minha, por sinal) que não consegue mais andar, teve que fazer uma cirurgia de coluna e só anda se arrastando. Isso sem contar os males que não são visíveis como diarreia e feridas. Segundo a descrição do orkut, a gata foi resgatada de uma obra em que um vigia &lt;b&gt;estava sendo pago por uma moradora para tentar matar ela &lt;/b&gt; (colocando ela presa em um bueiro por mais de 1 semana, sem comida, sem nada).&lt;br /&gt;Tem vários sem olho, tem bebezinhos largados na rua, com a patinha quebrada:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLIfr8RtnI/AAAAAAAAAZU/go31ikuC8I0/s1600-h/hand.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLIfr8RtnI/AAAAAAAAAZU/go31ikuC8I0/s200/hand.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387088550985578098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem esse que morreu de desidratação e fome, por abandono:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLIqZQ9T5I/AAAAAAAAAZk/0TBlESGT9qo/s1600-h/gatinho+morto.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLIqZQ9T5I/AAAAAAAAAZk/0TBlESGT9qo/s200/gatinho+morto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387088734950608786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vejam essa comunidade com um tópico de 239(!!!) mensagens contando "a maior maldade que já fizeram com um gato": &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=1240497&amp;tid=5370653353418353149&amp;start=1" target="_blank"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=1240497&amp;tid=5370653353418353149&amp;start=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhem isso:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLI25T3-WI/AAAAAAAAAZs/4_ont7vhUQc/s1600-h/gato+fogo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 390px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLI25T3-WI/AAAAAAAAAZs/4_ont7vhUQc/s400/gato+fogo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387088949711206754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe essas fotos e diga: QUEM é o traiçoeiro, malvado?&lt;br /&gt;Pois é, tem muita gente traiçoeira e malvada, não duvido que exista isso entre os outros animais também. NO ENTANTO, ninguém é igual a ninguém, não só porque raças são diferentes de raças, espécies de espécies como um gatinho de uma mesma ninhada pode ser muito diferente do seu irmãozinho.&lt;br /&gt;Além disso, existe um ensaio interessantíssimo que traça toda a História por trás do preconceito contra os gatos. Interessante é ver que os gatos são símbolos da feminilidade e sofrem preconceito e maus-tratos da mesma forma que as mulheres vêm sofrendo há séculos.&lt;br /&gt;Se você não acredita, leia o ensaio, é muito bom: &lt;a href="http://www.xr.pro.br/ENSAIOS/Gatos.HTML" target="_blank"&gt;Gato e a feminilidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E mais links para adoção aqui em Brasília (procure nas suas cidades): &lt;br /&gt;&lt;a href= "http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17949246232983409805" target="_blank"&gt; Adote Brasília&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mfp&amp;uid=7824914989395626617" target="_blank"&gt;Suzane&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1618092588384988464" target="_blank"&gt;BSB Animal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando for ter um bichinho, adote. E castre seus bichinhos, se quiser um nenenzinho tem tantos por aí abandonados precisando de carinho... (isso é uma opção pra você e seus futuros filhos humanos também... hehehe xD)&lt;br /&gt;É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7653427865144695694?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7653427865144695694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7653427865144695694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7653427865144695694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7653427865144695694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/09/ma-fama-dos-gatos.html' title='A má-fama dos gatos'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/SsLINbmaPWI/AAAAAAAAAZM/75L_A8Q4jak/s72-c/gata+pezinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8165271853796876301</id><published>2009-09-08T10:21:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T10:22:06.246-03:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>Acho que fiquei bem umas 3 horas na cama tentando dormir. Eu já tinha tomado o café-da-manhã e tinha todo um dia pela frente, mas o dia pela frente não me fez empolgada para acordar. Esperei o alarme do remédio tocar para levantar da cama. Era 10 horas da manhã em ponto e o dia estava cinzento como eu gosto. Olhei lá fora para ver se a cena dos banquinhos e do chão forrado de flores, e a árvore rosa continuavam existindo para eu tirar uma foto. No mesmo momento uma ave enorme segurando uma ave menor passou voando. E atrás outras aves menores a perseguiam. Concluí que a ave grande tinha roubado seu café-da-manhã de um ninho. Pensei mais uma vez que não adianta nada querer enquadrar o mundo e a natureza em um quadro bonito de perfeição. A beleza nunca vai anular a crueldade da própria vida. A beleza estática e mansa que tanto desejamos não é vida, não é força, é a ânsia pela morte. A mesma que me segurava na cama 3 horas acordada sem querer me levantar, apesar dos carros e dos ônibus com seus motores e atritos ensurdecedores não me permitindo esquecer que tudo é movimento e violência lá fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8165271853796876301?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8165271853796876301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8165271853796876301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8165271853796876301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8165271853796876301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/09/vida.html' title='Vida'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2221309187324019023</id><published>2009-09-01T15:29:00.001-03:00</published><updated>2009-09-01T15:29:56.579-03:00</updated><title type='text'>Eu tenho um twitter</title><content type='html'>E minha grande tristeza é ter na minha lista de seguidores uma maioria gritante de pessoas que não filosofam nem intelectuam, e os intelectuais que eu sigo se resumem a ler algo que escrevo só quando mando uma resposta direta a eles.&lt;br /&gt;Então, tenho muitas frases que eu gosto e das quais me orgulho mas que repercutiram menos que meu link ao fake do Steve Wonder.&lt;br /&gt;Sendo assim, resolvi fazer uma coletânea de frases nesse blog aqui, só porque &lt;strike&gt;sou extremamente carente&lt;/strike&gt; às vezes, como aqui não tem foto minha, gente inteligente vem, aparece e comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Filosofemas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- Oxi, Dado Dolabella ganhou um Reality Show? Credo, onde está a torcida pros mocinhos? E eu preocupada com ética... so last week!&lt;br /&gt;- http://pic.gd/293818 Tatuar Stupid na testa é legal. Farei isso com meus filhos, como forma de incentivo socrático.&lt;br /&gt;- Ser professora muitas vezes é querer morder alunos no bom sentido e o máximo de comoção que recebe de volta é que eles te mordam literalmente.&lt;br /&gt;- Pra aderir ao ideal vegetariano, você tem que se achar superior aos outros animais, já que irá trair sua própria natureza.&lt;br /&gt;- Ou simplesmente reconhecer que é da natureza humana transcender sua própria natureza - e isso pode gerar coisas ruins ou não.&lt;br /&gt;- Sou ateia e apolítica, a ojeriza que recebo dos religiosos é igual à dos engajados. Até parece: apolítico com apocalíptico.&lt;br /&gt;- Falta explicar pras pessoas que ignorância não é exclusividade do nosso tempo. Parem de culpar a tv.&lt;br /&gt;- E se todo mundo fosse inteligente, sua intelectualidade não teria o menor destaque, duvido que você ia querer isso.&lt;br /&gt;- Então, no fundo, você não critica a imbecilização por algum desejo de mudança, mas só pra contrastar com sua imensa sabedoria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Momentos "e daí?":&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- Fui assistir A era do gelo 3 - 3D ontem: - É um mamute isso, mamãe?, - Não, é um elefante...&lt;br /&gt;- "ajoelhar e manter o ânus numa posição acima da cabeça, isso facilita a eliminação de gases. Recomenda-se que esta medida seja executada na solidão e intimidade do lar." &lt;- num site &lt;i&gt;sério&lt;/i&gt; de medicina.&lt;br /&gt;- oi... você fala português? - pergunta de uma artesã do Teatro Municipal pra mim.&lt;br /&gt;- JuuH: Oiie add vC faz plaquinha?Ameei seeu cabelo adoro o estilo punk tbm bjos!&lt;br /&gt;- Não me compare com a Marimoon. É como dizer: sou escritor. E alguém comentar: igual ao Paulo Coelho, néa?&lt;br /&gt;- Adoro estampa com bolinhas, nunca curei meu cancro mole porque gosto do visual "tudo com bolinhas"...&lt;br /&gt;- Hoje eu vi um carro da Skol dando volta numa rotatória...&lt;br /&gt;- Novela das 7: sempre a mesma história sem graça e todo mundo só vê por causa da nudez e da pegação. Ou seja, é um BBB fictício.&lt;br /&gt;- Moça do tempo do Jornal de Brasília: E hoje a Umidade Relativa do Ar aumentou =D, está em 26%...&lt;br /&gt;- Como boa libriana sei falar de Sócrates a hidratação capilar&lt;br /&gt;- E ninguém me dá valor, acha que sou só um cabelinho bonito, um rostinho fofo, um corpo gostoso, uma perfeição de beleza...&lt;br /&gt;- E não sabe que por baixo disso tudo existe uma inteligência e brilhantismo inigualáveis.&lt;br /&gt;- Me fingi de morta na cama pra ver se minha área de serviço passava, mas não passou...&lt;br /&gt;- Se eu ganhasse uma moeda pra cada vez que procrastinei... eu pagaria alguém pra limpar minha área de serviço.&lt;br /&gt;- Coloquei a cama na sala pra pintar o quarto, mas descobri que a cama fica muito mais confortável na sala...&lt;br /&gt;- Qual a graça de ter tampo de vidro na mesa? Nem pode bulinar as pessoas durante o jantar...&lt;br /&gt;- Odeio pessoas verborrágicas afetadas, muito mais do que ignorantes sem vocabulário. Leia o comentário: http://migre.me/5NcO&lt;br /&gt;- Até a capinha do meu celular tem um brigadeiro com olhos separados e meio estrábicos. Devo estar pegando gosto pela coisa...&lt;br /&gt;- O quão sem coordenação tem que ser uma pessoa pra prender o dedo 2 vezes no mesmo espaço de tempo em janelas diferentes?&lt;br /&gt;- Pois é, nada é tão simples qnto parece, ainda mais pra mim. Não consigo encaixar chaves tetras e entradas de usb. Não tive lego na infância&lt;br /&gt;- Eu sou adepta a qualquer tipo de humor, mas sobre casamento ser a pior coisa do mundo já deu pra mim faz tempo.&lt;br /&gt;- Exceto sobre sexo depois do casamento, eu sei que outro dia entre corações na cabeceira da cama optei por "z" com um sorriso na cara.&lt;br /&gt;- Toda vez que a máquina de lavar toca música alegre ao ser ligada, eu e Eros desabamos no riso. Quem disse que dinheiro não traz felicidade?&lt;br /&gt;- E não adianta photoshop, nem cirurgia plástica, já sabemos como @xuxameneghel vai ficar: http://migre.me/5Soa&lt;br /&gt;- Quando vi a tampa do vaso aberto, pensei que tudo estaria terminado. Mas achei um cabelo dele na minha calcinha e o amor voltou.&lt;br /&gt;- "mulherão safada bumbum pronto p/ levar vara" é legal, mas beijo na boca sem taxa achei romântico... (via @prostitwittess)&lt;br /&gt;- Ótima ideia, @postembr2! A maioria dos posts de @marlenemattos podiam ser sobre a reivindicação de paternidade da Sasha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conversa de MSN:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- Blueberry diz (7:51 PM): princesa, sorry o preconceito, mas é coisa de caminhoneiro... &lt;br /&gt;- Blueberry diz (7:52 PM): se bem que eros me chama de princesa... (eu ia escrever me chama de caminhoneiro, ia soar uma tara estranha)&lt;br /&gt;- Amanda, depois de mandar N fotos dela beijando o Dante: Ok, sou otária de mandar essas fotos... Eu: não, to me masturbando aqui vendo vcs...&lt;br /&gt;- Flavia: Farei um fake do Machado e te seguirei. Eu: ISSO! Gente, aí eu ia conquistar o mundo do twitter *_*&lt;br /&gt;- Machado de Assis posta: "RT @blueberry hoje pintei meu cabelo, ta fluffy!"&lt;br /&gt;- Ligação por engano aqui é quase todo dia. E o nome das pessoas sempre engraçado: "Alô, por favor a Raila...?", ligou prum petshop?&lt;br /&gt;- A Raila não está, mas a Maggie e a Laika sim, serve?&lt;br /&gt;- Eu escrevo, ninguém lê. Eu falo, ninguém escuta. Até a mulher que liga por engano. "Não tem ninguém aqui com esse nome" e ela volta a ligar...&lt;br /&gt;- E até hoje quando eu digo alguma coisa, as pessoas vão se certificar no google.&lt;br /&gt;- Deve ser genialidade, minha época não me dá ouvidos.&lt;br /&gt;- ...........e límpido! #vanusa&lt;br /&gt;- Raila, Tânia e Ivonete. Cara, pelos nomes do engano, to começando a achar que postaram meu número no @prostitwittess&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Momentos trocadilhescos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- Eu já fui beata e já tive medo do inferno. Eu já tive princípios... mas isso foi no princípio.&lt;br /&gt;- MJ injetava Pogobol!! Sempre desconfiei... aquele viciado em brinquedos infantis &gt;_&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha chamará Mabel, meu filho chamará Bono e a professora dirá: são inteligentes, mas são meio traquinas... tu-tum tiiish!&lt;br /&gt;- Estou argumentando pra ser capa de comunidade: "nunca fui capa, só da playboy, mas arrancaram um braço e os pentelhos todos" #dor&lt;br /&gt;- Peixe comum da culinária mineira: surubim. "Vamos lá em casa, vai rolar um surubim ;D"&lt;br /&gt;- "A passagem subterrânea do metrô é muito melhor e mais iluminada do que as outras, 'diga-se de passagem'"&lt;br /&gt;- Twitter saiu do ar! Deve ser Deus com inveja do meu potencial porque tenho mais intelectual me seguindo do que ele...&lt;br /&gt;- Eu li: "artesanato em cabeças", mas era na verdade "cabaças". Isso é bom, conheço muitas cabaças e poucas cabeças...&lt;br /&gt;- Sim, @Djuli, a Xuxa tem twitter, ó: @prostitwittess&lt;br /&gt;- @prostitwittess: "...Mulher, vou te foder com carinho. Pegada forte, faço de tudo...." ... abre lata de conservas?&lt;br /&gt;- Meu mundo é todo do avesso. Meu marido tem um nome mais sexy do que o nickname de um garoto de programa ("Sommy"? wth??)&lt;br /&gt;-  O Sommy é o tipo de cara que faz sexo com você e depois sommy&lt;br /&gt;- Seguindo os passos da mãe: "sasha filmou com um bode e agora vai fimar com uma cobra"&lt;br /&gt;- Eu: Sim, eu odeio a Xuxa, ela é má. Amanda: Ela trepou com um menino de 13 anos. Eu: Sim, e eu não, odeio ela &gt;=/&lt;br /&gt;- Se fôssemos montar um site vegan, podia ser Las Vegans! #tutumpish&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Momentos em família:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;- Eros disse que uma vez entrou no quarto do irmão e encontrou ele comandando os amigos na coreografia do É o Tchan.&lt;br /&gt;- Legume fálico na feira. Irmão do eros: "O que que é isso?? O__O", feirante: "um nabo o.o", "e pra que que serve?!"&lt;br /&gt;- Eros requebrando o quadril deitado, só de cueca, ao som de Madonna dos anos 80. Não tem preço.&lt;br /&gt;- Eu e Eros ficamos discutindo vegetarianismo enquanto comíamos feijoada. A Feijoada que ganhou a discussão.&lt;br /&gt;- Eu: Eros, você não acha estranho que eu saiba todas as músicas da Sandy e do Rouge de cor? Ele: Não, eu não sei que tipo de infância perturbada você teve.&lt;br /&gt;- Eros decidiu cozinhar: Como é que se faz com isso? - apontando pro alho.&lt;br /&gt;- "Não é simples assim, vai que tem um jeito de aproveitar melhor o alho, usar a casca e não o miolo..." Eros e o alho, ainda.&lt;br /&gt;- Quando o marido já faz o favor de fechar a tampa do vaso, você fica brava porque não fechou a tampa do fogão...&lt;br /&gt;- "Então o Gabriele..." "Eros, seu amigO se chama Gabriele? WTF seu trabalho? Um se veste de mulher, outro se chama Gabriele..."&lt;br /&gt;- "Marcely vai dar aula..." *põe a Uvinha em pé na frente da Maçãzinha e da Goiabinha* &lt;-Eros brincando com minhas bonecas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2221309187324019023?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2221309187324019023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2221309187324019023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2221309187324019023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2221309187324019023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/09/eu-tenho-um-twitter.html' title='Eu tenho um &lt;a href=&quot;http://twitter.com/blueberrydays&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;twitter&lt;/a&gt;'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3690259984067888363</id><published>2009-08-31T11:26:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T11:26:48.772-03:00</updated><title type='text'>Sobre os seres humanos serem ruins...</title><content type='html'>Está entre o top 10 de coisas que mais detesto: falsa modéstia. Provavelmente fique na frente até de estupradores e políticos corruptos, acredite, mas está exatamente ao lado de gente lugar-comum. Porra, odeio lugar-comum também.&lt;br /&gt;Lugar-comum do dia: seres humanos que usam a frase "seres humanos não prestam". Pense comigo: quando você diz "seres humanos não prestam" ao mesmo tempo que você se inclui, você se exclui porque "ao contrário dos outros seres humanos" você reconhece suas fraquezas e por isso tenta modificá-las. Ou seja, quando você diz "os seres humanos não prestam", você está dando uma de bom mocinho porque está fazendo uma autocrítica, mas a autocrítica é totalmente falsa, pois quando diz isso provavelmente quer dizer "os outros seres humanos, não eu, sou autoconsciente e me mantenho longe dessa crueldade", o que caracteriza falsa modéstia em alto grau.&lt;br /&gt;Agora, outra frase incluindo humanidade não presta é a nova onda: "salve os outros animais e matemos todos nós". Acredite, se você foi estuprado na infância, sua mãe te deu cebion pra chupar durante o caminho a pé pra escola (minha mãe fez isso comigo), se seus namorados te traem, suas amigas são falsas, suas hemorróidas doem e a árvore na frente da sua casa foi podada, isso não faz de TODA A HUMANIDADE uma espécie maldita que deve ser extinta. Acredite, e se você usar essa frase se achando a última bolachinha do pacote reciclável você realmente pode ser extinto sem perda pro resto da humanidade, pois já ouvi isso de no mínimo 10000 pessoas se achando sabichonas também.&lt;br /&gt;Sim, sim, existe guerra, existe violência, mas cá entre nós, achar que MATAR a humanidade é a chave do negócio não está muito longe do mesmo tipo de mentalidade, está? Reflita durante 10 minutos (afinal, você não critica o ser humano justamente por ele ser racional? Então raciocine um pouco, só um pouco...). &lt;br /&gt;Pra mim, esse tipo de vibe: "ai, como nós somos ruins, como os golfinhos são doces e lindos, veja, quem me dera ser um golfinho..." é totalmente imbecil. E antes que você me ache má, ache que eu não reciclo e que eu peido litros de CO2 pra natureza, saiba que eu mijei sangue graças ao magnífico copinho de menstruação, achando que ia evitar de jogar quilos de lixo na natureza, no fim joguei cartelas mais cartelas de remédios para dor e infecção urinária no sacão de "lixo que não é lixo". Eu me esforço pra cuidar da natureza, mas me esforço também pra não ser uma iludida desavisada. Se você  recicla, se você evita liberar CO2, parabéns, você NÃO FAZ MAIS DO QUE SUA OBRIGAÇÃO, isso não te faz melhor que os outros. Nem venha com essa de "sou humano, eu sou pior, me sinto tão culpado", faça análise e vai ler autoajuda antes de vir com esse papo se achando inteligente por isso.&lt;br /&gt;E não ache que está sendo um mártir, ou alguém muito inteligente ao considerar que a humanidade é pior do que as outras espécies de animais. Se informe um pouco, veja geographic channel, assista seu gato brincando com um rato morto-vivo pra ver que crueldade não é exclusiva de seres humanos. Nem guerra, tem uma espécie de formigas que guerreiam, sabia? Se contente em saber que os seres humanos SÃO TÃO RELEVANTES E BONS OU RUINS quanto as outras espécies de animais. Desligue a novela, largue um pouco o maniqueísmo, não existe mocinhos e bandidos. E não me venha dizer que "seres humanos são racionais, não deviam...", isso é dizer que você é superior aos outros animais, não o contrário. Será que os outros animais não pensam também? Quem disse pra você que só os seres humanos têm consciência? Outro ser humano? Além do mais, consciência, moral, ética se constrói, nem todo mundo foi educado como você e psicopatas existem, o fato de uns serem "ruins" outros serem "bons" acontece porque ninguém é igual a ninguém, se você quer que todo mundo pense como você, vai ser um bom tirano em outro lugar.&lt;br /&gt;Além do mais, essa é mais complicada: demônios também têm superpoderes. Só existe uma coisa pior do que ser o diabo: ser irrelevante. Você acha que essa sua síndrome de inferioridade é muito bonita, MAS NÃO É. Você só quer se salvar de ser o que você realmente é: nada demais. Você não é o pior ser do mundo, nem o melhor, acostume-se com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3690259984067888363?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3690259984067888363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3690259984067888363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3690259984067888363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3690259984067888363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/08/sobre-os-seres-humanos-serem-ruins.html' title='Sobre os seres humanos serem ruins...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5293968685285835059</id><published>2009-08-25T12:17:00.001-03:00</published><updated>2009-08-25T12:18:55.899-03:00</updated><title type='text'>Sobre a censura, sobre a moral e sobre o humor</title><content type='html'>Eu nunca assisti o tal do CQC – sim, eu juro, eu cheguei a ver um vídeo no youtube, mas não me interessou nem me fez rir, apesar de todos os elogios que ouço sobre o programa. Sabe aquelas matérias interessantes do Fantástico que você se diz: "peraí, isso aí é de um post do blog tal!"? Pois é, é o mesmo que pensei do CQC. Portanto, desliguem a tv e vão ler computador. &lt;br /&gt;Agora, se CQC é bom ou ruim, não vem ao caso, nem vou argumentar, acho inútil argumentar sobre gosto, gosto se confunde muito com dogma e fé e vai entender estética – juro que queria entender a filosofia por trás da estética, mas Eros não me esclareceu o tanto quanto eu gostaria (talvez eu devesse desligar o Eros e ir ler um livro...). Mas o post não será sobre isso.&lt;br /&gt;Estava vendo um post do twitter da &lt;a href=" http://twitter.com/nepastoucher/status/3534763447" target="_blank"&gt; Rubia &lt;/a&gt; quando descobri que o CQC está procurando um novo integrante. Aí logo surgiu na minha cabeça um comentário do tipo: "por que eles não contratam uma gostosa tipo Sabrina Sato ou Mulher Samambaia como 8o integrante? ". Daí fiquei pensando o quão degradante é um humor (ou qualquer programa) que usa gostosas pra reunir pontos de ibope, disso passei pra seguinte questão: "Toda censura é burra? No humor vale tudo?", só pelo caso de se pensar se seria moral ou não boicotar ou criticar esse tipo de atitude dos programas (e agora vocês sabem porque casei com um filósofo).&lt;br /&gt;Antes de pular para a resposta, toda essa reflexão foi de segundos, sobre apenas um post de twitter, enquanto eu lavava pratos e colocava fita crepe nos cantos da parede, ou seja, eu costumo devanear filosoficamente sobre tudo e qualquer coisa, quem conhece meu blog pessoal, sabe disso. Quem conhece eu da comunidade de cabelos coloridos deve achar que estou pensando assim por causa do Eros e – sim, isso é uma justificativa, porque meus pensamentos tem copyrights só meus (apesar do interacionismo/behaviorismo ou qualquer outra coisa que você possa levar em conta nessa afirmação). E eu escolhi o Eros já por ser filósofo, não por ter cabelos macios e cacheados.&lt;br /&gt;Mas voltando para a questão e todo o resto, eu lembrei de um texto (agora não me lembro qual) que falava do absurdo de qualquer censura, ainda mais se tratando de livros (como no caso dos livros adotados para as crianças que tinham – ohmeudeusdocéu! – palavreados e sexo (os livros tinham, não as crianças, você me entendeu)). E eu sempre ou quase sempre apoiei essa ideia: censura é algo extremamente idiota.&lt;br /&gt;Mas, seja como for, ser totalitário nessa ideia é bastante complicado. Pense comigo: censura é algo idiota. Então eu devo aceitar que livros/novelas/filmes de teor altamente erótico sejam passados livremente pra crianças de 0 ano de idade a idosos de 100. Até aí, por mim, completamente ok. Mas se formos mais longe um pouco, censurar alguém por uma atitude imoral, seria besta. Ou censura tem dois sentidos nesse caso? Então, digamos, um cara mata um poodle toy de pancadas por diversão (fato verídico), seria idiota censurar isso? Pois é, pra mim censura não tem dois sentidos aí, tudo se trata de um mesmo sentido de censura: proibir. O problema é dividir o que é moral, do que é imoral. Portanto a questão é que a frase "qualquer tipo de censura é idiota" não é algo que eu aceite. Mas, por outro lado, talvez haja dois sentidos no censura sim, digamos: censurar atos é diferente de censurar ideias. Mas atos estão intrinsecamente ligados a ideias, ou não? Talvez não... eu posso escrever sobre sexo com crianças (ideia) ou posso filmar um filme pornográfico com crianças sendo bolinadas pela Xuxa (ação). Aí é que está, então reformulo a frase: "Censurar IDEIAS é idiota". Ou ideias podem partir pra ação? Ou ideias podem ferir? Entendem? É muito complicado! No meu caso, ideias não passam de ideias MESMO. E sim, milhares de mulheres podem achar muito excitante fantasiar que estão sendo estupradas (ideia), mas não gostariam NADA de ser realmente estupradas (ação), acredite.&lt;br /&gt;Ou seja "Qualquer tipo de censura não é idiota, apenas as censuras que punem ideias". Porque não, ideias não ferem se não saem da sua cabeça. Sempre tem um imbecil que joga Doom e sai matando por aí, mas censurar Doom? Censurar o ato, não a ideia, a ideia em muitas cabeças não gera ação ("geração"), talvez na maioria.&lt;br /&gt;Mas dentro disso, existe outro problema: as ideias que incitam os atos (a apologia), certo? Se eu falo: toda pessoa devia dar os peitos pra um gurizinho acariciar, porque é delicioso, isso é apologia. E a apologia deve ou não ser censurada? Aí conceituar o que é ou não é apologia seria dificultoso (é, de fato é).&lt;br /&gt;O problema é que regras devem incluir todos, e sempre tem um merda que fode tudo. Democracia é um saco de conciliar com diversidade, concorda? A regra número 1 deveria ser apenas: "Não faça para o próximo o que não gostaria que fosse feito com você mesmo, ou melhor, o que esta pessoa não gosta que seja feito com ela (afinal você pode ser masoquista, isso não quer dizer que a outra pessoa também seja)". Isso simplifica um mooonte de leis – e também complica – afinal gostar é algo tão complexo, que nem quem entende de estética sabe explicar e... é, não existe moral que controle o mundo todo.&lt;br /&gt;Agora, o rumo do meu post tomou todo outro, porque eu queria falar também de humor (mas bom, humor é ideia, e dificilmente apologia). Digamos que eu faça piada sobre crimes sexuais com crianças (estou usando o mesmo tema pra facilitar a comparação e porque é um tabu fácil de causar ódio, exceto para os padres católicos /sandy). Eu acho que falar brincando é MUITO menos perigoso ainda do que falar a sério, porque ninguém (normal) é influenciado por algo que está sendo ridicularizado ou patetizado (função do humor). Mas eis que depende muito do caso também. Ache absurdo ou não, eu acho MUITO mais aceitável fazer piada sobre crianças mancas, cegas, violentadas, esfomeadas, do que fazer piada em cima de uma gostosa. Porque o humor negro mexe com sua moral, mas não a tira do lugar, você pode muito bem rir da desgraça sua e alheia (geralmente pra amenizar o impacto e tornar a vida um pouco menos intragável, como é o meu caso), mas não compactuar com a existência dela. Porém dificilmente algo que é moralmente válido na nossa sociedade por caduquice – como é o caso da exploração da imagem das mulheres como mero objeto sexual –, vai ser refutado pelo humor, pelo contrário, vai ser só sedimentado. Algo que a moral já recusou (como o abuso sexual em crianças), não vai ser ressuscitado por uma brincadeira, mas algo que você nem sabe que é idiota, vai ser só vivificado enquanto você se masturba olhando a mulher samambaia (vai ver porque aí nem se está brincando com o fato, está sendo levado a sério e sustentando essa situação).&lt;br /&gt;Vai ver que aí entra a diferença entre ficção e real, ideia e ato. Você brinca, você está no campo das ideias, da ficção, você fala a sério, é real, é próximo do ato. Mas nem tudo é apologia só porque é sério, pode ser crítica, por meio da ironia. E mais uma vez eu considero a brincadeira e a ironia saudáveis e não problemáticos. Mesmo (ou ainda mais, se quer saber!) o humor negro. O humor negro é uma pancada na sua cabeça que faz você questionar um valor tido como certo e inquestionável. Todo preconceito vem da falta de questionamento, pensa bem! Se você se questiona, você conhece o motivo do seu ódio ou paixão por determinado assunto. E quando você reconhece por meio mesmo do humor negro que comer criancinhas não é algo correto, você só reafirma sua posição e a reconhece, não a muda. Mesmo se seu humor é do tipo preconceituoso – sobre judeus ou negros, por exemplo. Sim, mesmo nesse caso cujo apoio ainda não foi extinguido por completo e ainda não é tabu, existe uma leve diferença, se seu humor é inteligente ou se é burro, se você está falando pra alguém inteligente ou pra alguém burro. Falar que negro é inferior de forma irônica, demonstrando que esse pensamento é ridículo, é MUITO BOM, falar isso de uma forma que sustente, não é. Mas depende, nem todo mundo entende a ironia, portanto... use com moderação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5293968685285835059?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5293968685285835059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5293968685285835059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5293968685285835059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5293968685285835059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/08/sobre-censura-sobre-moral-e-sobre-o_25.html' title='Sobre a censura, sobre a moral e sobre o humor'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8107700830903287514</id><published>2009-08-16T11:24:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T11:25:22.545-03:00</updated><title type='text'>Um (não tão) feliz dia dos pais atrasado</title><content type='html'>Dia dos pais passou faz pouco tempo e eu esqueci de escrever sobre essa figura tão mítica da nossa sociedade: o pai.&lt;br /&gt;Antes de mais nada, quando a gente fala de comportamento social é preciso lembrar que a gente generaliza um certo estereótipo, não quero dizer aqui que não existam pais excelentes, apenas que eu não conheço nenhum e os que eu conheço seguem bastante um padrão de comportamento. O mesmo se aplica aos homens em geral, exceto que eu conheço muitos que possuem um caráter,&lt;br /&gt;Bom, voltando aos pais. Às vezes acho absurdo comemorar um dia dos pais. Esse personagem que pelo menos das pessoas da minha geração, os que conheço, não merecem ser chamados de pai, não mesmo. Existem aquelas exceções que amam seus filhos, que cuidam dos filhos enquanto a mulher trai e vai pra... sei lá, pro Amapá, mas como eu disse, são exceções.&lt;br /&gt;Na verdade, a maioria dos pais tem no máximo uma relação de provedor dos filhos, quase como um patrão, digamos, ele tem essa &lt;i&gt;obrigação&lt;/i&gt; de alimentar os filhos. Fim, acaba por aí a linda relação entre pais e filhos. E isso é sendo otimista e dizendo que o pai vai prover e alimentar seus filhos, a maioria nem isso. E o pior é que isso se repete, se trepete e ninguém se comove a ponto de dizer que é um absurdo, já se tornou rotineiro, algo comum da classe pai. Agora, uma mulher partir e deixar seus filhos pra trás... ah, aí sim causa pânico, aí sim é um absurdo, mas o contrário acontece nas melhores famílias, diariamente e as pessoas nem sequer notam mais.&lt;br /&gt;Esse tipo de atitude paterna vem de toda uma cultura, senão não seria tão comum acontecer, certo?&lt;br /&gt;Há na nossa cultura, depois dos românticos do século retrasado, é claro, uma obrigação dos homens não amarem. Algo como: amor é coisa de mulher. É, e não é novidade, quem não viu aí as famosas e engraçadíssimas (ha ha ha) camisetas em que o coração do homem se localiza no pinto e o da mulher... hum, no seu lugar certo? Ou o famoso livro "Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor", algo assim. Essa é a mensagem mais clara, mais descarada de toda uma mentalidade escrota (talvez, literalmente escrota) envolvendo o universo masculino: a de que o homem não ama.&lt;br /&gt;E o que todas essas estampas promovem é a ideia de que... hum, homens sempre foram assim! Desconsiderando toda uma história em que nossa cultura já foi diferente, em que as mulheres sim eram falsas e faziam sexo e os homens procuravam um amor sincero. Ou que há a possibilidade de que em outras culturas ao redor do mundo isso seja diferente também. Mas não, o que dizem essas estampas e a mentalidade escrota masculina é que homem não amar é um fator biológico, praticamente, quase uma deficiência crônica, uma psicopatia, só que – o que é mais absurdo! –encarada como um grande troféu, como uma dádiva e uma qualidade do homem viril e másculo.&lt;br /&gt;Pois é! Que mulher nunca falou ou ouviu de sua amiga (ou mesmo amigo) que os homens são mais infantis, amadurecem mais devagar que as mulheres? Será que é um fator puramente biológico ou só consequência da mentalidade escrota masculina? Pois eu acho consequência.&lt;br /&gt;Na época das cavernas as mulheres cuidavam da "casa" e da prole (afinal tinham um físico mais fraco) enquanto os homens saíam pra caçar. Em decorrência disso, as mulheres aperfeiçoaram a comunicação enquanto os homens &lt;strike&gt;ficaram só nos músculos&lt;/strike&gt; aperfeiçoaram as técnicas de caça e instrumentos e ciências na relação com o mundo. As mulheres adquiriram uma ciência na relação com as pessoas. Talvez daí um pouco dos motivos porque as mulheres ficaram famosas por cuidar da casa e serem afetuosas, enquanto os homens ficaram famosos por trabalhar, prover e aperfeiçoarem as técnicas e serem responsáveis por criar a ciência humana no que diz respeito a... sei lá, criar um binóculo, enquanto as mulheres criavam receitas. Só que de lá até hoje muita, MUUUUUUUUUUUUUUITA água correu e nós mulheres, graças as invenções que os próprios homens criaram, pudemos ficar em pé de igualdade – afinal músculos não eram mais estritamente necessários para sair e caçar – e pudemos ampliar nosso universo e sair por aí buscando outras alternativas de vida, além da casa e dos filhos. Enquanto isso, os homens... continuaram NA MESMA??? Não procuraram ampliar seu universo afetivo? Que pelo menos na minha opinião é o que faz a vida valer a pena??&lt;br /&gt;Seja como for, em passos menores, os homens (eu espero) na atualidade estão começando a se interessar pelas atividades "femininas" e conhecendo o que é uma relação interpessoal de verdade. Enquanto isso acontece aos poucos, os pais antigos ainda são os velhos homens das cavernas... com a diferença que não caçam e muitas vezes não provem. Afinal, que relação é a relação de prover? Uma mera obrigação, se não tem o mínimo de amor e afeto envolvidos. É por isso que muitos pais fogem dessa obrigação, porque é, afinal, obrigação e não um desejo de cuidar dos filhos, o que aconteceria se fosse por amor.&lt;br /&gt;No telejornal local daqui, teve uma matéria sobre os pais no dia dos pais. Um deles cuidava da filha enquanto a mulher tinha ido pra conchinchina trabalhar. Na matéria colocaram a "tocante" cena do pai penteando o cabelo da filha (na cozinha, urgh!, diga-se de passagem)... e ele penteava o cabelo da filha com a mesma aptidão que um macaco toca violino. PORRA! Pentear um cabelo é tão difícil?? A menina tava parecendo o Capitão Caverna com aquelas escovadas! Nessas horas me dá um nojinho do sexo masculino! Como eles podem ser tão inábeis?? Depois de anos cuidando da filha não saber passar um pente num cabelo? Ah vá pra pqp! Isso eu chamo de má vontade. Homens têm má vontade com o que não se refere ao universo masculino. Eles tem preguiça de tentar. E é preguiça de aprender que torna alguém inferior a alguém inteligente.&lt;br /&gt;As mulheres foram abeis o suficiente pra adentrar o universo masculino, eles não se esforçam pra fazer o caminho inverso.&lt;br /&gt;Claro, não é culpa exclusiva dos homens... é a própria imagem negativa que circunda o universo feminino que torna ele uma coisa desnecessária de se tentar. Nós mulheres também temos a obrigação de valorizar nosso universo, de mostrar seus atrativos.&lt;br /&gt;Me dá pena ver que cada vez mais mulheres acham mais inteligente ser como os homens e pensar só em sexo selvagem (que como o próprio nome já diz é puro instinto animal sem sentido), do que valorizar um estilo de vida que valoriza o amor e o afeto. Não quero ser moralista de dizer que sexo sem compromisso não deve ser feito. Cada um é cada um! Só quero dizer que não devíamos ter vergonha de ter amor, de ter carinho. Isso não é algo que devemos lutar contra, pelo contrário. Um mundo baseado no amor seria MUITO melhor, todo mundo sabe disso.&lt;br /&gt;Acho ilustrativa também as brincadeiras das crianças. A maioria das meninas ainda brincam de boneca, de dar carinho, de cuidar delas e de alimentá-las. A maioria dos meninos têm bonecos pra brincar de se estapear, de brigar, de guerrear. É como um reflexo do tempo das cavernas que não quer nos deixar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8107700830903287514?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8107700830903287514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8107700830903287514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8107700830903287514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8107700830903287514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/08/um-nao-tao-feliz-dia-dos-pais-atrasado.html' title='Um (não tão) feliz dia dos pais atrasado'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3185093925060727553</id><published>2009-07-20T11:10:00.001-03:00</published><updated>2009-07-20T11:10:35.663-03:00</updated><title type='text'>Sobre relacionamentos e idades</title><content type='html'>É estranha a situação de ter um marido 9 anos mais velho que eu, com amigos 9, 10, 20 anos mais velhos que eu. Isso me lembra minha mãe me aconselhando a "arranjar alguém da minha idade", baseada no fato de que meu pai era 20 anos mais velho que ela.&lt;br /&gt;No, fim, às vezes penso que ela tem razão quanto aos argumentos dela. Não é nem uma questão de maturidade, como você pode pensar. Já escrevi aqui que esse troço de maturidade é quase inexistente. Acho que imaturidade é mais uma coisa de... educação, não sei, do que de idade. Tem mais a ver com equilíbrio emocional. Você pode ter 50 anos e ainda ser infantil e pode ter 15 e ser uma pessoa madura. &lt;br /&gt;O que muda é sua perspectiva de vida, seus desejos. Quanto mais velho você é, mais paciente você é. Você pensa: "grande novidade!" Mas digo aqui paciente num sentido bem amplo... como posso explicar? Uma paciência que permeia os detalhes mais bobos, toda a fruição da vida. Tudo é calmo e detido, mais morno. Já os mais novos são mais inflamados. Acho que essa é a maior diferença.&lt;br /&gt;E ao mesmo tempo que tenho esses amigos muito mais velhos que eu, muito mais estudados que eu, tenho amigos da minha idade e tenho amigos de 15, 16 anos. E te digo, novamente, que pelo menos no contato que tive com eles... todos eram maduros igualmente pra mim.&lt;br /&gt;E essas relações, todas, são muito prazerosas... e produtivas pra mim. Sou do tipo que o contato social no nível da comunicação é algo de extremo valor, é como eu aprendo e como gosto de aprender: ouvindo e falando, um compartilhamento de conhecimentos, visões e experiências.&lt;br /&gt;A verdade é que os novos estão em contato com as novidades, muito mais que os mais velhos. Eles te ajudam a não parar no tempo, o que eu acho extremamente valioso. Tanta coisa nova pra ver e aprender e eu vou ficar sem saber, detida apenas nos prazeres conhecidos e velhos?&lt;br /&gt;Além do que, os mais novos têm a criança interior muito menos sufocada. Com eles posso morrer por um adesivo da Cinderela, um sapato com desenho de gatinho, um colar de comidinha, brincar da forma mais boba... O que é mais divertido que qualquer bar com bebidas e conversa séria ou dança, que com o tempo vai me deprimindo porque... não sei, não é lúdico o suficiente pra mim. Só essas bobeiras me fazem comer chocolate e esquecer que existe metafísica no mundo.&lt;br /&gt;Mas, ao mesmo tempo, a conversa séria dá o prazer intelectual. Assim como ler, porque a futilidade completa esgota também. Compartilhar opiniões, refletir, é o que faz sua vida ter um mínimo de sentido que vai além do puro hedonismo – sentido questionável, mas sem pensar muito a fundo, um sentido. Mais válido que o vazio hedonista... vai ver por moralidade, mas o que importa qual é o fim? O importante é que não é só seriedade, inclui prazer, inclui vida também.&lt;br /&gt;Mas voltando ao início do texto, a única coisa que me incomoda nessa relação de voluntária no asilo de velhinhos – e o que não me incomoda na minha relação de puro agito e curtição com a garotada, em que rola altas confusões... – é que eles podem me ver com algum preconceito. Não que eu MORRA por isso, preste atenção. Se eu morresse por isso me vestia de intelectual séria e amarraria a cara pra fazer um tipo. Mas, não, quanto a isso eu tenho muita certeza da minha identidade, seja aqui, seja acolá, eu sou a mesma. Posso soar metida intelectual pros mais novos, assim como posso soar uma adolescente bobinha pros mais velhos. Mas é que me incomoda muito mais, é claro – afinal sou exibida, todo mundo sabe disso xD –, parecer uma adolescente bobinha.&lt;br /&gt;Meu medo é que esse ponto de vista acabe contagiando o Eros com o tempo, sabe? Sei que ele não é ingênuo, sei disso. Ele vai dizer aqui que é muito claro isso de que não sou uma boboca. Mas eu conheço relações interpessoais muito bem e sei bem como pequenos conceitos vão deixando marcas. Imagine, ele um professor de faculdade, lidando com as biscas cults o dia todo, chega  em casa e me vê usando carimbinhos da Hello Kitty na prova dos meus alunos da 5a série... As comparações surgem e ele vai dizer: quero alguém mais madura, alguém como eu... Mesmo que ele ria que nem bobo pra mim agora quando faz besteira, assim como um menino de 13 anos. Um dia talvez ele ache que amadureceu e eu fiquei pra trás. Um dia o menino de 13 anos morre por excesso de academicismo e a minha menina de 13 anos não, porque não tenho previsão de conviver só com adultos, mas ele sim. Aí minha menina de 13 anos, coitadinha, vai ficar sem o amiguinho dela pra andar de patins.&lt;br /&gt;Mas eu já prevejo aqui o argumento do Eros: assim como eu, ele tem uma identidade muito formada, seja aqui, seja acolá e ele não vai mudar só porque está em contato com essa esfera. Só que por mais que a gente tenha identidade formada, nossos convívios nos transformam, eu não disse que não. Eu era muito mais, muito mais séria e pouco lúdica há pouco tempo atrás. Aliás, foram essas amigas que me levaram de volta para o lado colorido da força (ok, elas e o antidepressivo). Quem acompanha minha filosofia crônica deve ter notado, por exemplo, que estou muito menos amarga, muito mudada. Mas ainda sou eu, certo? Quer dizer, eu ainda me reconheço, o que mudou é que saiu o Schopenhauer encarnado em mim... e entrou a Eliana dos dedinhos. Que no âmbito intelectual, talvez tenha causado certo déficit em algumas partes, mas no resto – e no principal – faz minha vida ser muito mais prazerosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3185093925060727553?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3185093925060727553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3185093925060727553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3185093925060727553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3185093925060727553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/07/sobre-relacionamentos-e-idades.html' title='Sobre relacionamentos e idades'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1808590264984063449</id><published>2009-06-16T23:02:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T23:04:51.331-03:00</updated><title type='text'>Sobre a nossa época</title><content type='html'>Não é uma novidade, mas enfim. É difícil trabalhar com educação, ver a coisa preta do jeito que está e não entrar por aquele velho fatalismo de "ah, o mundo está cada vez pior, estamos indo pro buraco, é o fim dos tempos ohmeudeusdocéu". Mas como dizia minha mãe e o próprio Umberto Eco dá exemplo n'O nome da rosa, desde o tempo da minha avó o povo já achava que seu tempo era o fim dos tempos – e, bom, acho que eles não estavam certos, por que nós estaríamos? Mas, sendo ou não o fim dos tempos, verdade é que somos bem mais críticos com nossa época atual (como se antigamente tudo fosse melhor, coisa de velho saudosista, alegria dos tradicionalistas) e por isso vemos tudo com tanto mal-estar, como se tudo estivesse &lt;i&gt;piorando&lt;/i&gt;. Bom, uma vozinha me diz no meu cérebro, se o povo continua achando, depois de milhares de séculos, A MESMA COISA (ou seja, não aprendeu com a História) de que tudo está piorando, alguma coisa está piorando – ou a gente que não consegue sair do lugar mesmo. É, a gente não consegue sair do lugar. Em algumas coisas. Não dá pra dizer que a medicina continua no mesmo lugar, ou a tecnologia. Bah, esse post também está dizendo a mesma coisa que todos dizem, não é mesmo? Mas, calma, eu já vou falar (o que todos dizem, com outras palavras – o que também é o que todos dizem que dá pra fazer, desde a época da minha avó... meu deus, invente uma linguagem nova... ou vai vir o dia em que tudo o que eu diga seja &lt;strike&gt;poesia&lt;/strike&gt; clichê).&lt;br /&gt;Enfim, voltando para o que eu dizia. O fatalismo sempre esteve aí, embora &lt;i&gt;antigamente as coisas fossem melhores&lt;/i&gt;. Sendo assim, o fatalismo está errado e as coisas antigamente NÃO ERAM MELHORES. Nem piores, diferentes (clichê, clichê...). E nem acredito nessa coisa de "instituições falidas". Todo mundo adora usar a frase pronta e praticamente unânime entre os "intelectuais"  de que casamento é uma "instituição falida", por assim dizer. Dizem o mesmo das escolas. Acontece que vamos ser um pouco mineiros, librianos, monges tibetanos, sei lá, e pensemos com mais moderação: talvez para alguns essas coisas sejam instituições falidas. Ainda mais em uma época em que tudo é estilizado, cada um tem um serviço personalizado, tem gente pra quem casamento e escola não serve – ohmeudeus, medo do nosso futuro?! Ok, Marquês de Sade também era meio contra várias coisas da sociedade, era um em um milhão, desculpa. O fato é que o povo generaliza. Tem gente pra quem casamento não serve – então não casa! – e tem gente pra quem, pelo menos a educação tradicional não serve – então não estuda? Uai, vai pra uma escola personalizada. Não precisa demolir uma escola, nem proibir os casamentos, entendem?&lt;br /&gt;Mas sejam casamentos, escolas, ou o que for, o problema não é uma falência de instituição. É o mal do nosso século. A gente reviu vários conceitos, jogou-os fora e... esqueceu de substituir por novos! (E é aqui que eu digo que eu vou falar o mesmo que muita gente já disse, com minhas palavras... eu sei que não é novidade, mas enfim, quer novidade vai ler notícia, não crônica de blog). Sob uma valorização do relativismo, acabamos nos tornando um pouco céticos, mas sem valores rígidos impostos pela sociedade como antes, acabamos virando, desculpem, muitas vezes mal-caráter. Gente, vocês sabem, eu sou anarquista de coração. E é justamente por isso que eu acho que os valores são as coisas mais caras a uma sociedade. Sem valores bem claros fica difícil a coisa funcionar, a gente tenta tapear com leis, impondo o medo, mas não funciona. Uma pessoa que não ultrapassa o sinal porque tem medo de levar multa, no momento que não for monitorada vai ultrapassar o sinal, ué. Uma pessoa que não ultrapassa o sinal porque entende que esse sistema serve para nos assegurar quanto a acidentes e organizar o trânsito dificilmente vai desrespeitar o sinal.&lt;br /&gt;Estou dizendo isso porque acho justamente, como disse antes, que o que nos falta são os nossos novos valores. Mas valores sérios, não palavras bonitas, valores mesmo. Nada de "pode ser que sim, pode ser que não, depende...", valores bem definidos e claros: não dá pra ser assim porque isso e isso e isso.&lt;br /&gt;A escola é um protótipo da nossa sociedade. (A escola defende o status quo porque é uma miniatura da sociedade ou é uma miniatura da sociedade por que defende o status quo?). O povo não obedece mais regras, a anarquia já está quase instaurada, viva \o/. O problema é que a anarquia não funciona – a não ser nos nossos sonhos mais queridos – sem valores bem definidos, como eu disse antes. E é complicada de manter quando valorizamos a diferença, como gostam de dizer (não é um valor, apesar de parecer, é só uma regra de etiqueta, reparem, na primeira oportunidade o povo estraçalha o diferente, não adianta...). Uma sociedade anárquica, pra funcionar, precisa de consenso. Consenso com diferenças é difícil. Consenso sem nenhum valor que nos motive É IMPOSSÍVEL. E não há valores muito claros, não há. O povo ainda não realizou que achar algo certo ou errado não é pecado, não é ingenuidade, é NECESSÁRIO. Assim como na nossa sociedade, a escola tenta contornar o caos com regras, leis ("se você não fizer isso não terá aquilo"), chantagens. Mas leis – e é por isso que sou anárquica, essa é minha opinião – leis não funcionam de verdade... funcionariam até melhor em outra época (oh, saudosismo! – não.). Funcionariam se ainda existisse uma reverência a autoridade quase religiosa, como havia antigamente. Funcionariam se autoridade e autoritarismo não tivessem se tornado quase sinônimos, como se tornou na nossa sociedade. Mas, chega, não adianta tentar treinar o povo por meio do behaviorismo, ensinando todos a salivarem quando toca a sineta, o povo tem que entender melhor o que é comer, o que é sentir fome de verdade. "Se você não fizer isso não te dou um playstation". Não, chega! Explique que se fulano não fizer X, provavelmente Y não será possível, simples efeito dessa causa, não precisa inventar sinônimos a curto prazo – outro problema, talvez devido ao imediatismo e a rapidez da nossa sociedade, a longo prazo é meio complicado de entender pra algumas pessoas... Não, tudo bem, eu entendo os castigos, não to dizendo pra não fazer. Mas esquecer o que é mais importante – os valores, a vida real, os porquês, essa é a falha.&lt;br /&gt;Agora... como pôr valores na cabeça desse povo? Talvez com o tempo. Ou talvez o povo volte à idade média com uma dessas religiões xiitas que estão tão em voga. Só sei que eu tenho os meus valores e tento transmiti-los, milagre não faço. E, de qualquer forma, sempre haverá um problema numa época. Pode parecer terrível, mas um dia ainda darão hoje como referência de "melhor" para um futuro distante. &lt;br /&gt;Estamos perdidos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1808590264984063449?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1808590264984063449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1808590264984063449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1808590264984063449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1808590264984063449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/06/sobre-nossa-epoca.html' title='Sobre a nossa época'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1678733598056209834</id><published>2009-05-20T21:05:00.003-03:00</published><updated>2009-05-20T21:13:11.106-03:00</updated><title type='text'>Da série: Conversas com o Eros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.orkut.com/orkut/photos/OQAAAHea8vMAqQQTR5_5bmECwQVShs3YFZkKLp5I-VY_QopL32kzsgYBGJkaWHxhrO4d9rnAKGCkufIxWtPwA9jpYBcAm1T1UPX3mc0shzBsLg6ckDUjRo8n8k7g.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 187px;" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OQAAAHea8vMAqQQTR5_5bmECwQVShs3YFZkKLp5I-VY_QopL32kzsgYBGJkaWHxhrO4d9rnAKGCkufIxWtPwA9jpYBcAm1T1UPX3mc0shzBsLg6ckDUjRo8n8k7g.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eros: olha como to lindo nessa foto!&lt;br /&gt;Eu: bah, nem é, hem? super sem graça!&lt;br /&gt;Eros: Então me devolve ela! &lt;br /&gt;Eu: Não, ta marcando o meu O Idiota...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1678733598056209834?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1678733598056209834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1678733598056209834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1678733598056209834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1678733598056209834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/05/da-serie-conversas-com-o-eros.html' title='Da série: Conversas com o Eros'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7005550545333183663</id><published>2009-05-20T15:18:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T15:19:57.542-03:00</updated><title type='text'>Em terra de cego quem tem um olhe sofre</title><content type='html'>Seguindo parte do meu raciocínio anterior e ligando com minha leitura d'O Idiota, tive vontade de escrever um romance sobre uma personagem inteligente ilhada no meio de um monte de ignorantes, só pra mostrar como às vezes me sinto (me achei, eu sei ú.u).&lt;br /&gt;Já tive essa ideia antes e já estava escrevendo sobre uma personagem solitária e totalmente incompreendida - às vezes maltratada por incompreensão.&lt;br /&gt;Seria legal. Se eu soubesse escrever.&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7005550545333183663?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7005550545333183663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7005550545333183663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7005550545333183663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7005550545333183663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/05/em-terra-de-cego-quem-tem-um-olhe-sofre.html' title='Em terra de cego quem tem um olhe sofre'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2811909546043523088</id><published>2009-05-20T14:42:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T14:43:23.625-03:00</updated><title type='text'>Eugenia por uma questão de classe</title><content type='html'>Durante toda a minha vida, meu sonho foi ser professora. Começou assim: a minha mãe, que é de uma religião extremamente machista, não via outra possibilidade de trabalho para uma mulher além de ser secretária, dona de casa ou professora. E foi assim que ela me incentivou, me comprando lousinhas, giz e apagador, mostrando o quanto ser professora era bonito, criando toda uma expectativa para mim.&lt;br /&gt;Eu, impulsionada por isso, adorava dar minhas aulas – geralmente para a parede. Adorava fazer até a chamada (com os nomes mais legais e realistas possíveis). Dar aula pra mim era sinônimo de prazer. Falar e ser ouvida, era tão incrível! Falar e ser ouvida... Agora eu sei que ser professora é falar. O ser ouvida é outros quinhentos. Agora que eu sou MESMO professora e passada a empolgação do início eu percebo que dar aula é um grande prazer se você fala com uma parede e não tem o compromisso de ensiná-la. Porque falar para as paredes e ainda esperar resultados é um saco. Porque passar sua vida estudando e dando o seu melhor, preparando as melhores aulas pra chegar na prática e ver tudo ir por água abaixo porque um marginal burro e imbecil chama a atenção de todos os outros mongoloidinhos – e você, intelectualmente superior, cheia de boa vontade e empolgação perde para um ser com cara de Dino da família dinossauro que fica cantando rap olhando pra trás em voz alta.... Bom, tudo isso é FRUSTRANTE! Sim, eu me frustro sempre. Ao escolher literatura para passar pros meus alunos, passei o romance do Dostoievski Noites Brancas (pra 8a série). Ao reler o livro percebi porque gosto dele: eu sou igualzinha aos personagens. Eu sou uma sonhadora, uma romântica! E como sonhadora romântica, sim, eu esperava dar aulas de literatura e fazer o povo se empolgar e começar a ler e ao fazer discussões inteligentes, não seria por uma mongolice que eu perderia a atenção. Mas na vida real o bem não vence o mal, a inteligência não supera a imbecilidade generalizada. E na vida real, você acorda cedo, você tem que economizar e comer comida sem graça, tem que lavar a louça, limpar a bunda, ficar horas num ônibus, existe o tédio, a rotina, a falta de prazer constante. A vida não é um romance enlouquecedor, você não viaja para longe, não se apaixona pra sempre, não vive situações limites que te fazem viver alucinadamente. Não, a vida é um saco (assim como dizem que disse Flaubert: "eu sou a Emma". Eu sou a Emma e vou comer arsênico porque a vida não tem o transporte romântico que eu sonhava pra mim...). Se não bastasse ser medíocre, a parte chata (preparar aula, acordar cedo, estudar, se revisar, sorrir sem querer sorrir, andar sem querer andar) NÃO É RECOMPENSADA! Minimamente, talvez. Sim, alguns alunos se interessaram por ler os livros que levei, riram da crônica do Machado, do conto do Rubem, se empolgaram pra saber quem matava no Nome da Rosa. Mas não vai muito adiante, você pode no máximo esperar que eles riam, que eles reajam ou até se interessem. Mas QUE PENSEM?? Pensar, professora? Desde quando pensar levou alguém a algum lugar? No máximo os pensamentos instintivos. Pensar demais, diria meu Álvaro de Campos – e o Alberto Caeiro concordaria –, talvez, pelo contrário, leve à morte.&lt;br /&gt;Eu estou cansada. Física e principalmente psicologicamente. Não tem sono que me devolva todas as minhas energias. Se eu sonho, eu sonho com as constantes falhas do ensino, com a impertinência de alguns seres humanos que deveriam ser anulados da face da Terra (FODA-SE, FODAAAA-SE a nova pedagogia ou a "diversidade". Ao caralho com isso! Então políticos corruptos e estupradores de criancinhas são DIFERENTES e não pessoas desagradáveis que queremos longe? Dane-se a doença: se é hiperativo ou psicopata. São pessoas que atrapalham o desenvolvimento da espécie como um tumor e deviam ser EXTIRPADAS como já diziam meus amigos nazistas.) Agora sem brincadeira, não é nazismo! Uma coisa é ser diferente: branco, negro, ter cabelo verde, ter um tique nervoso, ser daltônico, mais inteligente pra física, mais inteligente pra geografia, menos inteligente pra história... sei lá! Outra coisa é ser mau caráter. Já dizia a própria natureza quando os homens de Neandertal se extinguiram: você não presta, você não é capaz de ter e expressar uma linguagem, você não sobreviverá porque é um incapaz. Se uma pessoa só atrapalha as demais não deveria existir. Já é uma bosta existir por si só, ainda vem outro (que ainda por cima é um chupim) e te atrapalha? Ah, pra puta que o pariu com isso! Se um dia eu tiver um filho hiperativo eu frito em azeite de oliva com sal e ervas finas e dou pras boas criancinhas famintas comerem. Quero ver dizerem que isso é imoral ou antiético! As pessoas precisam revisar seu conceito de bom e de mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: isso foi só um desabafo pra ver se eu paro de ter pesadelos com o Dino e extravaso um pouco, juro que falei brincando a maioria das coisas e não sou eugenista – só pra esclarecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2811909546043523088?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2811909546043523088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2811909546043523088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2811909546043523088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2811909546043523088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/05/eugenia-por-uma-questao-de-classe.html' title='Eugenia por uma questão de classe'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8987556546045020712</id><published>2009-04-24T02:41:00.000-03:00</published><updated>2009-04-24T02:42:14.214-03:00</updated><title type='text'>Deus, me ajude.</title><content type='html'>Eu vou escrever porque agora não posso falar em voz alta.&lt;br /&gt;Eu estou desesperada. Cansada de alguns dizerem que é da minha cabeça essa ansiedade, pra eu só "ficar calma". Claro que ter ansiedade e saber dela só piora a coisa, ficar com pavor dela é o que me tem acontecido... Pavor de ansiedade não combina, eu sei. Eu sei que devia manter calma, só pensar em dormir, mas um turbilhão afligindo meu peito não deixa... É exatamente isso, um turbilhão aflige meu peito. Como se algo estivesse prestes a explodir a qualquer momento. Se me abraçam tenho medo de explodir junto. Sou como um bicho do mar que precisa mexer os bracinhos livremente na água. A água está dentro de mim, transborda e me envolve. A água é essa ansiedade DE MERDA.&lt;br /&gt;Eu não dormi ontem, dormi 2h no máximo, eu imagino. Eu fui ao médico, mas médicos costumam ajudar pouco, já perceberam? Eles devem achar que todos os pacientes são hipocondríacos, se vamos lá reclamando pouco, eles dão sempre um remédio que te cura pela metade. É uma bosta ficar doente nesse mundo =/&lt;br /&gt;Eu lembro do Tyler do Clube da Luta... ele, sem conseguir dormir por meses, indo nos médicos e eles dizendo que "não é nada, não é nada". Até que ele chora e se alivia – e isso realmente, também me aconteceu, eu chorei e me aliviei um pouco esta tarde! Mas será que daqui a pouco estarei vendo o Brad Pitt por aí? Pelo menos isso pra compensar... (mentira, eu amo Eros e é o único que eu quero ver).&lt;br /&gt;Mas a questão, é, Deus, me ajude. Me ajude a melhorar, já que ninguém pode. Eu sei que não acredito muito no senhor, mas de fato eu não tenho tantos motivos pra acreditar... ainda mais se eu continuar com essa bosta de ansiedade =(. Mas, deus, se for possível me ajudar, de alguma forma, que me dê paz, calma, tranqüilidade... eu agradeço, agradeço muito. É tudo o que quero. Eu estive tão doente nos últimos dias. Eu queria ficar boa de novo, pra trazer paz também pro Eros, pra trazer harmonia e alegria pra todo mundo. Só isso, sem dar trabalho, fazer algo por alguém, só pra variar, chega de receber. Quem sabe se eu melhorar eu não vou lá no colégio oferecer trabalho voluntário, dessa vez pessoalmente? Ou ainda ler pras crianças no hospital?&lt;br /&gt;Mas assim, Deus, eu não sinto forças nem pra mim, quanto mais para os outros!! Me ajude, eu só quero trazer alegria pra quem eu amo, isso não pode ser pecado. Ele é meu marido, ele é lindo e boa pessoa. Por favor, deus, me ajude, ok? Não quero ter ansiedade também, não quero. Eu sei, ninguém quer... eu sei, não sou perfeita. Mas também não sou uma pessoa má, você sabe que eu faço o meu melhor. Prometo me esforçar pro meu melhor ser ainda melhor, ok? Mas me ajude, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8987556546045020712?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8987556546045020712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8987556546045020712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8987556546045020712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8987556546045020712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/04/deus-me-ajude.html' title='Deus, me ajude.'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8699312783264034643</id><published>2009-04-19T20:22:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T20:38:36.682-03:00</updated><title type='text'>Conversas...</title><content type='html'>Eu: Droga de mosquitinhos que ficam na lâmpada, ficam pulando e pipocando, acabam morrendo... pra quê? que saco ¬¬&lt;br /&gt;Eros: Quê?&lt;br /&gt;Eu: Essas drogas de mosquitinhos que ficam pulando e batendo na luz!!&lt;br /&gt;Eros: Índio?? Onde tem ÍNDIO aqui... num domingo...?&lt;br /&gt;(sim, WTF? Se fosse segunda ia ser mais fácil achar um índio?? XDD)&lt;br /&gt;Eu: *rindo alto*&lt;br /&gt;Eros: Que foi, Marcely? Fala... onde tem índio pulando?&lt;br /&gt;Eu: MOSQUITINHO, Eros, MOSQUITINHO pulando na luz, onde você ouviu Índio??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Update:&lt;/b&gt;Eros: ai, você tem que consertar sua fonética...&lt;br /&gt;Eu: eu que tenho que consertar alguma coisa? nem que eu tivesse um tumor na língua pronunciaria mosquitinho igual a índio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos dos índios:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Seu1HZVSlII/AAAAAAAAAS0/Gyr65yNMXW0/s320/S5031974.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Seu1HbxDz_I/AAAAAAAAASs/Snovv0Q-BFc/s320/S5031973.JPG"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8699312783264034643?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8699312783264034643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8699312783264034643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8699312783264034643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8699312783264034643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/04/conversas.html' title='Conversas...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VGphtX35Ygc/Seu1HZVSlII/AAAAAAAAAS0/Gyr65yNMXW0/s72-c/S5031974.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2269040747132173815</id><published>2009-04-14T18:34:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T14:56:13.835-03:00</updated><title type='text'>Coisas que só acontecem comigo...</title><content type='html'>Acabou a luz aqui do prédio e eu estava sozinha em casa, sem NADA pra fazer. Já estava ficando puta com a demora para a luz voltar, fui comer e fiquei enrolando até que desisti e pensei "O que me resta fazer? Já sei, vou acender umas velas e ler!". Ok, pego a caixa de fósforos, a vela... Derrubo os fósforos no chão, cato um por um, vou riscar o fósforo e ele não pega, risco de novo até que ele quebra. Pego outro fósforo, risco e NO EXATO MOMENTO EM QUE ESTE ACENDE a luz volta... ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Update:&lt;/b&gt; postei &lt;a href="http://as-aquarelas.blogspot.com/2009/04/das-complicacoes-do-amor.html" target=_blank&gt;&lt;u&gt;esse texto aqui&lt;/u&gt;&lt;/a&gt; no aquarelas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2269040747132173815?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2269040747132173815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2269040747132173815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2269040747132173815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2269040747132173815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/04/coisas-que-so-acontecem-comigo.html' title='Coisas que só acontecem comigo...'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5248571716494542490</id><published>2009-04-07T12:46:00.001-03:00</published><updated>2009-04-07T12:49:04.922-03:00</updated><title type='text'>Human Behaviour</title><content type='html'>Vai entender as pessoas, né? Cheias de particularidades e picuinhas, nem sempre é verdade que "to get involved in the exchange of human emotions is ever so satisfying". Muitas vezes é muito cansativo lidar com pessoas e não é raro, depois de você ter aprendido que não importam quais as particularidades de cada ser humano, todos, SEM EXCEÇÃO, são egoístas, você se sentir meio cansado de se relacionar com os outros. &lt;br /&gt;Não é difícil as pessoas detestarem amor e carinho. Geralmente tem um que doa essas coisas e outro que só recebe. É por isso que pessoas românticas geralmente são desiludidas e só quebram a cara. E depois de muito tempo detestam ter que dar carinho sendo que o chupim que só recebe nunca muda de lugar e nem pra serem gratos um pouco... oras, chupim só recebe, gratidão é coisa de quem doa, né? &lt;br /&gt;Cansei de ver pessoas que são traídas, largadas, pelo primeiro tropeço ou pela primeira atraçãozinha do chupim. Lógico. Você pode dar mundos e fundos e não levar nada em troca, mas se um dia você não for bonzinho com o chupim, isso resulta em quebra de contrato e ponto-final. Oras, e não é uma questão de lógica? Aqui cabe até um mapinha pra explicar!&lt;br /&gt;Sendo assim, o ser humano não presta nem porque tem instintos, nem porque tem raciocínio. O ser humano é isso aí, com regras bastante desagradáveis para ambos os lados. Ser misógino também não serve, já viu alguém romântico sem ter pra quem doar? Ou um chupim sem ter de quem receber? Eles murcham, coitadinhos! E não adianta comprar um gatinho, um cachorro, mesmo eles podem te morder, pular, morrer, não entender. No fim, sempre será a situação de doador e recebedor, não adianta de que espécie você é.&lt;br /&gt;E digamos que nem sempre existam pessoas doadoras e recebedoras, como se houvesse céu e inferno em formato de pessoas. As pessoas são os dois, muitas vezes. Se você encontra alguém pra doar, ela só receberá de você, se você recebe de alguém, provavelmente não sentirá muita vontade de doar. E nenhuma das duas posições é totalmente confortável, mas fazer o quê? Não se controlam sentimentos (ou falta de)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5248571716494542490?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5248571716494542490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5248571716494542490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5248571716494542490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5248571716494542490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/04/human-behaviour.html' title='Human Behaviour'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1691747602064451608</id><published>2009-03-23T12:27:00.001-03:00</published><updated>2009-03-23T12:27:49.560-03:00</updated><title type='text'>1, 2, 3, 4 Mal-estaaaar!</title><content type='html'>Estou passando mal há mais ou menos 20 dias. Durante vinte dias, acordei e fui dormir praticamente com a mesma zonzeira, o mesmo enjôo, o mesmo mal-estar generalizado, a mesma visão turva. Depois de tanto tempo você fica até pensando: "será que eu não vou ficar assim pra sempre?".&lt;br /&gt;Será que eu não vou ficar assim pra sempre? Estou cansada de reclamar do mal-estar. Estou cansada de estar cansada, estou cansada de sentir vontade de vomitar, a cabeça tonta, a visão imprecisa. Estou cansada de procurar ajuda e não receber. De não ter ninguém pra me ajudar, nem nada. Estou cansada de tentar buscar ajuda e saída pra depressão e só piorar o quadro. Estou cansada de arrastar os outros pro meu buraco, estou cansada de nunca melhorar. Estou cansada de tentar sobreviver num estado tão horrível, sem ajuda médica. Estou cansada de ser para os médicos só mais um doente. De não ser nada demais, no entanto já não estar suportando mais. Cansada a ponto de cortar os pulsos, cansada a ponto de fazer asneiras porque pensar... pensar já está longe de mim, raciocínio não funciona com tanto sentir por trás. É tão fácil dizer: tome isso, tome aquilo, faça isso, sobreviva, seja forte. Quando não é você que está passando por isso. Não dá pra ler, não dá pra escrever direito, não dá pra fazer as unhas, não dá pra andar, não dá pra comer, não dá pra nada, sem uma sensação horrível por trás, com desleixo porque... porque você não está imerso de verdade na atividade. Você é uma névoa, uma nuvem de mal-estar, tentando abranger algo, mas sendo só nuvem. E o desespero de saber que não tem remédio ou médico que possa me ajudar? E o sol irrita, dormir irrita, tudo irrita, tudo dá náusea. Eu quero morrer, acabar com isso de vez, de vez, parece ser a única forma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1691747602064451608?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1691747602064451608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1691747602064451608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1691747602064451608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1691747602064451608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/03/1-2-3-4-mal-estaaaar.html' title='1, 2, 3, 4 Mal-estaaaar!'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6055928600117204559</id><published>2009-03-17T15:22:00.001-03:00</published><updated>2009-03-17T15:23:27.756-03:00</updated><title type='text'>Manual de sobrevivência (ou não) para depressivos</title><content type='html'>1- Em primeiro lugar, lembre-se: ninguém está nem aí pra o que você sente, faz ou deixa de fazer. Se você está triste porque um parente morreu ou porque acordou com o pé esquerdo GUARDE ISSO PRA VOCÊ. Se você é um deprimido inútil e preguiçoso, desculpe, a gente não, temos mais o que fazer do que ficar escutando você se lamuriar.&lt;br /&gt;2- Se sua tristeza persistir por mais de 8 anos, você se auto-mutilar, se afastar do convívio social, não conseguir trabalhar ou levantar da cama, isso é fraqueza. Vá ler autoajuda ou frases motivacionais, pode ser que ajudem.&lt;br /&gt;3- Se você acredita nessa balela pseudo-científica dos médicos de depressão de origens neuroquímicas, você é um coitado, vá trabalhar, dar de comer aos pobres, limpar velhinhos num asilo, dar comida pra crianças com câncer e ver o que é DOENÇA DE VERDADE.&lt;br /&gt;4- Se você optou por tomar remédios pra aplacar sua depressão, vá em frente e tome a cartela toda de uma vez se não estiver funcionando.&lt;br /&gt;5- Ou se sua cartela não estiver funcionando, procure um novo psiquiatra, ele pode receitar outra cartela... e assim por diante, infinitamente.&lt;br /&gt;6- Se você quer alguém pra te escutar, procure outro depressivo, são desocupados como você (se bem que depressivos são egoístas por natureza e em vez de te escutar, provavelmente te faça escutar a própria ladainha).&lt;br /&gt;7- Se você quer ser escutado por alguém, PAGUE, porque tempo é dinheiro e pessoas não-depressivas têm mais o que fazer, se vão te escutar isso te custará alguma coisa, não?&lt;br /&gt;8- Lembre-se, se você é um depressivo, logo você é um fraco e tudo em você é psicológico, de dor no dedinho do pé a tumor nos seios ou na próstata.&lt;br /&gt;9- Get a life!&lt;br /&gt;10- Já saiu hoje? Pois é, enfurnado em casa é que não vai melhorar, vai dar uma volta na esquina e ouvir os passarinhos cantarem.&lt;br /&gt;11- Coma muito chocolate e tome chá de Erva de São João (use camisinha, erva de são João faz você cagar tudo o que ingere, incluindo anticoncepcional).&lt;br /&gt;12- Lembre-se: "No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."... se você optou por se matar, bom, lembre-se que isso não será o fim, satanás te espera com uma panelinha nos infernos... mas no final, tudo dará certo! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Senso-comum ou mais 99% da população mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6055928600117204559?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6055928600117204559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6055928600117204559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6055928600117204559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6055928600117204559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/03/manual-de-sobrevivencia-ou-nao-para.html' title='Manual de sobrevivência (ou não) para depressivos'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8023366711078159571</id><published>2009-02-20T15:15:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T15:17:37.342-03:00</updated><title type='text'>All we need is love</title><content type='html'>Lendo O filho eterno do Tezza, eu tive uma noção mais clara (que na verdade, acho que sempre tive) do quanto algumas das nossas atitudes soam falso, são pura imitação social (no livro essa imitação fica visível no Felipe, o filho dele com síndrome de down). Eu sou também uma pessoa meio inábil com sociabilidade. Quando enturmada sou muito falante, expansiva, gosto de mostrar "quem eu sou". Mas em convívios forçados, com estranhos, encontros marcados, eu sinto o ridículo falso que é a atitude de dar beijinhos, abraços, se apresentar, conversar... É tão claro que aquilo é apenas réplica! E eu, por vergonha perante mim mesma, aceito a contragosto participar do teatro, dou um beijo, mas ele é quase arrancado, dou um tchauzinho encabulado pra não ter que me confrontar com todos, sou uma autista social por puro orgulho bobo e autocrítica. No entanto, assim como o Felipe, quando o meu sentimento é verdadeiro, a representação cultural dele se justifica. Um abraço, um beijo... eu sou muito carinhosa, entregue. Porque por mais que um abraço e um beijo não passem também de aprendizado cultural, ou seja, também sejam imitação, aquela reação aparentemente é uma verdade transcendente, independente de qualquer cultura.&lt;br /&gt;E o carinho, o sentimento de apego não é a coisa mais real do mundo? Você pode mamar por puro instinto, mas por que você pega e aperta o dedo do pai, coloca a mão sobre o seio da mãe, gosta de ser embalado? O sentimento sempre justifica os meios, parece. Abraçar pode ser só cultural, mas o sentimento precisa ser transmitido de alguma forma, então você sabe que abraçar irá deslocar essa energia para o ente querido. Podia, talvez, ser um cuspe na cara, um aperto de bunda uma demonstração de afeto. Mas nem por isso seria menos real, porque o sentimento é real. É, as vezes as coisas mais reais precedem o ato. E o justificam.&lt;br /&gt;Por que digo isso? Porque assim como os Beatles e a Djuli eu sou uma aspirante a amor. Pra mim All I need is love. Claro que quero ter uma carreira, comer bem, ter dinheiro pras coisas que quero, saber muito e ser importante ou útil em alguma coisa. Mas tudo isso é secundário. Por trás de tudo isso está um instinto de sobrevivência ali, um desejo de auto-afirmação acolá, um aprendizado cultural no meio. Mas o amor, pra mim, é a única coisa que transcende uma explicação, que é mais puro. &lt;br /&gt;Claro, há falhas no meu argumento, mas eu gosto dele e o mantenho u.u&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8023366711078159571?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8023366711078159571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8023366711078159571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8023366711078159571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8023366711078159571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/02/all-we-need-is-love.html' title='All we need is love'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7014450149351918760</id><published>2009-01-30T12:38:00.001-02:00</published><updated>2009-01-30T12:38:54.839-02:00</updated><title type='text'>A ignorância é uma benção</title><content type='html'>Será? Quer dizer, óbvio que os ditados populares são a única verdade universal a que conseguimos chegar com certeza (embora &lt;i&gt;toda regra tenha sua exceção&lt;/i&gt;) e &lt;i&gt;aquilo que os olhos não veem o coração não sente&lt;/i&gt;. Mas eu vejo muita gente querendo voltar para o útero da mamãe e sair de lá falando só o "caca", "auau", "mãmã"... Dá vontade de dizer: gente, a inteligência é um caminho sem volta, a não ser que você afunde com voracidade em certas drogas ou bata a cabeça num acidente, talvez. E talvez parecer intelectual possa ser pedante, mas nem toda pessoa que usa seu intelecto é necessariamente pedante, o intelecto também não é um mal que deve ser combatido com todas as forças (a não ser que você viva na Idade Média), pelo contrário. Eu acho que pessoas mais intelectualizadas poderiam pensar mais nas suas atitudes e se tornarem pessoas melhores para as outras, sabe? Como um cara ignorante e feliz que bate na esposa talvez, se lesse um pouco, estudasse, não sei, talvez parasse pra pensar nas suas atitudes. Não? Eu não sei com certeza. Porque realmente tem aquele tipo de intelectual que para não parecer um intelectual (o que também não deixa de ser uma preocupação puramente com a aparência) acaba querendo parecer um brutucu mais imbecil do que o cara que bate na esposa sem pensar direito – brutucu pior porque pensa e abre mão disso só pra parecer &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt; para os amiguinhos.&lt;br /&gt;Como eu disse há alguns posts atrás, meu único ideal nessa vida, que era melhorar alguma coisa nesse mundo por meio da educação, foi banhado com um balde de água fria. O que eu vejo por aí é uma ignorância generalizada tão grande que os poucos professores pensantes mal têm forças pra bater (ou mal tem o poder de entrar no ringue, como no meu caso ¬¬). Aí quando eu vou numa comunidade qualquer do orkut para desabafar e ver se alguém desmergulhava um pouco meus ideais e apresentava alguma saída aparece um monte de pessoas com o tipo de lógica apresentada no parágrafo acima. Enquanto eu discutia o rumo da educação ou outros meios de melhorar a situação do mundo uns vinham com "eee! Vaaamos comer batata friiita!!" ou "seu cabelo está estragando, menininha" ou "ai, ai como vocês falaaam". Bom, nada contra as pessoas quererem descontrair, pelo contrário, pode até parecer estranho hoje em dia se falar em querer discutir a sério no orkut, eu sei. Mas tudo tem sua hora, sua ocasião, e alguns foram até um tanto estúpidos comigo porque eu estava tendo uma conversa séria! E isso numa comunidade dos admiradores das tirinhas dos malvados, aquelas com humor ácido que fazem pensar. Aí eu fico pensando também no meu ideal de ser escritora... poxa, pra ter esse tipo de leitor que lê minhas coisas eu &lt;i&gt;não sei como&lt;/i&gt;? Oras, depois de ter esse tipo de experiência em que apenas 3 pessoas contra-argumentaram ou discutiram sério comigo no meio de outras 1000 que preferiram um tópico pra falar de menstruação (! Pois é, numa comunidade dos Malvados...), foi uma situação altamente irônica. Eu fui num lugar reclamar que havia ignorância demais pra sanar e quase todos responderam de forma ignorante.... não é irônico? Pois é, é realmente irônico. Seria engraçado, talvez tragicômico. Enquanto isso meu ideal terminou de soltar suas últimas bolhinhas de oxigênio no seu balde de água fria. Mas sabe o quê? Eu vou tentar ser professora e fazer alguma coisa &lt;i&gt;só pra não ser&lt;/i&gt; idiota como essas pessoas. É... o orgulho próprio e o hedonismo sempre vencem no final. Lembro daquela tirinha (dos malvados, por sinal)...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.malvados.com.br/tirinha946.gif" target="_blank"&gt;http://www.malvados.com.br/tirinha946.gif&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7014450149351918760?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7014450149351918760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7014450149351918760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7014450149351918760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7014450149351918760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/01/ignorancia-e-uma-bencao.html' title='A ignorância é uma benção'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1529241283485436390</id><published>2009-01-26T12:05:00.001-02:00</published><updated>2009-01-26T12:09:23.798-02:00</updated><title type='text'>Reclamação número 329.948 394</title><content type='html'>Ultimamente eu tenho apenas dormido para não ter que assistir minha vida passar. Mas até meus sonhos às vezes são desagradáveis e em alguns minutos, quando eu abro os olhos, eu, como qualquer pessoa deprimida, fico pensando no quanto o mundo é um lugar ruim, destacando só as coisas abomináveis. É engraçado que quando estou meio dormindo, meio acordada eu fico mais iluminada, com boa memória, bom discurso interior, mas definitivamente acordada eu fico boba, as frases fogem, minha memória morre, eu fico mais no estado semi-consciente. Eu  só consigo lembrar no vídeo do pai fingindo roncar pra acordar assustando um bebê dormindo, se era proposital dá pena pensar num pai que faz mal pra um filho pra fazer piada, ele dormia como um anjinho...  Lembro do emprego oferecido pelo jornal de professora atendente, que pedia &lt;b&gt;fotos&lt;/b&gt; anexadas ao currículo, pra quê? Lembro dos professores com aparência inofensiva que davam péssimas aulas, de como estou sendo discriminada por um motivo imbecil. Lembro das pessoas que se odeiam e que se atacam para ter um motivo pra falar. Lembro que as pessoas na sua maioria são infelizes, buscam alívio em bebida, maconha, coca, todas por algum motivo, mas isso não faz do mundo um lugar melhor, ninguém pensa: bom, estou infeliz porque o mundo é ruim, vou tentar fazer um mundo melhor. Mas fazer o quê? eu já desisti também de tentar. Quando eu tentei fui uma em um milhão, e na primeira possibilidade fui jogada fora sem oportunidade de voltar.&lt;br /&gt;Todo mundo pensa: o único jeito de mudar é a educação. Mas quando você trabalha numa escola você vê que se algo está mudando, só pode ser para pior porque 90% dos professores são ruins, ignorantes e preconceituosos e é simples questão de matemática ver onde vai dar esse tipo de influência. O mundo vai sempre ser governado pela maioria ignorante e preconceituosa, são eles que ditam as regras, logo são sempre eles que vencem. E não importa se é uma lógica torta, eles vão sempre &lt;b&gt;parecer&lt;/b&gt; melhores do que você, afinal eles seguem as regras que eles mesmos ditam. Regras hipócritas, é verdade, que conta apenas se você consegue se infiltrar nos grupinhos, não importa suas piadas racistas e homofóbicas, não importa seus dois pesos e duas medidas quando se trata de moral, não importa que você não exerça muito seu lado intelectual, o que importa é se você é cristão, vai à igreja aos domingos, na balada aos sábados, não compactue com homossexuais, veja tv e se vista e se pinte exatamente como dita a moda e os bons costumes.&lt;br /&gt;Dentro disso, consta que qualquer ilusão ou ideal que eu pudesse ter foram por água abaixo. Talvez eu sobrevivesse melhor se eu tivesse amigos, se eu fosse pra droga de uma casa em Icapara e jogasse poker com eles, nadasse na piscina, enfim, me divertisse apenas e esquecesse do resto porque o mundo é doente mesmo e não tem cura. Mas acontece que eu não tenho amigos, não amigos presentes, e não tenho casa em Icapara, nem mesmo uma mesa confortável pra jogar ou uma caixinha de peças de poker eu tenho. O que eu tenho é: computador, internet, trabalhos manuais, Eros e seriados de tv. E eu já estou cansada demais dessa monotonia, precisava de polifonia, vários discursos, cascatas de pensamentos e emoções diferentes pra me desviar e me distrair de mim mesma. E nem gosto de pensar no resto da minha vida. Vai ser sempre o mesmo. É melhor dormir e guardar forças para o próximo minuto de silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1529241283485436390?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1529241283485436390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1529241283485436390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1529241283485436390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1529241283485436390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/01/reclamao-nmero-329948-394.html' title='Reclamação número 329.948 394'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3054252922918846684</id><published>2009-01-25T10:10:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T10:10:21.204-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1- Eu não vejo graça nenhuma em se esforçar pra fazer nada.&lt;br /&gt;2- Eu não consigo mais me esforçar para fazer nada.&lt;br /&gt;3- Cansei de tanto dormir.&lt;br /&gt;4- Cansei de dizer que estou cansada.&lt;br /&gt;5- De verdade, não sinto vontade de escrever.&lt;br /&gt;6- De verdade eu não sinto vontade de nada.&lt;br /&gt;7- Nem mesmo de morrer.&lt;br /&gt;8- Cansei de ficar sofrendo porque não gosto de nada.&lt;br /&gt;9- Não quero nunca mais voltar a dar aula, a me esforçar pra isso, me sinto ressentida, me sinto compelida a nunca mais me doar em vão.&lt;br /&gt;10- Só de pensar na possibilidade, me odeio se voltar a dar aula.&lt;br /&gt;11- Não quero nunca mais fingir que está tudo bem e "levar uma vida normal".&lt;br /&gt;12- Se a morte é o mesmo que o meu sono, não eu não quero morrer.&lt;br /&gt;13- Não vale a pena fazer os outros sofrerem se eu poderia só estar dormindo o tempo todo.&lt;br /&gt;14- Mas viva eu também faço os outros sofrerem.&lt;br /&gt;15- Eu não sei mais o que fazer com a minha vida.&lt;br /&gt;16- Eu não quero colaborar com essa vida de merda. Eu odeio ela do fundo do meu coração, colaborar com ela é me trair.&lt;br /&gt;17- Eu sinto nojo de cada minuto da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3054252922918846684?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3054252922918846684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3054252922918846684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3054252922918846684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3054252922918846684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/01/1-eu-no-vejo-graa-nenhuma-em-se-esforar.html' title=''/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-8451687127181901600</id><published>2009-01-06T10:46:00.003-02:00</published><updated>2009-01-06T11:27:12.035-02:00</updated><title type='text'>Filosofia crônica</title><content type='html'>Existem perguntas que fazemos pelo próprio sabor da pergunta, não por querer a resposta. É a pergunta que faço em frente ao ventilador: por que o vento me esfria? A pergunta me interessa por si só, porque por muito tempo parecia simplesmente evidente que o vento gelava. E então parece que eu olho para o vento de verdade pela primeira vez. Como se a gente só enxergasse as coisas quando temos curiosidade por elas. É assim comigo mesma (quem sou eu? Quero me olhar, mas não quero a resposta). Prefiro manter a dúvida - que forma um certo ar místico entre nós - do que receber uma resposta técnica e sem beleza. Bonita é a dúvida. E isso os crentes sabem (e não sabem, é inconsciente, outra dúvida - outra beleza para a vida).&lt;br /&gt;Quando eu era jovem e formava uma opinião (eu sei, eu ainda a formo e nunca quero terminá-la) eu tinha sede por uma verdade como a busca por um novo chão, porque o antigo havia sido tirado de mim. Uma vez, enquanto eu lia O mundo de Sofia, meu pai falou pra mim que a verdade sobre a vida e sobre deus não se devia procurar (porque nunca iríamos achar). E eu disse muito convicta que se todos pensássemos assim sobre tudo, a verdade nunca se configuraria - porque &lt;i&gt;tinha que ter&lt;/i&gt; uma verdade e para alcançá-la &lt;i&gt;tinha que haver&lt;/i&gt; uma busca e uma curiosidade.&lt;br /&gt;Agora eu me abstenho da verdade, compreendendo como meu pai e os outros seres humanos que prazerosa mesmo é a busca, não a verdade. Como o Eros disse de outra forma, deus deve tomar cloridrato de venlafaxina para conviver com a falta de curiosidade.&lt;br /&gt;Por isso, embora minha filosofia seja crônica por pura curiosidade, minha filosofia está mais pra crônica pra &lt;i&gt;me manter&lt;/i&gt; na curiosidade. A curiosidade é a droga que nos mantém olhando fixo para o mundo, para as belezas desprezíveis que nos envolvem. Porque toda a beleza vai se tornando deprezível com o costume. E, pelo menos pra mim, não há amor a vida, mas amor pela beleza e pelo prazer. E eu não acho isso menor, vulgar, nem pior do que valorizar a vida em si. Talvez isso me torne a exceção e todo mundo que se excetua goste de ser ela, mas exceção pode também ser grotesca, desumana, desunida e infeliz. E eu sou uma desiludida.&lt;br /&gt;Quanto a filosofia, o amor pela discussão, por degladiar-se atrás de uma verdade, ou o degladiar-se pelos rastros de verdade, essa eu mantenho, mas não amo como a literatura. A literatura, na minha concepção prosaica, é um balé filosófico. É uma busca pela verdade (ou a busca pela busca para os desiludidos) em tom dramático, melódico, artístico em geral, em forma de mentira. Uma mentira mais próxima da verdade ,às vezes (porque eu sou adepta a esse ceticismo). É a filosofia sem o ranço acadêmico e conceitual, é a ruptura moderna, é o onírico e a dessacralização da busca da verdade. É a irresponsabilidade, é o assemelhar-se com o riso da infância.&lt;br /&gt;Enfim, eu acredito na literatura como uma filosofia em tom de chiste, sarcasmo e descrença, tal qual Machado encarnou e concentrou.&lt;br /&gt;Quando eu vejo meu olhar para esse tipo de filosofia, é o tal presunçoso e autocrítico do velho sábio. Como quem quase descobriu a verdade, mas voltou atrás antes de ser iluminado. Talvez por medo da verdade não ser assim tão bonita. A gente sabe que muitas verdades não são assim tão bonitas (e eu sei que o filósofo x já especulou sobre tudo isso). Esse olhar é um olhar magoado, ressentido com a verdade, que sorri por simpes instinto de sobrevivência. Um riso ou uma lágrima?&lt;br /&gt;A verdade é que a verdade me deprime. A verdade é que o mundo é tão complicado... se girarmos o globo pra cá ele pode ser deslumbrante, se girarmos pra lá ele pode ser devastador. Sem meu antidepressivo eu não consigo girar o globo ao meu dispor, não tenho força suficiente pra pilhéria. Encarar tudo seriamente me traz dor, me faz encarar a força minha desilusão. E quando consigo virar o globo me sinto tão forte! (e ao mesmo tempo amedrontada com o fato de às vezes, sem conseguir defender-me disso, meu globo estacar e emperrar do lado ruim). Eu quero e não quero voltar pra casa. Eu nem sei explicar pra mim mesma o que nela enferruja a roldana do meu globo, mas lá meu mundo estaca, finca, fixa completamente. Eu não consigo filosofar, pensar, logo não consigo escrever, dobrar, arrumar, viver, eu vou asfixiando numa rotina enclausurante. Que nem a Heloísa.&lt;br /&gt;Por favor, quando chegar lá, eu rezo para o acaso, faça com que algo apareça e me desenferruje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-8451687127181901600?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/8451687127181901600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=8451687127181901600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8451687127181901600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/8451687127181901600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/01/filosofia-crnica.html' title='Filosofia crônica'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3696731170367810954</id><published>2009-01-04T13:19:00.002-02:00</published><updated>2009-01-04T13:48:36.826-02:00</updated><title type='text'>Da inexistência exterior</title><content type='html'>&lt;i&gt;Ela&lt;/i&gt; me faz lembrar de mim. De quando nas férias eu ia me encontrar com meu pai, um lado da família tão distante que a afinidade só parecia brotar do sangue - e eu não via esse sangue porque ele era coberto pela minha pele, mas eu sabia que estava lá. Meu pai era um monstro no dizer da minha mãe, um parente importante no dizer do meu irmão-pai. Eu ficava dividida entre o medo, a submissão e um estranho amor coberto por nervos e carnes. Meu pai me levava a lugares estranhos, que não eram nem meus nem alheios, para visitar parentes que eu não sabia nem nunca consegui memorizar de que grau, se eram primos, tios ou simplesmente amigos... ou primos, tios, irmãos de um outro alguém. Nesses lugares uma conversa adulta se travava, os assuntos eram estranhos, as risadas apenas pontuações da fala, os da minha idade eu não sabia se tratava como primos, como amigos ou como monstros sangüíneos. Eles eram estranhos: de outro credo, de outra cultura, de outro lugar. Minha postura era a de observar. Eu não amava, não tinha saudades de ninguém, nem sabia como tratar. Eu ficava presa ao meu pai por aquele frágil elo e olhava tudo sem curiosidade, apenas com compreensão. Meu olhar era igual o &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt;. Eu não sorria mais do que por simpatia, mais por missão. Eu olhava e existia dos olhos pra dentros pra mim, dos olhos pra fora para eles. Eu não era &lt;i&gt;ninguém&lt;/i&gt;. Eram semanas de inexistência exterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3696731170367810954?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3696731170367810954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3696731170367810954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3696731170367810954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3696731170367810954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2009/01/da-inexistncia-exterior.html' title='Da inexistência exterior'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7518628369767649845</id><published>2008-12-13T14:54:00.002-02:00</published><updated>2008-12-13T15:07:48.064-02:00</updated><title type='text'>Sobre como conheci o Eros</title><content type='html'>É sabido que o Eros tem vergonha do modo como nos conhecemos, eu só descobri isso quando minha sogra, um dia num almoço enquanto esperávamos sentadas o Eros pagar o caixa, perguntou pra mim "como foi que vocês se conheceram...? O Eros disse pra mim que te encontrou na rua... como foi isso?". E eu só fiquei uns segundos boquiaberta: "como assim &lt;i&gt;na rua&lt;/i&gt;??? Ele mentiu! Eu não fazia idéia do que dizer, afinal... na rua? Como se conhece alguém assim, de repente, na rua? Foi aí que na minha mente se passaram milhares de possibilidades do tipo: "Sim, conheci ele quando estava fazendo ponto na esquina, ele me perguntou onde eu tinha conseguido aquela meia-arrastão em forma de teia de aranha tão interessante, então eu fui com ele até onde ficava a loja e ele me pagou uma hora inteira de sexo sem nem ter usado, apenas porque gastei 5 minutos levando ele até a loja do outro lado da calçada. Achei ele tão gentil que quando ele disse que estava se sentindo inseguro em contar para família que era travesti durante a noite, eu me ofereci na hora pra ser a namorada de fachada dele, e foi assim que nos conhecemos!". Mas já que estamos próximos ao natal e eu já perdoei o Eros por isso há muito tempo com todo meu espírito natalino antecipado, fiquei imaginando ultimamente como a gente poderia ter se conhecido assim, sem parecer que eu dou pra qualquer cara que eu encontro na rua.&lt;br /&gt;Possibilidade 2:&lt;br /&gt;"Estava eu passeando perto de casa quando um homem de meia-idade me parou na rua para perguntar uma coisa, era o Eros. As primeiras palavras dele para mim eu nunca esqueço: 'você sabe onde fica a boate Country's Oxside?', foi aí que notei que ele estava todo vestido de vaqueiro, com uma calça super apertada que mostrava bem saliente a região da virilha. Foi amor à primeira vista..."&lt;br /&gt;Possibilidade 3: &lt;br /&gt;"Estava eu indo comprar pão quando um senhor já de idade me abordou: 'moça, você tem um trocado? Minha irmã está com apendicite e eu precisei vir lá de Tocantins pra cá trazê-la pro hospital porque só aqui eles fazem esse tipo de cirurgia complexa e arriscada e agora preciso voltar pra casa, estou sem dinheiro pra passagem e não posso faltar no trabalho...', era o Eros. Olhei a minha carteira: tinha exatamente o valor da passagem para Tocantins, segundo ele. Dei todo o meu dinheiro (passei aquela tarde só com torradas e bolacha água e sal). Ele me agradeceu: 'deus te abençoe e te dê o dobro em troca'. Só descobri que era golpe um mês depois, quando ele me abordou de novo sem querer dizendo que não tinha dinheiro pra comprar remédio pra filhinha... Eu disse: 'eu não te conheço de algum lugar?', foi tão divertido que ele me deu até o número de telefone dele. Nos falamos até hoje... e ele me dá dicas pessoais de como extorquir dinheiro fácil. Se não fosse por isso, não teríamos nem como comer esse macarrão hoje."&lt;br /&gt;Possibilidade 4:&lt;br /&gt;"Estava eu indo assistir um filme quando um ancião me parou na rua, em frente à porta do Cineluz: 'desculpe, filhinha, mas você pode ler aqui pra mim a sinopse desse filme? A letra é muito pequenininha e eu não consigo ler, sabe como é...', era o Eros. Fiquei com pena e li pra ele a sinopse – a letra não era tão pequena assim, se não me falha a memória, era arial tamanho 12. Ele ficou tão agradecido que me comprou uma pipoca doce e, como íamos ver o mesmo filme, fiquei com dó e me convidei pra sentar ao lado dele pra ler a legenda ou dublar mais alto, caso ele não escutasse bem. Ele se mostrou um senhor tão bondoso e educado que acabei me apaixonando por ele... sabe como é, ele me lembrava um pouco o meu pai..."&lt;br /&gt;Possibilidade 5:&lt;br /&gt;"Estava eu sentada num dia ensolarado no banco da pracinha, olhando a fonte e os engraxates passarem, quando notei que do outro lado estava um senhor alimentando os pombos. Era o Eros. Sorri educadamente e ele não se contentou em só sorrir de volta, veio se sentar do meu lado – contra a minha vontade, pra ser sincera. Ele me disse: 'que dia lindo, não, mocinha?' e eu respondi 'é, né...'. Ele continuou meio envergonhado: 'mas não mais bonito que você...', sem graça, mas acostumada com elogios o tempo todo como sou (ú_u), retornei um 'obrigada' meio tímido, me desculpei e saí andando. Não adiantou. Ele foi tão insistente que acabei dando meu nome, meu telefone... e cá estou eu, com ele. Ele é insistente quando quer algo, não?"&lt;br /&gt;Possibilidade 6:&lt;br /&gt;"Estava eu cheirando cola na rua, já há uma semana sem tomar banho, mas o Eros não se intimidou, veio falar comigo: 'Sabia que com um banho você ficaria muito linda?'. Eu respondi: 'Obrigada, tio, mas me passa a grana se não eu te encho de furo' – eu tinha enfiado a mão por debaixo da minha blusinha imitando um estilete com o dedo, como eu já estava já acostumada a fazer. O Eros não se intimidou, pegou calmamente meu dedo por baixo da blusa e disse: 'eu sei que você não faria isso... você não está com fome? Venha aqui comigo que eu te compro uma coisa'. Ele me levou no subway... nunca tinha comido um sanduíche tão gostoso num lugar tão de gente bacana, ele acabou me comprando até um cookie! Fiquei encabulada, mas ele disse: 'de agora em diante não quero mais que você cheire cola, muito menos fique sem trocar de roupa desse jeito, você vai morar em casa comigo, aceita?'. O que eu podia fazer? Acabei indo... percebi que como eu, com ele morava uma porção de criança, a maioria meninas da minha idade – se não me engano acho que todas era meninas da minha idade... Eu não sou ciumenta, sabe? Ele me disse que se eu viesse aqui almoçar com a madama e me comportasse direitinho ele me deixaria até voltar a fumar crack, aí eu cedi..."&lt;br /&gt;Na minha cabeça ainda pululam histórias românticas de como eu conheci o Eros no meio da rua, tal qual ele sonhava ter me conhecido... mas, depois de muito pensar, decidi ficar com a realidade mesmo, por mais que seja vergonhoso conhecer alguém do jeito que eu o conheci...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7518628369767649845?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7518628369767649845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7518628369767649845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7518628369767649845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7518628369767649845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/12/sobre-como-conheci-o-eros.html' title='Sobre como conheci o Eros'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2905071502650643924</id><published>2008-12-08T11:01:00.001-02:00</published><updated>2008-12-08T11:01:48.675-02:00</updated><title type='text'>Sobre meus instintos caninos</title><content type='html'>Estava pensando sobre cães, gatos e nós. Eu tenho essa mania de relacionar tudo, tornando tudo metáfora e alegoria pra tudo, mas é a minha forma de entender o mundo, afinal eu sou imaginativa. Quando acordei, hoje, como sempre, não sabia o que fazer com o meu dia. Entediada nata, desinteressada com tudo, nada vale muito a pena, não tenho grandes expectativas com nada, se não tenho um trabalho, ou seja, uma obrigação muito bem delineada e clara, nada me faz muito sentido. A única coisa que sei que vou fazer do meu dia, quando acordo, é que vou querer abraçar o Eros e comer as frutas picadas com iogurte e bolinhas crocantes dele, depois disso fico perdida porque o Eros pega o seu computador e vai ler e eu fico definitivamente sozinha com o meu nada o que fazer. Peguei o livro do Garcia Márquez, mas sem muito interesse parei de ler pouco depois, sem conseguir de fato imaginar uma mulata de olhos de cobra (é, não sou tão imaginativa assim, pelo menos não com imagens). Depois disso, acabo fazendo a única coisa pela qual me sinto impelida de verdade: me enrosco no braço do Eros – única parte acessível do corpo enquanto ele lê – e fico ali sentindo a paz, o cheiro, a ternura e a textura dele de olhos fechados, pensando. Foi nesse momento que eu me vi como um cachorro, deitado aos pés do dono, esperando alguma carícia – com a única diferença de que eu reprimia as carícias dele, pois podiam atrapalhar a leitura. Mas mesmo sendo obviamente adepta ao feminismo, mesmo sabendo que os cachorros são tachados de dependentes, não me senti totalmente mal por ser cachorro, apenas fiquei pensando e pesquisando sobre comportamento dos caninos e dos felinos.&lt;br /&gt;Ser canino é ter hierarquias, ter um líder da matilha a quem se é submisso. Mas não pensei, primeiramente, no Eros como alguém a quem me submeto – ou, pelo menos, se me submeto não é tão inteiramente como um cachorro, que aceita o que vier do dono, seja recriminações, tapas ou carícias. Fiquei pensando que se ser cachorro é ser dependente de carinho e afeição, eu sou cachorro sem o menor arrependimento. Carinhos e afeto são a coisa mais deliciosa que existe nesse mundo, mais do que comida, mais do que sexo – e esse é maravilhoso, eu sei, mas fica ainda mais maravilhoso se vier carícia e afeto juntos, oras bolas, e ainda assim continuo afirmando que carinho e afeição são melhor (a fusão e a completude de um abraço é de corpo e cérebro, o orgasmo é muito mais apenas corpo e a fusão é temporária). Mas pensando pelo outro lado, a de ter um líder, sim, eu necessito de liderança. Nas minhas relações eu nunca lidero, estou sempre ali, fielmente ao lado, esperando carinho, comida e o comando para o que fazer em seguida, para onde ir depois. E a hierarquia é bastante rígida – a revelia do meu controle, inconsciente –, eu dificilmente escolho, eu sei dizer o que eu não quero, mas o que eu quero não é nem questão de saber, eu não gosto de fazer nada que eu não saiba que partiu da iniciativa do líder alfa, que ele, assim como eu, quer e que por isso decide por mim. Tendo pela primeira vez a consciência clara disso tudo, chego a conclusão que era por isso que nunca deu certo meu relacionamento com o Daniel. Ele não era líder. Ele não era nem sequer cachorro. Filho único como era, provavelmente fosse gato, sabia o que queria, mas queria para si apenas, ia e vinha sem pedir licença, ficava preguiçosamente entre as quatro paredes do seu território sem se incomodar, pois era bicho independente, mas dependente de ter um território fixo.  O Eros não. É engraçado que eu sou tão cachorro, mas tão cachorro mesmo, que chego a quase ser um personagem do Fruits Basket de tão cachorro que sou. E mais engraçado ainda, pensando em personagens homem-cachorro, eu sempre fui fã deles, sempre me apaixonei por personagens assim, lembro que tinha uma adoração pelo Sírius de longo cabelo, lobisomem, solitário, quieto e decidido. Ria e gostava mais do Shigure do que do Yuki. Chega a ser bizarra e não só alegórica a comparação. E, além do mais, o Eros é tão parecido com o Shigure! Convencido, divertido por isso, e tenho certeza que se fosse cachorro mesmo ia ser um grande cachorro cinza chumbo. Aliás, pensando melhor agora, sempre gostei mais dos meus namorados com barba e de cabelo grande, adoro acariciar o cabelo macio e bonito do Eros. E esse é o meu post mais bizarro sem dúvida xD&lt;br /&gt;De qualquer forma, pensando mais logicamente, eu não poderia ser de outra forma. Minha mãe é uma grande cachorra (xDD), a minha primeira líder de matilha. Vendo como ela age agora em relação ao meu casamento isso fica ainda mais claro. Quer decidir tudo, tem limites e conceitos rígidos e bem determinados, não descansa enquanto não se vê atendida. Eu fui criada e da forma mais próxima possível nesse tipo de relação hierárquica, vendo o meu destino, os meus valores, os meus gostos e desgostos traçados pela minha líder-mãe, sem a menor possibilidade de negar nada do que ela me passava e impunha. E, muito provavelmente, eu até sinta falta disso: de ter o líder que faça as escolhas por mim, me abdicando da responsabilidade de decidir por mim mesma. E ela, igualmente, vê no macho o seu líder alfa, obedecendo tudo de cabeça baixa o que meu padrasto fala. E eu que sempre achei contraditória essa atitude da minha mãe, que de líder passou a completa submissão, agora a compreendo.&lt;br /&gt;E é por isso que morando sozinha eu me sentia livre como jamais me senti morando com alguém! Sozinha eu me tornava minha própria líder, decidia sem medo, tomava as rédeas da minha vida com o maior prazer. Mas é estar ao lado de alguém que tenha algum valor sentimental pra mim que isso se perde instantaneamente, sem que eu consiga controlar esse tipo de reação. Sim, eu estou presa ao meu destino canino, talvez, porque ele é totalmente instintivo. Porém, conhecendo ele melhor, talvez eu tenha mais controle sobre mim, podendo manobrar meus instintos ao meu favor – embora eu reconheça que é praticamente impossível manobrar um  instinto, é quase como controlar um reflexo natural do corpo, pois instinto é o reflexo natural da mente.&lt;br /&gt;Por outro lado, se tenho algo a agradecer a esse meu instinto canino, está justamente na minha carência afetiva. Como eu disse ali em cima, dar e receber carinho, pra mim, é a melhor coisa do mundo. E qualquer animal tem em si o desejo pelas carícias, seja cão ou gato – e o cão talvez seja mais aberto e desencanado para ir lá rolar no chão, se esfregar e pedir carinho sem vergonha alguma. E isso eu não acho uma má qualidade, pelo contrário, é o que há de mais adorável nos caninos. Ou talvez nem todos os caninos. No mundo selvagem, os lobos parecem mais frios e contrários ao contato afável – umas mordidinhas aqui e ali no máximo, para não perder a carapaça de proteção contra o mundo arriscado que pede sempre cautela, desconfiança e frieza. É possível que ao viver num mundo muito selvagem aos meus amores, aos meus sonhos, eu acabe virando esse lobo, eu sempre pensei dessa forma. Mas não me recrimino por não ser lobo agora, de que vale a força contra os inimigos se não se tem a agradável fraqueza de se render ao carinho dos amigos? A fatalidade queira que eu nunca tenha que retornar ao meu lado selvagem, afinal, como dizia naquele livro português – embora a analogia fosse outra –, uma vez domesticado, se somos abandonados, não retornamos mais à independência selvagem completamente. Sem ter garras afiadas e força suficiente para sair por aí abatendo caças, provavelmente eu seria obrigada a passar fome e frio, revirando lixo e me encolhendo embaixo de qualquer coisa, numa simulação deprimente de vida selvagem e força – que é mais resultado de abandono e fraqueza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2905071502650643924?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2905071502650643924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2905071502650643924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2905071502650643924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2905071502650643924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/12/sobre-meus-instintos-caninos.html' title='Sobre meus instintos caninos'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-411938945003536205</id><published>2008-12-04T18:05:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T18:06:55.112-02:00</updated><title type='text'>Sobre o prazer de ter um tumor cerebral</title><content type='html'>Eu não lembro de ser tão complicado viver quando eu era criança. Acho que todo mundo sente isso, por isso gostam tanto de criança e se sentem tão nostálgicos. Parece que após essa fase vão nascendo neuroses por cima de neuroses (adolescência) e a gente enfim se torna adulto. Eu estava lendo uma frase num orkut duma amiga que dizia assim: &lt;br /&gt;"A espantosa realidade das coisas. &lt;br /&gt;É a minha descoberta de todos os dias. &lt;br /&gt;Cada coisa é o que é. &lt;br /&gt;E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra. &lt;br /&gt;E quanto isso me basta. &lt;br /&gt;Basta existir para ser completo"&lt;br /&gt;Como dizia ser do Fernando Pessoa, imaginei que fosse do Caeiro – e é mesmo, pelo jeito. Bom, eu sei que estou mais para Álvaro de Campos e isso não é nenhuma novidade... mas o que eu queria dizer, mesmo assim, é que eu me sinto incapaz de compreender de fato essa poesia. Eu posso dizer, num momento de euforia, que a realidade das coisas anda me espantando e eu me maravilho com elas, isso sim, mas não posso dizer que isso é um estado permanente a ser alcançado apenas por me bastar, por me ser completa. Creio que quem se sente assim é o Rafael (e por isso ele discute tanto comigo sobre o prazer da vida), mas eu não me sinto. Eu devo estar muito fodida psicologicamente, cheia de tralhas jogadas por todos os lados do consciente e do inconsciente, meu quartinho cerebral deve ser um chiqueiro e o chão impossível de caminhar de tão desgastado e podre para me sentir incomodada só por estar alagada de mim mesma. Tédio é uma coisa que todos sentem, eu sei, e eu sei como ninguém como ele é, mas além do tédio estou sempre em estado de suspense, de terror pelo que será a seguir, de impaciência, cheia de querer-mas-não-querer fazer, de me atormentar sem conseguir resolver com o que virá em seguida. Ficar sozinha comigo mesma, muitas vezes, é o meu pior castigo. Meu desejo pelas coisas é tão brando que vence o nada fazer. Nada vale a pena, tudo é um desgaste sem prazer que o valha. Por isso acho que sou tão maníaca suicida, pensar que vou me livrar do meu eu é uma idéia que me alivia da constante luta interior que eu vivo comigo mesma, &lt;br /&gt;Quando o Eros disse que ele não podia gastar o dinheiro todo se eu estivesse prestes a morrer, senão não sobraria nada pra ele viver, fiquei um tanto chateada por perceber que ele não depende de mim pra seguir com a vida. E fiquei ainda mais chateada por estar chateada com isso, afinal se ele é mais resistente que eu e ama a vida eu deveria apoiá-lo. E, depois, eu fiquei satisfeita com a idéia, porque no fim das contas ele, tal qual aquele-que-não-pode-ser-nomeado, demonstrou não precisar de mim viva, exatamente como eu suspeitava e eles afirmavam de pé juntos não ser verdade. Isso fermentou com alegria meu desejo de pular do prédio, por um instante, mas como eu sei que provavelmente eu evitaria fazer isso de fato por ser uma decisão fatal e incorrigível, fiquei feliz ao pensar que eu poderia estar com uma doença fatal. Eu devo ser a única pessoa que inveja o menininho do colégio que está com tumor no cérebro e só tem 2 meses de vida. Eu imagino que pra ele, uma criança, tal perspectiva é horrorosa, afinal a vida pra ele ainda não perdeu a agradabilidade da infância nem os sonhos. Mas pra mim, embora haja ainda os sonhos, eu sei que por mais sonhos realizados ou sonhados eu sempre permanecerei nessa impaciência e conflito interno com os quais convivo 80% do meu tempo – ou seja, tomam mais meu tempo que os sonhos. Analisado os prós e contras, fiquei contente em ter as minhas contrações musculares do além, sinalizando um possível tumor na cabeça. Se doer, provavelmente me darão remédios e, como eu imagino, se não houver cura, não precisarei fazer nenhum doloroso tratamento. Eu terei 2 meses de vida pra aproveitar atentamente e, por fim, minha impaciência será desnecessária: se não faço não me preocuparei, pois não há necessidade de que nada seja feito. Foi assim que eu comecei a nutrir a esperança mórbida de estar doente terminal. Eu sei que pra vocês pode soar um absurdo, uma criancice, uma heresia contra a vida e contra os doentes, mas, ao contrário da maioria das pessoas (a partir do que elas &lt;b&gt;dizem&lt;/b&gt;), eu não sou muito contente vivendo. Fico pensando que se tiver mesmo um tumor, será que eu deixarei de "criancice" e ficarei chateada? Por enquanto, a possibilidade me relaxa. Se me pego descontente, logo penso nessa alternativa e relaxo: logo irá terminar e esses 2 meses vão ser muito bons. Eu penso nos detalhes: e se de repente eu começar a gostar de viver e ficar triste por morrer? Mas por que a diferença súbita de percepção? Não acredito muito nisso. E se eu começar a pensar nos sonhos que nunca irei realizar? Nunca darei aula, nunca terei minha casa colorida, nunca terei minha gata, nunca terei uma filha. Mas nunca mais viverei cheia de dúvidas e sacrifícios e dificuldades inúteis e medos e afliçõezinhas diárias. E nesses dois meses, quando eu descobrir que vou morrer de fato, irei fazer o que quiser, sem planejar nada, vou sair, vou festejar, meus amigos que não tenho não me dirão não, o Eros vai ficar comigo, eu vou &lt;b&gt;fazer&lt;/b&gt; coisas de fato durante o tempo todo, sem espaço pra afliçõezinhas e irei comprar finalmente as frutas que me deixam curiosa no mercado municipal. Irei pintar o cabelo de turquesa e irei viajar pra conhecer mais do sul. Pode até ser que tenha uma gata e, enfim, alugue uma casa colorida só pra ver como é que é... Se eu fosse morrer daqui a dois meses. eu seria feliz. &lt;br /&gt;Relendo tudo, comecei a suspeitar que o meu problema é ser impaciente e reprimida ao mesmo tempo. Uma pessoa antagônica entre a menina mimada que deseja e deseja pra ontem e a menina obediente que levava pancada se não se domasse e fizesse tal qual a mãe mandasse – também pra ontem. E o meu eu escolhe não obedecer nenhuma das meninas, porque uma precisa mesmo ser domada e a outra não tem mais ninguém pra dar pancada. Mas, no fundo, eu sei quem eu quero escolher. Se eu fosse morrer, eu poderia ser mimada, pois não precisaria da aceitação de ninguém. Ninguém mais diria que eu estou atrapalhando, que eu não posso, que não é assim, que pra fazer o que se quer precisa de um tíquete x ou y. Eu poderia viver anarquicamente, sem respeitar as minha regras nem as regras sociais de ninguém. Viver livremente, fazendo o que realmente eu quero sem ficar me reprimindo e me preocupando o tempo todo. Enfim, aproveitar de fato a vida e não essa burocracia que a gente chama de sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-411938945003536205?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/411938945003536205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=411938945003536205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/411938945003536205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/411938945003536205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/12/sobre-o-prazer-de-ter-um-tumor-cerebral.html' title='Sobre o prazer de ter um tumor cerebral'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-619851769295778820</id><published>2008-11-12T14:19:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T14:29:23.672-02:00</updated><title type='text'>Sobre a minha definição de amor</title><content type='html'>Quando olho pro Eros, fico admirada como eu quase sufoco de alegria, satisfação e admiração pela beleza dele. Isso me faz lembrar da primeira vez que tive contato com a imagem dele, ou da forma como eu sinto a beleza das coisas.&lt;br /&gt;É interessante, se eu me lembro da primeira vez, eu vi uma foto dele. Eu fiquei suspensa ante o que eu poderia encontrar na foto. Tive uma pontinha de medo, de medo de me decepcionar – eu fazia uma idéia de 30 anos... pra mim era a perfeita imagem de um homem de meia-idade, calvo e barrigudo (eu sei, eu sei, podem ficar indignados). Eu fiquei com medo de achar ele feio, porque eu gostava de conversar com ele e também porque tinha medo de ter que emitir alguma opinião. A foto que ele me mandou não era de um homem assim, mas também a foto imóvel, sem sorriso, mostrando só de um ângulo não foi muito precisa pra mim. Eu só soube dizer pra mim mesma que ele não era o velho homem macho despreocupado com a aparência que eu desprezo. Mas mais nada. Mesmo no primeiro encontro, eu lembro que eu não olhei muito pra ele, eu tinha medo, eu precisava &lt;i&gt;conhecer&lt;/i&gt; ele antes. E é aí que eu quero entrar com isso tudo.&lt;br /&gt;Eu não sei amar sem conhecer. Foi só no segundo encontro que eu senti uma atração por ele e isso foi um recorde pra mim, porque eu jamais sinto interesse assim tão cedo, muito menos atração sexual, isso ainda menos! Eu não estou mentindo aqui pra lisonjear ninguém. Aliás, eu não to mentindo, estou tentando ser séria e franca mesmo em dizer certas coisas que gostaria de não dizer.&lt;br /&gt;Mas voltando ao que eu falava, se tem uma frase que eu acho simplista, mas entendo em parte, é aquela de que o amor é cego. Talvez, no bom sentido, o amor enxerga melhor, pois você conhece a pessoa por inteiro, você enxerga ela toda, por dentro de si mesmo, dentro e por fora dela. Eu me interessei pelo Eros, eu sei, porque ele soube que atitude tomar. Ele foi interessante e cativante, mas não demonstrou um vivo e claro interesse por mim. Eu podia pressentir – o que me animava – mas não podia ter certeza. Era bom saber que ele não era mais um dos que me adoram perdidamente só por causa dessa ou daquela perfeição (sem ter tempo de ver e gostar do meu lado falho, ou seja, de me amar por inteira). Tenho também quase certeza de que ele sorriu, apesar da postura séria – e &lt;i&gt;enganadora&lt;/i&gt; de homem sério, ainda bem.&lt;br /&gt;Mas voltando – de novo! – àquela parte da beleza, eu sei que só pude ver a estonteante beleza do Eros quando conheci melhor o estonteante Eros todo. Eu só pude ver o quanto o sorriso dele era irresistível e belo quando eu me acostumei a perceber do que ele sorria. Só pude amar da mesma forma os olhos, porque comecei a entender o que ele via. Eu amo de dentro da pessoa pra fora. Talvez por isso eu seja tão desligada. Eu não estou sendo mentirosa de dizer que não sei reconhecer alguém muito bonito só de olhar. Não, eu sei que sou capaz, mas não é muito, é isso que quero dizer. Já aconteceu, por exemplo, dos filhos de uma professora com  quem eu almoçava serem muito bonitos e eu só conseguir reparar quando alguém me disse isso. Mas não me interessava muito além disso. Eu sou do tipo de pessoa – e isso aqui não é só pra me gabar ou dizer: olha como sou romanticamente correta ou, até minha fruição estética é racional, isso é só mais um daqueles posts de autoconhecimento – que ama uma pessoa toda. Se vejo alguém diferentemente do usual, bonito, aí sim eu me interesso. Acho que sou igual aquela fotógrafa do filme – só que não tão aberrante –, eu só gosto do que é minimamente diferente, de alguma forma único, individual. Alguém, enfim, que se expressa por dentro e por fora com autoconhecimento. Só que nem todo mundo é tão óbvio no seu diferente, nem nem todo mundo é óbvio no ser único. O Eros é uma dessas pessoas. Em música eu também sou assim, eu costumo gostar dos sons que são únicos, das vozes que são uma expressão individual única. Não o bem-comportado padrão de certo ou estético. E em música geralmente os sons, na primeira vez que ouço, enquanto não conheço por completo qual é o "clique" da música, eu não sei bem se gosto. Com livros também, alguns eu gosto de início (porque o narrador tem um jeitinho inconfundível, único e seu de verdade, pois se autoconheceu – o que não acontece com o Guimarães Rosa, eu sinto que ele finge que é alguma coisa, não é autêntico, se enfeita da boca pra fora, por isso não gosto dele), muitos outros eu demoro duas leituras pra pegar (e, olhe só, foi assim com o meu tão amado Machado de Assis também!). Enfim, meus maiores amores na vida eu tive que saborear lentamente, no mínimo duas vezes, antes de dar um veredicto final. Talvez porque sejam dessas iguarias finas que têm um valor peculiar tão suave e genial que é preciso ir devagar, sentir cada detalhe aos poucos.&lt;br /&gt;A Anaïs Nin fala isso quando diz que a mulher mistura sexo com amor ou emoção. É por isso – e agora sim eu estou me gabando – que eu não gosto muito do jeito que os homens gostam ou amam. Aliás, não é não gostar, eu não confio mesmo. Homens tem essa mania de amar as pessoas "à primeira vista", instantaneamente. Oras, a não ser que eles sejam todos Machados de Assis e tenham lentes de enxergar à velocidade da luz a alma humana, isso de amar só de ver uma pessoa é uma ilusão, uma grande mentira. Se não é assim, gostam de mim porque eu gosto de Beatles &lt;i&gt;também&lt;/i&gt;, gostam do jeito que eu escrevo, ou porque eu tenho um senso de humor legal, ou porque falo coisas inteligentes... Mas eles parecem nunca amar &lt;i&gt;por inteiro&lt;/i&gt; mesmo. É um amor – coitadinhos! – tão oco, tão imitação fajuta! É por isso que eu fico pensando: será que fulano me amou mesmo? Ou como agora, será que o Eros me ama mesmo? É difícil saber, porque eu tenho a impressão que, por mais que você explique, homens nunca entendem de verdade o que é amor. Eles querem tanto amar que acham que esses gostos egoístas são o mais puro amor. Capaz que eles digam que amavam o carrinho de controle-remoto quando eram pequenos – se eu negar, capaz que digam que é na integridade do carrinho todo, porque ele era amarelo. &lt;br /&gt;Se amar é ver algo muito bonito ou muito diferente ou muito sei-lá-o-quê e querer avidamente para si, apenas, eu amo do fundo do meu coração as minhas peças de roupa e sou tão importante quanto um enfeite pra alguém. É isso o que estava pensando no filme ontem, no qual o cara se consumiu de "amar" um menino porque ele era bonito e jovem. Ele não trocou uma palavra com o Tardzo, mas morreu do coração, se degradou ao máximo porque o Tardzo era &lt;i&gt;bonito&lt;/i&gt;. Nem que fosse especial e unicamente bonito! Ele nunca amou o Tardzo &lt;i&gt;mesmo&lt;/i&gt;, se ele não conhecia bem o garoto todo (ou quase todo...). Amar é aquilo lá do filme da Bridget Jones, é amar alguém apesar e porque tem defeitos, enfim, do jeito que ele todo é. Senão, acaba acontecendo aquilo, de os defeitos do outro acabarem sufocando o amor que você (não) tem.&lt;br /&gt;E, enfim, pra mim é assim com o Eros. Eu amo ele todo, e amo cada vez mais que o eclipse vai se desfazendo, e ele vai se mostrando. Eu gosto até do orgulho dele – até do insuportável orgulho ferido dele – até quando ele é ciumento eu amo ele todo, porque eu o entendo e vou entendendo, do jeito de sorrir ao jeito de olhar. E eu fico admirada, como eu disse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-619851769295778820?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/619851769295778820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=619851769295778820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/619851769295778820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/619851769295778820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/11/sobre-minha-definio-de-amor.html' title='Sobre a minha definição de amor'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7337696155855316347</id><published>2008-10-28T15:02:00.001-02:00</published><updated>2008-10-28T15:02:51.991-02:00</updated><title type='text'>O deserto</title><content type='html'>Há muitos dias um homem tinha se perdido de sua caravana, no meio do deserto, e seguia seu caminho sob um sol escaldante sem nunca encontrar nada além de enormes dunas de areia. Já havia algum tempo e ele tinha bebido a última gota de água que lhe restava no cantil, agora sua boca ardia de tão seca, mal podia mover a língua e todo seu corpo pesava molemente sobre seus pés. Se antes buscava por um rumo qualquer em direção a uma cidade, agora todos seus esforços se resumiam apenas em encontrar água. Na sua boca não havia nem mais a saliva pastosa de um dia atrás, sentia-se todo quente e ressecado, sentia-se murchando, a pele rasgando-se debaixo do sol forte. Ele delirava, via enormes jarros de água, sonhava com o toque frio dela, confundia o céu com uma fonte, as dunas se desfaziam na sua frente dando lugar a um oásis que ele descobria ser só mais uma grande extensão de areia. Areia e mais nada. Areia e seu desejo atormentador por saciar sua sede. Areia, areia... de repente reunia forças, corria, mas nunca chegava a nada. Sua boca, totalmente ferida, em carne viva, queimava. Sua garganta doía e ardia como se ele houvesse engolido areia. Areia, ele se sentia todo feito de areia. Seco.&lt;br /&gt;De repente, lá longe ele viu um oásis. Mais um sonho? De qualquer forma, seu desejo era já instintivo, recusava a menor hesitação, correu em direção à fonte de água – e não era apenas mais um sonho. Era água! Água fria, água até mesmo gelada, escorria pelos dedos, molhava o rosto, entrava pela boca adentro fazendo um caminho loucamente refrescante até sua garganta... e parava. Doido, ele quase sufocava na tentativa de engolir a água avidamente, porém a água não descia, emperrara como se houvesse uma barreira. Uma barreira de areia? Ele sentia como se fosse, e fazia movimentos espasmódicos na tentativa de engolir a água, seu desejo era desenfreado, a água brilhava ao sol, pequenas gotas espirravam por tudo, as pedras eram frias, a água era gelada, o homem enfiava a cara dentro da água, sorvia para dentro da boca... e nada. A água parava no meio do caminho. Gelada, convidativa, líquida, saborosa, despertando o desejo. Ele tentava engolir, urrava de tanto esforço, mexia a boca, mexia a língua, a água escorria pelos cantos da boca, molhava sua roupa, ia para o chão.  Nova quantia de água, o homem sufocava, mexia toda a boca e urrava de desespero com a boca fechada, quase engasgava, mas nenhuma gota entrava pela sua garganta, apenas sentia o desejo aumentando, sua boca molhada, seu corpo molhado, a água fluindo para fora do corpo.&lt;br /&gt;Depois de muito esforço, sentiu-se exaurido. Olhou para o oásis com o desejo devorador, mas reprimido para além das suas forças. O oásis era cada vez mais bonito, mais sedutor, a água parecia cada vez mais fria, cada vez mais límpida, ondulando sob o céu azul e o sol. O corpo do homem era atraído totalmente pela água, mas a água era repelida por sua garganta e não entrava. Fazia nova tentativa – tentativa baldada. Mais uma nova tentativa e nada. O homem tentou, tentou, milhares de vezes, cada vez mais furioso de desejo, a água cada vez mais atraente, o homem cada vez mais sedento e mais ávido. Mil vezes tentara, cada vez mais entrava no desespero, a água escorria pelo canto da boca fechada, ele começou a chorar sem lágrimas. Chorou como criança, chorou aos berros, estapeava a água com as mãos e a água espirrava, esguichava, gelada, límpida de encontro a ele.&lt;br /&gt;Aí então a fonte disse:&lt;br /&gt;"Ah, qual é... agora você vai chorar só por causa disso? Qual é o problema?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7337696155855316347?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7337696155855316347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7337696155855316347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7337696155855316347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7337696155855316347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/10/o-deserto.html' title='O deserto'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6090880367602674878</id><published>2008-10-07T15:04:00.002-03:00</published><updated>2008-10-07T15:20:21.039-03:00</updated><title type='text'>Contruções entre escombros</title><content type='html'>Como um exemplo-reflexo da nossa sociedade, a Literatura sofreu vários abalos desde o princípio do século 20 até que depois de muitas revoluções a linguagem desabou e foi reduzida às cinzas. Como escritora e pessoa eu me sinto assim, indo na minha casinha simples destruída e procurando erguer um lar no meio dos escombros, pegando uma tábua, erguendo e, ao procurar outra para pôr do lado, a primeira tábua volta a cair e eu fico nessa situação cíclica e inútil como uma idiota obsessiva. Depois de muito erguer a mesma tabuinha, eu olho pra ela e fixo, mas penso: será que ela pertencia a minha casa mesmo? Olho a cena de desolação: os  escombros tumultuados de milhares de casinhas todos espalhados por diversas explosões e eu não sei nem reconhecer qual tábua mais é minha. &lt;br /&gt;E a que eu peguei pra fixar cai de novo.&lt;br /&gt;Isso não é só quanto à estética literária, como eu disse, a gente sabe que nossas convicções e valores são as mesmas tabuinhas. Me sinto desolada sem casa. Não estou selvagem o suficiente para ser livre sem um lar, vou para baixo de uma árvore para me proteger da chuva mas me sinto uma indigente ao fingir que é casa algo que não me abriga totalmente – e não me pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muita lógica, por que as auto-ajudas buscam dicas na filosofia oriental se a maior taxa de suicídio (dos países industrializados) é a do Japão? Nem recheado das melhores dicas de como viver bem e ser feliz se vive bem ou se é feliz. Mas alguém me disse há alguns comentários atrás, se não me engano, que não tinha lógica mesmo na filosofia do não-desejar budista. Pois não é sintoma de depressão ficar apático e não ter vontade de nada? Eu disse no post anterior que vivo sem muita vontade de nada ultimamente – e não entrei em nirvana por isso. Se não fosse pelo meu único desejo, acho que estaria minada mesmo – qualquer coisa, menos exultante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lânguida. Vulnerável sem um lar de convicções eu sou entre cínica, cética, melancólica e desacreditada. Respondo as coisas mais banais com sarcasmo amargo, enviesado, desafiando o mundo de absurdos com meus próprios absurdos. Eu me sinto uma pessoa desagradável, tentando fazer das frases mais inocentes dos outros um caos de inutilidade. Um menino da classe diz revoltado que os alunos dele confundem ponto de exclamação com enfeite: o desenham caprichosamente e o multiplicam. A professora fala que é devido ao caráter expressivo da exclamação e que era interessante que no espanhol existisse pontos invertidos no início da frase, chamando a atenção desde o início para o fato de ali ter uma exclamação ou pergunta. E eu digo no meu tom mais rancoroso e convicto que, sim, provavelmente o português estava se metamorfoseando para virar um castelhano, por isso os alunos deixavam seus pontos tão evidentes no final da frase, provavelmente em tamanhos gigantes e em cores chamativas, para sabermos começar com a entonação necessária. Toda discussão me parece tola e inútil. &lt;br /&gt;Eu tenho vontade de assoprar as casas dos porquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego uns 10 minutos ou mais atrasada no trabalho e a minha aluna pergunta "professora, você está gripada?". Eu respondo que não, cabeça voltada pra mesa, pegando o diário de chamada para completar com os efes e cezinhos.  "Você está triste?". Sorrio pouco convincente entre um c e um f e digo que não. Eu realmente não estou triste, mas meio alheada e distante, quero fazer uma tarefa automática qualquer o dia todo e não conversar muito. Coitada da minha aluna, eu costumo dar mais atenção para ela, mas hoje eu não estou olhando muito pra ninguém. Costumo fingir displicência tão bem para os meus alunos! Até me transformo para algumas pessoas, de forma que elas nunca acreditariam na veracidade de qualquer depressão que eu assumisse. Será que se os pais dos meus alunos descobrissem meu blog e se deparassem com o fato de que eu, no fundo, sou maníaca depressiva a escola me mandaria embora? Será que eu sairia em manchetes de jornais? Algo como "Professora é demitida por escrever lamentações quilométricas"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa boa, boa mesmo, é acordar ou ir dormir. Entre o edredom e os braços do Eros eu fico enleada contra o mundo e, finalmente, abrigada. Como deve se sentir um bebê no meio das várias roupas e mantas de flanelas. O corpo do Eros enrolado no meu é da mesma textura de uma esponja de pano e pele quente, a boca pequena e úmida quando me beija me refugia inteira para dentro de um mundo de estopa. Se acordar com o pé direito ajudasse a gente a encarar o mundo todo direito, eu viveria endireitada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6090880367602674878?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6090880367602674878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6090880367602674878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6090880367602674878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6090880367602674878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/10/contrues-entre-escombros.html' title='Contruções entre escombros'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6376536768765546726</id><published>2008-10-05T20:25:00.000-03:00</published><updated>2008-10-05T20:26:45.601-03:00</updated><title type='text'>Sem Título número 4</title><content type='html'>Penso em me matar das mais diversas maneiras – pulando da janela, no ar fresco; penso no gás e me lembro da história que a prof. Rosi me contou do menino que tentou se suicidar pela terceira vez com o tubo do gás direto na boca e um saco plástico na cabeça, &lt;i&gt;que loucura!&lt;/i&gt; – e conseguiu; cortando os pulsos, entrando na água quentinha; tomando uma overdose de remédios – e sinto sede. A única coisa que me pára, além do Eros – e será que o Eros me impede totalmente? – é pensar que pode ser só &lt;i&gt;impressão minha&lt;/i&gt; que o mundo seja tão insuportável. E fico pensando no menino que se matou na terceira tentativa, que ele devia ter muita certeza do que queria e pra ter tanta certeza ele sabia que não se arrependeria. Bom, é óbvio que depois de morto a gente não se arrepende de nada, isso é claro, mas... e se a vida, no fundo, for boa e eu estiver errada, desperdiçando os meus dias felizes por um erro de perspectiva? É isso o que penso tomando antidepressivo.&lt;br /&gt;De qualquer forma, é difícil acreditar que possa haver luz no fim do túnel quando todos dizem que essa coisa de antidepressivo é ilusória – pois não é estranho um remédio pra &lt;i&gt;infelicidade&lt;/i&gt;? No entanto, antes de ter certeza do que faço, eu preciso ter certeza de que tentei tudo – de que tentei amar, de que tentei seguir meus impulsos bons, de que tentei ser mais forte e resistente, de que tentei regular meus pensamentos para que eles me levassem para o lado bom... E eu amo e sou amada, tenho uma casa melhor, um serviço melhor com crianças! É... mas não se vai embora a angústia, ela é adiada por alguns momentos de intensa novidade e... de esperança! Mas então eu noto que não dá pra correr de mim mesma, que está além do meu controle às vezes acordar e voltar a dormir de propósito – por fuga e não por sono! – e eu então realizo que não há nada no mundo, a não ser a possibilidade de eu estar de fato defeituosa e doente e com perspectiva então de poder me curar, que explique isso. &lt;br /&gt;Ainda por cima, a coisa mais bizarra que poderia acontecer nas reações adversas de um remédio aconteceu. Fico pensando em sexo o tempo todo numa excitação quase interminável, mas tão intensa e tão interminável que nunca é saciada no ápice do gozo. Não há ápice, apenas a constante voracidade insaciável. Como vou explicar pro médico que só visitei uma vez por alguns minutos que o remédio que ele me deu só me fez virar ninfomaníaca? Primeiro contando pra todos (que não é muito, pelo menos) que visitam meu blog, claro, o mais sensato a se fazer... ainda assim, dizer por escrito pra pessoas que na minha cabeça são imaginárias não causa o mesmo impacto que um médico totalmente estranho que estarei vendo na minha frente.&lt;br /&gt;Eu não estou também incuravelmente triste, não é exatamente triste o adjetivo. Eu estou... angustiada, talvez? Provavelmente. Nada me desperta vontade – além do Eros – nem mesmo escrever – abre-se agora uma exceção. Talvez ler, talvez sentir um pouco de sombra e vento, mas é como se tudo tocasse minha pele e minha mente estivesse dispersa ou tomada por uma massaroca sem gosto... é, é mais ou menos isso. Talvez eu procure coisas que despertem minha mente, nem que seja a raiva dos outros por mim, acho que era isso que acontecia na casa da minha mãe. As manhãs são as mesmas, com a diferença do tédio e da solidão (que eu achava os culpados de tudo... quem dera!). Fico ranzinza e mole e melancólica a ponto de – não havendo outro remédio – tentarem me ignorar. Se ao menos eu conseguisse escrever... – isso antes me libertava, agora parece o efeito inverso: me prende... aquela merda de livro!&lt;br /&gt;Nada mais me desperta muita vontade. É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6376536768765546726?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6376536768765546726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6376536768765546726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6376536768765546726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6376536768765546726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/10/sem-ttulo-nmero-4.html' title='Sem Título número 4'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1764647611989704489</id><published>2008-08-02T10:54:00.000-03:00</published><updated>2008-08-02T10:55:35.668-03:00</updated><title type='text'>Sobre a categorização de pessoas e a finitude das coisas</title><content type='html'>É bom registrar isso: não escrevi todo esse tempo porque o tempo estava ensolarado. Cheguei à conclusão que existem três tipos de pessoas: as extrovertidas, que amam o sol e o contato com os outros e apreciam &lt;i&gt;das&lt;/i&gt; coisas como as borboletas – não sei porque a imagem, mas é a que me surge mais exata; e tem as pessoas introvertidas, que amam o tempo fechado, que apreciam &lt;i&gt;as&lt;/i&gt; coisas à distância da lembrança. O Eros adicionou que (ele leu que) as pessoas introvertidas pensam mais em como as coisas a afetam, enquanto que as extrovertidas afetam as coisas (ou algo assim, ou aumentei os tais dois pontos...). &lt;br /&gt;Bom, eu sou uma pessoa realmente introvertida e só o céu nublado me devolve à minha natureza introspectiva. Se eu morasse (sozinha?) num lugar que chovesse sempre, quem sabe eu seria escritora? Mas se é pra abrir mão de alguma coisa, ninguém abre das que os fazem felizes – a não ser que sejam burros, ou acreditem em alguma transcendência final –, portanto se pra realizar um sonho infame como esse de ser escritora fosse necessário deixar o Eros e viver na solidão, prefiro mil vezes não ser escritora mas ser namorada, pessoa, o que for. Porque amar alguém como o Eros é a única coisa que, até hoje, me fez tantos dias consecutivamente feliz.&lt;br /&gt;Parece mesmo que tudo é um sonho e dentro da minha cabeça o meu namorado deveria se chamar Eros (obviamente, seria bastante simétrico) e ele teria todas as qualidades que eu prezava &lt;i&gt;naquele que não deve ser nomeado muitas vezes&lt;/i&gt; só que multiplicadas à máxima potência, além de todas as qualidades e defeitos que gosto e que faltavam.&lt;br /&gt;Uma coisa que me preocupa é saber: não necessariamente o Eros, principalmente ele, mas não necessariamente... se outras coisas também não corressem bem, eu não estaria contente – mas é óbvio! Por mais fútil que seja, é verdade que mudar a cor do meu cabelo e me ocupar com isso me faz bem também. Eu tenho necessidade de que as coisas mudem de vez em quando, ao mesmo tempo não acredito no valor das coisas que não sejam constantes e duradouras. Eu sou contraditória, mas “coisa” é uma coisa muito ampla, e tem as coisas que devem durar e as coisas que devem variar. Eros é a primeira coisa – a coisa importante – meu cabelo ajuda na segunda coisa – as coisas vulgares de sempre.&lt;br /&gt;Outro dia eu dizia para o Eros que o Diego era alguém importante pra mim porque era o único que, até então, não tinha me abandonado em tanto tempo, porém, não passou muitos dias o Diego subitamente (e misteriosamente, como sempre) me abandonou. Eu fico tentando achar motivos – e muitos me parecem possíveis (eu sou muito insegura quanto a ser uma pessoa boa, geralmente confundo com ser perfeita, eu não sou – e é por isso que as pessoas me deixam?). Se com antes do Daniel eu já achava que as pessoas me abandonavam, com o Daniel e agora ainda o Diego então se torna quase certeza. Sendo assim, me dói amar o Eros, me dói saber que ele é uma pessoa perfeita pra mim. Eu acho o tempo todo que num futuro (quem sabe o quão próximo, às vezes acho que pode ser pouco mais de um ano, às vezes quatro, às vezes quarenta) ele vai me deixar também, e tudo então que se vive está condenado ao esquecimento, todas as declarações de amor são inválidas, falsas, e toda a alegria uma vergonha. Registrar que gosto dele não é seguro, nada pode ficar além de enquanto o amor durar, pois é tão ridículo uma declaração de um amor que já não existe mais...! É nisso que penso a maior parte do tempo, nem sempre vale a pena externar, afinal nada do que o Eros dissesse ou fizesse mudaria minhas idéias obsessivas quanto ao fim, todos já sabemos disso. Por isso acho que evitei tanto comprar um livro – e principalmente escrever uma dedicatória: esse era o problema, depois uma outra namorada ler que meu amor também era infinito? É tão ridículo!&lt;br /&gt;Fico tentando pensar friamente de como seria um desfecho, se eu seria capaz de, por orgulho e persistência, continuar. Bom, eu podia ir morar num fiorde e virar escritora, é verdade, mas eu teria o equilíbrio pra escrever coisas boas? Provavelmente eu seria tão torturada pela solidão que não conseguiria fazer mais que me lamuriar por extenso. E não que eu exclua totalmente (depois da primeira decepção e posterior enorme consolação) a possibilidade de que possa amar outras pessoas também, porém lá se vão as últimas fichas de uma débil confiança de amor durável, eu descartaria qualquer valor que pudesse qualquer relacionamento ter novamente, porque pra mim amor tem que ser pra sempre (sim, eu sou romântica, mas acredito, por enquanto, que não utópica), não faz sentido fazer planos que não se realizam – ou não fazer planos – não faz sentido se desnudar pra depois ter vergonha, não faz sentido conhecer plenamente pra depois ter que esquecer totalmente. Fere meu senso de verdade. E além do mais, mais do que ser escritora, eu quero ter um relacionamento saudável, verdadeiro e feliz: amigos pra sempre, namorado pra sempre... se as coisas forem assim sempre com prazo de validade, pra mim, estão podres desde já.&lt;br /&gt;Mas, por enquanto, o Eros está comigo e se é pra desperdiçar meu último quinhão da pouca fé que tenho, com ele, pelo menos, vale muito, muito, muito a pena e eu não vou amar ele menos por uma desconfiança no futuro. Assim, o meu “que seja eterno enquanto dure” assume outro aspecto, mas é que existem três tipos de pessoas: as constantes e as inconstantes, que não acham nada importante (e então tudo deve assumir sempre uma enorme variedade)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1764647611989704489?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1764647611989704489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1764647611989704489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1764647611989704489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1764647611989704489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/08/sobre-categorizao-de-pessoas-e-finitude.html' title='Sobre a categorização de pessoas e a finitude das coisas'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-749477039373565236</id><published>2008-06-27T01:24:00.000-03:00</published><updated>2008-06-27T01:25:32.235-03:00</updated><title type='text'>Um post íntimo e sem valor nenhum (pra variar ¬¬)</title><content type='html'>Tem alguma coisa no sorriso do Eros, que não tem &lt;i&gt;em nenhum&lt;/i&gt; outro sorriso, que o torna mais bonito que todos os outros – foi o que fiquei pensando. E não é só uma questão de amor, compreensão, cegueira minha ou seja lá o que valha, eu sinto isso como uma conclusão racional daquelas instantâneas. Então, num momento efêmero de paz interior e contemplação, pude raciocinar mais lentamente o que tinha no sorriso dele que o tornava especial, principalmente porque eu já tinha dito “você tem o sorriso mais lindo de todo o mundo” e eu precisava fundamentar a tese – não se pode sair distribuindo elogios assim totalitários gratuitamente, eu tenho um compromisso com a verdade e isso teria que ser verdadeiro mesmo se, por um acaso, eu não estivesse mais com ele. Então, voltando a pensar, após ter visto ele sorrir algumas vezes antes de fechar os olhos, pensei então em que outro garoto poderia ter um sorriso bonito – e lembrei do meu irmão. Meu irmão tem grande orgulho do seu sorriso e sorri como um pavão mostra a cauda, os dentes dele são perfeitos sem nunca ter tido que usar aparelho e ele sempre se gabou disso, mas então tentei lembrar e, além do fato do Junior, meu irmão, sorrir orgulhoso (o que já é um ponto a menos) meu irmão tem os dentes &lt;i&gt;quadrados embaixo&lt;/i&gt;. O que quer dizer que eles têm um formato retangular, mais retinhos nas pontas... e tentando lembrar de todos os sorrisos que já prestei atenção, todos eram assim, com sorrisos quadrados – o Eros, não: dentes redondos embaixo, como se fossem um monte de ondinhas, como aqueles babados de toldos. E isso é uma grande vantagem, pois todos sabemos que o formato arredondado é muito mais bonito. Fora isso (que nem é o principal), o Eros tem um jeito de sorrir que parece que ele está sempre sendo sarcástico. Mais precisamente, é como se ele se sorrisse do próprio sorriso, risse da própria risada – é um grande mérito: que revela ao mesmo tempo uma certa humildade e autoconsciência e inteligência.&lt;br /&gt;Outro ponto que o Eros tem de bonito, então, eu passei a pensar, é o fato de usar óculos. Ele tem a grande virtude de ter de usar óculos e ficar bonito (mais bonito, não tenho certeza) com os óculos. E ele fica bonito também sem o óculos. Então a vantagem maior ainda disso é que é como se eu tivesse a oportunidade de ter Eros diversificados, ou seja, nunca cair no tédio de observar ele, tem o Eros com e o sem óculos, entende? É como dormir com a Tonks do Harry Potter.&lt;br /&gt;O problema desse post não é nem o fato de ele não interessar ninguém além de mim e do Eros (já que, tudo bem, somos só nós dois que lemos mesmo!), o problema é que o Eros é vaidoso e vai ficar contando vantagem com essa bosta que eu escrevi. Eu gosto disso nele – a autoconfiança, a vaidade e o humor – porém com certas ressalvas: não tem graça alguma elogiar alguém que sempre se porta como um chato: “sim, eu sei”. Eu também faço isso, mas todos sabem o quanto eu sou a pessoa mais superior de toda a humanidade e tenho razão em agir assim. Ele não, ele até tem razão de se achar porque é bom em um monte de coisas, é inteligente e tem dessas coisas bonitas, mas deveria se portar com mais subserviência já que convive comigo o tempo todo e um sentimento de inferioridade enorme já deveria ter tomado conta dele a ponto de me fazer dizer: “mas você é quase tão bom quanto eu”. Acontece que não é assim e a gente em vez de trocar carinhos e elogios, mais passa o tempo competindo quem é o melhor em o quê, o mais perspicaz ou mais bonito. Sim, vocês podem apontar, isso demonstra o quanto no fundo, no fundo, somos dementes, mas o sentimento de superioridade vicia e a gente sabe, como bons relativistas e pessoas (eu em maior grau) tão fodidas em sua relação com a vida como qualquer outro, que na verdade somos também tão grande merda quanto qualquer outro idiota – mas o que nos interessa é que: ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-749477039373565236?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/749477039373565236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=749477039373565236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/749477039373565236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/749477039373565236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/um-post-ntimo-e-sem-valor-nenhum-pra.html' title='Um post íntimo e sem valor nenhum (pra variar ¬¬)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-4124312451777014850</id><published>2008-06-25T17:18:00.002-03:00</published><updated>2008-06-25T17:20:42.926-03:00</updated><title type='text'>O eterno retorno do post sobre o retorno eterno (do mesmo assunto)</title><content type='html'>Que sentido faz ter um blog se tudo o que digo já foi dito – e mesmo isso? – e mesmo isso? – e mesmo isso? Qual o sentido de &lt;i&gt;qualquer&lt;/i&gt; comunicação se todos já sabem tudo previamente? Oras, vocês me dirão, no fim do século passado e até mesmo antes essa idéia de originalidade já tinha ido pras cucuias... você como lingüista já devia ter ouvindo falar em Bakhtin, em dialogismo e o caralho a quatro. É, até mesmo isso – e até mesmo isso. Tudo não faz sentido que seja dito. Queria ser mudo porque não há o quê nem como ser dito que já não tenha sido dito. Os humanos giram em torno dos pensamentos em combinação com a Terra e tudo gira igualmente no próprio eixo tornando tudo infinitamente uma repetição infinita e a História e tudo, tudo, meu cotidiano, minha vida, as pessoas que conheço giram em torno de si, tudo se repetindo enfadonhamente. Se nem a comunicação faz sentido quando as coisas mais banais e cotidianas já não fazem sentido, sentido menor teria viver se, privada da comunicação, não poderia ter prazem em qualquer interpretação semiótica – que eu já conheço ou o inconsciente coletivo já me comunicou de alguma forma. Que graça teria conversar com alguém que já ouviu tudo o que você tem pra falar? Sorte que há a tão querida diversão que o Rafael ali embaixo citou. Vive-se pra se divertir, mesmo que a diversão, muitas vezes pareça enfadonha perto de uma perspectiva negativa da vida – a qual, inclusive, suga energias para as possíveis diversões (enfadonhas).&lt;br /&gt;Que sentido faz alguém escrever? Que sentido eu escrever isso? Consiste, não é mesmo Rafael?, numa ausência total de sentido mesmo – E TODO MUNDO SABE DISSO! Consiste apenas num vômito necessário seguido de um possível bem estar de alívio que no fundo, no fundo não alivia nada. É a diversão! Assim como nos divertimos vendo passar logo o tempo dessa vida sem graça que sabidamente sem diversão nem vale a pena. Porque a diversão &lt;i&gt;faz passar mais rápido o tempo&lt;/i&gt;. E todo mundo, no fundo, no fundo, como funcionários exaustos de uma empresa monótona, não vê a hora de acabar o expediente. Portanto encha minha mesa de tralhas pra fazer. E que o tempo passe mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[de como as coisinhas mais bestas me afetam ininitesimal e metafisicamente]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-4124312451777014850?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/4124312451777014850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=4124312451777014850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4124312451777014850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/4124312451777014850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/o-eterno-retorno-do-post-sobre-o.html' title='O eterno retorno do post sobre o retorno eterno (do mesmo assunto)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7451528822422783953</id><published>2008-06-18T17:21:00.001-03:00</published><updated>2008-06-18T17:21:52.638-03:00</updated><title type='text'>bah</title><content type='html'>Ao contrário do que uma vez me disseram, acho que uma pessoa que diz que só se mata no desespero, jamais se mataria. Existe um perfil de suicida. Existem pessoas que querem se matar, por motivos banais ou não, e existem pessoas felizes (conformadas com a vida).&lt;br /&gt;Eu não entendo como alguém que pensa, que &lt;i&gt;sabe&lt;/i&gt; que o mundo é EXTREMAMENTE ruim, que já planejou alguma vez se matar, nunca tenha tentado. Pra mim essas pessoas jamais se matariam, ao contrário daquelas que dizem sempre querer morrer e já tentaram (apesar do pessoal gostar de dizer que não).&lt;br /&gt;Hoje era um dia propício. Não estou muito apegada a nada e tenho a forte certeza de que, sendo o mundo horroroso de se viver, valeria a pena aproveitar o desapego para me matar de vez.&lt;br /&gt;Por que alguém vive? Por que as pessoas sabem que o mundo é ruim, sofrem e mesmo assim vivem? É como se fosse um vício, um vício ruim.&lt;br /&gt;Apenas isso. Sem vaidade, sem ironias. Sem graça.&lt;br /&gt;Pode ser que os momentos bons, os parcos, raros e variáveis “momentos bons” valham a pena de tuuuudo isso. Mas não valem, eu tenho quase certeza que não – embora eu não esteja experimentando a sensação de um desses momentos agora e é o que me faz duvidar um pouco. As pessoas não vivem pelos “momentos bons”. Elas se conformam que têm que viver apenas. Elas não sabem morrer, apenas viver. É uma questão de não ter muita escolha, eu acho.&lt;br /&gt;Às vezes os motivos bobos são melhores que os bons motivos – morrer realmente não é tão fácil. Não se morre porque se preocupa com alguém, por exemplo. Não é um bom motivo, você sabe que essa pessoa vive com ou sem você – é o caso do Daniel, eu me arrependo de não ter me matado por pena dele.&lt;br /&gt;Ser vivo é ser ridículo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7451528822422783953?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7451528822422783953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7451528822422783953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7451528822422783953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7451528822422783953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/bah.html' title='bah'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7394259288171112778</id><published>2008-06-17T20:11:00.001-03:00</published><updated>2008-06-17T20:13:46.431-03:00</updated><title type='text'>Sem título 19</title><content type='html'>Não é que em Tlön não seja recomendado falar do governo ou algo assim, mas como é característica da linguagem daqui não termos substantivos – substituídos por adjetivos – fica difícil falar dela de outra forma que não seja num conjunto de elogios sinceros e discretos. Acontece que nem sempre os cidadãos de Tlön estão plenamente satisfeitos e, muitas vezes, característica comum, blog serve para desabafar. Mas como falar de Tlön sem os adjetivos elogiosos cabíveis? Não chega a ser uma questão de censura, necessariamente, mas características de linguagem e relação dos indivíduos com ela.&lt;br /&gt;Morando em Tlön me cabe a difícil tarefa de ser muito discreta e polida com o que digo – para não desagradar os leitores. Por questão de espaço e familiaridade uso português, mas Tlön não é totalmente Tlön traduzida para os substantivos do português, isso é verdade e desde já peço desculpas aos conterrâneos de lá (pela linguagem, pelo post muito direto que estou disposta a que seja o último).&lt;br /&gt;Não há censura declarada em Tlön, como eu disse, portanto vou parecer injusta nas possíveis linhas que se seguem, mas peço aos meus amigos de Tlön que sejam pacientes com minha impertinência.&lt;br /&gt;Como esse foi um semestre extremamente marxista e cujo assunto constante foi Ditadura Militar, fico lembrando das técnicas narrativas, formais etc. adotadas pelos músicos e escritores na época para desviar da censura e sinto que esta seria a melhor maneira de, aqui por diante, me referir à vida em Tlön. Não, repito, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; porque haja censura de fato, mas para que os cidadãos daqui não fiquem insatisfeitos com minhas injustiças e para que ambos os lados saiam ganhando. Ambos os lados saem ganhando quando eu conseguir transformar minhas crônicas umbiguistas em contos mais alegóricos, universais, algo sobre a miséria ou alegria humana.&lt;br /&gt;Dizem que em Tlön, quando você consegue escrever algo &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; bom, você é presenteado com a autorização de 1 (uma) autobiografia de 1 (uma) página.&lt;br /&gt;E todas as partes saem ganhando. Sem mais perfídia, malícia, sarcasmo ou saudosas críticas ácidas com humor negro de nenhuma delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7394259288171112778?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7394259288171112778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7394259288171112778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7394259288171112778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7394259288171112778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/sem-ttulo-19.html' title='Sem título 19'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-7014513251271547573</id><published>2008-06-16T17:34:00.001-03:00</published><updated>2008-06-16T17:37:16.418-03:00</updated><title type='text'>A história cíclica de uma Zambraia</title><content type='html'>Estava lendo o post da Marília lá, entre outras coisas, sobre espera e tal, e nessa tarde fria (fria mesmo, hoje está fazendo de -1 a 14 graus, acho que nunca presenciei um tempo tão frio), me sentindo extremamente só – ainda mais só por não ter com quem compartilhar a alegria de estar o maior frio que já senti –, ainda mais e mais só porque o filme que era pra eu ver foi baixado errado, eu não sei o que assistir, queria ouvir algo (então só ler não me interessa agora), comecei a pensar no quanto eu nasci pra ser uma dona de casa frustrada. Muda o namorado, mas não muda nada, meu deus – eu fico pensando – as coisas se repetem, se repetem, se repetem! Será que com todo mundo é assim?&lt;br /&gt;Quando eu estava com Aquele que não deve ser nomeado, eu lembro dele tentando pro maldito vestibular... sei lá por que tantas e tantas e taaaantas horas estudando pro vestibular – e no final, não passando. Isso durou 4 anos de espera. Imaginem 4 anos em que você tem que doar todos os fins de semanas e dias de semana pralguém estudar. E todo ano a mesma expectativa (deus meu, faça esse escroto passar nessa bosta de uma vez, por favor!), lembro das noites que antecipavam o vestibular (aliás, os meses, estou sendo boazinha) em que a atmosfera já começava a ficar pesada, as horas do vestibular propriamente dito de espera aflitiva, ficar esperando que tudo dê certo dessa vez, a volta: “e aí?”, “fui mal!”, “foi nada, você vai ver!” – eu sou otimista quando o problema não é necessariamente meu.&lt;br /&gt;“D...., não ligue, você é muito, muito inteligente, mas por que não faz uma faculdade particular mesmo?”. Ok, depois de insistir muito ele fez. E ele encontrou uma linda, inteligente (cof! cof!) e nova namorada que nem ele lá, nos primeiros meses.&lt;br /&gt;Eu percebo agora que devia ser indenizada por esses 4 anos.&lt;br /&gt;Eu ficava horas olhando para o horizonte querendo fazer algo, mas &lt;i&gt;tinha que&lt;/i&gt; entender que ele &lt;i&gt;tinha que&lt;/i&gt; estudar. E agora eu tenho que olhar minhas férias de julho já prevendo que vou &lt;i&gt;ter que&lt;/i&gt; entender que o Eros &lt;i&gt;tem que&lt;/i&gt; estudar. E as tardes são chatas. Tá, eu devia fazer alguma coisa além de ficar com o namorado, eu sei. Prometo que vou ver meus origamis, prometo que vou convidar a Karina pra passearmos só nós duas. E a Tati também, quem sabe o Enrico, o Henrique, o caralho a quatro, qualquer coisa assim. Pelo menos eu sei que não é mais que um mês, que não é para um mero vestibular, que o Eros pelo menos deve &lt;i&gt;aprender&lt;/i&gt; quando estuda, que ele não é tão negligente comigo. Hope so.&lt;br /&gt;E eu sei que sou dependente, mimada e imatura (mas pelo menos eu não tenho cara de pinóquio e cabelo ressecado, ok?), e eu espero que o Eros, pelo menos, consiga ver que esperar alguém estudar é ruim demais e me dê um desconto por não ser tão, tão perfeita quanto a minha amostra grátis. E espere um pouco pra me deixar por uma professora bonitona de algum departamento (deus queira, uma professora bonitona, não uma aluna que entrou graças à cota, manca e com queimaduras na face). Deixe pelo menos passar o inverno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-7014513251271547573?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/7014513251271547573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=7014513251271547573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7014513251271547573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/7014513251271547573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/histria-cclica-de-uma-zambraia.html' title='A história cíclica de uma Zambraia'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-1867345680003492158</id><published>2008-06-11T22:20:00.003-03:00</published><updated>2008-06-11T22:25:58.495-03:00</updated><title type='text'>Na conjetural Ursprache de Tlön</title><content type='html'>Numa dessas brigas bobas que eu tive com o Eros, ele ficou tristonho mela enésima vez porque eu sempre citava o nome do Daniel. Oras, é o mesmo que citar “mãe”, “meu cachorro Scoob” , “minha ex-amiga Stephânia”, “Enrico” ou “Diego”, são pessoas que foram ou são importantes pra mim, não dá pra não fazer citações se eles estão presentes dentro da minha formação e, portanto, dentro do meu discurso. Pelo menos lá na minha bibliografia final teria que ter todos eles. Mas Eros é o que próprio nome diz, uma pessoa muito ligada ao sentimento e que simplesmente não entende isso como eu não entenderia, é óbvio. Discorro sobre isso porque é de importância fundamental para o entendimento dos meus queridos leitores (que, paradoxalmente, só inclui o Eros) quanto as possíveis supressões do nome do meu ex-namorado, ex-amigo, ex-colega, ex-pessoa-relevante-no-mundo Daniel. E que começou assim:&lt;br /&gt;Depois de ficar tristonho, brigar e se reconciliar, Eros se levantou da cama e foi para a cozinha (que fica visível da cama, já que o apartamento em que moro, mais uma vez, não tem cômodos). Eu, ainda deitada, me prometia, contrariada, nunca mais citar o nome da pessoa supracitada (não o Eros, a outra pessoa... vocês entendem). Ele pega uma panela pra fazer pipoca.&lt;br /&gt;– Você trouxe uma tampa que não cabe em nenhuma panela.&lt;br /&gt;– Hum... o.o... é que é...&lt;br /&gt;– O quê?&lt;br /&gt;– É... é d’&lt;i&gt;Aquele Que Não Deve Ser Nomeado&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;Desde então este é o codinome conferido à pessoa supracitada que não é o Eros mas sim a outra pessoa (que também não é minha mãe, nem o Scoob, nem a Stephânia, nem o Enrico, nem o Diego).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mania depressiva&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das elucidativas noites que tive depois do término do meu primeiro namoro (relembradas sempre não porque isso tenha me marcado, apenas, mas porque foi uma experiência importante que eu jamais tinha tido – e eu fico feliz de ter tido porque: 1- minha experiência de mundo estaria incompletíssima sem esse dado e 2- porque &lt;i&gt;Aquele Que Não Deve Ser Nomeado&lt;/i&gt; nem era tão bom assim) eu lembro de ter chegado a uma conclusão: se eu tenho culpa de algo, é por causa dessa merda de mania depressiva que eu tenho. Relembrei isso ontem, num daqueles acessos histérico-depressivos de sempre e ao qual eu submeti o meu futuro marido (eu sempre submeto alguém). Em certo momento, para dilatar ainda mais minha infelicidade com o mundo, o Eros ficou tristonho pela quadrocenésima vez e disse: “Eu me sinto inútil”. Bom, isso me lembrou do Rafael, quando eu contei do término do meu extinto (pra ficar bem claro para os leitores mais sentimentais) namoro e ele me falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(9:05 PM) Rafael Henrique: mas tem uma coisa que eu nunca entendia&lt;br /&gt;(9:05 PM) Rafael Henrique: vc amava ele, ele era o seu porto seguro&lt;br /&gt;(9:05 PM) Rafael Henrique: mas vc nunca estava feliz com sua vida&lt;br /&gt;(9:05 PM) Rafael Henrique: eu ficava pensando que ele era um peso morto a seu lado&lt;br /&gt;(9:06 PM) Rafael Henrique: te deixou pela própria incapacidade de lhe fazer feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então isso me lembra, dentre outras coisas dessa memorável conversa, de frases e frases que ele me disse sobre auto-suficiência (coisa que, não adianta, eu não acredito bem fundamentadamente – as pessoas podem viver sozinhas, mas não vivem nem 50% bem, a não ser que seja um misantropo (e eu sou até bastante misantropa), não existe tal coisa, antes de mais nada nossa sede reprodutiva precisa ser saciada), e me lembra também que nessa noite, ou em noite anterior, ou em noite posterior (grandes dificuldades em me situar no tempo), eu fiquei pensando que perdi minha mãe, perdi o que não deve ser nomeado, perdi vários amigos, perdi tudo e qualquer coisa, realmente, por essa minha constante infelicidade com minha vida (única companheira fiel, pelo jeito). E que ontem, se eu estava infeliz e angustiada, se o Eros conseguiu amenizar um pouco, desabou com tudo por ser simplesmente sincero. Oras, certeza de que ele vai me deixar por causa disso daqui a pouco também. Óbvio. Óbvio também que ele vai dizer que não, mas vai deixar mesmo assim. Assim como todo mundo: cachorro, mãe, amigos, pra não citar os namorados com amores eternos já que ninguém gosta de ser comparado.&lt;br /&gt;Mas, antes que duvidem do meu amor, vamos à minha justificativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Capítulo 3 - Da justificativa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, se o próprio Rafael falava em auto-suficiência, que contraditório falar em ”peso morto ao meu lado”! Se as pessoas não precisam de outras pra nada, as outras pessoas não podem ajudar. Se é assim, eu sou auto-suficiente na minha maneira de encarar mal a vida. Porque então alguém faria ou não alguma diferença na minha maneira de ver o mundo?&lt;br /&gt;Mas eu, que acredito sim que ter alguém do lado ameniza um pouco as coisas e as melhora, se é quase um axioma que amar faz a gente enxergar a vida com lentes cor-de-rosa, seria possível de se afirmar que não amo porque continuo rabugenta com a vida? Claro que não! Qualquer pessoa que entende um pouco de colorimetria e tinge os cabelos sabe de outra máxima: “Tintura não clareia tintura”. Então, pra ficar ainda mais claro tudo o que digo aqui, ilustrarei.&lt;br /&gt;Eu enxergo o mundo assim:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://bp2.blogger.com/_VGphtX35Ygc/SFB6G3uNxII/AAAAAAAAAAs/NsSS0q6ifC4/s320/preto01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210799027323257986" /&gt;&lt;br /&gt;Amando eu enxergo o mundo assim:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://bp0.blogger.com/_VGphtX35Ygc/SFB6RHtSOfI/AAAAAAAAAA0/1eLg9jb8XAo/s320/rosa05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210799203413015026" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-1867345680003492158?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/1867345680003492158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=1867345680003492158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1867345680003492158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/1867345680003492158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/06/na-conjetural-ursprache-de-tln.html' title='Na conjetural &lt;i&gt;Ursprache&lt;/i&gt; de Tlön'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_VGphtX35Ygc/SFB6G3uNxII/AAAAAAAAAAs/NsSS0q6ifC4/s72-c/preto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-9056606186418076813</id><published>2008-05-22T11:01:00.000-03:00</published><updated>2008-05-22T11:02:56.658-03:00</updated><title type='text'>Sobre a vida que não tive e a vida que tenho</title><content type='html'>Eu nunca bebi até cair, eu nunca tive ressaca no outro dia. Eu nunca pulei carnaval nua numa sacada, nunca tentei me equilibrar no parapeito estando completamente tonta e sem reflexos. Eu nunca joguei bombinha dentro de carros. A única vez que transgredi, transgredi de forma caseira – porque dormi na casa do namorado quando já tinha meus 17, 18 anos. Das vezes que apanhei ou discuti, não era porque passei muito tempo fora de casa, voltei tarde, não disse onde estava... Isso nunca aconteceu. Eu estava discutindo religião, atitudes, estava discutindo regras, deveres, direitos, posturas. No resto do dia ia ler deitada no sofá em frente à janela ou falar com meus amigos pela internet. Eu sou uma nerd (no pior sentido) verdadeira.&lt;br /&gt;Eu nunca gostei de tudo isso. Das vezes que tentei, me senti atuando muito mal em uma peça idiota. Lembro da primeira e quase única vez que fui num “show/balada”, em Praia Grande, com a Stephânia e a Dani. A Stephânia, olhando agora de longe, era uma amizade em que eu queria ser como ela e ela em algum aspecto queria ser como eu. Eu queria ser ela porque ela era bonita, sociável e tinha personalidade. Ela queria ser como eu porque eu &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; era diferente das pessoas, não era uma simples atitude rebelde. Eu &lt;i&gt;sou&lt;/i&gt;, na verdade, &lt;i&gt;incapaz&lt;/i&gt; de ser igual aos outros, e eu já disse isso.&lt;br /&gt;Mas, voltando a minha primeira balada. Eu fui e a música me desagradava. Eu não queria ficar – eu tinha desses princípios de que seria a única pré-adolescente da minha época que me manteria virgem e pura durante todo o tempo que quisesse, sem a pressão de querer “mostrar pra todos que cresci e por isso fiquei”. A música me incomodava, os passinhos eram ridículos, eu me perdi por causa da luz que piscava e que pra mim era irritante. Nada era divertido. E eu não cabia ali.&lt;br /&gt;Eu podia, como no outro post, dizer que tudo isso era resultado da minha criação religiosa, mas os meus irmãos, criados sob o mesmo lema, sempre se adequaram normalmente a essas coisas como qualquer adolescente normal. Eu acho que eu era assim porque era ingênua e tímida, acho que era assim porque meu irmão me fazia me sentir realmente um ser inferior e diferente de todos.&lt;br /&gt;Mas eu não gosto. Meu deus, eu realmente me sinto uma velha de oitenta anos comentando isso, mas eu sempre sinto um impulso mais forte do que eu quando vou para qualquer festa de dizer “Que som alto, pra que tudo isso? Vocês são babacas ou o quê pra ficarem gastando seus tímpanos gratuitamente?”.&lt;br /&gt;Eu lembro que eu tinha meio que essa regra com a Stê de nunca ficar. Sei lá qual eram os meus mecanismos de pensamento pra pregar essa regra dentro da nossa amizade, eu não fazia auto-análise na época e pra mim isso tinha algo de razoável. Pra nós. Sabe quando amigos concordam? Pois é, amigos sempre concordam... esses amigos inseparáveis, namorados, essas coisas. Uma vez, quando voltei das férias na casa do meu pai, descobri que a Stephânia tinha ficado com um menino lá no calçadão da praia. Me senti traída. Ela ficou entre sem graça e maliciosa dizendo “magiinaa”. Eu não sei se ela me usava de bonequinha ou o quê. É possível, eu era mais retardada ainda na época e ela era mais aguçada. Porém, acho que desde essa época me ficou o resquício de que, quando fosse pra transgredir algo, seria de ordem mais ou menos sexual – bastava ficar com alguém e pronto, eu estaria traindo uma ordem de coisas, uau!&lt;br /&gt;Quando a Stê me trocou por outra amiga e descambou totalmente do meu ponto de vista virando funkeira (imagine, meus deus, se éramos contra ficar, baile funk jamais, certo? Perdi uma amizade moralistamente, mas também, era uma conversão, minha amiga não era mais a mesma, grande desilusão perceber que as pessoas mudam).&lt;br /&gt;Bom, voltando ao eixo real do post. Eu nunca tive uma vida social e cheia de coisas pra lembrar – vida da qual sinto falta quando ouço esses relatos do Eros, da Bel... mesmo que eles tenham largado essa vida, eles a têm, que coisa, eles &lt;i&gt;viveram&lt;/i&gt; algo que eu não vivi.&lt;br /&gt;A segunda vez que fiz algo realmente diferente de algo puramente rotineiro e cheio de boa conduta, foi quando o Daniel me deixou. Tal qual eu disse, desde a época da Stephânia, eu só transgrido na ordem sexual. Quando lá se foi Stephânia eu tentei ficar com alguém por aí. Eu detestei, mas eu tentei. Quando o Daniel me deixou definitivamente, a primeira coisa que eu faria seria essa. Eu fui a festas puramente babacas, nas quais eu me sentia tão feliz quanto sinto... no meu horário de almoço no trabalho, digamos. Fui, pulei, dancei e, claro, fiquei sem motivo algum, sem gostar nem um pouco. Voltava pra casa, percebia que tudo aquilo era muito, muito vazio, e tentava dormir. Isso durou um mês (durou?). E nem foi assim intenso e o tempo todo. Parcas vezes. Logo tudo voltou ao que era, mais uma vez faço uma amizade inseparável, mais uma vez um namorado do qual não saio do lado, concordamos em tudo. Pronto.&lt;br /&gt;Vejam só como minha vida é boba, como se eu fosse uma dona de casa pondo tudo em ordem, tudo muito socialmente estruturado. Mas não é só isso, eu sei. Eu estou simplificando pessimistamente tudo que me ocorreu, por exemplo, nesses dois últimos meses. Eu tenho dessa mania de minimizar tudo, cientificar tudo, até chegar a ficar o mais ridículo. Não sei, acho que eu acredito que os sentimentos são pura abstração sem sentido. Eu os tenho, mas não me guio por eles pra fazer minhas opiniões. Oras, eu tenho esse fetiche por científico – tudo tem que ser provado cientifica e racionalmente, inclusive meus sentimentos por alguém: fica reduzido a puro instinto animal aliado a um intelecto que serve apenas pra nos permitir existir apesar de sermos fisicamente inferiores. Ao mesmo tempo, é óbvio que essas opiniões que eu carrego como verdades irrefutáveis (porque só o que é abstraído do sentimentalismo é verdadeiro, embora eu saiba, também que as verdades são sim relativas, mesmo essas), embora eu seja esse senso-comum positivista e científico, é óbvio que eu me sinto frustrada e infeliz com a vida por ter essas idéias que, meu deus, eu não consigo largar como se fosse religião. Ou acredito nisso ou naquilo, entende? Mas, concluindo a frase, é óbvio que isso me frustra, principalmente porque eu não sou autista nem exata, pelo contrário, sou toda voltada para a humanas, sou toda sentimental e isso me fere o senso estético. “Mas é verdade, e a verdade dói”, diz meu grilo falante científico de longas barbas, olhos duros e frios.&lt;br /&gt;Voltando ao Eros, bom, eu deveria falar dele. Eu irei, claro, se eu não morrer intelectualmente. Ele disse que eu não falo dele. (Eu não falarei dele porque ele disse que eu não falo dele, eu falarei dele pra nunca me esquecer de nada dela – embora eu saiba que não me esqueceria tanto assim). E, então, tem essa coisa de eu esquecer demais as coisas. Como descobri apenas por um post no accela que tinham duas pessoas que haviam me rejeitado e eu não sei mais quem são... (se eu tivesse sido mais explícita...!) Eu esqueço as coisas, mesmo as importantes: eu esqueço. Como eu esqueceria qualquer coisa que eu possa ter tido de boa com o Daniel se não tivesse escrito sobre. É que terminar um relacionamento resulta nisso, eu acho, esquecer as coisas boas e só lembrar das ruins. Talvez como forma de fazer as coisas darem certo da próxima vez, talvez até como forma de dizer que se pode amar mais a outra pessoa que virá já que a antiga só era ruim – mas eu não preciso de um artifício assim. Como eu dizia, escrever essas crônicas totalmente pessoais e insignificante para os outros tem algum sentido sim (pra mim), é o de me fazer lembrar das coisas que eu possa esquecer. Como o caso dos meus alunos, ontem, que choraram na sala de aula. A professora passando slides no data show, sala escura, ela pára e comenta para dois alunos lá no fundo da sala: “Aluno X, pare de conversar com a aluna Y, pode ficar com a mão em cima da dela, mas não converse que atrapalha um pouco...” – isso numa turma de 5a série... o menino pôs as mãos no rosto e envergonhado, acho, ficou chorando por um tempo; a menina ficou um pouco sem graça, mas nem tanto, continuou a mesma, com um sorriso bege boiando nos lábios – tudo seria mais insignificante, mas lá na frente, do nada, um aluno W baixou também a cabeça e ficou chorando por muito, muito tempo. Por quê?&lt;br /&gt; Mas, então, o Eros. Outra coisa que eu estava pensando, dessa vez, na ordem dos sentimentos, é o quanto o Eros é melhor pra mim. E estava pensando, na esteira das comparações de todos esses meus relacionamentos importantes (Stephânia-Daniel-Eros): ele é o que mais me acrescenta mesmo, me faz feliz, sabe? Tá, faz só dois meses ou pouco mais que isso que estamos juntos... e eu posso só estar muito apaixonada e meus sentimentos estarem atrapalhando meu julgamento. Mas mesmo o meu grilo falante científico não diz nada que possa refutar isso, não tem nada: mesmo tirando os sentimentos do jogo, ainda faz sentido. Voltando, com a Stê eu tinha um relacionamento de pura admiração e sentimento de inferioridade – eu era obcecada por ela e por ser como ela –, era uma coisa boba e solitária assim. Pelo Daniel, bom... minha auto-admiração aumentava, por que eu não tinha quase nenhuma admiração por ele (nós só tínhamos muitas fraquezas em comum), era uma coisa débil assim. Pelo Eros eu tenho muita, muita admiração. Eu não quero ser como ele, eu quero ter ele perto de mim e me sinto muito contente comigo por ele me querer também por perto, isso me traz auto-admiração também (nós temos forças em comum). E é uma coisa assim. E é isso, nunca ninguém até hoje burlou o grilo falante como ele. Todos tinham muitos defeitos, mas quando penso nessas coisas, em como somos parecidos e diferentes, em como me agrada estar com ele, em como é mais fácil tomar tão rápido a decisão de vir morar com ele em tão pouco tempo – sendo que eu sempre fui a dona de casa comportada, responsável e racional!... Quando penso nisso, eu fico com vontade sim de apostar todas as minhas fichas para que dê certo, porque tenho certeza que serei feliz enquanto isso durar. Se não der certo... bom, agora que eu conheço ele, acho que tanto faz: tanto optar por estar sem ele por perto, quando desgraçadamente dar errado e ficar sem ele por perto é igualmente ruim. E lá faz diferença?&lt;br /&gt;Vergonha de confessar amor no meu blog. Isso é tão bobo... Além do mais, se não der certo, vou me arrepender profundamente de ainda por cima ter registrado. A quem importa isso? Talvez, vejam só, quando o meu quadro de Alzheimer piorar, e eu estiver nas minhas bodas de 50 anos de casada, Eros (mais caquético que eu, é claro) irá poder me mostrar esse blog pra que eu me lembre. Mas quanto a vocês, podem esquecer à vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-9056606186418076813?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/9056606186418076813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=9056606186418076813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9056606186418076813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/9056606186418076813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/05/sobre-vida-que-no-tive-e-vida-que-tenho.html' title='Sobre a vida que não tive e a vida que tenho'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3013186853867813581</id><published>2008-05-08T16:15:00.000-03:00</published><updated>2008-05-08T16:16:22.758-03:00</updated><title type='text'>Sobre subnutrição, fome de conhecimento e a dificuldade de aceitar as coisas</title><content type='html'>Quando eu tinha 18 anos, eu lembro que tinha a cabeça de alguém de 81: meu maior sonho era me aposentar e esperar a morte sentada na minha cadeira de balanço. Todo mundo diz que os tempos de hoje (apocalípticos – sempre falam dele como apocalíptico, dá a impressão que daqui a 5 anos o mundo se explode), todos dizem que a sociedade ocidental e capitalista vive numa aceleração do tempo. É o clichê da definição da nossa época: “vivemos contra o relógio”. Deve ser verdade, clichês viram clichê por algum motivo (ou, ao contrário, eles parecem ter razão porque são repetidos demais?). Quando vejo um vídeo de quase cinco minutos sobre procrastinação, fico pensando que hoje em dia, a gente só tem tempo pra tomar um chá, cortar a unha, olhar pela janela, ver tv ou ler um livro por diversão porque procrastina. Eu só escrevo agora porque procrastino... e é claro que esse post não é importante, mas por que deveríamos só fazer coisas “importantes” (o que quase sempre é algo que nos dá algum retorno em dinheiro)?. Sempre: porque o mundo é capitalistamente selvagem. Claro, nada pode ser inútil mais nessa vida, saudade que sinto da minha época de dona-de-casa com belos vestidos na época vitoriana com meu marido se esbaldando num cabaré enquanto eu leio preguiçosamente numa cama – pelo menos poderia haver algum tempo para o ócio criativo. Dá impressão que o pessoal era mais culto naquele tempo, eles tinham o tempo pra isso.&lt;br /&gt;Isso me lembra também uma aula em que o professor falava sobre livros e livros e livros e livros que eu não li – e isso sempre me deixa aborrecida comigo mesma: eu fico pensando que estou perdendo boa parte de uma visão do mundo encerrada nesses livros que ainda não conheço. Fico pensando também o quanto é cansativo viver na nossa época. É tanta, tanta coisa pra conhecer e tanta história... Que inveja de quem tinha menos séculos de literatura pra ler, menos séculos de história pra lembrar. Agora, se não bastasse a quantidade de coisas e coisas que tem atrás de mim, meu tempo cada vez mais pulula informação e coisas pra conhecer. Eu sinto fome, mas não tenho boca suficiente, mãos e tempo pra comer tanto banquete (por isso gosto de conhecer música: sempre há tempo pra música, posso conhecer ela enquanto caminho e enquanto procrastino). Mas tenho fome de conhecimento. E, de fato, em vez de ser preguiçosa e achar ruim ter coisa demais pra comer, deveria agradecer pela oportunidade de ter coisas diversas pra experimentar. Eu acho que vou chegar ao nirvana quando souber muita, muita coisa. Todas as coisas. Mas meus dentes, meu maxilar dói só de ver essa montanha de coisas pra mastigar. Sim, eu sou procrastinadora por excelência. E o remorso por saber que perdi mesmo o &lt;i&gt;precioso&lt;/i&gt; tempo organizando coisas por ordem de cor sem motivo algum? Mas voltando ao que eu dizia: tudo precisa ser assim tão otimizado? Nossa vida tem que ser &lt;b&gt;produtiva&lt;/b&gt; de verdade? Que necessidade mais idiota pra &lt;i&gt;gastar&lt;/i&gt; a vida (frase contraditória, eu sei)...&lt;br /&gt;Entre outras coisas, outro dia eu estava comparando minha vida de solitária com uma vida não-solitária. Desnecessária comparação, afinal eu largaria mesmo o paraíso só pra ficar ao lado de o tempo todo “&lt;i&gt;jogando o tempo fora&lt;/i&gt;”. Mas eu comparava sim, eu podia ainda resgatar eu mesma da burrice de pôr tudo a perder por algum milagre. Então eu pensei primeiro na delícia de guardar as coisas nos lugares que eu mesma estipulei. Na delícia de ficar sozinha de verdade, sem temer a presença de ninguém às minhas costas. Na delícia do refúgio. Pensava no auto-controle e individual liberdade de pensamento que há quando se mora sozinho. Olhei pras flores na janela e pensei que não ia ter lugar pra elas assim como pra muitas outras coisas. Eu que cuidei dela tirando todas as folhas murchas, as pétalas feias, vi todas aquelas flores indo murchando uma por uma até ficar tudo sem graça e verde, eu que agora olho todo dia ansiosa pra ela vendo desabrochar aos poucos uma, duas, três florzinhas... antes tinha mais de dez! Nunca mais flores vermelhas contra a janela azul pobre.&lt;br /&gt;(Ia baixar umas músicas, e pensando em termos como indie e folk delicado comecei a pensar: odeio toda essa pretensão, meu deus, ouvi um álbum inteiro da Regina Spektor sem conseguir quase ver diferença entre o som dela e aquele feito pelas pop-adolescentes-americanas, será que as pessoas gostam só porque enquadram nesses nomes bonitinhos?)&lt;br /&gt;Onde eu queria chegar com tudo isso? Bom, todo mundo sabe que a minha vida é sem razão de existir. Eu não viveria só para acumular conhecimento. Eu não viveria só por alguém (embora precise de alguém pra viver). Eu não viveria só por coisa alguma. Realmente, o mundo parece ter alguma utilidade mesmo só se for pra eu sentir prazer. Eu como muito, quase nunca me sinto saciada, gosto dos sabores. Gosto de voltar a pé pra casa pra ir pegando coisas na mão ouvindo música. Hoje descobri uma nova graça que era, em vez de arrancar folhas, ir “quase encostando” nas coisas. Colocava a mão a um palmo da parede e tentava imaginar a textura nos dedos, e conseguia perfeitamente, pela visão delas, sentir a textura de tudo, as dobras, como seria aquela parte sem tinta, aquela parte enrugada, aquela pilastra, aquele metal, o chão. Lembrei de um filme pornô (?) que assisti uma vez que retratava, eu acho, um sexo tântrico. Quer dizer, acho que o ato em si não ocorreu no filme, eu não me lembro. Eu lembro deles primeiro indo fazer compras, deles voltando pra casa, eles indo quaase se beijar, mas chegava a um palmo um do outro, e apenas se olhavam, iam se acariciar, e as mãos não encostavam... Ela de vestido florido. Eles nus, mas sem se tocarem, então ele fazia a unha dela com esmalte preto. Um casal platônico? Não se tocavam, apenas se aproximavam e quase. Voltando pras minhas paredes, eu podia quase sentir a textura e era muito melhor que sentir de fato a textura. Imaginar me fazia querer tocar, meu coração batia mais forte com vontade, eu não cedia e a imaginação parecia saciar tudo de uma forma nova. Sentir o mundo pela mente.&lt;br /&gt;Eu comecei esse post, na verdade, angustiada por descobrir uma pessoa que quando tinha 12 escrevia melhor que eu agora com 21. Me senti desanimada e insegura, senti que não sou nada, que podia melhorar muito. Mas que seja, o objetivo era, justamente, me consolar construindo o argumento de que pra viver não basta conhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3013186853867813581?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3013186853867813581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3013186853867813581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3013186853867813581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3013186853867813581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/05/sobre-subnutrio-fome-de-conhecimento-e.html' title='Sobre subnutrição, fome de conhecimento e a dificuldade de aceitar as coisas'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5201960480797934496</id><published>2008-04-28T23:57:00.000-03:00</published><updated>2008-04-28T23:59:08.273-03:00</updated><title type='text'>Memória de leitura (ou confissões de leitora)</title><content type='html'>&lt;i&gt;Fale sobre sua história de leitor(a), as experiências marcantes, boas ou más, as influências (de pessoas, ambientes,...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de Metodologia do Ensino pediu uma memória de leitura.  O que me levou a ler? O que eu li primeiro? O que me fez continuar a ler?&lt;br /&gt;Pensando nisso, me vieram várias, várias lembranças (e as confissões auto-piedosas de sempre) o que me fez pensar nisso menos como um trabalho de faculdade do que idéias que eu gostaria de expor mesmo.&lt;br /&gt;Então, o que me levou a ler? Não que eu nunca tenha pensado nisso antes, mas agora eu deveria organizar as idéias. &lt;br /&gt;Acho que me fez ler e continuar a ler foi uma predisposição (não, eu não sou inatista), uma predisposição física, psicológica, relacionado com o mundo que me cerca, é claro.&lt;br /&gt;Acho que sempre tive essa sensação interminável de solidão – segunda contribuição a minha leitura. Eu sempre tive amigos e amigas próximos (vivendo nas casas ao lado), muitos primos da minha idade, nunca estive assim de fato sozinha. Mas sempre me &lt;i&gt;senti&lt;/i&gt; sozinha. Isso, eu acho, resultado da minha introspecção – a primeira contribuição a minha leitura.&lt;br /&gt;Sim, é claro, introspecção, característica básica de um leitor, já que ler na maioria das vezes é um ato solitário, mental (totalmente introspectivo) – mas isso é óbvio. A contribuição da introspecção, no meu caso, vai além disso. Ser introspectivo é se refugiar no mundo interior como resultado de uma inabilidade de lidar com o mundo exterior. E leitura (de Literatura, pelo menos) permite a fuga perfeita ao mesmo tempo que nos permite lidar com esse mundo exterior por meio da simulação – um mundo exterior possível para os incapazes de conhecer ele pelo próprio tato.&lt;br /&gt;Claro, essa fuga não está só na Literatura (está na arte em geral, na música, na tv) e nisso (necessidade de fuga) todo mundo é introspectivo – afinal é uma bosta e difícil de lidar com o exterior pra todos, em maior ou menor grau. Ler é uma das maneiras de se refugiar e, se leva tanta fama, é devido a essa existência de um banco vocabular, capital lingüístico individual, ao qual a leitura é grande contribuidora para o enriquecimento. Como a leitura é artificial, necessita de um exercício mental quase “acadêmico”, necessita de educação e tempo livre para distração que pobre que é pobre quase nem sempre tem, ler se torna chique. Então todo mundo elogia leitores, leitores se formam pela vaidade também. E eu sou também vaidosa.&lt;br /&gt;Mas eu fugi do assunto, eu sei.&lt;br /&gt;Estou falando aqui da leitura de literatura porque a outra, a mais pragmática, essa eu quase não exerço de verdade. Não, porque ler literatura é para os fracos e eu sou tão fraca que não consigo conviver com muita realidade – ler literatura exige uma incapacidade mental para o mundo típica da minha pessoa.&lt;br /&gt;Como eu dizia, eu sempre me senti solitária, não importa quantas pessoas estivessem fora de mim... fora de mim. Esse é o problema de sempre: o exterior. O exterior – egocentrista que sou – sempre me pareceu algo abstrato, estranho, desconhecido, e o mundo só faria sentido quando me fizesse fazer parte dele mentalmente. Fictício, mas mais real por entrar na única coisa da qual não desconfio: minha mente. A única coisa que não me é estranha, que conheço, a partir da qual eu vivo.&lt;br /&gt;Então, ler me permite permanecer nessa existência artificial e esquizofrênica; claro, em contrapartida, ler me permite muitas outras coisas (eu estou sendo (eu sou) pessimista e trágica (e patética)). Mas é isso que me faz querer ser professora e passar isso para frente (é tudo o que possuo de fato). Não amo as pessoas o suficiente para dar a elas algo que me seria perfeito, também não sou capaz de odiar elas tanto assim a ponto de dar a elas só algo que me faz mal (o que acabaria sendo paixão demais para coisas &lt;i&gt;de fora&lt;/i&gt;). Por amar as pessoas, queria dar a elas algo que me é destrutivo, por não amar a elas, dou também algo que pode ser muito, muito bom. Ódio muitas vezes é mais construtivo que o amor (vide pessoas mimadas).&lt;br /&gt;Mas eu fugi de novo ao assunto, isso aqui não está parecendo memória coisa nenhuma. Vamos logo ao que me levou exteriormente a virar leitora – e o que me fez permanecer leitora.&lt;br /&gt;Eu sempre fui muito sonhadora, sempre afugentada num mundo fictício e perfeito (perfeito por possuir um &lt;u&gt;sentido&lt;/u&gt;, uma magia inexistentes no mundo real, o qual é um mundo, como eu já disse, idiota: as pessoas tropeçam, peidam, cagam (coisas que, se ocorrem num livro – e quase nunca ocorrem – ainda possui algo de mágico por ser catártico ou por ter finalidade)). Eu gostava de ouvir histórias de conto de fadas que minha mãe mesma criava, ou as já existentes, lia os textos dos livros didáticos, gostava do sonho na leitura. E, como qualquer criança, gostava de assistir desenhos, filmes, de brincar, enfim, de simular o mundo. Só que, porque minha mãe era de (e nos impôs) uma religião bem fanática e cheia de restrições, muitas vezes ficávamos meses ou anos sem tv em casa (porque a tal religião proibia). Bom, o resultado acaba por se tornar um círculo vicioso: como não me tornar uma insegura introspectiva se o meu mundo era todo cindido por causa da religião? A comunidade relacionada à igreja, com quem eu convivia bastante através de toda a família por parte de mãe, tinha costumes, cultura, idéias, muita coisa profundamente diferentes de todo o resto (amigos, escola, pai e família paterna). O mundo real foi se tornando realmente esquisito, incompreensível, distante. E ler era o único consenso entre a comunidade religiosa e o resto da sociedade: era algo bom ao ver de ambas. Então as indecisões e dicotomias se uniam: escolhi o meu mundo (o dos outros eu não entendia porque eram muitas regras contraditórias). Também, eu sempre tive sede de apoio (vivia insegura pelo fato de que as coisas que agradavam uma comunidade nunca agradavam a outra e vice-versa). Foi isso que me incentivou a leitura. Aceitação, transcendência, redenção (e, claro, não ter tv e precisar de outra alternativa para substituir ela). Fui lendo o que tinha pela casa: o livro didático, os gibis. Quando os gibis acabaram, descobri na estante de casa os livros. Nunca tinha enxergado eles como possibilidade de leitura, nunca vi ninguém lendo eles por perto. Mas comecei, e comecei por uma coleção cor de vinho intitulada Clássicos da Literatura Universal. Não tinha ainda nem 11 anos e lia Dostoievski, Shakespeare e José de Alencar. Fui do avesso porque foi só depois, quando já tinha lido e relido a tal coleção, que comecei a comprar, emprestar. Foi assim que descobri os &lt;i&gt;best sellers&lt;/i&gt;, os infanto-juvenis, os romances policiais (meus preferidos). E fui virando leitora, aprendendo a viver com o mundo indiretamente mais do que aprenderia diretamente e, graças à leitura, consegui me livrar das amarras da ditadura religiosa pouco a pouco. Os pontos de vista eram mais abrangentes, mais variados, aprendi a relativizar. Não era, como minha mãe dizia, um simples jogo entre Deus e Demônio no qual as pessoas nem sabiam no que acreditavam. Fui descobrindo o lado bom de outras religiões ao ler livros delas e um de parapsicologia que peguei sem querer achando que era de psicologia. Descobri que Darwin não era tão absurdo como ela dizia lendo O Mundo de Sofia. Aprendi que o mundo era cheio de complicações interiores e que coisas como não poder pintar o cabelo ou cortar, não poder pintar unhas, usar anéis, pulseiras, brincos, calças, manga curta era algo tão imbecil perto de todo o resto. Aprendi a ouvir meus pensamentos mais proibidos. Aprendi a respeitar melhor os outros. Fiquei pessimista demais. Mas de muita imposição unilateral que me sufocava extremamente eu me libertei. Eu devo minha vida e a minha vontade de morrer também à literatura. Eu devo tudo e nada. Minha contradição, minhas idéias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-5201960480797934496?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/5201960480797934496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=5201960480797934496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5201960480797934496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/5201960480797934496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/04/memria-de-leitura-ou-confisses-de.html' title='Memória de leitura (ou confissões de leitora)'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-2812179641695972697</id><published>2008-04-16T21:14:00.001-03:00</published><updated>2008-04-16T21:14:57.638-03:00</updated><title type='text'>Aperto o interruptor, mas a luz acende.</title><content type='html'>Minha impressão agora é de que o mundo é uma projeção da minha mente. Não só uma impressão feita de sonho, imaginação, uma impressão real, sincera, assustadora, de que pode ser sim que esse mundo seja apenas um sonho meu.&lt;br /&gt;Seria assim que os sociólogos ou antropólogos estariam errados ao lamentar o fato de que somos condicionados pela nossa própria experiência/vivência/concepção de mundo ao analisá-lo. No meu caso, seria certo que eu tomasse minha própria concepção como análise, já que sou eu quem move cada peça.&lt;br /&gt;Se não fosse pela lógica racional, eu levaria ao limite essa idéia. Mas, afinal, como diriam vocês, é bem mais &lt;i&gt;razoável&lt;/i&gt; que as coisas passem a chamar mais minha atenção a partir do momento que estou com algo na cabeça e através disso se conectem umas às outras. Mas a razão é questionável e as conexões muito mais claras pra mim do que apenas fruto da vontade.&lt;br /&gt;Como o fato de eu, pouco antes de ter terminado com o Daniel, ter sido visitada no orkut por uma pessoa que nasceu exatamente no mesmo dia que ele e que também é programador. Por um motivo raro, fui lá propor a essa pessoa conhecê-la, já que morava por aqui. Coisa que jamais fiz ou pensaria normalmente em fazer.&lt;br /&gt;Por estranha coincidência, quando voltava do trabalho, acabei descobrindo que o cachorro que eu sempre admirava e brincava no caminho, não era um, mas dois iguais. No mesmo dia em que tinha marcado de conhecer a tal pessoa do orkut. Não era um, mas dois iguais. E eu nem tinha percebido.&lt;br /&gt;E com essa pessoa acabei me ligando. A pessoa que nasceu 7 dias antes de mim, em 77.&lt;br /&gt;Agora, quando vejo os cachorros de novo, finalmente percebo a diferença (e agora nunca os vejo separado, como antes). Um é bem mais meigo que o outro. Um tem a cabeça bem mais preta.&lt;br /&gt;Quando eu morava na quadra de lá, só na quadra de lá acabava a luz. Agora que moro na quadra daqui, acaba luz aqui, mas não acaba a luz da quadra de lá. Como se eu fosse o foco das coisas, as coisas acontecem.&lt;br /&gt;Hoje, a minha indiferença pela vida foi empurrada para um desgosto pela vida, já que tudo parece acontecer pra dar errado: em tão pouco tempo de ano perco um namorado que achei que não perdia, do nada; sou assaltada, perco uma prova porque fui assaltada, perco a segunda chamada da prova porque o professor simplesmente aplicou a dita cuja sem me chamar pra ela direito, minha faculdade diz uma coisa, meus ideais idem, meu trabalho diz outra diferente. Então enquanto eu chorava de desgosto, foi passando de mansinho, fui deixando ficar só triste mesmo, desencantada. Uma menina levantou no meio da aula e caiu desmaiada lá na frente. Saio e gente toca maracatu, as batidas, levadas pela minha tristeza, tocavam mais terríveis que festivas, olho então no meio do pátio uma árvore caída. Uma daquelas antigas, linda e forte – caída. Então pareceu que, enquanto desmoronava meu mundo, tudo desmoronava junto, sinal de que o sonho vai se acabando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-2812179641695972697?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/2812179641695972697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=2812179641695972697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2812179641695972697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/2812179641695972697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/04/aperto-o-interruptor-mas-luz-acende.html' title='Aperto o interruptor, mas a luz acende.'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-6386023467400641387</id><published>2008-04-15T22:11:00.000-03:00</published><updated>2008-04-15T22:12:44.874-03:00</updated><title type='text'>Dear God, life ain't kind, people getting born and dying</title><content type='html'>Eu li uma vez (e eu já falei disso) que quem acha que está louco é uma pessoa sã. Afinal, é autoconsciente. Então, não, quando eu ajo ilogicamente, eu acho que estou mentindo pra mim mesma, embora não controle os impulsos (não sei se por não conseguir ou por não querer, mas loucura também não é fuga?).&lt;br /&gt;Hoje, ao andar na rua, comecei a entrar num desesperinho muito imbecil – e não é a primeira vez que isso acontece – porque não tinha música pra escutar nem ninguém pra conversar. Não sei o que fazer, então fico com vontade de falar (cantar) qualquer coisa, segurar qualquer coisa, besteira. Eu não gosto muito das pessoas, nem de mim, nem de nada. Eu não posso dizer que isso é hormonal. E pode ser que o céu cinza e o tempo frio... se eu não adorasse tempo assim. Então comecei a ficar com vontade de apertar as mãos, a pensar coisas sem muita conexão, estou sem enxergar direito, alguma confusão, uma vontade, uma vontade e um desprezo por todos os desejos. Comecei a encolher, coloquei a mão em frente ao rosto e fiquei andando feito louca. Me perguntaram se eu estava com frio, mas não era frio. Tirei e coloquei a blusa umas milhões de vezes. Me apego a banalidades pra não enfrentar o fato de que andar é absurdo e todo mundo é absurdo. E de repente voltei a achar que todas as pessoas perfeitas morrem, se suicidam, e vão para um mundo melhor – lembrando daquela teoria espírita de mundos diferentes e superiores. Não sou perfeita, mas queria a companhia das pessoas perfeitas. Sinto indiferença ao pensar em me matar, não é nem vontade, mas se houvesse, eu acho que faria sem pensar muito. Talvez isso explique porque o moço do filme se matou. Se eu estivesse na linha do trem e ele se aproximasse, eu desviaria? Talvez sim, por instinto, talvez não, por indiferença. Sem levar em conta esposa e filho. Simplesmente porque não faz sentido.&lt;br /&gt;É possível ser feliz e se matar. É possível eu pensar que eu possa ter um namorado perfeito e amigos perfeitos que me fazem bem quando estou com eles, mas, ao ficar sozinha, ver que essas coisas, as mais significativas pra mim, equivalem a um entretenimento. Por que tentar levar a vida? Pode ser que eu trabalhe num lugar interessante, que me faça me sentir desafiada, que me faça pensar num futuro em que eu possa mudar coisas, em que possa atuar em alguma coisa “significativa” no mundo. Enquanto isso, pensar que, mesmo que mudanças pudessem ser alcançadas – e provavelmente não serão –, por que se deveria mudar o mundo se a insatisfação nunca morre?&lt;br /&gt;Bah, é o maior clichê suicida, eu sei.&lt;br /&gt;Eu dizia – e é verdade – que o sentido da vida é sentir. Não é nenhum motivo suficiente, talvez nem consolador, mas é este, não vai além disso. Ou se aceita absurdamente viver infeliz, ou não se vive. Pode-se dizer com muita displicência (embora seja impossível ser de fato displicente nesse assunto) que vai se morrer mesmo daqui a pouco, então vivamos enquanto se vive, já que já estamos aqui aproveitamos o que se dá pra aproveitar. Convenhamos, se não houvesse tanta cobrança e merda por toda parte, até era possível concordar com isso. Mas já que 80% da nossa vida (sendo otimista!) se concentra em obrigações sem graça, metas idiotas, banalidades fisiológicas e lógicas, o mais inteligente era se matar mesmo. O que comprova que as pessoas perfeitas (pelo menos as inteligentes) se mataram. Os que vivem, além de serem idiotas, têm que conviver com um bando de outros idiotas. E aí que está, a vida não podia ser pior. E se eu sorrio agora não é só por ironia, estou no momento abrangido pelos 20%, em que “me apaixonei pela minha própria metáfora” (que, mediocremente, nem é nova) – falo disso não porque tenha feito uma metáfora, estava lembrando da minha aula de Análise de Discurso, em que analisávamos o Diogo Mainardi. Ele escreveu que, ao dizerem que o filho dele tinha paralisia cerebral, é como se tivessem dito que o filho dele era búlgaro. No final do texto, ele disse “amar o seu pequeno búlgaro”. E a professora falou: ele não ama o filho dele de fato, ele ama a metáfora que ele criou.&lt;br /&gt;Eu não amo a vida, eu vivo pra amar as metáforas que se cria sobre a vida. Isso é que é gostar de arte – e explica (não justifica) minha incompetência pra coisas reais, sociais, políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto... é a perfeita realização daquele dito “bater na mesma tecla”. Imagine aqui um piano e eu teclando a mesma nota, a mesma nota: dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó, dó. É irritante. Mas é pra fazer sentirem como eu me sinto – eu fico escutando de mim a mesma ladainha esse tempo todo, esses anos todos (se não bastasse ser ruim por si só).&lt;br /&gt;E esse é o porquê do Rafael dizer que achava que eu era a maior discípula de Schopenhauer? Mas não sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-6386023467400641387?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/6386023467400641387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=6386023467400641387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6386023467400641387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/6386023467400641387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/04/dear-god-life-aint-kind-people-getting.html' title='Dear God, life ain&apos;t kind, people getting born and dying'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-3431881861839051773</id><published>2008-04-08T22:40:00.001-03:00</published><updated>2008-04-08T22:41:57.143-03:00</updated><title type='text'>Cultura com ISO9001</title><content type='html'>O conto do Machado O homem célebre, desde a primeira vez que eu li, sempre me serviu como uma alegoria para a sensação de “desejando o imortal, fazendo o medíocre” que tanto faz parte da minha vida. Este blog. O título “filosofia crônica”, por exemplo, embora aqui ou ali eu tente tirar uma moral da história que deseja ser filosófica e não é, não combina em nada com o blog, o único nome que ele deveria ter era de privada cerebral, ou como a Marla pôs no próprio (falecido?) blog: “um arroto emocional”. Mas se o conteúdo deixa(rá) sempre a desejar, que pelo menos o nome fique pomposinho ali em cima para que, pelo contraste dele e da poesia ao lado, tudo pareça ainda pior do que já é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, hoje estou na fase hormonal em que fico descontente com a vida, com as coisas, as pessoas, com tudo. Atravessei duas vezes de forma irresponsável a rua e no fundo tanto fazia se me atropelassem ou não. Dessa vez arranquei as folhas das árvores não pra acariciar, mas pra despedaçar. Ódio gratuito (ou não) pelo mundo.&lt;br /&gt;O mundo é ruim e bom, porque eu sei que é bom só agora. Mas é superficialmente bom, a gente sabe. Oras, se apaixonar acontece, amar as coisas por isso é normal, mas o mundo não fica de fato melhor por isso. As pessoas continuam sendo odiosas, todas elas incluindo a gente mesmo.&lt;br /&gt;Hoje o que desencadeou a raiva foi primeiro a crítica ao livro que gostei. Nunca aceito bem as críticas – criticar o que a gente gosta é criticar a gente. Se não bastasse isso, o livro criticado foi uma leitura obrigatória indicada pelo próprio autor da crítica. E tem umas 500 páginas. E eu quase me matei pra terminar de ler a tempo. Eu sei que nada é passível de críticas, acho ótimo que a gente também veja a parte negativa de tudo, mas se a parte negativa se sobressai, por que, meu deus, fazer todo mundo ler uma coisa ruim? Me diz por quê? Se tem tanta, tanta, taaanta coisa boa ainda que eu nem toquei ainda pra começar a ler?&lt;br /&gt;O meu curso anda com essa bobeira repetitiva. Todos os professores acharam graça agora em passar textos ruins pra gente ler. Levam provas ruins pra gente analisar, textos ruins pra gente criticar, atitudes ruins pra gente atacar. E o que se supõe então que seja &lt;i&gt;bom&lt;/i&gt;? Esse é o problema, esses professores estão me pondo em frente ao espelho: eu que sempre só ressalto as coisas negativas da vida, preciso agora dizer que só ver o negativo não leva a nada, a gente precisa de algo bom pra se orientar.&lt;br /&gt;Outra coisa idiota de tudo isso é o quanto a crítica só serve, na maioria das vezes, para uma masturbação mental. É criticando o que tem de errado no outro que eu me sobressaio como melhor – mesmo que eu não tenha nada de melhor ou até mesmo erre da mesma forma.&lt;br /&gt;E eu gosto muito dessas aulas da manhã, das dicas de filmes, livros e livros que o professor dá, as dicas do que é &lt;i&gt;bom ou ruim esteticamente&lt;/i&gt; (eu acho incrível como ninguém nunca relativiza isso, deixo aqui explícito que disse o bom ou ruim com toda a ironia possível...). Mas ao mesmo tempo ele e aquelas aluninhas entupidas de livros, teatros e cinema saindo pelos ouvidos, me irritam depois de um tempo. A nata da sociedade intelectual. Me irrita, me irrita. Eu gosto de cultura erudita, ou seja lá como se chama isso, mas a pessoa que fica se ensaboando com isso o tempo todo, vomitando e comendo de novo o que leu, o que viu ou ouviu só porque “gostar de tal coisa é o máximo” é irritante. De novo eu me pergunto se essas pessoas realmente gostam ou só fazem tal coisa pra se aparecer. Pode ser que gostem, mas a forma como só falta andar com um currículo de acervo cultural estampado na cara me faz pensar que ler, ver e ouvir a coisa não basta, não é tão bom assim se não fosse pelo fato de poder esfregar na cara dos outros intelectuais de merda ou se gabar para os ingênuos que estiverem assistindo boquiaberto a eles. De repente eu me sinto bem por ser uma “contra-cultura” aparente, porque meu cabelo e minhas roupas depõem contra mim, porque ou as pessoas me enquadram como emo, ou como roqueira, ou como aluna de designer, ou, enfim, como babaca e burra simplesmente. Eu sei que as pessoas me subestimam. E de repente eu me sinto bem por isso, agressivamente bem por ouvir algo como “vida e mente vazia”. Porque eu &lt;i&gt;posso&lt;/i&gt; contradizer. Porque autocrítica pelo menos, ao contrário desse bando de babacas, pelo jeito, parece que eu tenho. Vida vazia, mente não. Minha mente está morbidamente consciente de que gente que diz palavrinhas como essas ou tentam nos impressionar é a mais deprimente. Que eu mesma sou deprimente porque nem eu me salvo dessa panela de vaidosos intelectuais. Eu quero morrer, me anular só de pensar nisso. Vontade de ficar reclusa, largar tudo, pegar toda a coleção do Harry Potter e ir reler. Agora eu entendo porque sempre que fico de férias da faculdade só leio “porcaria”.&lt;br /&gt;E como eu sou capaz de detestar até aquilo que amo porque nada está livre da minha crítica, basta me desagradar.&lt;br /&gt;Sabe quando Joãozinho-óculos-fundo-de-garrafa apanhava na escola por ser diferente? E sabe quando ele começou a ser elogiado porque era inteligente e ainda mais por ler, e por perceber que ser diferente, no fundo, no fundo, é o que todo mundo deseja? Aí criaram um monstro no Joãozinho. Antes ele tivesse morrido pelas pancadas dos marmanjos da escola. Antes de ter ficado um ser bisonho e arrogante, pelo menos tivessem lhe quebrado todos os dentes pra tirar a graça do arzinho intelectual. Porque o pobre Joãozinho viveu apanhando e sentindo uma enorme vontade de auto-afirmação, sobrevivendo, mas com uma carência infinita. Esse Joãozinho vai morrer tentando arrancar os únicos elogios que sempre ouviu: “você é inteligente, Joãozinho, que bom que você leu tudo isso”. Joãozinho é tão tapado quanto os fortões da escola. Como professora eu sei, todo aluno é tapado. Todo ser humano tenta se afirmar mas é um merda (quanta novidade! ¬¬).&lt;br /&gt;Só eu me salvo, só eu. Eu que digo tudo isso e sou tão idiota quanto todo o resto, sou incrivelmente boazona. Estranhamente as pessoas é que me abandonam. Eu, Joaninha, sempre sendo deixada pra trás, por mais que tente sempre fazer com que os outros me admirem. Mas eu sei que os que me deixaram vão se arrepender pelo resto da vida, eu, euzinha tão especial, eu que leio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(fica aqui exposto que eu &lt;i&gt;gosto&lt;/i&gt; realmente de ler, ver e ouvir coisas rotuladas como boas por sei lá quem (Deus?), assim como também muito de coisas ditas ruins. Tem que se gostar pelo prazer, deus meu, afinal eu ainda vou provar que esses rótulos de qualidade não estão tão certos assim.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20310256-3431881861839051773?l=filosofiacronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/feeds/3431881861839051773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20310256&amp;postID=3431881861839051773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3431881861839051773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20310256/posts/default/3431881861839051773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacronica.blogspot.com/2008/04/cultura-com-iso9001.html' title='Cultura com ISO9001'/><author><name>Marcely Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12089883735966365925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-ALB1thXBae0/TegdAyuamjI/AAAAAAAAAoE/9IcAuK2eNfE/s220/tw13.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20310256.post-5648108887376784296</id><published>2008-04-03T18:47:00.002-03:00</published><updated>2008-04-03T19:38:04.101-03:00</updated><title type='text'>_</title><content type='html'>Ultimamente, sempre que vou escrever, tenho receio de já ter dito tudo aquilo que vou falar, isso porque esqueço demais as coisas. E o pior é que ainda teria usado as mesmas metáforas, não duvido nada. Não é triste? Eu não estaria vivendo tudo de novo porque esqueci até as experiências acumuladas?&lt;br /&gt;(Este texto era pra ser uma transcrição do que escrevi ontem durante a aula de Literatura e Canção Popular, mas pra cada palavra copiada do papel para o computador, eu formava uma frase totalmente nova. Meus pensamentos sempre aquela água que muda de curso enquanto passam pelos meus dedos. Acabou que desviei totalmente do curso das idéias e acabei desembocando em outro mar, outro texto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;font color="#404040"&gt;Fluxo de sentimentos – Parte 1&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os esquimós têm vinte nomes diferentes para a neve: um nome para a neve fofa, para a neve mais branca... porque, para eles, neve não é uma coisa só, eles que convivem tanto com a neve. Se nosso mundo fosse meu e nossa língua fosse minha, teríamos bem mais que vinte nomes diferentes para melancolia. Pelo menos melancolia é uma palavra bonita (como neve), é verdade, mas tão insuficiente pra abranger tudo que abrange...! Algum professor de psicologia deveria 
